Aos poucos, o quadro eleitoral de Minas vai sendo desenhado com linhas mais firmes.
Ontem o pré-candidato ao governo do estado, ex-ministro e senador Hélio Costa, esteve reunido com o presidente do PR Clésio Andrade para discutir o formato da aliança entre PMDB e PR. Para o almoço Costa convidou o presidente do PMDB deputado Antonio Andrade, o tesoureiro do partido Célio Mazoni e o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, anunciado como coordenador da campanha de Hélio Costa ao governo de Minas.
A conversa de um ontem é um indicativo que não haverá recuo por parte do peemedebista. Na ocasião Costa, aproveitou para esfriar os animos entre PMDB e PT que andavam fervilhando nos últimos dias.
"O prazo na verdade não existe. Ele é muito mais imposto pelas forças adversárias do que por nós. Porque nós vamos estar juntos. É uma questão de saber lá na frente como é que vamos compor esta aliança"
Hélio Costa tenta amenizar clima bélico entre PMDB e PT
Ex-ministro oferece uma das duas vagas de candidato ao Senado ao presidente do PR, Clésio Andrade
LUCAS PRATES
Hélio Costa com Clésio Andrade: "O prazo (9 de maio) na verdade não existe"
O pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, senador Hélio Costa, tentou nesta segunda-feira (19) amenizar o clima bélico entre seu partido e o PT estadual ao afirmar que não existe prazo para o entendimento com os petistas para compor a chapa rumo ao Palácio Tiradentes.
Mas apesar de diminuir o tom do discurso, ele deixou claro que estão a todo vapor as articulações para sua campanha. Anunciou o nome do coordenador: o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB). E até prometeu uma das duas vagas de candidato ao Senado ao presidente estadual do PR, Clésio Andrade.
Quatro dias após ter declarado que iria esperar pela legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somente até o dia 9 de maio, Costa agora promete que fará todo o esforço para consolidar uma aliança, independentemente do estabelecimento de datas.
"O prazo na verdade não existe. Ele é muito mais imposto pelas forças adversárias do que por nós. Porque nós vamos estar juntos. É uma questão de saber lá na frente como é que vamos compor esta aliança", declarou. Na última quinta-feira, o peemdebista havia ameaçado travar uma batalha com o PT. Isto porque os petistas rechaçaram o acordo feito entre as cúpulas dos dois partidos que colocaria Costa na cabeça de chapa.
Hoje, o senador afirmou que foram os petistas que apresentaram cronograma para o entendimento. "Existe um cronograma, não é prazo. Prazo nós damos como imposição e não estamos fazendo imposição nenhuma. Existe na realidade um cronograma em que o próprio PT entende que seria viável cumprir dentro de uma proposta de entendimento com o PMDB", afirmou. O PT mineiro quer emplacar o ex-prefeito Fernando Pimentel ou o ex-ministro Patrus Ananias na cabeça de chapa para o governo de Minas. O PMDB tem o senador como pré-candidato.
Costa se reuniu com Clésio Andrade. "Foi confirmado aqui: ele é candidato a governador. Está definido pelo PMDB", afirmou Andrade após o almoço com o senador. "Sou pré-candidato ao Senado e isso é um ponto importante que nosso senador coloca: uma das vagas desta coligação seria do PR", completou. Costa confirmou a intenção e disse ainda que a outra vaga poderia ser oferecida ao PT. Na reunião, compareceram Anderson Adauto e o tesoureiro do PMDB, Célio Mazoni.
Hoje, o senador afirmou que foram os petistas que apresentaram cronograma para o entendimento. "Existe um cronograma, não é prazo. Prazo nós damos como imposição e não estamos fazendo imposição nenhuma. Existe na realidade um cronograma em que o próprio PT entende que seria viável cumprir dentro de uma proposta de entendimento com o PMDB", afirmou. O PT mineiro quer emplacar o ex-prefeito Fernando Pimentel ou o ex-ministro Patrus Ananias na cabeça de chapa para o governo de Minas. O PMDB tem o senador como pré-candidato.
Costa se reuniu com Clésio Andrade. "Foi confirmado aqui: ele é candidato a governador. Está definido pelo PMDB", afirmou Andrade após o almoço com o senador. "Sou pré-candidato ao Senado e isso é um ponto importante que nosso senador coloca: uma das vagas desta coligação seria do PR", completou. Costa confirmou a intenção e disse ainda que a outra vaga poderia ser oferecida ao PT. Na reunião, compareceram Anderson Adauto e o tesoureiro do PMDB, Célio Mazoni.
Costa fez questão de deixar claro que, caso naufrague o acordo com o PT, os responsáveis serão os petistas. "Estamos fazendo o maior esforço possível, sem intransigência, sem imposições, para termos um candidato único das forças que apoiam o presidente Lula. Também fique muito claro que, se lamentavelmente falharmos em nossa tentativa, nós mantemos a nossa candidatura", reiterou.
O ex-ministro das Comunicações também afirmou que apoia a candidatura presidencial da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Na semana passada, Costa chegou a ameaçar a aliança nacional com o PT, caso não se viabilize candidato ao Governo de Minas. Marcadores: Clesio Andrade, eleições 2010, Hélio Costa, Minas Gerais, PMDB, PT

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