Como antecipamos aqui em nosso blog dias atrás, o presidente Lula não está nada disposto em assumir riscos para sua candidata Dilma Roussef, em nossa Minas Gerais. Para isto, já deixou claro sua preferência na composição da aliança mineira: O PMDB assume a cabeça de chapa, com o Ministro das Comunicações Hélio Costa, o Ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananais, o Senado e o ex-prefeito Fernando Pimentel, a Câmara dos Deputados.
Esta receita não agradou muito o ex-prefeito. Fernando Pimentel tem afirmado publicamente que, se não sair candidato ao Governo de Minas, não será candidato à nada.
Mas ao que tudo indica, o Presidente Lula não vai querer saber de birras que possam comprometer a aliança PT/PMDB aqui no Estado, por dois simples - porém estratégicos - motivos: Considera prioritário que Dilma tenha uma palanque forte no segundo maior colégio eleitoral e sabe o tamanho, o poder e a influência dos delegados do diretório de Minas Gerais.
Vamos acompanhando.
Leia a matéria de hoje, do Jornal O Tempo na íntegra.
JORNAL O TEMPO
Sucessão. Peemedebistas já criaram uma comissão para tentar garantir candidatura própria nos Estados
Sucessão. Peemedebistas já criaram uma comissão para tentar garantir candidatura própria nos Estados
Cresce pressão do PMDB pela cabeça de chapa em Minas
Envolvimento mais direto de Aécio reforça tese de chapa única da base aliada
Rafael Gomes
A aliança nacional entre PT e PMDB acabou agravando o impasse em torno da definição das candidaturas majoritárias da base aliada do governo federal em Minas Gerais. Nos bastidores, o Estado estaria na lista daqueles em que o PT teria que abrir mão da cabeça de chapa em favor dos peemedebistas, como contrapartida do acordo nacional com o PMDB e para garantir palanque único para a pré-candidata petista à Presidência, a ministra Dilma Rousseff. Mas os petistas não querem ir para o sacrifício e insistem na candidatura própria ao Palácio da Liberdade. As legendas terão que encontrar solução, já que o presidente Lula disse que o palanque único em alguns Estados é prioridade. Ele também disse que onde houver mais de um palanque, poderá não subir em nenhum deles.
Para pressionar o PT, o PMDB criou até uma comissão especial só com "caciques" para negociar as alianças nos Estados. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), os deputados Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, e Jader Barbalho (PA) são alguns dos envolvidos na negociação.
Em Minas, o responsável pelas conversas é o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas e líder nas pesquisas de intenção de voto. Ele deve utilizar os números para convencer o PT de que é o melhor nome da base aliada. "A gente não tem como servir a dois objetivos em campanhas. Para mim, se PT e PMDB não estiverem juntos, vai ser muito difícil vencer (as eleições)", disse Costa em entrevista a O TEMPO.
Os argumentos de Hélio Costa se fortaleceram ainda mais com o crescimento da possibilidade de o governador Aécio Neves (PSDB) se candidatar ao Senado no ano que vem. Assim, o tucano deverá ter uma participação muito mais efetiva na disputa. Aécio poderá se concentrar nas viagens por Minas Gerais junto com o vice-governador, Antonio Anastasia, provável candidato do PSDB ao governo.
Barreira. Mas a resistência do PT ao que pretende o PMDB é significativa. Os dois pré-candidatos petistas, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel não abrem mão da candidatura ao governo.
A diferença é que Patrus se mostra mais receptivo à ideia de negociar com o PMDB a candidatura única da base governista. "O diálogo entre os dois (Patrus e Hélio Costa) é muito bom. No momento certo, acredito que PT e PMDB vão chegar a um acordo", disse um petista próximo a Patrus.
Já entre os apoiadores de Fernando Pimentel, a posição é mais rígida. O ex-prefeito quer que o partido encabece a chapa para o governo e, caso o PMDB queira a aliança, deve compor com o lugar de vice ou na coligação para o Senado.
Um dos interlocutores de Pimentel, o presidente do PT em Minas, deputado Reginaldo Lopes, explicou a situação ao presidente Lula e à ministra Dilma Rousseff: que não será possível ceder espaço ao PMDB em Minas. "A militância está envolvida com esses nomes e vai exigir que pelo menos um deles seja o candidato", disse.
Aliados
Vice. Um possível acordo entre PT e PMDB para as candidaturas ao governo e ao Senado abriria espaço para um outro partido da base ocupar a vaga de vice. O nome mais forte seria o da deputada do PCdoB, Jô Moraes.
Para pressionar o PT, o PMDB criou até uma comissão especial só com "caciques" para negociar as alianças nos Estados. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), os deputados Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, e Jader Barbalho (PA) são alguns dos envolvidos na negociação.
Em Minas, o responsável pelas conversas é o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas e líder nas pesquisas de intenção de voto. Ele deve utilizar os números para convencer o PT de que é o melhor nome da base aliada. "A gente não tem como servir a dois objetivos em campanhas. Para mim, se PT e PMDB não estiverem juntos, vai ser muito difícil vencer (as eleições)", disse Costa em entrevista a O TEMPO.
Os argumentos de Hélio Costa se fortaleceram ainda mais com o crescimento da possibilidade de o governador Aécio Neves (PSDB) se candidatar ao Senado no ano que vem. Assim, o tucano deverá ter uma participação muito mais efetiva na disputa. Aécio poderá se concentrar nas viagens por Minas Gerais junto com o vice-governador, Antonio Anastasia, provável candidato do PSDB ao governo.
Barreira. Mas a resistência do PT ao que pretende o PMDB é significativa. Os dois pré-candidatos petistas, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel não abrem mão da candidatura ao governo.
A diferença é que Patrus se mostra mais receptivo à ideia de negociar com o PMDB a candidatura única da base governista. "O diálogo entre os dois (Patrus e Hélio Costa) é muito bom. No momento certo, acredito que PT e PMDB vão chegar a um acordo", disse um petista próximo a Patrus.
Já entre os apoiadores de Fernando Pimentel, a posição é mais rígida. O ex-prefeito quer que o partido encabece a chapa para o governo e, caso o PMDB queira a aliança, deve compor com o lugar de vice ou na coligação para o Senado.
Um dos interlocutores de Pimentel, o presidente do PT em Minas, deputado Reginaldo Lopes, explicou a situação ao presidente Lula e à ministra Dilma Rousseff: que não será possível ceder espaço ao PMDB em Minas. "A militância está envolvida com esses nomes e vai exigir que pelo menos um deles seja o candidato", disse.
Aliados
Vice. Um possível acordo entre PT e PMDB para as candidaturas ao governo e ao Senado abriria espaço para um outro partido da base ocupar a vaga de vice. O nome mais forte seria o da deputada do PCdoB, Jô Moraes.
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Briga interna pode influenciar
Em meio às negociações para a formação de uma chapa única da base aliada ao governo, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), terá também muito trabalho para vencer as eleições internas no partido, marcadas para o dia 13 de dezembro. O candidato apoiado por ele, o deputado federal Antônio Andrade, disputa a presidência do partido em Minas com o deputado estadual Adalclever Lopes, ligado ao grupo do ex-governador de Minas Newton Cardoso.
Embora os dois candidatos falem publicamente em candidatura própria ao governo do Estado, o ministro Hélio Costa não garante que será o candidato caso o outro grupo consiga a direção do partido.
Por outro lado, o deputado Adalclever Lopes já andou conversando com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), que defende a candidatura única da base, mas com o PT encabeçando a chapa.
Em resposta, o grupo de Adalclever afirma que uma vitória de Antônio Andrade aproximaria o PMDB do governador Aécio Neves e do PSDB, impedindo a aliança com o PT, o que o ministro Hélio Costa nega. (RG)
Embora os dois candidatos falem publicamente em candidatura própria ao governo do Estado, o ministro Hélio Costa não garante que será o candidato caso o outro grupo consiga a direção do partido.
Por outro lado, o deputado Adalclever Lopes já andou conversando com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), que defende a candidatura única da base, mas com o PT encabeçando a chapa.
Em resposta, o grupo de Adalclever afirma que uma vitória de Antônio Andrade aproximaria o PMDB do governador Aécio Neves e do PSDB, impedindo a aliança com o PT, o que o ministro Hélio Costa nega. (RG)
Eleição para direção é prioridade
Os pré-candidatos petistas também precisam dividir as atenções entre as eleições de 2010 e a sucessão interna. O Processo de Eleição Direta (PED) do PT está marcado para 22 de novembro. Dos quatro candidatos à presidência do partido em Minas, três apoiam o nome do ministro Patrus Ananias. Somente o deputado Reginaldo Lopes, que disputa a reeleição, apoia o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que se esquivou das questões sobre 2010, na última visita do presidente Lula a Minas.
“Primeiro estamos concentrados nas eleições internas. Depois a gente avalia as eleições”, disse o ex-prefeito em uma de suas últimas aparições públicas, em Ouro Preto.
Embora esteja em contato com o PMDB, o ministro Patrus não acredita em uma definição do quadro agora. “Ainda está prematuro. Vamos conversar muito com o PMDB ainda”, disse um de seus interlocutores no PT. (RG)
“Primeiro estamos concentrados nas eleições internas. Depois a gente avalia as eleições”, disse o ex-prefeito em uma de suas últimas aparições públicas, em Ouro Preto.
Embora esteja em contato com o PMDB, o ministro Patrus não acredita em uma definição do quadro agora. “Ainda está prematuro. Vamos conversar muito com o PMDB ainda”, disse um de seus interlocutores no PT. (RG)
Comissão ainda terá que negociar outras alianças
A comissão formada pelo PMDB ainda terá que discutir com o PT a formação de vários palanques nos Estados em 2010.
A ideia principal é dar preferência a quem disputa a reeleição. Assim, o PMDB teria a candidatura “solo” do governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, e o PT teria que retirar o nome de Lindberg Farias. Mas, pelo mesmo critério, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira (PMDB), teria que sair da disputa em favor do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Em troca, o PMDB quer a desistência da candidatura ao Senado de Sérgio Gabrielli (PT), presidente da Petrobras.
No Pará, os peemedebistas prometem apoiar a reeleição de Ana Júlia (PT), se o PT apoiar Jader Barbalho (PMDB) para o Senado. No Paraná, o partido quer ainda impedir o confronto entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), por uma vaga no Senado. (RG)
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A ideia principal é dar preferência a quem disputa a reeleição. Assim, o PMDB teria a candidatura “solo” do governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, e o PT teria que retirar o nome de Lindberg Farias. Mas, pelo mesmo critério, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira (PMDB), teria que sair da disputa em favor do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Em troca, o PMDB quer a desistência da candidatura ao Senado de Sérgio Gabrielli (PT), presidente da Petrobras.
No Pará, os peemedebistas prometem apoiar a reeleição de Ana Júlia (PT), se o PT apoiar Jader Barbalho (PMDB) para o Senado. No Paraná, o partido quer ainda impedir o confronto entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), por uma vaga no Senado. (RG)


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