CRESCE A PRESSÃO

segunda-feira, novembro 02, 2009 / /

Como antecipamos aqui em nosso blog dias atrás, o presidente Lula não está nada disposto em assumir riscos para sua candidata Dilma Roussef, em nossa Minas Gerais. Para isto, já deixou claro sua preferência na composição da aliança mineira: O PMDB assume a cabeça de chapa, com o Ministro das Comunicações Hélio Costa, o Ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananais, o Senado e o ex-prefeito Fernando Pimentel, a Câmara dos Deputados.
Esta receita não agradou muito o  ex-prefeito. Fernando Pimentel tem afirmado publicamente que, se não sair candidato ao Governo de Minas, não será candidato à nada.
Mas ao que tudo indica, o Presidente Lula não vai querer saber de birras que possam comprometer a aliança PT/PMDB aqui no Estado, por dois simples - porém estratégicos -  motivos: Considera prioritário que Dilma tenha uma palanque forte no segundo maior colégio eleitoral e sabe o tamanho, o poder e a influência dos delegados do  diretório de Minas Gerais.

Vamos acompanhando.
Leia a matéria de hoje, do Jornal O Tempo na íntegra.

Cresce pressão do PMDB pela cabeça de chapa em Minas
Envolvimento mais direto de Aécio reforça tese de chapa única da base aliada
Rafael Gomes
A aliança nacional entre PT e PMDB acabou agravando o impasse em torno da definição das candidaturas majoritárias da base aliada do governo federal em Minas Gerais. Nos bastidores, o Estado estaria na lista daqueles em que o PT teria que abrir mão da cabeça de chapa em favor dos peemedebistas, como contrapartida do acordo nacional com o PMDB e para garantir palanque único para a pré-candidata petista à Presidência, a ministra Dilma Rousseff. Mas os petistas não querem ir para o sacrifício e insistem na candidatura própria ao Palácio da Liberdade. As legendas terão que encontrar solução, já que o presidente Lula disse que o palanque único em alguns Estados é prioridade. Ele também disse que onde houver mais de um palanque, poderá não subir em nenhum deles.
Para pressionar o PT, o PMDB criou até uma comissão especial só com "caciques" para negociar as alianças nos Estados. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), os deputados Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, e Jader Barbalho (PA) são alguns dos envolvidos na negociação.
Em Minas, o responsável pelas conversas é o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas e líder nas pesquisas de intenção de voto. Ele deve utilizar os números para convencer o PT de que é o melhor nome da base aliada. "A gente não tem como servir a dois objetivos em campanhas. Para mim, se PT e PMDB não estiverem juntos, vai ser muito difícil vencer (as eleições)", disse Costa em entrevista a O TEMPO.
Os argumentos de Hélio Costa se fortaleceram ainda mais com o crescimento da possibilidade de o governador Aécio Neves (PSDB) se candidatar ao Senado no ano que vem. Assim, o tucano deverá ter uma participação muito mais efetiva na disputa. Aécio poderá se concentrar nas viagens por Minas Gerais junto com o vice-governador, Antonio Anastasia, provável candidato do PSDB ao governo.
Barreira. Mas a resistência do PT ao que pretende o PMDB é significativa. Os dois pré-candidatos petistas, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel não abrem mão da candidatura ao governo.
A diferença é que Patrus se mostra mais receptivo à ideia de negociar com o PMDB a candidatura única da base governista. "O diálogo entre os dois (Patrus e Hélio Costa) é muito bom. No momento certo, acredito que PT e PMDB vão chegar a um acordo", disse um petista próximo a Patrus.
Já entre os apoiadores de Fernando Pimentel, a posição é mais rígida. O ex-prefeito quer que o partido encabece a chapa para o governo e, caso o PMDB queira a aliança, deve compor com o lugar de vice ou na coligação para o Senado.
Um dos interlocutores de Pimentel, o presidente do PT em Minas, deputado Reginaldo Lopes, explicou a situação ao presidente Lula e à ministra Dilma Rousseff: que não será possível ceder espaço ao PMDB em Minas. "A militância está envolvida com esses nomes e vai exigir que pelo menos um deles seja o candidato", disse.
Aliados
Vice. Um possível acordo entre PT e PMDB para as candidaturas ao governo e ao Senado abriria espaço para um outro partido da base ocupar a vaga de vice. O nome mais forte seria o da deputada do PCdoB, Jô Moraes.


Hélio Costa integra comissão peemedebista para alianças regionais

FOTO: Antonio Cruz/ABr
Hélio Costa integra comissão peemedebista para alianças regionais

PMDB
Briga interna pode influenciar
Em meio às negociações para a formação de uma chapa única da base aliada ao governo, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), terá também muito trabalho para vencer as eleições internas no partido, marcadas para o dia 13 de dezembro. O candidato apoiado por ele, o deputado federal Antônio Andrade, disputa a presidência do partido em Minas com o deputado estadual Adalclever Lopes, ligado ao grupo do ex-governador de Minas Newton Cardoso.
Embora os dois candidatos falem publicamente em candidatura própria ao governo do Estado, o ministro Hélio Costa não garante que será o candidato caso o outro grupo consiga a direção do partido.
Por outro lado, o deputado Adalclever Lopes já andou conversando com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), que defende a candidatura única da base, mas com o PT encabeçando a chapa.
Em resposta, o grupo de Adalclever afirma que uma vitória de Antônio Andrade aproximaria o PMDB do governador Aécio Neves e do PSDB, impedindo a aliança com o PT, o que o ministro Hélio Costa nega. (RG)



Petistas
Eleição para direção é prioridade
Os pré-candidatos petistas também precisam dividir as atenções entre as eleições de 2010 e a sucessão interna. O Processo de Eleição Direta (PED) do PT está marcado para 22 de novembro. Dos quatro candidatos à presidência do partido em Minas, três apoiam o nome do ministro Patrus Ananias. Somente o deputado Reginaldo Lopes, que disputa a reeleição, apoia o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que se esquivou das questões sobre 2010, na última visita do presidente Lula a Minas.
“Primeiro estamos concentrados nas eleições internas. Depois a gente avalia as eleições”, disse o ex-prefeito em uma de suas últimas aparições públicas, em Ouro Preto.
Embora esteja em contato com o PMDB, o ministro Patrus não acredita em uma definição do quadro agora. “Ainda está prematuro. Vamos conversar muito com o PMDB ainda”, disse um de seus interlocutores no PT. (RG)



Alianças
Comissão ainda terá que negociar outras alianças
A comissão formada pelo PMDB ainda terá que discutir com o PT a formação de vários palanques nos Estados em 2010.
A ideia principal é dar preferência a quem disputa a reeleição. Assim, o PMDB teria a candidatura “solo” do governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, e o PT teria que retirar o nome de Lindberg Farias. Mas, pelo mesmo critério, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira (PMDB), teria que sair da disputa em favor do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Em troca, o PMDB quer a desistência da candidatura ao Senado de Sérgio Gabrielli (PT), presidente da Petrobras.
No Pará, os peemedebistas prometem apoiar a reeleição de Ana Júlia (PT), se o PT apoiar Jader Barbalho (PMDB) para o Senado. No Paraná, o partido quer ainda impedir o confronto entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), por uma vaga no Senado. (RG)

Marcadores: , , , , , , , , , , ,

0 comentários:

Postar um comentário