ATÉ TU VIRGILIUS?

sexta-feira, novembro 27, 2009 / / comentários (0)

Depois que o PED (processo de eleiçao direta) no PT foi para segundo turno, até mesmo os aliados do ex-prefeito Fernando Pimentel moderaram o discurso.
Pimentel - que não quer saber do PMDB e só admite ser candidato à sucessão de Aécio Neves - sofreu um baque com o resultado das eleições internas do PT. Seu  candidato , o deputado Reginaldo Lopes não conseguiu atingir os 51% dos votos para liquidar a fatura no primeiro turno e disputará o segundo contra o candidato de Patrus Ananias, Gleber Naime.
Convidado por Reginaldo Lopes para coordenar sua campanha, o deputado Virgilio Guimaraes e até então aliado de Pimentel, discorda do ex-prefeito quanto as prévias, foi taxativo: "Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
A temperatura está aumentando entre os dois grupos. Adversários e até alguns aliados do ex-prefeito, afirmam que mesmo que ele vença o PED vai sair muito enfraquecido do processo.  Há também quem diga que,  Pimentel vencendo o racha entre seu grupo e do Ministro Patrus é certo. Este grupo admite a possibilidade de deixar Pimentel no sereno e marchar com o PMDB de Hélio Costa.  Veja matéria do Jornal Valor Economico no link  PREVIAS EM MINAS DEVEM SER MANTIDAS

O segundo turno é neste fim de semana. Vamos acompanhar.
Pimentel aposta em um acordo com Patrus para evitar prévias
Grupo de Reginaldo estaria dividido entre associar o PED à candidatura
Carla Kreefft

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel afirmou ontem que continua acreditando em um entendimento com o ministro Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, no sentido de evitar a realização das prévias do partido para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Segundo Pimentel, após o segundo turno do Processo de Eleição Interna (PED), ele e Patrus poderão manter uma conversa de forma que aquele que apoiou o vitorioso para a presidência do partido em Minas seja o indicado para disputar o governo.
"Se antes já defendia que o PED é um importante indicativo para a escolha do candidato, agora muito mais. Agora, são dois candidatos do PED e cada um plenamente identificado com uma das pré-candidaturas", afirmou.
Pimentel disse ainda que a tese vale para qualquer situação: se o deputado Reginaldo Lopes, que é o seu candidato, vencer o segundo turno ou se Gleber Naime, candidato do ministro Patrus Ananias, conseguir a vitória.
Pimentel disse que sabia que a disputa no PED seria acirrada e que não ficou surpreso com a necessidade de realização do segundo turno. "Nunca acreditei nessa hipótese de vitória no primeiro turno. Pode ser que os meus apoiadores tenham sido muito otimistas", disse, referindo-se às declarações de Reginaldo Lopes e do deputado federal petista Miguel Corrêa Jr., antes da realização do primeiro turno, de que teriam a vitória sem necessidade da segunda etapa da votação.
Sobre as negociações com o PMDB para formação de um palanque único em Minas, Pimentel voltou a defender que o PT tenha candidatura própria e chegou a fazer uma ironia. "Por que o PT de São Paulo não faz aliança com o PMDB ou o PT do Rio Grande do Sul não faz aliança com o PMDB?", questionou. Em São Paulo e Rio Grande do Sul, os dois partidos estão em lados opostos para a disputa do governo do Estado.
Virgílio. Logo depois da entrevista de Pimentel, que aconteceu na sede da TV Comunitária, o deputado federal petista Virgílio Guimarães também falou com a imprensa. Apresentando-se como coordenador da campanha de Reginaldo no segundo turno do PED, ele explicou que só aceitou a função com as condições de que a eleição interna não se transforme em uma prévia e que também não seja uma antecipação da tática eleitoral para a disputa eleitoral ao governo, referindo-se à discussão sobre uma aliança ou não com o PMDB.
Questionado sobre a contradição entre o seu discurso e o de Pimentel, já que os dois são apoiadores de Reginaldo Lopes, Virgílio afirmou apenas que ainda iria conversar com Pimentel.
"Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
Nos bastidores, a informação é de que o grupo de Reginaldo estaria dividido entre a possibilidade de associar o PED às previas. Alguns integrantes do grupo estariam avaliando que essa associação foi responsável pela divisão do primeiro turno, impedindo a vitória do atual presidente estadual.
Outra parte continuaria avaliando que seria importante que o PED já defina o candidato ao governo do Estado para que o partido tenha mais tempo de campanha. Ontem, Pimentel admitiu que, se o nome do candidato petista só for decidido em março, em uma eventual prévia, o partido perderia muito em relação à disputa com o PSDB, que deverá lançar o vice-governador, Antonio Anastasia, ao governo de Minas, com o apoio de Aécio Neves.
Gleber Naime era o pit bull do Delúbio, diz Virgílio Guimarães
Virgílio Guimarães deixou claro que a tática que pretende desenvolver para o segundo turno do PED é o confronto direto entre o seu candidato, o deputado federal Reginaldo Lopes, e o secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, apoiado por Patrus Ananias.
Segundo Virgílio, ele assume a coordenação da campanha para agregar. "E eu tenho a certeza de que Reginaldo é o candidato capaz de agregar, e Gleber é quem desagrega. E não estou falando isso porque ele (Gleber) quis e quer me expulsar do partido não. Falo isso porque é esse o comportamento dele", disse.
Em outro momento da entrevista, Virgílio voltou a atacar Gleber. "Olha, eu nem vou falar que ele era o pit bull de Delúbio (Soares, ex-tesoureito do PT, envolvido nas denúncias do mensalão). Não vou falar isso. Mas ele desagrega", concluiu. (CK)
Candidato rebate crítica de deputado
O secretário de Comunicação do PT, Gleber Naime, rebateu ontem as críticas que o deputado federal Virgílio Guimarães fez a ele. Gleber afirmou que Virgílio está chateado porque foi alvo de um processo administrativo para expulsão do partido, do qual o secretário foi relator.
Gleber espera que campanha para o segundo turno do PED aconteça em alto nível. "Nós não somos Leonardo Quintão", referindo-se à troca de acusações e baixarias ocorridas durante a campanha à Prefeitura de Belo Horizonte em 2008. (CK)




PED
Ministro comemora 2º turno
O ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, voltou a afirmar ontem que o Processo de Eleição Direta (PED) não pode ser confundido com as prévias que vão determinar o nome do PT para a disputa pelo governo em 2010.
Ele avalia que o segundo turno da eleição interna do PT em Minas "é muito bom para a democracia do partido e o equilíbrio das forças internas". Mas Patrus lembrou que a escolha do candidato ao governo do Estado deve ter outra dinâmica, que deverá envolver um projeto de desenvolvimento para Minas Gerais.
Ele aproveitou ainda para dar uma alfinetada no ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
"Eu não vou cobrar aqui do Pimentel o que foi dito antes por ele porque, se formos somar os votos obtidos pelos candidatos a presidente do partido que apoiam a minha pré-candidatura - Gleber Naime, Padre João e Gilmar Machado -, nós vencemos o PED. Então, Pimentel teria que renunciar à sua pré-candidatura", afirmou, referindo-se à proposta feita por Pimentel de que o PED seja um indicativo para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Questionado sobre a possibilidade de uma conversa com Patrus, após a realização do segundo turno do PED, na tentativa de entendimento para evitar as prévias, Patrus disse que, agora, a conversa dele é com as bases, e reafirmou que não vai abrir mão de sua pré-candidatura sem a realização das prévias. Entretanto, ele admitiu que o partido poderá antecipar as prévias para evitar prejuízo à campanha, independentemente de quem for o candidato. (CK)

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O PSDB DE SAO PAULO COM MEDO DA ONÇA MINEIRA

quinta-feira, novembro 19, 2009 / / comentários (0)

A repercussão do encontro do governador Aécio Neves com Ciro Gomes, está dando pano pra manga dentro do PSDB paulista. O gesto atingiu em cheio a canela do governador de São Paulo José Serra, que ao contrário de Aécio Neves, não morre de amores por Ciro Gomes desde a época que ambos eram do PSDB.
Com a divulgação da pesquisa espontânea do Instituto Vox Populi, que dá a liderança ao Governador de Minas com 11% das intenções de voto, o cerco se fecha em torno de José Serra para que ele defina seu futuro político ainda este ano, como aconselha Aécio Neves. A pesquisa apesar de mostrar um alto número de eleitores indecisos,  dá uma prévia do que poderia ser o futuro do PSDB com Aécio na cabeça.
À favor da estratégia de Aécio Neves, diretórios estaduais do PSDB já começaram a pressionar a direção nacional para a antecipação do candidato. A explicação dos tucanos é a preocupação com a campanha governista, que já está nas ruas.

Carlos Lindenberg
Ficaram com medo do rastro... e ainda nem viram a onça

Foi desproporcional, para dizer o mínimo, a reação dos tucanos ligados ao governador José Serra às declarações, terça-feira, aqui em Belo Horizonte, do deputado Ciro Gomes, em favor da pré-candidatura do governador Aécio Neves. Não foi a primeira vez que Ciro Gomes se declarou fã incondicional do governador mineiro, que ele acha capaz de, ao chegar à Presidência da República, encerrar o "provincianismo" da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo. "O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou", acrescentou.
Em julho, Ciro Gomes já havia declarado que não se sentia obrigado a disputar o Palácio do Planalto se Aécio vencesse a briga interna com Serra. Porém, naquela época os serristas nem deram bola. De lá para cá, tanto a candidatura de Ciro Gomes quanto a de Aécio Neves ganharam musculatura nas pesquisas, o que acendeu o sinal amarelo no Palácio dos Bandeirantes.
No último final de semana, por exemplo, a revista "IstoÉ" divulgou pesquisa espontânea Vox Populi, na qual Lula aparece em primeiro lugar nas intenções de votos com 13%, seguido de Aécio (11%), Serra (10%), Dilma Rousseff (6%), Ciro (3%), Marina Silva (2%) e Heloisa Helena (1%). Outros candidatos somaram 1%, e os indecisos, 53%. Foi a primeira vez que Aécio apareceu liderando uma pesquisa, já que Lula não é candidato em 2010.
Neste novo cenário, as declarações de Ciro em Belo Horizonte soaram de forma diferente no eixo Rio-São Paulo, amplificadas que foram pela Imprensa nacional, nem sempre de bom humor quando um mineiro está em evidência. Do Rio, alguns analistas ousaram a afirmar que Aécio é desagregador. Outros, que Ciro estaria a serviço de Lula e do PT. E que, em consequência, estaria prestando um favor a Dilma quando diz que desistiria da sua candidatura caso o PSDB escolhesse Aécio para disputar a sucessão de Lula.
Ficaram com medo do rastro... e ainda nem viram a onça.
Desde Juscelino Kubitschek, que deixou o Palácio do Planalto já lançando a candidatura JK-65, que os mineiros têm sido vistos apenas como bons nomes para vice-presidente, não para presidente, como nos casos de José Maria Alkmim, Pedro Aleixo, Aureliano Chaves, Itamar Franco e José Alencar.
De modo que quando surge um nome como Aécio, que agrega forças, tem serviço prestado e gestão comprovada, além de uma candidatura viável e cada vez mais consolidada, é um Deus nos acuda no ninho tucano.
Ontem mesmo, Serra evitou comentar as declarações de Ciro Gomes e recorreu à armadura do candidato "paz e amor". Acossado pela Imprensa, Serra não escondeu o incômodo - "não vou responder, mas pode perguntar". O governador paulista encerrou a entrevista quando indagado sobre o fato de Aécio dizer que gostaria de estar ao lado de Ciro, tido como inimigo do governador paulista. "O Aécio tem o direito de ver as pessoas que quiser. A mim não cabe comentar."
Ao mesmo tempo, a cúpula tucana acionou o DEM, dividido entre Aécio e Serra, para que o aliado de todas as horas unificasse seu discurso. O DEM do Rio é o que mais bate em Serra. Cesar Maia, o pai, que está no limbo, sem espaço para as próximas eleições, disse outro dia que Serra age como "os piores caudilhos". Seu filho, Rodrigo, presidente nacional do DEM, engrossa a fileira e também faz juras de amor a Aécio Neves. Gabeira, do PV, é outro habitué do Palácio das Mangabeiras. A disputa começa a esquentar.

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HÉLIO COSTA E O PT

quarta-feira, novembro 18, 2009 / / comentários (0)

Ótima a análise de Rosangela Bittar no Valor Econônomico desta quarta-feira.
Ela explica de maneira bem humorada e inteligente os rumos da sucessão mineira, com destaque  para a aliança entre PT e PMDB e para um dos principais personagens da disputa, o Ministro e Senador Hélio Costa, pré-candidato do PMDB e líder nas pesquisas de opinião com 47% de intenção de votos.
A jornalista mostra as manhas e artimanhas do PT com o PMDB  e  finaliza o artigo dizendo: "O PMDB acredita estar apostando no projeto nacional da aliança mais do que o próprio PT e, por isto, ainda tem sido bombeiro das crises." 

O que não deixa de ser uma grande verdade, principalmente aqui nas Alterosas, onde uma parte do PT comandada pelo ex-prefeito Fernando Pimentel, não abre mão da cabeça de chapa, dificultando muito um acordo entre os dois partidos e colocando em   risco a aliança  nacional.

A CONSTRUÇÃO DE UM DESASTRE
Rosangela Bittar

Quando o ministro Hélio Costa era menino, na mineira Barbacena, ouvia uma história exemplar, que passou de geração em geração e ainda hoje é boa para definir o que fazer com os problemas insolúveis. Nela, fascinado pelo mecanismo de controle das linhas de trem, um garoto aproxima-se do guarda das chaves da central da estrada de ferro e revela que sonhava ter sua profissão.
- Não aconselho, pensa em outra coisa, isto aqui não é uma profissão, é uma ocupação, precisa ter muita responsabilidade para mandar um trem cheio de passageiros para um lado e para outro.
- Mas se eu realmente quisesse muito, como poderia me ajudar?
- Presta atenção, vamos fazer um teste: está vindo um trem de Belo Horizonte, na linha A, e outro trem do Rio, na linha B. Eles erraram a entrada numa cidadezinha do interior e vão se chocar exatamente aqui, em Barbacena, porque estão na mesma linha. O que você faz?
- Faço como o senhor, puxo a alavanca, separo os trens e mudo sua direção.
- Mas a alavanca está emperrada.
- Então corro para a reta maior da linha e gesticulo, faço um escândalo, e paro o trem.
- Mas está de noite, eles não vão te ver.
- Pego a lanterna.
- Está sem pilha.
- Rasgo minha camisa, boto fogo.
- Mas está chovendo.
- Então chamo minha irmãzinha.
- Para quê?
- Para ela ver o brutal desastre que vai acontecer aqui.
O ministro Hélio Costa (PMDB-MG) tem dito a amigos no partido que está ao ponto de chamar sua irmãzinha para assistir ao desfecho da disputa pelas candidaturas do PMDB e do PT no Estado. O que está levando o ministro ao limite da paciência é a mais recente posição do PT, definida em reunião do grupo de trabalho eleitoral, da semana passada, em Brasília, na qual a direção do partido avaliou que dos três Estados onde está mais difícil fechar a aliança do PT com o PMDB - Rio, Bahia e Minas - a eleição mais fácil de resolver, com a desistência do PMDB, porque ali o PT está muito bem posicionado para ganhar, é a de Minas Gerais.
O inventário de Hélio Costa derruba esta tese. Nos registros, ele tem 47% da votação de Minas, em média, o PT tem 15%, seja com que candidato for. Nas duas campanhas em que disputou o governo e disputa vitoriosa para o Senado, contabiliza 3,5 milhões de votos. O ministro das Comunicações já disse a interlocutores do PT que, para alguém pedir que abra mão da disputa, tem que aparecer com o básico, 3,5 milhões de votos.
A configuração da eleição de 2010 em Minas, para esta aliança, será decidida não em uma reunião da cúpula do PT, como pareceu após o encontro de Brasília, mas, segundo entende Hélio Costa, por um grupo especial de líderes dos dois partidos cuja constituição foi determinada pelo presidente Lula. Do lado do PT, estão Ricardo Berzoini, Ideli Salvatti, Cândido Vaccarezza, Aloizio Mercadante; do PMDB, Michel Temer, Henrique Alves, Hélio Costa, Geddel Vieira Lima.
Na quarta-feira da semana passada o grupo fez sua primeira reunião conjunta e fará outra na próxima semana. Só têm valor as decisões destes líderes, nenhum dos dois partidos, sozinho, pode arbitrar soluções.
Os dois partidos concordaram em nada exigir antecipadamente. Uma pesquisa qualitativa, a ser feita em março, determinará a escolha do candidato, mas, antes, o PT, segundo avaliação feita pelo grupo, teria que dar ponto final ao "duelo fratricida" entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel, que disputam a indicação do partido para concorrer ao governo. E, antes de tudo, ainda, a definição do comando regional do partido.
Depois, são quatro vagas majoritárias, para governador, vice e dois senadores, havendo lugar para todos. Hélio Costa avisou ao grupo que, a continuar a luta interna, perderão a eleição para o governo, para o Senado e para presidente, pois não haverá condições de trabalhar para Dilma Rousseff nesta situação.
O ministro traçou para estes líderes o cenário eleitoral de Minas, que considera um microcosmo: 10% dos eleitores do Brasil, ali há o Triângulo, forte, assemelhado a São Paulo; há a zona populosa metalúrgica; há o nordeste do Estado; há 150 cidades acima de 100 mil habitantes; as demais têm menos de 20 mil, sobrevivem com o Fundo de Participação dos Municípios e a ajuda do governo do Estado, cuja máquina é fundamental em qualquer eleição.
O PMDB acredita estar apostando no projeto nacional da aliança mais do que o próprio PT e, por isto, ainda tem sido bombeiro das crises. Contudo, se nos próximos encontros o partido do presidente abandonar a orientação do chefe e continuar a fazer imposições, o partido de Hélio Costa acha que terá o direito de apoiar quem quiser. Até mesmo fora do acordo nacional.

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AÉCIO EM BUSCA DE APOIOS DA BASE DE LULA

terça-feira, novembro 17, 2009 / / comentários (0)

Depois da pesquisa da revista IstoÉ desta semana, o governador Aécio Neves, tem sido um incansável  defensor de sua candidatura.  Encontros com empresários e políticos fora de Minas, tomaram um espaço considerável de sua agenda.
Hoje, recebeu o amigo e apoiador Ciro Gomes, PSB para almoço privado no Palácio das Mangabeiras. No cardápio a adesão de Ciro Gomes ao amigo mineiro.

Ciro pode abrir mão de candidatura por Aécio Neves
Deputado diz que decisão encerra o "provincianismo" da disputa entre PT e o PSDB de São Paulo


EUGÊNIO MORAES
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Ciro Gomes e Aécio Neves "flertam" durante almoço em Belo Horizonte
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) reafirmou nesta terça-feira (17) que poderá desistir de ser candidato à Presidência da República em 2010 caso o governador de Minas, Aécio Neves, consiga se viabilizar como presidenciável do PSDB. Aécio e Ciro participaram de um evento em Belo Horizonte e depois almoçaram reservadamente no Palácio das Mangabeiras.

"Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais", disse Ciro, após a solenidade de lançamento do portal da ONG Brasil Tem Jeito, idealizado pelo deputado federal Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB e um dos principais aliados do governador mineiro.
O deputado pelo Ceará voltou a observar que sua candidatura é uma decisão do partido, mas justificou sua disposição de abrir mão em favor de Aécio dizendo que o mineiro encerra o "provincianismo" da disputa entre o PT e o PSDB de São Paulo.
"A minha necessidade aguda de ser candidato não remanesce mais", afirmou. "O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas Gerais, e celebrar um projeto de País que dê avanço ao que o presidente Lula representou".
O governador mineiro classificou Ciro como o "amigo de uma vida" e disse que avaliaria "todas as possibilidades" na conversa com o deputado do PSB. "Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades. Essas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias".

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AÉCIO LIDERA

domingo, novembro 15, 2009 / / comentários (1)

A revista IstoÉ desta semana, publica pesquisa do instituto Vox Populi mostrando a liderança do governador Aécio Neves à sucessão de Lula.
A pesquisa espontânea, foi finalizada no dia 02 de novembro e entrevistou  2000 pessoas em todas regiões do País. 

Os principais resultados foram:  Lula  13% , Aécio  11%, Serra 10%, Dilma 6%. Ciro, Marina e Heloisa Helena ficaram com 3%, 2% e 1% dos votos respectivamente. Neste universo,  53% dos entrevistados não souberam  ou não quiseram responder.

A pesquisa dá um sinal claro para o PSDB: se quiser ter chance na corrida presidencial  é melhor apostar em outro cavalo e rápido.  O próprio presidente Lula reconhece que se Aécio entrar na disputa como candidato do PSDB, o jogo fica mais enrolado complicando sua estratégia plebiscitária.

Além de Lula, a  matéria traz declarações de políticos importantes que fazem parte da base do governo Lula, como os Ministros Carlos Luppi e Hélio Costa, ambos afirmam que, com Aécio na disputa fica muito difícil não apoiá-lo.
O mesmo sentimento é compartilhado pelo presidente do PSB e governador de Pernambuco Eduardo Campos, pelo presidente da Força Sindical Paulo Pereira e do Presidente do PP e primo do governador Francisco Dornelles.

O resultado confirma o que o presidente do PSDB declarou semana passada: "Aécio agrega mais". A viagem  do governador Aécio Neves à SP mostrou que agrega mesmo, tanto no meio político como no empresarial.
Leia a matéria na integra.

Aécio cresce no jogo
O governador mineiro aparece pela primeira vez à frente de Dilma e Serra em pesquisa do Vox Populi e torna-se alternativa real ao Planalto na visão de empresários, políticos de vários partidos e até ministros de Lula

Sérgio Pardellas e Fabiana Guedes


"Ser vice de Serra é uma possibilidade que não existe"
Aécio Neves, pré-candidato a presidente
A cena é uma espécie de batismo para todo candidato a presidente da República. Mas só costuma ocorrer quando o concorrente consegue reunir credenciais realistas para ser o protagonista. Um grupo de seletos 100 empresários, representando boa parte da riqueza produtiva do País, sentados para jantar e ouvir as propostas de um pretendente à cadeira mais importante do Palácio do Planalto. Até agora nenhum dos supostos concorrentes na eleição de 2010 havia ocupado este cenário.
Na segundafeira 9, em São Paulo, um deles, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, fez sua estreia e saiu do palco aplaudido de pé por cinco minutos. Com um discurso de conciliação com os adversários, reconhecimento aos acertos do governo Lula e fidelidade ao projeto do PSDB, sobretudo no caso das privatizações, Aécio ganhou a plateia composta por nomes como Luiz Trabuco (Bradesco), Roberto Ermírio de Moraes (Votorantim), Ivan Zurita (Nestlé), David e Daniel Feffer (Suzano), Horácio Lafer Piva (Klabin), Cledorvino Bellini (Fiat), José Carlos Pinheiro Neto (General Motors), Patrick Larragoiti (Sul América), entre outros.


CONVESCOTES EMPRESARIAIS Aécio ouviu pedidos e conquistou apoios de peso para a sua candidatura à sucessão presidencial
Esta aprovação em público ao nome de Aécio reflete o seu crescimento no jogo da sucessão que já está sendo captado pelas pesquisas eleitorais. Uma delas é uma consulta espontânea feita pelo instituto Vox Po puli por encomenda de um partido da base aliada ao governo federal à qual ISTOÉ teve acesso com exclusividade.
Os números surpreenderam a quem teve acesso ao resultado, inclusive o Palácio do Planalto. Aécio só perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, claro, não é candidato à reeleição. Na cabeça dos dois mil eleitores consultados em todo o País, o nome do governador mineiro está mais forte do que o da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador paulista, José Serra, seu contendor no PSDB pela vaga de candidato.
Ao serem perguntados em quem votarão para presidente - sem que lhes fosse mostrada nenhuma lista -, 13% dos consultados responderam Lula, 11% falaram Aécio, 10% Serra, 6% Dilma. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ficou com 3%, a senadora Marina Silva (PVAC) com 2% e a vereadora Heloísa Helena (PSOL-AL) com apenas 1%. E 53% responderam que não sabem em quem votarão.
Procurado por ISTOÉ, o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, recusou-se a comentar a pesquisa, mas confirmou a existência do levantamento, concluído em 2 de novembro. Coincidência ou não, esta semana a candidatura de Aécio ganhou amplitude. Os empresários deixaram o jantar convencidos de que ele disputará o Palácio do Planalto. Mas antes mesmo de ser aplaudido à noite, o governador já havia obtido sucesso ao fazer a palestra "Novos rumos para o Brasil" para outros 300 empresários reunidos pelo grupo Lide em um hotel em São Paulo. Nos dois eventos, Aécio agradou ao defender "um choque de gestão no governo federal", embora tenha deixado claro que o PSDB jamais aceitará a "armadilha" imposta por "um partido e um candidato que se confundem com Estado e governo e que pretendem transformar a disputa em uma eleição plebiscitária".


"Não temos como não apoiar o Aécio se ele for o candidato do PSDB"
Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB


APOIO Aécio é saudado por empresários de váriosp setores e vertentes em almoço e jantar na capital paulista, onde foi aplaudido de pé por cinco minutos
Em outra consulta do Vox Populi, desta vez estimulada, na simulação em que Serra é substituído pelo governador mineiro, Aécio já aparecera com 18%, contra 20% de Dilma e 19% de Ciro, mas com apenas 5% de rejeição, a menor entre os supostos concorrentes principais. A ministra carrega 12% de rejeição e Serra, 11%. Amparado pelas pesquisas e com o discurso afiado, Aécio está conseguindo, cada vez mais, convencer o PSDB de que é o melhor nome para disputar a sucessão de 2010. "Não há dúvidas de que Aécio tem capacidade de ampliar mais as alianças do que Serra", afirmou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).


"Se o Aécio for o nome do PSDB mesmo, ele bagunça a base governista"
Presidente Lula
As declarações de apoio político da última semana comprovam a afirmação de Guerra. Da base aliada - onde a pesquisa do Vox Populi circulou mais - à oposição houve acenos para o governador mineiro. PMDB, PDT, PP, PSB e DEM estão, aos poucos, fazendo movimentos políticos na direção de Aécio e deixando o governador Serra em um aparente isolamento. "Posso rever minha posição se o Aécio for candidato", anunciou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas e, até agora, um aliado de Dilma. "Não posso ficar contra uma indicação do presidente Lula, afinal sou ministro. Mas também não posso ficar contrário a uma candidatura mineira", disse Costa. Na segunda-feira 9, foi a vez do PDT. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado da legenda, teve uma longa conversa com o senador Cristóvão Buarque (PDTDF).
No bate-papo, Lupi confidenciou ter se rendido à candidatura de Aécio a presidente. "Se Aécio for candidato o PDT vai apoiá-lo", disse o ministro. Ainda prezando pela cadeira onde trabalha na Esplanada, Lupi prefere negar publicamente sua decisão. Mas Buarque confirmou o teor da conversa com o ministro a pelo menos dois integrantes do PDT ouvidos por ISTOÉ. Outro pedetista, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), não esconde de ninguém que a entrada de Aécio na disputa atrairia os sindicatos sob a sua liderança. "Acredito que boa parte da Força Sindical o apoiaria", afirma.
Outra legenda que mandou recado a Aécio foi o PP do deputado Paulo Maluf (SP). Primo do governador mineiro, o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), confidenciou a interlocutores que seu partido deve marchar com Aécio se ele sair candidato. Toda esta movimentação, portanto, faz supor que a declaração de Guerra é menos por simpatia e mais por deter informações de bastidores que o levam à conclusão da maior capacidade de apoios para ao governador de Minas.
Há duas semanas, a candidatura de Aécio foi tema de uma conversa entre o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de avaliar a conjuntura da política nacional, Campos confessou: "Não temos como não apoiar Aécio se ele for o candidato." Ao que Lula, preocupado, respondeu: "Se Aécio for o nome do PSDB mesmo, ele bagunça a base governista." É este o motivo pelo qual o Planalto torce pela candidatura de Serra.
O governador paulista despertaria menor simpatia de partidos que hoje estão com o governo, têm cargo no primeiro escalão e, a rigor, se manteriam fiéis a Dilma. O empresariado também seria mais resistente a apoiar Serra, visto como inflexível, autoritário e ainda por cima pouco confiável para as empresas. Até hoje, a indústria farmacêutica, por exemplo, não engole decisões do então ministro da Saúde, como a criação dos medicamentos genéricos e a quebra de patentes em antivirais de combate à Aids - medidas consideradas agressivas à livre-iniciativa.

"Acredito que boa parte da Força Sindical apoiará Aécio caso ele seja candidato"
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical
Nem só o empresariado e os partidos da base do governo federal estão percebendo a vantagem de Aécio em relação aos apoios políticos. Foi na principal seara para o governador de Minas, neste momento, o próprio PSDB, que ele começou a colher mais adesões, depois de muito tempo reivindicar a escolha do candidato da legenda por uma eleição prévia e esbarrar nos 40% que Serra tem nas pesquisas de intenção de voto. Esse quadro começa a mudar não apenas na declaração do presidente do tucanato, mas também entre a base parlamentar.
O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), registrou o bom desempenho de Aécio na busca de alianças. "O apoio do Hélio Costa é mais uma demonstração de que Minas está muito sensibilizada com a possibilidade de ter um candidato a presidente", disse Aníbal. Na quartafeira 11, Aécio compareceu a um jantar na casa do deputado tucano Eduardo Gomes (TO). Oficialmente, o evento era para dar as boas-vindas aos novos filiados do partido no Tocantins. Mas Aécio constatou, mais uma vez, que está ampliando o terreno.



"Posso rever minha posição se o Aécio for o candidato. 
Não posso ficar contra"
Hélio Costa, ministro das Comunicações
Até mesmo por simpatia. Serra também foi convidado, mas enviou apenas sua ausência. "Valorizo muito aqueles que buscam uma nova filiação partidária no momento em que esse partido não tem poder para distribuir, no momento em que este partido está na oposição", disse Aécio para mais de 50 deputados e quase dez senadores. Resultado: além de aplausos, ouviu gritos de "Aécio presidente". Horas antes do jantar, os deputados Eduardo Barbosa e Nárcio Rodrigues, ambos do PSDB mineiro, circularam pelo salão verde da Câmara com um adesivo dizendo: "Aécio é bom para Minas e será melhor para o Brasil."
Estas manifestações enfraqueceram definitivamente a esperança daqueles que, dentro ou fora do PSDB, sonhavam com uma chapa puro-sangue dos tucanos, com Aécio vice de Serra. "Essa possibilidade não existe", afirmou mais uma vez o governador de Minas ao sair do encontro com os empresários em São Paulo.
Outra posição que Aécio fez questão de ressaltar em seus encontros durante a semana passsada foi que, mesmo com a garantia de apoio de partidos da base aliada e com a intenção de impedir uma campanha plebiscitária, fará as críticas que, em sua opinião, devem ser feitas ao governo Lula. "Nos últimos oito anos, enquanto o Brasil cresceu, no total, entre 27% e 28%, o custo da máquina pública federal aumentou 74%. A conta não fecha. E esse crescimento de gastos não veio acompanhado da melhoria da eficiência do setor público", disse.
O caminho para a candidatura, porém, ainda depende do PSDB. A cúpula do partido abriu mão das prévias e optou por adiar sua definição para o próximo ano. É o prazo, na verdade, estabelecido por Serra, que promete anunciar se concorre ou não a presidente em março. A demora está provocando irritação até mesmo no potencial maior aliado do PSDB, o DEM.
"Aécio tem capacidade para ampliar mais as alianças do que Serra"
Sérgio Guerra, presidente do PSDB


O presidente dos Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), não esconde a insatisfação com o calendário tucano. "Estamos com nossas bases nos Estados sem condição de definição, sem um contraponto que lhes auxilie na campanha", disse Maia. Aparentemente, o PSDB está seguindo os mesmos moldes da fadada estratégia de 2006. Ninguém esquece o famoso jantar ocorrido em fevereiro daquele ano entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra, o próprio Aécio e o senador Tasso Jereissati (CE). Enquanto a cúpula fazia o que ficou conhecido como a "convenção do Massimo", em alusão ao nome do restaurante paulistano, e comia cordeiro e tomava várias garrafas de vinho italiano, Alckmin, então concorrente de Serra, conquistava sua candidatura com o apoio da base do partido.
Até mesmo por ter estado presente ao encontro, Aécio sabe que essa tática causa ressaca eleitoral. Por isso, decidiu estabelecer seu próprio prazo a despeito da vontade de quem quer que seja. Em dezembro, se o PSDB não escolher o candidato, garante o governador de Minas, ele deve anunciar que disputará uma cadeira no Senado Federal. Pelas cenas da última semana, certamente, provocaria frustração em muita gente.
FOTOS: DAVILYM DOURADO/VALOR ECONÔMICO/AG.O GLOBO; EGBERTO NOGUEIRA; MARCOS ROSA; ANTONIO CRUZ/ABR; ROBERTO CASTRO/AG.ISTO É


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O CLIMA ESQUENTA ENTRE PMDB E PT

sábado, novembro 14, 2009 / / comentários (0)

O tempo anda quente entre PT e PMDB em Minas Gerais nos últimos dias, tudo por conta de uma declaração do presidente do PT no estado, Reginaldo Lopes.
Lopes, disse que só as pesquisas de intenção de voto não são suficientes para um acordo em torno da cabeça.
A imposição do grupo ligado  ao ex-prefeito, Fernando Pimentel gerou um grande desconforto no PMDB, já que o partido através de seu pré-candidato Hélio Costa, lidera com grande vantagem todas as pesquisas de intenção de voto  a corrida rumo ao Palácio da Liberdade.
Hélio Costa reafirmou o interesse na aliança com o PT, mas disse que não aceitará imposições.
“O importante é dizer que, no PMDB, não fará imposição nenhuma. Nós queremos sentar, conversar, discutir a grande aliança. A única exigência que nós fazemos é que ninguém faça exigência”, afirmou.

Acompanhe a matéria de Alex Capela no Hoje em Dia.

Hélio Costa acusa "desespero" no PT
Pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, ministro reafirma que não aceitará imposições no processo de alianças para 2010

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), após participar de cerimônia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), nesta sexta-feira (13), reafirmou que o seu partido não aceitará imposições, no processo de alianças, de quem está “desesperadamente” atrás nas pesquisas de opinião, visando as eleições para o Governo do Estado em 2010. A colocação do ministro ocorreu um dia depois que o presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, disse que o partido irá discutir com o PMDB um acordo para um petista “encabeçar” a chapa.

Em todas as pesquisas de opinião, Hélio Costa lidera com folga. Bem atrás, aparecem o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, pré-candidatos do PT. Os petistas acreditam que, pela primeira vez na história, têm chances de assumir o Palácio da Liberdade, mesmo com as pesquisas não mostrando isso. Segundo Lopes, o PT vai propor ao PMDB um acordo levando em conta não só as pesquisas. “A pesquisa deve ser um aspecto, mas não pode ser o único”, disse.

Da mesma forma, o PMDB tenta se unir para formar um arco de alianças capaz de sacramentar a liderança do ministro e garantir lugar de protagonista no Estado a partir de 2010. Hélio Costa demonstra interesse na aliança com o PT, mas coloca condições. “O importante é dizer que, no PMDB, não fará imposição nenhuma. Nós queremos sentar, conversar, discutir a grande aliança. A única exigência que nós fazemos é que ninguém faça exigência”, afirmou.

Na tentativa de resolver o impasse na Executiva municipal, o PMDB entrou hoje uma liminar para tentar derrubar a decisão do juiz Jair José Varão Pinto Júnior, da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, que cancelou a eleição provisória do partido e, por conse-quência, o processo de escolha dos 62 delegados zonais, até então, marcado para domingo. A expectativa era de que o instrumento revertesse a decisão anterior e mantivesse a comissão e a data da disputa. Porém, até o início da noite de ontem, a posição do juiz estava mantida. Com isso, o partido terá de esperar novo posicionamento da Justiça para realizar as eleições internas.

A posição da Justiça causou diferentes reações no partido. O grupo ligado ao deputado federal Antônio Andrade, candidato a presidente estadual do PMDB, questionou a decisão do juiz. “Não sei a motivação desse juiz. Temos de cumprir a decisão, mas não precisamos concordar com ela. Acreditamos que o processo foi correto, e isso joga por terra os possíveis argumentos do juiz”, disse Andrade, ligado ao deputado federal Leonardo Quintão, eleito presidente da comissão provisória do partido.

A liminar atende pedido formulado pelo deputado estadual Vanderlei Miranda, que sustenta que houve irregularidades durante a eleição provisória. O grupo ligado ao deputado Adalclever Lopes, outro candidato a presidente estadual, acusa Quintão de ter manipulado o registro de delegados dos diretórios zonais. “Temos de acatar a decisão do juiz. Tudo o que é irregular não pode ser feito. Por isso, precisamos aguardar um novo posicionamento da Justiça”, avaliou Lopes

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Lula é a 33a PESSOA MAIS PODEROSA DO MUNDO

quinta-feira, novembro 12, 2009 / / comentários (0)

O presidente Lula aparece  na influente lista da revista Forbes como 33a pessoa mais poderosa do mundo, vai ter muito emplumado coçando o cotovelo de inveja.
Leia matéria abaixo.

Lula é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, diz ranking da 'Forbes'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo um ranking preparado pela revista americana "Forbes" e divulgado nesta quinta-feira.
O ranking completo, com 67 nomes, traz ainda o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que é o maior produtor mundial de soja, na 62ª posição.
A lista é encabeçada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido pelos presidente da China, Hu Jintao, e pelo premiê e ex-presidente russo Vladimir Putin.
O presidente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, é considerado pela revista o 4º homem mais poderoso do mundo.
Segundo a revista, a compilação da lista tentou responder a questões como que influência as pessoas têm sobre outras, o controle que elas têm de grandes recursos financeiros e o poder que elas têm em múltiplas esferas.

Perfis

A revista justifica a escolha de Lula como 33º de sua lista dizendo que ele “governa o maior produtor de alimentos do mundo, o maior exportador de açúcar, de suco de laranja, de café, de carne e de frango”.
A "Forbes" comenta que seu “projeto de estimação” é a exploração dos vastos campos de petróleo na costa brasileira, “tornando o país o número 1 no mercado de carbono projetado em US$ 125 bilhões”.
No perfil que faz de Blairo Maggi, por sua vez, observa que ele ajudou a fazer da soja o principal produto de exportação brasileiro, mas que foi acusado de desmatar a floresta amazônica, pelo que recebeu o prêmio “Motosserra de Ouro”, da ONG Greenpeace, em 2005.
Apesar disso, a revista observa que ele mudou sua imagem com os ambientalistas ao conseguir reduzir dramaticamente o desmatamento no Estado e ao defender uma compensação financeira para que os agricultores não desmatem a floresta.
Lula aparece no ranking pouco acima de figuras como os premiês do Japão, Yukio Hatoyama, e da Índia, Manmohan Singh, e do saudita Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, em 35º, 36º e 37º lugares na lista, respectivamente.
Mas fica atrás de outras figuras políticas como os primeiro-ministros da Itália, Silvio Berlusconi (12º lugar), da Alemanha, Angela Merkel (15º), e da Grã-Bretanha, Gordon Brown (29º), ou do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Il (24ª posição na lista), e até mesmo do ex-presidente americano Bill Clinton (31ª) ou do prefeito de Nova York, o milionário Michael Bloomberg, que aparece no 20º lugar.
Nos primeiros lugares da lista estão também empresários, como os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, em 5º lugar, o mexicano Carlos Slim Helu, em 6º, o magnata da mídia Rupert Murdoch, em 7º, Michael T. Duke, presidente da Wal-Mart, em 8º, e Bill Gates, fundador da Microsoft e homem mais rico do mundo, em 10º.
A Forbes observa que a lista tem um nome para cada 100 milhões de habitantes da Terra.

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O PT E AS CANDIDATURAS REGIONAIS

quinta-feira, novembro 12, 2009 / / comentários (0)

Apesar do pré-acordo firmado entre PT e PMDB para a disputa nacional, a composição nos Estados está dando pano pra manga e ainda pode acabar complicando a vida do costureiro Lula na montagem de um palanque forte para a Ministra Dilma.

O PT quer candidatos próprios em todos os estados, mesmo naqueles em que PMDB tem chance de vitória. A situação anda delicada no Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral concorrendo à reeleição  e aqui em Minas Gerais com o Ministro Hélio Costa concorrendo ao Palácio da Liberdade. Ambos os candidatos apresentam boa vantagem nas pesquisas de intenção de voto e são próximos ao presidente Lula. 
Porém, o  PT argumenta que só a vantagem das pesquisas não é critério para escolha e que seus candidatos são competitivos, até aí tudo bem.

O problema maior é que tanto Rio de Janeiro como Minas Gerais, são estados considerados estratégicos pelo Presidente Lula, por um simples motivo: a maioria dos votos dos delegados do PMDB está concentrada nestes dois estados. Votos preciosos e fundamentais para consolidar o tão sonhado e necessário pré-acordo entre os dois partidos. 

Acompanhe matéria do Jornal Valor Economico de hoje.



PT TEME FICAR SEM CANDIDATOS EM MG,SP,RJ E ES

Cristiane Agostine, de Brasília

O PT está preocupado com a possibilidade de não ter candidatura própria ao governo nos quatro Estados do Sudeste, que correspondem a 44% do eleitorado nacional. O PMDB pressiona os diretórios estaduais petistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo a apoiar os candidatos pemedebistas, em nome da manutenção da aliança nacional entre os dois partidos. A direção do PT, no entanto, não pretende ceder em Minas. A decisão, se confirmada, poderá prejudicar a candidatura do ministro pemedebista Helio Costa (Comunicações).

A situação eleitoral de Minas Gerais foi discutida ontem, em reunião do grupo de trabalho eleitoral do PT. No Sudeste, além da disputa mineira, a eleição no Rio também preocupa petistas. A falta de entendimento com o PMDB na Bahia também foi destacada, assim como a falta de definição do candidato que o partido apoiará em São Paulo.

Em Minas, a resistência do diretório estadual do PT quanto ao apoio à candidatura de Costa é forte. Dirigentes petistas analisaram a candidatura do PMDB como "frágil" e disseram que ele costuma "começar bem" a disputa eleitoral, com alto índice de intenção de voto, mas não consegue sustentar a candidatura. Além disso, afirmaram que o pemedebista "não dará o palanque necessário" para ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na disputa pela Presidência. Na análise dos petistas, Antonio Augusto Anastasia, vice do governador Aécio Neves (PSDB), é um "candidato forte" e pode gerar problemas à base aliada na disputa. A Executiva do PT poderá apoiar a decisão do diretório estadual, que está entre a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Apoiador de Pimentel, o presidente do diretório estadual, deputado Reginaldo Lopes, descartou a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Há pré-disposição de candidatura única", disse.

Depois da reunião do grupo de trabalho eleitoral do PT, dirigentes do partido acenaram à candidatura própria petista. "Por que só nós temos de ceder?", questionou Paulo Frateschi, da Executiva. A falta de entendimento entre PT e PMDB em outros Estados, no entanto, deverá ser resolvida por Lula.

O caso mais emblemático é o Rio de Janeiro. A disputa no Estado gerou amplo debate na reunião de ontem, do PT. No Rio, o resultado da eleição interna do partido, no fim do mês, definirá se o PT estadual apoiará a reeleição de Sérgio Cabral (PMDB) ou se lançará a candidatura do prefeito Lindberg Farias. O favorito na disputa interna é o deputado Luiz Sérgio, apoiado pelo presidente do estadual, Alberto Cantalice. Se ele vencer, o diretório deverá apoiar o PMDB, em detrimento de candidatura própria. "Se não apoiarmos Cabral, o que está em risco é a aliança nacional com o PMDB", disse Cantalice. O grupo pró-PMDB defendem que Lula ou Dilma intervenham no Estado.

O diretório do Rio está dividido e os apoiadores de Lindberg ganharam força recentemente. Um exemplo disso é que Lindberg conseguiu obter a maioria das inserções partidárias na televisão: das 40 inserções que o partido terá no fim do mês, 30 ficarão com Lindberg e só 10 com a ministra Dilma. Se o PT optar por apoiar Cabral, o partido lutará pela vice na chapa ou por uma cadeira no Senado.

Outro caso que deverá ter intervenção de Lula é a Bahia. O comando do PT acredita que o presidente poderá convencer o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) a não sair candidato e apoiar a reeleição de Jaques Wagner.

Em São Paulo, a decisão do presidente Lula também será fundamental para decidir se o partido apoiará uma eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB) ou se lançará candidato. Há pessimistas, no entanto, como o secretário-geral do partido, Vilson Oliveira: "Se Serra não for candidato, nem Alckmin, nem Ciro, nem Kassab, daí talvez o PT tenha chance."

O grupo de trabalho eleitoral do PT acompanhará de perto as divergências entre PT e PMDB, mas as decisões só deverão ser tomadas a partir de janeiro.

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PESQUISA VOX POPULI MOSTRA CRESCIMENTO DE DILMA

quarta-feira, novembro 11, 2009 / / comentários (0)

Nova pesquisa de intenção de voto à sucessão presidencial, mostra crescimento da Ministra Dilma e  queda do Governador de SP José Serra.
A diferença que era de 25 pontos em outubro caiu para 17 pontos no novo levantamento. José Serra ainda lidera a corrida com 36% seguido por Dilma Roussef com 19%.
Porém,  a Ministra de Lula e o governador de SP, são os candidatos  que apresentam maior rejeição. Entre os postulantes Aécio Neves, apresenta o menor índice de rejeição.
Leia matéria do Jornal O Tempo na íntegra.


Pesquisa mostra ascensão de Dilma e queda de Serra
Quando Aécio é o candidato do PSDB, há empate técnico, aponta Vox Populi
Rafael Gomes
Pesquisa do Instituto Vox Populi de intenção de votos para a Presidência da República, divulgada ontem, demonstra a redução da diferença entre o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff (PT). A diferença entre Dilma e Serra, que era de 25 pontos percentuais em outubro, caiu para 17 pontos. O levantamento mostra ainda que, caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, fosse o pré-candidato tucano, haveria um empate técnico entre ele, Dilma e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP).
No primeiro cenário, José Serra aparece com 36% da intenção de votos, quatro pontos percentuais a menos do que a pesquisa divulgada pelo Vox Populi no mês passado. A ministra Dilma Rousseff vem em segundo com 19% - na pesquisa anterior ela aparecia com 15% -, seguida por Ciro Gomes, com 13%. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), aparece com 6% e a senadora do PV, Marina Silva, com 3%. Votos Brancos, nulos e indecisos somam 23%.
Quando o candidato tucano é Aécio, Dilma lidera com 20% das intenções de voto. Ciro aparece com 19% e o governador mineiro com 18%. Como a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, há um empate técnico entre os três. Nesse mesmo cenário, Heloísa Helena tem 8% e Marina Silva 4% das intenções de votos.
Novo cenário. O instituto também testou a possibilidade de um cenário em que Dilma é a candidata governista - sem Ciro Gomes e Heloísa Helena. Na ausência dos dois, Serra teria 42% dos votos. Dilma ficaria com 24% e Marina Silva com 8%. Já com Aécio Neves como nome do PSDB, Dilma Rousseff venceria com 27%; Aécio seria o segundo com 22% e Marina Silva viria em terceiro com 8%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 170 municípios de todo o país, exceto Acre, Rondônia e Roraima, e foi encomendada pela TV Bandeirantes. A margem de erro é de 2,4 pontos.
A pesquisa também avaliou a rejeição dos postulantes. O governador Aécio Neves é o que apresenta a menor rejeição: 5% dos entrevistados disseram que não votariam no tucano mineiro. Ele foi seguido por Ciro Gomes (8%), Heloísa Helena (10%), José Serra (11%) e Dilma Rousseff (12%).
Lula. A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu, segundo a pesquisa Vox Populi. O percentual de entrevistados que consideraram o desempenho do governo como ótimo ou bom foi de 68%. Na pesquisa anterior, no mês passado, a avaliação positiva do presidente era de 65%.
Para 26% dos entrevistados, o governo Lula é regular; 3% consideram ruim e outros 2% avaliaram o desempenho do presidente Lula como péssimo.
Acirramento
Pesquisa. Na última pesquisa Vox Populi, realizada em outubro, a distância entre Serra e Dilma era de 25 pontos percentuais. No resultado de ontem, a diferença caiu para 17 pontos percentuais entre os dois.
PT discute eleições nos Estados
Brasília. O PT realizou ontem à noite o primeiro grande encontro com  os presidentes de diretórios estaduais da sigla para debater as eleições de 2010. Na pauta, estavam em discussão as alianças nos Estados - principalmente onde PT e PMDB têm divergências -, o programa para a disputa presidencial e a situação atual do governo.
A situação de Minas, onde o partido tem dois pré-candidatos ao governo - Patrus Ananias e Fernando Pimentel -, com dificuldades para costrurar uma aliança com o PMDB, de Hélio Costa, será discutida separadamente hoje.
Encontro
Ausência. No encontro realizado pelo PT, ontem, em Brasília, estava prevista a presença da ministra Dilma Rousseff. Ela, porém, cancelou sua participação. O evento prossegue hoje e a ministra deve participar.

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MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES PROPÕE BOLSA CELULAR

terça-feira, novembro 10, 2009 / / comentários (0)

Interessante a iniciativa. Leia na íntegra.


SOFIA FERNANDES
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um projeto de expansão da telefonia móvel para todos os beneficiários do programa Bolsa Família. Pelo projeto, todas as 11 milhões de famílias atendidas pelo programa receberiam de graça um celular e R$ 7 de crédito por mês.
Segundo Costa, já há aprovação do projeto dentro do governo e por parte das empresas. O presidente Lula gostou da ideia e a empresa TIM já aceitou fazer parte do projeto. O governo está negociando com a Claro e com a Oi.
Pelos cálculos do ministro, será necessário investimento das empresas de telefonia móvel de R$ 2 bilhões em dois anos para emplacar o programa. O governo abriria mão da arrecadação do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) dessas linhas.
As empresas estariam interessadas a aderir ao programa para alcançar as classes C e D, atendidas pelo Bolsa Família. O ministro Hélio Costa falou hoje à imprensa, após reunião com presidentes de empresas de telefonia móvel e fixa.

Banda Larga
O mesmo modelo de expansão da telefonia móvel pode ser adotado também para banda larga. Segundo Hélio Costa, "estamos em condições de fazer banda larga popular a R$ 9,99".
Segundo Costa, se há três anos o empresariado estava disposto a emplacar o plano de internet discada a R$7,50, hoje seria possível colocar a R$ 9,99 o serviço de internet a 256Kb. Seria uma "meia-larga", mas palavras do ministro. Mas isso não foi discutido ainda com as empresas.

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HÉLIO COSTA DEFENDE ALIANÇA COM PATRUS

terça-feira, novembro 10, 2009 / / comentários (0)

Enquanto as eleições internas de PMDB e PT não se definem, os Ministros Patrus Ananias e Hélio Costa dão cada vez mais indicações que poderão marchar juntos na  disputa ao Palácio da Liberdade  em 2010.

Hélio Costa, que  deu palestra ontem na PUC/BH, fez questão de reafirmar seu bom relacionamento com Ananias, defendendo uma chapa composta por ambos e  deixando claro que, a aliança só  será possível com a participação do Ministro Patrus, seja como vice, senador ou governador.
O Ministro Hélio Costa tem alertado ao PT nacional  e ao presidente Lula que, caso PMDB ou PT  de Minas, marchem separados na disputa do ano que vem ambos partidos correm um grande risco de fracassar  e que uma aliança entre os dois seria a melhor alternativa para fazer frente ao candidato de Aécio Neves.

O problema é que dentro do PT, o grupo liderado por Fernando Pimentel, não enxerga outra possibilidade que não a cabeça de chapa, o que dificultaria um acordo com o PMDB do Ministro Hélio Costa.
Esta posição do ex-prefeito pode acabar jogando o Ministro das Comunicações de Lula nos braços do governador Aécio Neves, com  quem por sinal Costa  mantem boas relações.

Leia matéria do jornal Hoje em Dia na íntegra.


Costa defende aliança do PMDB com o PT na sucessão estadual
Ministro diz que a união dos dois partidos seria uma intenção de Lula

CARLOS ROBERTO
Hélio_costa
Hélio Costa: "eu vejo esta disposição (de coligar com o PMDB) no ministro Patrus"
O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), voltou a defender nesta segunda-feira (9) uma aliança do PMDB com o PT nas sucessão estadual de 2010, com a escolha do candidato que será cabeça de chapa por meio de pesquisa junto ao eleitorado.

De acordo com o ministro, a união dos dois partidos seria uma intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que gostaria de ver a base aliada ao seu governo reunida em uma única candidatura, que teria forças para enfrentar a candidatura proposta pelo governador Aécio Neves (PSDB), possivelmente o ex-governador Antônio Anastasia.

Hélio Costa, no entanto, deixou claro que essa aliança só será possível se o nome do PT para a sucessão estadual, seja para governador ou para vice, for o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

“Eu vejo essa disposição (de coligar com o PMDB) no ministro Patrus Ananias, que tem feito um trabalho extraordinário, muito possivelmente o trabalho mais importante que já foi desenvolvido nesse país de atendimento  social. Mas não vejo a mesma intenção em outros nomes do PT.”

As declarações do ministro das Comunicações foram dadas durante palestra na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), Unidade Coração Eucarístico. No encontro com estudantes, Hélio Costa falou sobre “Política e Comunicação em Minas e no Brasil”, quando fez um balanço dos trabalhos desenvolvimento no governo, com destaque para a televisão digital e os avanços nas telecomunicações.

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O PONTO DE CONVERGENCIA DE AÉCIO NEVES

terça-feira, novembro 10, 2009 / / comentários (0)

Ontem, o governador Aécio Neves, em encontro com empresários paulistas se apresentou como ponto de convergência entre governo e oposição. Esperto que só ele, o nosso governador sabe que precisa fazer uma oposição consciente se pretende angariar a simpatia dos eleitores de Lula e a adesão de partidos da base do presidente.
Clique no  link da entrevista. AÉCIO NEVES PONTO DE CONVERGÊNCIA

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ENTREVISTA JOSÉ ALENCAR

segunda-feira, novembro 09, 2009 / / comentários (0)

Semana passada citamos aqui em nosso espaço, este grande brasileiro José Alencar exemplo de luta e perseverança para todos nós. Hoje a Folha de São Paulo traz uma ótima entrevista com o vice-presidente.
Leia abaixo a matéria na íntegra.


JOSÉ ALENCAR
Se os eleitores quiserem, volto para o Senado
Após diversas cirurgias para combater tumores, vice-presidente diz que "já pensa em expectativa de cura", quando antes estava aceitando que ia morrer

Sergio Lima - 08.out.2009/Folha Imagem
O vice-presidente, José Alencar, durante evento em Brasília


ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL
SÃO 11h E JOSÉ ALENCAR senta na cama do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde há duas horas recebe a dose quase semanal de quimioterapia. Vai fazer um lanche. "Desculpa eu comer enquanto conversamos, mas ainda estou em jejum", diz ele. Come dois hambúrgueres e bebe um copo de leite, mostrando que o tratamento contra o sarcoma descoberto em 2006 não afetou seu apetite, ao passo que fala de saúde, política, família e eleições. Fica sério e se acomoda melhor ao repetir críticas à política monetária. Se emociona ao falar dos bons resultados no tratamento e o carinho que recebe de brasileiros. "Eu hoje penso em expectativa de cura, antes eu aceitava a ideia de que ia morrer", diz.
Em duas horas de entrevista, Alencar mostrou ainda ter o vigor necessário não só para terminar o mandato, mas para enfrentar uma campanha -projeto que voltou a nutrir desde que soube da redução do tumor. "Se o eleitor permitir, volto para o Senado."

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

 
FOLHA - Como vai seu tratamento? Os médicos falam em redução de 30% dos tumores.
JOSÉ ALENCAR -
Os exames mostraram uma redução muito grande nos tumores. Era uma coisa que até não era esperada. Estou passando muito bem, não tive problema algum, trabalhando normal como se não tivesse nada.
Além disso, há, e muita gente não acredita, uma verdadeira corrente no Brasil inteiro de pessoas que me mandam cartas, mensagens, remédios, ervas, uma coisa nunca vista. O que eu tenho recebido, o que chega, não tem gabinete que consiga catalogar. As manifestações são fantásticas.
Acho que Deus está nos ouvindo, porque parece uma vontade Dele de me curar. Hoje já penso em expectativa de cura, quando antes estava aceitando a ideia de que ia morrer mesmo. Mas as coisas mudaram.
FOLHA - O senhor havia dito que, se chegasse aos 78 anos, seria como renascer. Seu aniversário foi no mês passado. Dá para fazer planos?
ALENCAR -
Eu tenho que planejar tudo de novo. Passei por uma operação em janeiro em que não morri porque Deus não quis, a coisa foi feia.
Sigo a orientação de Santo Agostinho: "O homem deve viver preparado para morrer a qualquer instante e proceder como se não fosse morrer nunca". Sempre achei que a morte é algo natural, nós todos vamos morrer. Se Deus quiser me levar, ele não precisa de câncer.
Se ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve. E isso está acontecendo, porque estamos lutando contra o tumor há bastante tempo, um tumor difícil. A gente fala "um tumor", mas são vários. Hoje estou quase dizendo "eram vários".
FOLHA - E os planos políticos?
ALENCAR -
Termina meu mandato no ano que vem, tenho pensado sobre isso. Posso ser muito útil na vida pública, mas acho mais adequado para mim um cargo no Legislativo, porque esse eu posso enfrentar e dar uma grande contribuição. Ao passo que no Executivo, na minha idade, provavelmente não fosse recomendado, porque a agenda é muito pesada. Se Deus me curar, eu terei todas as condições de ser candidato.
Se você perguntar "o que você gostaria de fazer", [a resposta é] eu gostaria de me candidatar ao Senado. Vai depender do resultado dos exames. Se eu tiver bem, eu posso levar meu nome. Se os eleitores quiserem, eu volto para o Senado.
FOLHA - Como o senhor acha que serão as eleições de 2010?
ALENCAR -
Todas as eleições são difíceis. Eleição tem sempre adversário. Há umas que são menos penosas, mas difíceis todas são. Há três anos, nós fomos ao segundo turno. Tudo indicava que devíamos ganhar no primeiro turno, mas não ganhamos. Então, eleição não é brincadeira.
FOLHA - Acha que chegou a hora de Minas voltar a ter um presidente?
ALENCAR -
Eu sinto que o Brasil está com saudade de Minas. Ainda que tenha na presidência o Lula, e não tem nenhum outro presidente que obteve maior sucesso do que ele no exercício da Presidência.
FOLHA - Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil] seria uma presidente à altura do que Minas pode oferecer?
ALENCAR -
Ela saiu de Minas há muito tempo e vive no Rio Grande do Sul, o que até contribui para que chegue ao governo influência de dois Estados da importância de Minas e do Rio Grande do Sul no campo político. Esses dois Estados sempre foram muito bem referendados. Tivemos o presidente Getúlio Vargas e tivemos o presidente Juscelino [Kubitschek], que foram grandes presidentes.
A Dilma é mineira, porque nasceu em Minas, o umbigo dela está enterrado em Minas. Então ela é mineira, e isso é bom. Mas ela é também gaúcha, e isso é bom também.
FOLHA - Tem um outro pré-candidato mineiro...
ALENCAR -
Eu respeito e admiro o Aécio [Neves, PSDB, governador de Minas] desde antes de ele nascer. Seus avô paterno, Tristão Ferreira da Cunha, foi um político admirável. E seu avô materno, então [Tancredo Neves], dispensa comentários. Mas ele tem um problema para resolver dentro do partido primeiro. Ele é jovem, tem muito tempo pela frente [para ser presidente]...
FOLHA - A população vai ouvir o conselho de Lula ao votar?
ALENCAR -
A gente vê que hoje o eleitor esclarecido, inteligente, quer ouvir o presidente antes de votar. Porque ele acha que o Brasil merece mais tempo de bons governos. O que eu sinto é que as pessoas desejam uma continuidade desse trabalho admirável que o Lula vem fazendo. E ele indica a Dilma. Como ministra da Casa Civil, ela é uma espécie de superintendente, tudo passa pela Casa Civil.
Ela tem demonstrado grande eficiência à frente do trabalho que executa. Além disso, todo mundo sabe que a Dilma é uma mulher brava, não é braba, é brava, em todos os sentidos. Ela reúne condições para realizar um excelente trabalho.
FOLHA - O senhor acha que os empresários estão com a Dilma?
ALENCAR -
Ainda é muito cedo para falar, tem um ano pela frente. Mas quem a conhece fica bem impressionado.
FOLHA - Quais os méritos do seu trabalho no governo?
ALENCAR -
O presidente é o Lula. O mérito é dele. O trabalho do vice é não atrapalhar.
FOLHA - Mas o senhor já ficou mais de 400 dias no exercício da Presidência da República.
ALENCAR -
Até o final do mandato, devo passar de um ano e meio no exercício do cargo. Jânio [Quadros, que renunciou em 1961] ficou sete meses na Presidência. Eu já fui presidente mais tempo do que ele.
[Na campanha de 2002] Eu viajava pelo Nordeste e dizia que eu podia me mudar para aquela cidade, porque não adiantaria ficar em Brasília, que o Lula só ia viajar pelo Brasil, eu nunca ia precisar assumir a Presidência. Quem ia imaginar que ele fosse viajar tanto?
FOLHA - O senhor é empresário. Acha que o Brasil já saiu da crise?
ALENCAR -
O Brasil está crescendo, saiu da crise, está forte. E isso apesar da política monetária. Essa política monetária é...que adjetivo eu uso...um despropósito. É uma política equivocada, não a econômica, mas a monetária. Mais de 8% ao mês, em algumas áreas mais de 10%, enquanto o setor produtivo ganha muito menos.Controlar os juros serve para conter a inflação de demanda, coisa que o Brasil não precisa fazer. O Brasil precisa estimular o consumo. Mas o Brasil está crescendo apesar disso. Mostra como o Brasil é grande, é um colosso. Eu sempre falei isso nas reuniões internas. O presidente sabe das minhas opiniões.
FOLHA - Corrigir isso fica para o próximo governo?
ALENCAR -
Sempre há como reverter e mudar agora.
FOLHA - O mensalão mineiro do PSDB e o que envolve o PT estão no STF. O senhor acha que uma decisão deve ficar para depois das eleições?
ALENCAR -
Eu falo em tese, sem me referir a esses casos específicos. É preciso haver investigações rigorosas e detalhadas, não importa quem é o investigado. Sempre defendi isso. Eu acredito que todos são inocentes até se prove o contrário, mas o Brasil se tornou o país da impunidade. Isso é sério e precisa mudar. Não se pune a corrupção. Eu não vejo que isso está mudando.
FOLHA - O senhor é a favor da entrada da Venezuela no Mercosul?
ALENCAR -
Sou a favor. A Venezuela é um país importante. Atrás dela, abre-se espaço para a Colômbia, Equador. É natural que o Brasil defenda a ampliação do Mercosul, isso aumenta nossa influência regional. A Venezuela é um país, apesar de seu presidente, tem que ser vista como tal. Presidentes passam.
FOLHA - Sua vida mudou com o tratamento? Sente dor? Come de tudo?
ALENCAR -
Como até torresmo, só que não me dão para comer! O que me derem, eu como. Não sinto nada, essa é uma doença silenciosa. A quimioterapia traz efeitos colaterais, mas eu tenho sentido muito pouco.
Quase nada. Isso aí nós já temos experiência. E há também os antídotos para os efeitos colaterais. Eu não parei em nenhum momento em todo esse tempo. Normal. Hoje mesmo volto para Brasília para participar de uma agenda, despachar [como presidente em exercício], tem coisas para assinar.
FOLHA - A superexposição de sua doença incomoda?
ALENCAR - O câncer do José Alencar não interessa a ninguém a não ser a ele, à família, aos amigos. Mas a doença do vice-presidente, essa sim, interessa, é pública. Por isso sempre fui muito transparente e não escondo nada. Até mesmo agora, com a boa notícia de que o tratamento está funcionando e que estamos indo bem.










































































































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