DOIS PALANQUES PARA DILMA EM MINAS?

quarta-feira, dezembro 30, 2009 / /

Matéria do Jornal O Tempo de hoje, indica possibilidade de dois palanques para a candidata de Lula em nosso estado.
Porém, o que pode parecer a solução ideal para o impasse em  ambos partidos pode acabar sendo um tiro no pé na candidatura da Ministra Dilma.


Leia na íntegra.


Minas. Principais partidos da base de Lula já admitem, nos bastidores, montar dois palanques no Estado

PT e PMDB em rotas distintas rumo ao Palácio da Liberdade
Sem querer desistir de candidaturas, siglas vão disputar as mesmas alianças
Rafael Gomes
Enquanto a aliança nacional entre PT e PMDB caminha para um acerto definitivo para as eleições presidenciais de 2010, os dois partidos estão cada vez mais distantes de um acordo para a candidatura única ao governo de Minas Gerais. Nos bastidores, já há quem não tenha dúvidas de que as siglas estarão em palanques diferentes no ano que vem, pelo menos no primeiro turno.
Para o presidente reeleito do PT mineiro, deputado federal Reginaldo Lopes, a mobilização dos militantes durante as eleições para o diretório estadual provou que há o desejo interno de ter candidato próprio. E o dirigente afirma que não há mais como reverter esse processo. "Na minha gestão, a candidatura do PT ao governo é caminho sem volta", disse.
O PMDB também entra em 2010 com pouca disposição de recuar da pré-candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que lidera as pesquisas de intenção de voto. E, após a eleição para o diretório estadual, a nova direção será pressionada para confirmar o nome do ministro. Quem afirma é o candidato derrotado à presidência do PMDB de Minas, deputado estadual Adalclever Lopes. Segundo ele, seu oponente, o deputado federal Antônio Andrade, foi eleito embalado pela tese da candidatura própria de Costa e que, agora, não terá como recuar.
"Acredito que o PMDB tenha candidatura própria. E o melhor nome é o do ministro Hélio Costa. Se ele não for candidato, será um golpe para o partido", disse.
Alianças. Com a possibilidade cada vez mais forte de estarem em lados opostos, mesmo integrando um só campo ideológico nacional, a tendência é que PT e PMDB disputem o apoio dos mesmos partidos para a sucessão estadual. O primeiro da lista é o PCdoB. Os comunistas estiveram ao lado do PMDB no segundo turno das eleições municipais de Belo Horizonte, quando a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) apoiou o seu colega de Câmara, Leonardo Quintão (PMDB).
Mas o PT quer recuperar o seu tradicional aliado em Minas. E tentará isso em breve. Reginaldo Lopes já tem um almoço marcado para 12 de janeiro com a direção do PCdoB. O prato principal será a aliança em 2010.
Peemedebistas mantêm foco na reeleição de Michel Temer|
Brasília. Para fortalecer seu próprio cacife com vistas à sucessão ao Palácio do Planalto, o foco da agenda do PMDB estará no calendário de definições eleitorais. O próximo passo será reeleger o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), à presidência do partido, em março, como lance fundamental para garantir a aliança com o PT em torno da pré-candidata Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil.
A manutenção de Temer e de seu grupo no comando da legenda será um trunfo do deputado para se lançar como vice na chapa da petista.
"O que será definitivo em junho será sinalizado em março, com a eleição para a presidência do PMDB", afirma o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), integrante da cúpula partidária e um dos principais articuladores da aliança com o PT.

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