POR ONDE ANDA FERNANDO PIMENTEL?

quarta-feira, junho 02, 2010 / /

Acompanhando as notícias dos principais jornais de hoje, uma coisa me chamou a atenção. Onde anda o nosso ex-prefeito Fernando Pimentel? É de se estranhar que, em vésperas de decisão, não encontramos nenhuma declaração do pré-candidato petista para comentar os acontecimentos dos últimos dias. E vejam vocês que o clima anda quente por estas bandas. 
Prova disto são os microblogs - Twitter.  De Hélio Costa e de outros membros do PMDB, passando por  André Vargas e Reginaldo Lopes, o assunto é um só: Decisão em Minas Gerais. 
Já Fernando Pimentel, reconhecido twitteiro e personagem importante nesta cena política, postou sua ultima mensagem dia 25 de maio.

Dizem por aí, que a estratégia adotada por Pimentel, é soltar seus escudeiros para o ataque e esperar que eles tragam sua(s) vítima(s). É esticar a corda até o limite e  irritar o adversário (aliado) até o último minuto, da última hora.

Desta forma, dizem, o ex-prefeito não sujaria as mãos e ainda manteria imagem de bom moço, que foi obrigado a desistir de alguma coisa que queria muito, o governo de Minas.

Porém,  andam dizendo por aí, que o  Fernando Pimentel, já desisitiu de ser candidato ao governo há muito, e,  prefere manter a perspectiva do poder ao lado de Dilma que, encarar o candidato de seu amigo Aécio Neves. 
O problema é que sua presença,  na coordenação nacional, anda enfraquecida. 
Alguns  corredores de Brasília, dão como certo que a turma de Lula, não o têm como um bom moço e  que estão de cabelo em pé, com as táticas adotadas, por ele e equipe, para a campanha de Dilma.

Pelo que estamos acompanhando de lá e de cá, os próximos dias serão agitados.
E pelo sim e pelo não, vamos continuar a nossa busca por Fernando Pimentel.

Leiam a coluna do Lindenberg no Hoje no Dia.


O momento lembra a fábula de Hélio Garcia

O sempre lembrado ex-governador Hélio Garcia recorria sempre a uma imagem rural, de seus tempos de menino em Santo Antônio do Amparo, para explicar momentos de tensão e atritos como o vivido atualmente pelo PT e PMDB mineiros em torno da cabeça de chapa para o Palácio da Liberdade. Velho conhecedor do comportamento dos políticos, Hélio Garcia dizia que, em horas assim, "isso é igual a caminhão de porcos: todos brigam quando embarcam, mas logo se acomodam quando o carro começa a andar". E a viagem acaba com todo mundo agasalhado, encerrava Garcia.
É mais ou menos, com o devido respeito, o que está acontecendo com o PT e o PMDB mineiros. Os dois partidos travam dura disputa pelos jornais, pela internet, nos bastidores, em todos os espaços possíveis, para que um deles seja cabeça de chapa numa coligação que terá com ponto de convergência a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff. No fundo, no entanto, a briga é uma espécie de factoide e a situação já estaria definida há muito tempo.
Os dois lados, contudo, têm que mostrar para o distinto público que a briga é pra valer. É até possível que alguém de um lado ou outro acredite e chegue a por pilha na disputa, mas a verdade é que, em Minas, a situação caminha para a composição que Lula deseja: o senador Hélio Costa na cabeça de chapa, um nome do PT para a vice, um outro, possivelmente o ex-prefeito Fernando Pimentel, para o Senado, e ainda provavelmente o empresário Clésio Andrade para a segunda vaga de senador - a combinar. Um dos nomes falados para a vice continua sendo o do deputado Virgílio Guimarães, que se retiraria este ano da Câmara para apoiar um filho como seu herdeiro político. Hélio e Virgílio, por sinal, conversavam ontem no voo entre Belo Horizonte e Brasília, discretamente, tão logo desembarcaram na capital federal.
De sua parte, Hélio Costa também tem tomado a iniciativa de conversar com o ex-ministro Patrus Ananias, tentando puxá-lo para o seu aprisco. Patrus está indeciso entre disputar uma cadeira no Congresso, entrar na chapa de Hélio Costa ou até não disputar nada nas próximas eleições. Mas já admite conversar, o que é um avanço. O problema estaria, então, com o ex-prefeito Fernando Pimentel. Não que Pimentel esteja tão apegado assim à ideia de disputar o Governo do Estado, logo ele que é um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff e que tem sofrido intenso bombardeio dos petistas paulistas. A questão é que Pimentel venceu as prévias, disputando com Patrus, e saiu delas como o nome do PT para o Governo do Estado e agora estaria encontrando dificuldades para deixar de sê-lo. Daí a briga toda com o PMDB, com seus partidários dando demonstrações públicas de que o PT já tem um nome para o Governo, o de Fernando Pimentel. Fogo de palha, nada mais do que isso.
Alguém há de perguntar, então, se as tais pesquisas seriam um jogo de faz de contas entre PT e PMDB. Em parte, sim, mas ninguém que acompanha política, sobretudo em Minas, há de concluir que um jogo desse tipo, com tantos interesses em disputa, seria resolvido por meio de uma simples combinação de pesquisas quantitativa e qualitativa. É claro que não. O problema é que os dois partidos precisam encontrar uma justificativa para que um tenha o seu nome ungido e o outro se contente em disputar um outro cargo que não o de governador do Estado. As pesquisas, nesse sentido, seriam uma ótima saída tanto para o PT como para o PMDB. No primeiro caso, dando a Pimentel o escape para o Senado, e no segundo, oferecendo a Costa a senha para que o PT o absorva na hora de colocar o voto na urna. Além disso, não seria de tudo impossível que, com a confusão, as coisas possam se inverter, e aí o que era combinado deixa de ser.
Mas, no fundo, nenhuma liderança de peso no PT ou no PMDB, para não dizer no Governo, acredita que a disputa seja para valer ou que o resultado dela se imponha sobre qualquer um dos partidos. Então, a briga não existe? Em termos, sim, até porque ela é necessária para qualquer um dos propósitos alinhados acima. Mas não chega a ser de vida ou morte como deixam transparecer as declarações à Imprensa de ambos os lados. É aí que entra a fábula, mesmo que um pouco tosca, do ex-governador Hélio Garcia. A confusão se assemelha ao barulho do caminhão de porcos - sem ofensas, por favor. O momento é o do embarque. Daqui a pouco, o motorista Lula entra no caminhão e o põe para andar. Na carroceria, passará a reinar o silêncio absoluto, com os viajantes acomodados.

Marcadores: , , , , ,

0 comentários:

Postar um comentário