O CLIMA ESQUENTA ENTRE PMDB E PT

sábado, novembro 14, 2009 / /

O tempo anda quente entre PT e PMDB em Minas Gerais nos últimos dias, tudo por conta de uma declaração do presidente do PT no estado, Reginaldo Lopes.
Lopes, disse que só as pesquisas de intenção de voto não são suficientes para um acordo em torno da cabeça.
A imposição do grupo ligado  ao ex-prefeito, Fernando Pimentel gerou um grande desconforto no PMDB, já que o partido através de seu pré-candidato Hélio Costa, lidera com grande vantagem todas as pesquisas de intenção de voto  a corrida rumo ao Palácio da Liberdade.
Hélio Costa reafirmou o interesse na aliança com o PT, mas disse que não aceitará imposições.
“O importante é dizer que, no PMDB, não fará imposição nenhuma. Nós queremos sentar, conversar, discutir a grande aliança. A única exigência que nós fazemos é que ninguém faça exigência”, afirmou.

Acompanhe a matéria de Alex Capela no Hoje em Dia.

Hélio Costa acusa "desespero" no PT
Pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, ministro reafirma que não aceitará imposições no processo de alianças para 2010

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), após participar de cerimônia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), nesta sexta-feira (13), reafirmou que o seu partido não aceitará imposições, no processo de alianças, de quem está “desesperadamente” atrás nas pesquisas de opinião, visando as eleições para o Governo do Estado em 2010. A colocação do ministro ocorreu um dia depois que o presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, disse que o partido irá discutir com o PMDB um acordo para um petista “encabeçar” a chapa.

Em todas as pesquisas de opinião, Hélio Costa lidera com folga. Bem atrás, aparecem o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, pré-candidatos do PT. Os petistas acreditam que, pela primeira vez na história, têm chances de assumir o Palácio da Liberdade, mesmo com as pesquisas não mostrando isso. Segundo Lopes, o PT vai propor ao PMDB um acordo levando em conta não só as pesquisas. “A pesquisa deve ser um aspecto, mas não pode ser o único”, disse.

Da mesma forma, o PMDB tenta se unir para formar um arco de alianças capaz de sacramentar a liderança do ministro e garantir lugar de protagonista no Estado a partir de 2010. Hélio Costa demonstra interesse na aliança com o PT, mas coloca condições. “O importante é dizer que, no PMDB, não fará imposição nenhuma. Nós queremos sentar, conversar, discutir a grande aliança. A única exigência que nós fazemos é que ninguém faça exigência”, afirmou.

Na tentativa de resolver o impasse na Executiva municipal, o PMDB entrou hoje uma liminar para tentar derrubar a decisão do juiz Jair José Varão Pinto Júnior, da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, que cancelou a eleição provisória do partido e, por conse-quência, o processo de escolha dos 62 delegados zonais, até então, marcado para domingo. A expectativa era de que o instrumento revertesse a decisão anterior e mantivesse a comissão e a data da disputa. Porém, até o início da noite de ontem, a posição do juiz estava mantida. Com isso, o partido terá de esperar novo posicionamento da Justiça para realizar as eleições internas.

A posição da Justiça causou diferentes reações no partido. O grupo ligado ao deputado federal Antônio Andrade, candidato a presidente estadual do PMDB, questionou a decisão do juiz. “Não sei a motivação desse juiz. Temos de cumprir a decisão, mas não precisamos concordar com ela. Acreditamos que o processo foi correto, e isso joga por terra os possíveis argumentos do juiz”, disse Andrade, ligado ao deputado federal Leonardo Quintão, eleito presidente da comissão provisória do partido.

A liminar atende pedido formulado pelo deputado estadual Vanderlei Miranda, que sustenta que houve irregularidades durante a eleição provisória. O grupo ligado ao deputado Adalclever Lopes, outro candidato a presidente estadual, acusa Quintão de ter manipulado o registro de delegados dos diretórios zonais. “Temos de acatar a decisão do juiz. Tudo o que é irregular não pode ser feito. Por isso, precisamos aguardar um novo posicionamento da Justiça”, avaliou Lopes

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