Depois que o PED (processo de eleiçao direta) no PT foi para segundo turno, até mesmo os aliados do ex-prefeito Fernando Pimentel moderaram o discurso.
Pimentel - que não quer saber do PMDB e só admite ser candidato à sucessão de Aécio Neves - sofreu um baque com o resultado das eleições internas do PT. Seu candidato , o deputado Reginaldo Lopes não conseguiu atingir os 51% dos votos para liquidar a fatura no primeiro turno e disputará o segundo contra o candidato de Patrus Ananias, Gleber Naime.
Convidado por Reginaldo Lopes para coordenar sua campanha, o deputado Virgilio Guimaraes e até então aliado de Pimentel, discorda do ex-prefeito quanto as prévias, foi taxativo: "Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
A temperatura está aumentando entre os dois grupos. Adversários e até alguns aliados do ex-prefeito, afirmam que mesmo que ele vença o PED vai sair muito enfraquecido do processo. Há também quem diga que, Pimentel vencendo o racha entre seu grupo e do Ministro Patrus é certo. Este grupo admite a possibilidade de deixar Pimentel no sereno e marchar com o PMDB de Hélio Costa. Veja matéria do Jornal Valor Economico no link PREVIAS EM MINAS DEVEM SER MANTIDAS
O segundo turno é neste fim de semana. Vamos acompanhar.
O segundo turno é neste fim de semana. Vamos acompanhar.
Pimentel aposta em um acordo com Patrus para evitar prévias
Grupo de Reginaldo estaria dividido entre associar o PED à candidatura
Carla Kreefft
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel afirmou ontem que continua acreditando em um entendimento com o ministro Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, no sentido de evitar a realização das prévias do partido para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Segundo Pimentel, após o segundo turno do Processo de Eleição Interna (PED), ele e Patrus poderão manter uma conversa de forma que aquele que apoiou o vitorioso para a presidência do partido em Minas seja o indicado para disputar o governo.
"Se antes já defendia que o PED é um importante indicativo para a escolha do candidato, agora muito mais. Agora, são dois candidatos do PED e cada um plenamente identificado com uma das pré-candidaturas", afirmou.
Pimentel disse ainda que a tese vale para qualquer situação: se o deputado Reginaldo Lopes, que é o seu candidato, vencer o segundo turno ou se Gleber Naime, candidato do ministro Patrus Ananias, conseguir a vitória.
Pimentel disse que sabia que a disputa no PED seria acirrada e que não ficou surpreso com a necessidade de realização do segundo turno. "Nunca acreditei nessa hipótese de vitória no primeiro turno. Pode ser que os meus apoiadores tenham sido muito otimistas", disse, referindo-se às declarações de Reginaldo Lopes e do deputado federal petista Miguel Corrêa Jr., antes da realização do primeiro turno, de que teriam a vitória sem necessidade da segunda etapa da votação.
Sobre as negociações com o PMDB para formação de um palanque único em Minas, Pimentel voltou a defender que o PT tenha candidatura própria e chegou a fazer uma ironia. "Por que o PT de São Paulo não faz aliança com o PMDB ou o PT do Rio Grande do Sul não faz aliança com o PMDB?", questionou. Em São Paulo e Rio Grande do Sul, os dois partidos estão em lados opostos para a disputa do governo do Estado.
Virgílio. Logo depois da entrevista de Pimentel, que aconteceu na sede da TV Comunitária, o deputado federal petista Virgílio Guimarães também falou com a imprensa. Apresentando-se como coordenador da campanha de Reginaldo no segundo turno do PED, ele explicou que só aceitou a função com as condições de que a eleição interna não se transforme em uma prévia e que também não seja uma antecipação da tática eleitoral para a disputa eleitoral ao governo, referindo-se à discussão sobre uma aliança ou não com o PMDB.
Questionado sobre a contradição entre o seu discurso e o de Pimentel, já que os dois são apoiadores de Reginaldo Lopes, Virgílio afirmou apenas que ainda iria conversar com Pimentel.
"Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
Nos bastidores, a informação é de que o grupo de Reginaldo estaria dividido entre a possibilidade de associar o PED às previas. Alguns integrantes do grupo estariam avaliando que essa associação foi responsável pela divisão do primeiro turno, impedindo a vitória do atual presidente estadual.
Outra parte continuaria avaliando que seria importante que o PED já defina o candidato ao governo do Estado para que o partido tenha mais tempo de campanha. Ontem, Pimentel admitiu que, se o nome do candidato petista só for decidido em março, em uma eventual prévia, o partido perderia muito em relação à disputa com o PSDB, que deverá lançar o vice-governador, Antonio Anastasia, ao governo de Minas, com o apoio de Aécio Neves.
Gleber Naime era o pit bull do Delúbio, diz Virgílio Guimarães
Virgílio Guimarães deixou claro que a tática que pretende desenvolver para o segundo turno do PED é o confronto direto entre o seu candidato, o deputado federal Reginaldo Lopes, e o secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, apoiado por Patrus Ananias.
Segundo Virgílio, ele assume a coordenação da campanha para agregar. "E eu tenho a certeza de que Reginaldo é o candidato capaz de agregar, e Gleber é quem desagrega. E não estou falando isso porque ele (Gleber) quis e quer me expulsar do partido não. Falo isso porque é esse o comportamento dele", disse.
Em outro momento da entrevista, Virgílio voltou a atacar Gleber. "Olha, eu nem vou falar que ele era o pit bull de Delúbio (Soares, ex-tesoureito do PT, envolvido nas denúncias do mensalão). Não vou falar isso. Mas ele desagrega", concluiu. (CK)
Candidato rebate crítica de deputado
O secretário de Comunicação do PT, Gleber Naime, rebateu ontem as críticas que o deputado federal Virgílio Guimarães fez a ele. Gleber afirmou que Virgílio está chateado porque foi alvo de um processo administrativo para expulsão do partido, do qual o secretário foi relator.
Gleber espera que campanha para o segundo turno do PED aconteça em alto nível. "Nós não somos Leonardo Quintão", referindo-se à troca de acusações e baixarias ocorridas durante a campanha à Prefeitura de Belo Horizonte em 2008. (CK)
Segundo Pimentel, após o segundo turno do Processo de Eleição Interna (PED), ele e Patrus poderão manter uma conversa de forma que aquele que apoiou o vitorioso para a presidência do partido em Minas seja o indicado para disputar o governo.
"Se antes já defendia que o PED é um importante indicativo para a escolha do candidato, agora muito mais. Agora, são dois candidatos do PED e cada um plenamente identificado com uma das pré-candidaturas", afirmou.
Pimentel disse ainda que a tese vale para qualquer situação: se o deputado Reginaldo Lopes, que é o seu candidato, vencer o segundo turno ou se Gleber Naime, candidato do ministro Patrus Ananias, conseguir a vitória.
Pimentel disse que sabia que a disputa no PED seria acirrada e que não ficou surpreso com a necessidade de realização do segundo turno. "Nunca acreditei nessa hipótese de vitória no primeiro turno. Pode ser que os meus apoiadores tenham sido muito otimistas", disse, referindo-se às declarações de Reginaldo Lopes e do deputado federal petista Miguel Corrêa Jr., antes da realização do primeiro turno, de que teriam a vitória sem necessidade da segunda etapa da votação.
Sobre as negociações com o PMDB para formação de um palanque único em Minas, Pimentel voltou a defender que o PT tenha candidatura própria e chegou a fazer uma ironia. "Por que o PT de São Paulo não faz aliança com o PMDB ou o PT do Rio Grande do Sul não faz aliança com o PMDB?", questionou. Em São Paulo e Rio Grande do Sul, os dois partidos estão em lados opostos para a disputa do governo do Estado.
Virgílio. Logo depois da entrevista de Pimentel, que aconteceu na sede da TV Comunitária, o deputado federal petista Virgílio Guimarães também falou com a imprensa. Apresentando-se como coordenador da campanha de Reginaldo no segundo turno do PED, ele explicou que só aceitou a função com as condições de que a eleição interna não se transforme em uma prévia e que também não seja uma antecipação da tática eleitoral para a disputa eleitoral ao governo, referindo-se à discussão sobre uma aliança ou não com o PMDB.
Questionado sobre a contradição entre o seu discurso e o de Pimentel, já que os dois são apoiadores de Reginaldo Lopes, Virgílio afirmou apenas que ainda iria conversar com Pimentel.
"Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
Nos bastidores, a informação é de que o grupo de Reginaldo estaria dividido entre a possibilidade de associar o PED às previas. Alguns integrantes do grupo estariam avaliando que essa associação foi responsável pela divisão do primeiro turno, impedindo a vitória do atual presidente estadual.
Outra parte continuaria avaliando que seria importante que o PED já defina o candidato ao governo do Estado para que o partido tenha mais tempo de campanha. Ontem, Pimentel admitiu que, se o nome do candidato petista só for decidido em março, em uma eventual prévia, o partido perderia muito em relação à disputa com o PSDB, que deverá lançar o vice-governador, Antonio Anastasia, ao governo de Minas, com o apoio de Aécio Neves.
Gleber Naime era o pit bull do Delúbio, diz Virgílio Guimarães
Virgílio Guimarães deixou claro que a tática que pretende desenvolver para o segundo turno do PED é o confronto direto entre o seu candidato, o deputado federal Reginaldo Lopes, e o secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, apoiado por Patrus Ananias.
Segundo Virgílio, ele assume a coordenação da campanha para agregar. "E eu tenho a certeza de que Reginaldo é o candidato capaz de agregar, e Gleber é quem desagrega. E não estou falando isso porque ele (Gleber) quis e quer me expulsar do partido não. Falo isso porque é esse o comportamento dele", disse.
Em outro momento da entrevista, Virgílio voltou a atacar Gleber. "Olha, eu nem vou falar que ele era o pit bull de Delúbio (Soares, ex-tesoureito do PT, envolvido nas denúncias do mensalão). Não vou falar isso. Mas ele desagrega", concluiu. (CK)
Candidato rebate crítica de deputado
O secretário de Comunicação do PT, Gleber Naime, rebateu ontem as críticas que o deputado federal Virgílio Guimarães fez a ele. Gleber afirmou que Virgílio está chateado porque foi alvo de um processo administrativo para expulsão do partido, do qual o secretário foi relator.
Gleber espera que campanha para o segundo turno do PED aconteça em alto nível. "Nós não somos Leonardo Quintão", referindo-se à troca de acusações e baixarias ocorridas durante a campanha à Prefeitura de Belo Horizonte em 2008. (CK)
Ministro comemora 2º turno
O ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, voltou a afirmar ontem que o Processo de Eleição Direta (PED) não pode ser confundido com as prévias que vão determinar o nome do PT para a disputa pelo governo em 2010.
Ele avalia que o segundo turno da eleição interna do PT em Minas "é muito bom para a democracia do partido e o equilíbrio das forças internas". Mas Patrus lembrou que a escolha do candidato ao governo do Estado deve ter outra dinâmica, que deverá envolver um projeto de desenvolvimento para Minas Gerais.
Ele aproveitou ainda para dar uma alfinetada no ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
"Eu não vou cobrar aqui do Pimentel o que foi dito antes por ele porque, se formos somar os votos obtidos pelos candidatos a presidente do partido que apoiam a minha pré-candidatura - Gleber Naime, Padre João e Gilmar Machado -, nós vencemos o PED. Então, Pimentel teria que renunciar à sua pré-candidatura", afirmou, referindo-se à proposta feita por Pimentel de que o PED seja um indicativo para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Questionado sobre a possibilidade de uma conversa com Patrus, após a realização do segundo turno do PED, na tentativa de entendimento para evitar as prévias, Patrus disse que, agora, a conversa dele é com as bases, e reafirmou que não vai abrir mão de sua pré-candidatura sem a realização das prévias. Entretanto, ele admitiu que o partido poderá antecipar as prévias para evitar prejuízo à campanha, independentemente de quem for o candidato. (CK)
Ele avalia que o segundo turno da eleição interna do PT em Minas "é muito bom para a democracia do partido e o equilíbrio das forças internas". Mas Patrus lembrou que a escolha do candidato ao governo do Estado deve ter outra dinâmica, que deverá envolver um projeto de desenvolvimento para Minas Gerais.
Ele aproveitou ainda para dar uma alfinetada no ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
"Eu não vou cobrar aqui do Pimentel o que foi dito antes por ele porque, se formos somar os votos obtidos pelos candidatos a presidente do partido que apoiam a minha pré-candidatura - Gleber Naime, Padre João e Gilmar Machado -, nós vencemos o PED. Então, Pimentel teria que renunciar à sua pré-candidatura", afirmou, referindo-se à proposta feita por Pimentel de que o PED seja um indicativo para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Questionado sobre a possibilidade de uma conversa com Patrus, após a realização do segundo turno do PED, na tentativa de entendimento para evitar as prévias, Patrus disse que, agora, a conversa dele é com as bases, e reafirmou que não vai abrir mão de sua pré-candidatura sem a realização das prévias. Entretanto, ele admitiu que o partido poderá antecipar as prévias para evitar prejuízo à campanha, independentemente de quem for o candidato. (CK)
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