A SEMANA QUE PASSOU E SUAS INTRIGAS

domingo, novembro 08, 2009 / /

Depois de uma semana recheada de intrigas, pessoais e políticas, o domingo aparenta certa calmaria nos veículos de imprensa nacional e mineira.
As histórias (ou estórias) sobre a tal agressão do governador Aécio Neves à sua acompanhante em evento no Rio de Janeiro, ocuparam na semana que passou  um grande espaço na mídia nacional e ainda encontra lugar em alguns jornais e revistas deste fim de semana.
Há que diga e até jure que tem a mão do governador José Serra no comentário maldoso do jornalista Juca Kfouri, por sinal antigo aliado e amigo pessoal do governador de SP. 
Resumindo, um recado para Aécio Neves.

Um outro tema que deu o que falar foi a entrevista do compositor e cantor Caetano Veloso, onde ele declara voto a Marina Silva, chama o presidente Lula de analfabeto e demonstra sua admiração à Aécio Neves. 
Ainda no campo das intrigas, mereceu repercussão o artigo escrito pelo ex-presidente Fernando Henrique sobre o Governo do Presidente Lula. 
Leia matéria de hoje do Jornal O Tempo.




Política
Bate-boca. Presidente e ex-presidente protagonizam polêmica
Lula afirma que FHC é incompetente e tucano aponta "baixo nível"
Presidente do PSDB entra na iscussão e afirma que o petista ‘convive com ditador’
Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) protagonizaram ontem um bate-boca público. O estopim do desentendimento foi um artigo publicado na semana passada por FHC em que ele faz duras críticas à atual gestão federal.
Ontem, Lula atribuiu as críticas que recebeu ao "ódio" do tucano em relação a seu governo. "Eu compreendo o ódio que isso causa. Um intelectual assistir um operário que só tem o quarto ano primário ganhar tudo o que ele imaginava que iria ganhar e não ganhou por incompetência é difícil", disparou o presidente, durante evento em São Paulo.
Lula ironizou o fato de não ter a "sapiência dos sociólogos", em referência à formação de Fernando Henrique. "Tem gente que acha que a inteligência está na quantidade de anos de escolaridade. Não tem nada mais burro que isso. A universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa", afirmou.
Para o petista, na política, vale mais a inteligência do que o conhecimento. "A inteligência de saber formar uma equipe não está no livro. Está na sensibilidade. A inteligência de tomar decisões não está no livro. Está no caráter", completou.

Lula comparou Fernando Henrique a um jogador de futebol que fica no banco de reservas torcendo para que um titular se machuque para poder entrar em campo. "Fernando Henrique tinha certeza de que nós seríamos um fracasso e de que ele poderia voltar por conta do meu fracasso", disse. "É isso que magoa", destacou.
Apesar de mostrar-se incomodado com as críticas do ex-presidente tucano, Lula tentou contemporizar: "A vida é assim. A pessoa fala o que quer, ouve o que não quer", alfinetou. Por fim, Lula afirmou sentir "pena" dos tucanos por eles planejarem um programa de treinamento de cabos eleitorais no Nordeste com vistas às eleições de 2010. "É o que o Hitler fazia para que os alemães pegassem os judeus", disse, em referência ao ditador nazista Adolf Hitler.
FHC. O ex-presidente Fernando Henrique disse ontem, por sua vez, que não quer transformar em acusações pessoais as críticas que fez ao governo federal em seu artigo. "Não quero entrar nesse debate de baixo nível das questões", afirmou.
"Eu escrevi [O ARTIGO]o artigo pensando no funcionamento de um sistema, não foi pensando em pessoas e não me cabe acrescentar mais nada. Preciso evitar que isso se transforme em acusações de pessoas. Não é do meu feitio e não faz parte do meu estilo", afirmou o tucano, que participou de um outro evento, também na capital paulista.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também rebateu as críticas de Lula. "Nós não gostamos de Hitler e nem de Hugo Chávez, por isso não discutimos ditadores. Quem convive com ditador é o Lula", disparou. (Com agências)
Aliados de ambas as partes entram na briga
Os tucanos reagiram com veemência aos ataques do presidente Lula, que comparou as práticas do PSDB às de Adolf Hitler. Segundo o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, "Lula tem o costume de passar dos limites".
Ele também se disse surpreso com a postura ofensiva da ministra Dilma Rousseff, que anteontem chamou a oposição de "patética e desconexa". "Lula e Dilma têm propensão ao autoritarismo", disse.
Já pelo lado petista, o presidente do partido, Ricardo Berzoini, disse que "autoridade é diferente de autoritarismo". "Ocorre que o povo se identifica com o governo Lula", argumentou.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), adotou um tom provocativo. "Se a oposição está nervosa, vai ficar ainda mais. Eu recomendo calmante", alfinetou. (Da Redação)

Dilma Rousseff
2010. Pré-candidata do PT à Presidência, Dilma participou de um encontro com prefeitos petistas, ontem, em Guarulhos (SP). Em tom de campanha, a ministra fez discursos, com críticas à oposição e exaltando o governo Lula.

Flash
Dilma. A ministra Dilma Rousseff fez ontem duras críticas à oposição e provocou Serra e Aécio. "Vocês viram uma só frase do Serra ou do Aécio defendendo FHC? Não, porque os dois têm medo desse debate", criticou a ministra.

Guerra. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, retrucou a ministra Dilma. "Lula tem uma fixação patética em querer expor a Dilma. Faltam argumentos e ideias na cabeça da ministra. É falta de experiência política", diz.




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