VOX POPULI. HÉLIO COSTA FORTE NA DISPUTA CONTRA ANASTASIA

terça-feira, março 30, 2010 / / comentários (0)

A ultima pesquisa do Vox Populi, publicada no Jornal Estado de Minas de domingo, parece ter exercido influência sobre as cabeças petistas. Fernando Pimentel, por exemplo, já admite disputar o senado nas próximas eleições, hipótese anteriormente descartada. O grupo ligado ao ex-prefeito, que vinha travando a estratégia de Lula para Minas Gerais, já abaixou o tom das declarações em torno da candidatura própria. 
Hélio Costa, continua forte no páreo, tanto na preferência dos eleitores, quanto na de Lula, que aposta em seu nome para liderar o palanque único da base aliada aqui nas Alterosas. 
Confira abaixo pesquisa e matéria de Cesar Felício no Jornal Valor Econômico.

Pesquisa Vox Populi

Pesquisa reforça chances de Hélio Costa na disputa contra Anastasia

Pimentel diz que avalia disputa ao Senado em MG

Na reta final para o processo de definição do candidato da base lulista ao governo de Minas Gerais, o pré-candidato do PT ao governo mineiro, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, afirmou que "poderá avaliar" disputar a eleição de 2010 como candidato ao Senado, em uma chapa encabeçada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), ou, em uma hipótese bem menos provável, pelo ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, também do PT.
"A nossa disposição para construir uma aliança é verdadeira. O PMDB tem um nome colocado, o de Hélio Costa, e o PT por enquanto tem dois, o meu e o de Patrus. Há uma vaga para governador, outra para vice e outra para o Senado. É natural que considerem que há lugar para todos na chapa", comentou Pimentel.
O ex-prefeito até hoje afirmava que só aceitaria disputar as eleições para o governo estadual. Mas a flexibilização de Pimentel ainda está no plano da retórica, já que sob comando local do ex-prefeito, o PT resiste a ceder a cabeça de chapa ao PMDB. A pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o partido aceitasse apoiar Hélio Costa uniu nas últimas semanas Pimentel a Patrus. Os dois pré-candidatos petistas começaram a negociar para acabar com a divisão do partido ainda este mês. Patrus abriu mão de disputar uma prévia partidária contra Pimentel. O ex-prefeito aceitou que a escolha do candidato fosse feita na próxima semana, por uma comissão bipartite.
O partido precisa de uma solução urgente para contrapor-se a Costa e dar a Patrus a possibilidade de escolher entre ficar no ministério ou disputar as eleições, uma vez que o prazo para desincompatibilização termina no dia 2. "A partir daí, vamos negociar com o PMDB com toda a calma", comentou o ex-prefeito. Segundo Pimentel, o presidente sinalizou na sexta-feira que poderá aceitar a prolongação da indefinição em Minas Gerais. Mas uma pesquisa do instituto Vox Populi publicada no jornal "Estado de Minas" neste domingo deve redobrar a pressão de Lula em prol do pemedebista: Hélio Costa aparece com 43% das intenções de voto, quando em confronto com o candidato tucano, o vice-governador Antonio Anastasia, que consegue 22%. Com Pimentel na simulação, a diferença cai para 39% a 24%. Com Patrus, há empate técnico: 32% ante 27% do tucano.
A ala ligada ao ex-prefeito no PT não trabalha mais com a possível candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB) ao Senado e ao governo de Minas. O nome de Alencar foi proposto pela ala ligada a Patrus e por partidos aliados, como PCdoB, como uma maneira de simultaneamente bloquear Pimentel e Hélio Costa, que não teriam como se opor ao vice-presidente. Aliados de Alencar na política estadual, como a deputada federal Jô Morais (PCdoB-MG), não acreditam que o vice seja empecilho a um acordo.




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VOX POPULI. SERRA SOBE. DILMA ESTACIONA

sábado, março 27, 2010 / / comentários (0)

Nova rodada de pesquisas do Vox Populi, publicada no jornal Folha de São Paulo de hoje, mostra recuperação do tucano que aparece com 36% . Dilma  conta com 27%, oscilação de um ponto em comparação ao estudo anterior.   
Na espontânea a candidata de Lula  cresce dois pontos e tem 12%  contra 8%  de José Serra, que não apresentou crescimento.
Veja os números.

Serra abre 9 pontos sobre Dilma e se isola na frente
Tucano tem 36% e petista pontua 27%, diz Datafolha feito entre quinta e ontem

Governador de SP recupera 4 dos 5 pontos que perdera entre dezembro e janeiro, e ministra oscila para baixo; Ciro tem 11% e Marina, 8%


FERNANDO RODRIGUES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, abriu nove pontos de vantagem sobre a petista Dilma Rousseff e voltou a ser líder isolado na corrida ao Palácio do Planalto.
Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 deste mês mostra o tucano com 36%. A petista tem 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário.
Como a margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Serra apresentou crescimento real -embora tenha retornado ao patamar de dezembro, quando tinha 37%.
Já Dilma, pela primeira vez não apresentou crescimento na sua curva de intenção de votos: a petista oscilou negativamente um ponto percentual.
No mesmo levantamento, Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro e 13% em dezembro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os mesmos 8% obtidos em dezembro e há um mês. Indecisos, brancos e nulos somam 7% e 11% não souberam responder.
Quando o Datafolha exclui Ciro da lista de candidatos, o cenário fica semelhante. Serra vai a 40% contra 30% de Dilma -a diferença entre ambos passa de nove para dez pontos, mas essa variação está dentro da margem de erro.
Sem Ciro, Marina pula para 10% e continua sem ameaçar o pelotão da frente.

2º turno e rejeição
As simulações de segundo turno seguiram os cenários de primeiro turno, com a recuperação de Serra. Numa hipotética disputa entre Serra e Dilma, o tucano venceria hoje com 48% contra 39% da petista -uma distância de nove pontos. Em fevereiro, os percentuais eram de 45% a 41%.
Em termos de rejeição, do ponto de vista estatístico, os quatro principais concorrentes estão empatados no limite da margem de erro, mas quem numericamente tem o pior índice é Ciro Gomes, com 26%. Colados a ele vêm José Serra (com 25%), Dilma Rousseff (23%) e Marina Silva (22%).

Espontânea e nanicos
As curvas da pesquisa espontânea, quando o entrevistado diz em quem deseja votar sem ver uma lista de nomes, têm uma evolução discrepante do levantamento estimulado.
Diferentemente do que ocorreu na pesquisa em que o eleitor vê seu nome, em que está estabilizada, Dilma continuou sua curva ascendente no levantamento espontâneo. Tinha 8% em dezembro, passou a 10% em fevereiro e agora chegou a 12%.
Esse percentual a coloca à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (8%), que, até dezembro, liderava com folga a pesquisa espontânea. Isso mostra que a cada pesquisa o eleitor deixa de citar o nome do atual presidente porque vai percebendo que o petista não será candidato.
Serra pontuou 8%, o mesmo percentual de dezembro. Ciro e Marina marcaram 1% cada. Houve também 3% para "candidato do Lula" e 1% para "no PT/candidato do PT".
Pela primeira vez o Datafolha pesquisou candidatos de partidos pequenos. Por enquanto, só Mario de Oliveira (PT do B) conseguiu menções para pontuar 1%. Todos os demais estão abaixo desse patamar.

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PETISTAS NÃO ENTRAM EM ACORDO

sábado, março 27, 2010 / / comentários (0)

Os ânimos petistas continuam acirrados em Minas Gerais. A tal falada unidade, entre os grupos de Patrus e do ex-prefeito Fernando Pimentel, ainda está longe de se realizar.

É o que nos mostra  matéria do Hoje em Dia. Acompanhe

Ministro evita 'posse da unidade' e cresce pressão para que PT apoie Hélio Costa


Carvalho, apoiado por Pimentel, assume presidência do PT municipal, e em Brasília cresce pressão para que partido apoie Costa

Os ânimos continuam acirrados entre as duas principais lideranças do PT em Minas Gerais, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, ambos pré-candidatos ao Palácio da Liberdade. Essa divergência pode voltar a ser demonstrada publicamente neste sábado (27), na posse do novo presidente do partido em Belo Horizonte, o vice-prefeito Roberto Carvalho. Apesar de o evento ter ganhado a denominação de “Posse da Unidade”, conforme revelaram os organizadores, até o início da noite desta sexta-feira (26) Patrus estava decidido a não comparecer, segundo informou um integrante do partido ligado a ele.

Isso porque Carvalho foi eleito com o apoio de Pimentel e derrotou o candidato de Patrus, o vereador Arnaldo Godoy. “Ele (Patrus) deve passar o final de semana com a família, no sítio”, disse um assessor do ministro. “Se isso realmente acontecer (se ausentar da posse), uma vez que pode ser que o ministro mude de ideia e vá à posse, será unicamente pelo fato de ele estar cansado e com pouco tempo para a família. E não tem motivo para fazer uma festa da unidade, se as coisas já estão conciliadas”, completou.

Neste domingo (28), além de Carvalho assumir a presidência, também irão tomar posse os 43 membros do diretório municipal do PT. Esses membros, em seguida, irão eleger a executiva municipal, na definição dos cargos de vice-presidente, tesoureiro, secretário e diretores. Godoy, na condição de candidato derrotado na disputa pela presidência, tem, assegurada, uma vice-presidência. E deve ser praticamente o único integrante da executiva ligado ao ministro do Desenvolvimento Social.

Patrus sofreu duas derrotas

A disputa pela presidência municipal foi a segunda derrota de Patrus para Pimentel na busca pelo controle do PT em Minas. Na eleição pela direção estadual, o candidato do ministro, Gleber Naime, foi derrotado por Reginaldo Lopes, que conseguiu a reeleição. Apesar de o ex-prefeito ter tentado dar às duas eleições um caráter de plebiscito para a definição do candidato do PT que vai disputar o governo de Minas, o partido continua dividido. E os dois pré-candidatos, afastados.

Com a divisão, o PT em Minas está muito perto de não ter sequer candidatura própria. O presidente do partido, Reginaldo Lopes, reconhece essa ameaça e vai entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima quarta-feira (31), um manifesto pela candidatura própria. “O partido deliberou pela candidatura própria e vamos seguir essa decisão”, disse. Mas o estrago da divisão é tanto que foi criada uma comissão para buscar a conciliação entre os dois e definir quem será o candidato. “Primeiro, temos que resolver internamente as divergências existentes”, reconhece Reginaldo Lopes, que na segunda-feira volta a presidir uma reunião da comissão.

Petistas ligados aos dois pré-candidatos tentam mostrar unidade, mas não conseguem explicar de que forma ela irá acontecer. “Os dois vão ter que conversar e chegar a um acordo”, argumenta André Quintão, do grupo de Patrus.

Enquanto o PT não se decide, em Brasília cresce a pressão para que o partido apoie, em Minas, o nome do ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato pelo PMDB.

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LULA NÃO ABRE MÃO DE PALANQUE UNICO EM MINAS

sábado, março 20, 2010 / / comentários (0)

Ontem, após reunião com os pré-candidatos petistas, Patrus Ananias e Fernando Pimentel, o presidente Lula voltou a reafirmar a necessidade da construção de um palanque único e forte, para Dilma Rousseff no estado. A formação deste  palanque, que deverá abrigar todos os partidos da base aliada, com destaque para o PMDB, vem sendo motivo de disputa entre Pimentel e Ananias nos últimos meses.
Diante do quadro,  Lula acendeu o sinal amarelo e resolveu intervir para que ambos os pré-candidatos se entendam e iniciem imediatamente as conversas oficiais com PMDB de Hélio Costa, a fim de determinar o nome da cabeça de chapa. 
O presidente, já não esconde mais sua preferência  para que o Ministro das Comunicações  assuma esta posição.  Lula acredita que o nome de Costa já está bastante consolidado na cabeça dos eleitores mineiros e, que  a disputa fraticida entre as duas  as alas do  PT mineiro  enfraqueceram o partido.
Apesar do discurso de união, na saída do encontro,  os grupos de Pimentel e Patrus continuam se estranhando nos bastidores. 
Profundo  conhecedor dos problemas a família petista  e ciente da importância de nosso estado na construção da vitória de Dilma, o presidente dá sinais que vai acompanhar de perto a solução do palanque de sua ungida, para que ele fique de acordo com seu gosto.

Acompanhe abaixo as notícias da reunião em matéria no O Tempo de hoje.
Lula não abre mão da aliança entre PT e PMDB em Minas
Petistas querem candidatura própria para negociar com Hélio Costa depois
MURILO ROCHA
BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cobrar, ontem, em reunião com os dois pré-candidatos do PT ao governo de Minas - o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel - um palanque único da base no Estado, principalmente, com a presença do PMDB, do ministro Hélio Costa, também précandidato ao Palácio da Liberdade. O vice-presidente, José Alencar (PRB), também foi convidado para a discussão. Mesmo com a pressão de Lula para uma eventual candidatura de Costa com o apoio dos petistas, Patrus e Pimentel defenderam ontem um nome do PT para encabeçar a chapa.

"Comunicamos ao presidente Lula a unidade do partido para ter um nome só como candidato - o meu ou o do ministro Patrus", disse Pimentel por telefone minutos depois de deixar a reunião em companhia da ministra e précandidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Segundo o ex-prefeito, essa escolha será feita pela direção da sigla até o fim do mês e levará em conta as pesquisas eleitorais e outros fatores como a capacidade de articulação com a base aliada. "Isto posto, vamos conversar com Hélio Costa e estabelecer o mesmo procedimento (pesquisas) para termos um palanque único". Questionado sobre qual a posição de Lula diante da estratégia do PT mineiro de lançar candidato para só depois negociar com o PMDB, Pimentel repetiu a intenção de Lula de fazer um acerto com os peemedebistas. "O presidente sugere que conversemos com Hélio Costa para chegar a unidade", disse. Conforme Pimentel, o candidato escolhido pelo PT deverá articular a aliança com o PMDB a partir de abril. O ministro Patrus também comentou o encontro.

"Trabalhamos com a perspectiva da unidade em Minas. O acordo (do PT) não se faz contra o ministro e amigo Hélio Costa, mas é uma soma". No entanto, conforme Patrus, PT e PMDB podem esticar a negociação para definir quem será o candidato da base aliada em Minas até junho.
PMDB quer uma definição mais rápida
BRASÍLIA. Incomodados com a resistência dos petistas mineiros em fechar um acordo, dirigentes do PMDB querem a definição do candidato da base Lula o mais rápido possível. Pelo pacto fechado informalmente entre as duas siglas, o nome do candidato seria escolhido com base em pesquisas de intenção de voto. No momento, Hélio Costa lidera em todos os cenários e garantiria ao PMDB a cabeça de chapa. Por sua vez, com o aval de Lula, o PT espera ter a definição de um nome do partido ainda neste mês e empurrar as negociações com o PMDB para o final do mês de junho, quando termina o prazo de inscrição das candidaturas.
O partido espera até essa data ter um nome com desempenho superior ao de Costa nas pesquisas de intenção de voto. Os peemedebistas alegam que o candidato rival, o vice-governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), já está viajando pelo Estado com o governador Aécio Neves e por isso não há tempo a perder. (MR) Sem comentar Petistas querem candidatura própria para negociar com Hélio Costa depois.

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CNI/IBOPE. DILMA SOBE E DIMINUI A DIFERENÇA ENTRE SERRA

sexta-feira, março 19, 2010 / / comentários (0)

A diferença entre Dilma e Serra, diminui em mais uma rodada de pesquisas.  Publicada ontem, CNI/Ibope mostram na estimulada, a petista com 30% das intenções de voto contra 35% do tucano.
Na espontânea a candidata de Lula, já ultrapassa o governador de São Paulo aparecendo com  14% na preferência dos eleitores. 
 
Acompanhe a matéria do O Estado de São Paulo

CNI/Ibope: diferença entre Serra e Dilma cai 16 pontos em três meses

Pré-candidata do PT, que tinha 17% das intenções em dezembro, foi para 30%. Tucano caiu de 38% para 35%

SÃO PAULO - A pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), reduziu em 16 pontos porcentuais a vantagem do governador de São Paulo e possível candidato do PSDB, José Serra, na comparação entre a mais recente pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira, 17, e o levantamento realizado em dezembro pelo instituto, também encomendado pela Confederação Nacional da Indústria. Embora o tucano continue à frente da petista, a diferença entre os dois principais postulantes ao Palácio do Planalto passou de 21 pontos em dezembro para 5 em fevereiro. Em fevereiro, pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, mostrava Serra com 36% e Dilma com 25%.

egundo o Ibope, no cenário com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), Serra tem hoje 35% das intenções de votos, contra 30% de Dilma. A petista cresceu 13 pontos porcentuais em relação a última pesquisa CNI/Ibope, quando tinha 17%. O tucano, que no levantamento anterior tinha 38%,  perdeu três pontos, um a mais do que a margem de erro, que é de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Ainda assim, ele mantém a vantagem em todas as simulações de segundo turno. O levantamento foi feito entre os dias 6 e 10 de março, com 2002 entrevistas em 140 municípios. Ciro, que tem mantido a disposição em concorrer ao Planalto, tem 11% das inteções de voto, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 6%.           
Sem Ciro, tudo igual
No cenário estimulado sem Ciro Gomes, Serra tem 38% e Dilma, 33%. Na mesma lista, Marina aparece com 8%. Do total de entrevistados, 10% disseram que irão votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 8% informaram que não sabem ou não responderam à pesquisa. 
Apesar dos resultados diferentes, a distância de 5 pontos porcentuais entre o tucano e a petista é mantida sem o deputado do PSB, o que indica que Ciro poderá não influenciar uma mudança significativa no cenário com Serra e Dilma na disputa. De acordo com o Ibope, com ou sem Ciro Gomes, Dilma conseguiria levar a disputa para o segundo turno, já que a soma de suas intenções de voto às de Marina Silva supera as de Serra (42% contra 38% do tucano)
Com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) no lugar de Serra, Dilma lidera a pesquisa com 34%, seguida por Ciro (21%). O mineiro aparece em terceiro, com 13%, enquanto Marina continua com 8%.
Apesar do crescimento vigoroso da ministra Dilma, o governador Serra manteve a vantagem em todas as simulações do segundo turno. Em uma possível disputa com a petista, o tucano vence por 44% a 39%.
Serra tem o menor índice de rejeição (25%), mas a rejeição da ministra caiu de 41% para 27% desde dezembro, enquanto para Ciro e Marina caiu de respectivamente 33% para 28% e 40% para 31%. A candidata do PV e Aécio têm os porcentuais de rejeição mais altos entre os candidatos.
Fator Lula
Segundo a pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBOPE, mais da metade dos brasileiros (53%) prefere votar no candidato apoiado pelo presidente Lula. Neste momento, 58% dos entrevistados sabem que Dilma é a candidata do presidente. Na pesquisa espontânea, o presidente lidera com 20% e Dilma fica à frente de Serra (14% a 10%).
A avaliação positiva do governo Lula atingiu nível recorde de 75%. A maneira de governar é aprovada por 83% da população e 77% dos entrevistados confiam no presidente Lula, quase o mesmo porcentual de dezembro de 2009. A percepção de que o segundo mandato de Lula é melhor do que o primeiro atinge 49%, e a aprovação da atuação do governo aumentou em seis das nove áreas pesquisadas. No entanto, o porcentual de desaprovação supera o de aprovação nas áreas de Saúde, Segurança Pública e impostos.
Houve queda de 12% na percepção de que o noticiário sobre o governo Lula é mais desfavorável. As notícias mais lembradas sobre o governo Lula foi a visita do presidente ao Haiti e Hillary Clinton no Brasil, com 12%.

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LULA COMUNICA APOIO A HELIO COSTA

domingo, março 14, 2010 / / comentários (0)

Solução para o imbróglio em torno do candidato da base de Lula em nosso estado, está bem próximo do fim. Em reunião, agendada para o próximo dia 22, o presidente comunicará oficialmente, Fernando Pimentel e Patrus Ananaias, seu apoio a Hélio Costa ao governo de Minas Gerais. 

Na opinião de Lula, seu Ministro das Comunicações é um candidato competitivo e  que aparece bem nas pesquisas, por isso merece ser o nome da base aliada no estado. 

“Sua presença [nas pesquisas] é forte, está muito bem. Merece e deve ser candidato. Conte comigo”. Luis Inácio Lula da Silva

Leia análise de Josias de Souza, colunista da Folha de São Paulo sobre a aliança PT/PMDB nos estados.

Lula comunica a Hélio Costa que vai apoiá-lo em MG

Presidente agendou para o dia 22 reunião com PMDB e PT
Sérgio Lima/Folha

Lula embarcou neste sábado (13) para o Oriente Médio. A viagem começa por Israel, evolui pelos territórios palestinos e termina na Jordânia.
O retorno a Brasília está previsto para a próxima sexta (19). Estima-se que o Aerolula pousará em Brasília no meio da madrugada, ao redor de 3h30.
Lula vai tirar o sábado e o domingo para repousar. Na segunda (22), descerá ao front político com a disposição de pacificar as relações entre PT e PMDB nos Estados.
Vai cuidar, primeiro, da encrenca que considera mais espinhosa e prioritária: a de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país.
Na manhã da última quarta (10), Lula recebeu para uma conversa reservada o ministro Hélio Costa (Comunicações), do PMDB.
Senador licenciado, Hélio deseja comparecer às urnas de Minas como candidato a governador. Tomado pelas pesquisas de hoje, é favorito. Porém...
Porém, o próprio ministro reconhece, entre quatro paredes: sem o PT, será candidato à derrota.
Precisa retirar de seu caminho os dois petistas que, como ele, se declaram candidatos à sucessão do tucano Aécio Neves: Patrus Ananias e Fernando Pimentel.
Mais do que isso: Hélio precisa atrair o petismo mineiro para o seu palanque. Na conversa de quarta, ganhou um aliado de peso.
Lula deixou claro que, no pano verde mineiro, suas fichas serão puxadas para o lado do PMDB:

“Sua presença [nas pesquisas] é forte, está muito bem. Merece e deve ser candidato. Conte comigo”, disse o presidente ao ministro pemedebê.
De volta da viagem internacional, Lula se reunirá com os presidentes do PMDB, Michel Temer; e do PT, José Eduardo Dutra.
Chamará para o encontro o preferido Hélio Costa e o par de petistas que disputam com ele: Patrus, ministro do Bolsa Família; e Pimentel, ex-prefeito de BH.
Será, no dizer de Lula, um encontro de “definições”. Acha que se esgotou a fase do deixa-como-está-para-ver-como-é-que-fica.
Aproxima-se o fatídico 3 de abril. Nesse dia, os ministros-candidatos terão de trocar a Esplanada pelos palanques. Daí a pressa.
No sonho do PMDB, Hélio Costa seria candidato com um dos rivais –Patrus ou Pimentel- na posição de vice.
No plano esboçado pela direção do PT, Patrus iria ao Senado. Pimentel coordenaria a campanha de Dilma, com a promessa de ocupar um ministério num eventual governo companheiro.
E quanto ao vice? O petismo deseja acomodar do lado de Hélio Costa o deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG).
Resolvida a pendência de Minas, Lula vai cuidar de outras encrencas. PMDB e PT se estranham em pelo menos mais quatro Estados: BA, PA, MS e CE.
Metade dos problemas estará resolvida a partir da definição de como vai funcionar a política de duplo palanque que se pretende adotar nos Estados em que os sócios de Dilma Rousseff medirão forças.
Lula já absorveu como coisa definitiva a idéia do convívio com os dois palanques. Mas o PMDB quer definir melhor as coisas.
Lula pisará nos dois palanques ou reservará a tarefa apenas para Dilma? Ambos levarão a cara à propaganda televisiva ou só a candidata vai aparecer?
Em conversas com os negociadores do PMDB, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) pronunciou a palavra que será repetida a Lula: “Igualdade”.
Para o PMDB, o que for feito para um terá de ser repetido para o outro.
Geddel enfrentará na Bahia o projeto reeleitoral do petista Jaques Wagner, velho amigo de Lula.
Nos seus diálogos privados, o ministro pemedebê resume assim o drama: “Os acordos terão de ser políticos, não na base da amizade. Até porque o pemedebista mais amigo de Lula jamais será tão amigo quanto o menos amigo do PT”.

Daí a intenção do PMDB de arrancar de Lula um rol de compromissos que promova a igualdade de armas entre os aliados de conveniência e os amigos históricos.

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ACORDO PMDB/PT GANHA FORÇA A CADA DIA

quinta-feira, março 11, 2010 / / comentários (0)

Artigo de Carlos Lindenberg no Hoje em Dia desta quinta, traz uma análise certeira sobre o principal assunto dos últimos dias na política mineira, o casamento entre PT e PMDB no estado.

Aliança PT-PMDB ganha força
Carlos Lindenberg


Aumentou, nesta semana, a possibilidade de um acordo entre o PT e o PMDB com vistas ao Palácio da Liberdade. Pelas conversas ouvidas nos bastidores, de ambos os lados, há entendimentos encaminhados para que o PMDB tenha a cabeça de chapa e o PT ocupe a vice e até mesmo uma das chapas para o Senado. Coisas assim são sempre negadas pelos porta-vozes dos partidos, mas há indícios fortes de que as conversas prosperam.
O que é indesmentível é que a solução em Minas será dada pelo presidente Lula, levando em conta a necessidade de dar à sua candidata, a ministra Dilma Rousseff, um palanque forte no Estado. Isso significa a combinação de todos os partidos que apoiam o presidente Lula no Congresso, à exceção de uma ou outra legenda. O objetivo seria garantir a vitória de Dilma no Estado onde o governador Aécio Neves pontifica e onde será instado a sustentar a candidatura do governador José Serra, sob pena de uma responsabilização ainda que indevida.
Complica mais para a ministra Dilma a estratégia de Serra, que quer sair de São Paulo com uma frente de mais de 4 milhões de votos. Isso, para se ter ideia, representa quatro vezes mais a diferença obtida por Geraldo Alckmin sobre Lula em 2006. Serra quer, com isso, reduzir a diferença que Dilma colocará sobre ele no Nordeste e, possivelmente, no Centro-Oeste ou Norte do país, trazendo a disputa assim para Minas Gerais, onde Aécio estará disputando o Senado e levando com ele a candidatura do vice Antonio Anastasia.
Por tudo isso é que Lula estaria manobrando para que o palanque de Dilma em Minas seja forte o suficiente para barrar a liderança do governador Aécio Neves. Pelas conversas que estão sendo mantidas, nos bastidores da sucessão, a fórmula seria aquela já anunciada aqui. O candidato ao Governo seria o ministro Hélio Costa, o vice seria o deputado federal Virgílio Guimarães, e o Senado ficaria com Patrus Ananias ou com o vice-presidente José Alencar, se ele estiver bem de saúde e liberado, não apenas pelos médicos, mas também pela família. Pelo conversado, Patrus não sairia se Alencar sair, reservando-se a outra vaga do Senado a um outro partido da coligação.
Não custa lembrar que, paralelamente a esses entendimentos, conversa-se também, no PRB, sobre a possibilidade de o vice-presidente e presidente de honra do partido, José Alencar, disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados e não no Senado. A mudança se justificaria por se tratar, a eleição de deputado, de uma campanha menos pesada do que a para o Senado, e ainda a necessidade de o PRB aumentar a sua bancada na Câmara - em Minas, por exemplo, a bancada se resume a um só deputado.
Restaria o ex-prefeito Fernando Pimentel, seguramente uma liderança forte no PT. Pimentel participaria do comando da campanha da ministra Dilma, reservando-se a ele a indicação para um ministério, no caso de vitória da candidata de Lula. Com esse esquema, imagina-se que todo o espectro partidário que apoia o Governo estaria contemplado na composição da chapa majoritária para o Senado e o Palácio da Liberdade. Pelo que se sabe, Lula ainda não bateu o martelo sobre essa combinação de forças, mas não a está descartando, sob a convicção de que, divididos, PT e PMDB poderão perder, levando junto a candidatura de Dilma Rousseff.

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PT NACIONAL QUER HÉLIO COSTA EM MINAS

quarta-feira, março 10, 2010 / / comentários (0)

A matéria do Estado de Minas de hoje, reforça a prova que o discurso do presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes,  está em total dissonância com a vontade de Lula,  da Ministra Dilma e das cúpulas petista e peemedebista. A estratégia do PT nacional é ter palanque único em Minas encabeçado pelo pré-candidato do PMDB e Ministro das Comunicações Hélio Costa e, ponto. 
Pelo visto, qualquer especulação diferente disto é conversa fiada. Só falta definir o vice.

PT nacional quer palanque único com candidatura de Hélio Costa
Patrícia Aranha - Estado de Minas


O Planalto não está disposto a dar tempo ao PT mineiro para tentar viabilizar eleitoralmente a candidatura própria do partido ao governo de Minas. Enquanto o diretório estadual resiste em jogar a toalha, a direção nacional já age em favor do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB). O argumento dos líderes mineiros é de que o fim da disputa interna entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, com o anúncio do nome do pré-candidato ao Palácio da Liberdade até o fim deste mês, terá reflexos nas próximas pesquisas de intenção de voto. O recado, contudo, não interessa ao Planalto, que já garantiu ao PMDB nacional que o PT não será empecilho em Minas e descartou a possibilidade de haver dois palanques em apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), como insiste em defender o presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes.

Um membro da direção nacional disse na terça-feira que Lula não pretende abrir mão da solução Hélio Costa, que está sendo “indigesta” para os petistas mineiros porque esse acordo teria sido costurado ainda no ano passado. Outro líder do partido diz que o presidente sonha que, em troca do apoio no segundo colégio eleitoral do país, o PMDB abra mão de insistir com o nome do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), como vice de Dilma, e aceite a preferência de Lula pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB-GO).

Em Minas, contudo, a resistência é grande. Integrante da Executiva Nacional do partido, a prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara, acha que ainda é cedo para uma decisão. Ela aposta que tanto Hélio Costa quanto Patrus vão se desincompatibilizar no prazo previsto pela legislação eleitoral, até 3 de abril, antes que os dois partidos tenham entrado em acordo. “Minas é um estado muito importante para a disputa nacional. Há conversas, diálogo e, principalmente, muitas especulações em torno dos desejos de cada partido. O PT e o PMDB têm responsabilidade para conduzir o processo que ainda não se afunilou”, garante.

Para Maria do Carmo, o PT não abrirá mão de lançar um nome para ser colocado em discussão pelos outros partidos da base aliada. “Ainda não está batido o martelo sobre a candidatura. Não adianta querer decidir rapidinho. Mineiro é mais matreiro. De uma hora para outra o cenário muda”, afirma.

Para a prefeita de Contagem, Marília Campos, a aproximação entre Pimentel e Patrus mudou a correlação de forças na base aliada. “O PMDB estava ocupando um vazio deixado pelo próprio PT, que não se posicionava. A partir do momento em que foi retomado o diálogo, o quadro muda e o PT volta a conduzir o processo”, acredita. Segundo ela, Hélio Costa teria se precipitado ao anunciar que estaria próximo o anúncio do apoio do PT a sua candidatura. “Quem come apressado ou queima a língua ou come cru. O bom mineiro sempre come pelas beiradas”, pontuou.

Vice
Cotado para compor a chapa com Hélio Costa (PMDB) como candidato a vice-governador, o deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG) nega que postule a vaga, mas avisa que não tem intenção de candidatar-se a um quarto mandato consecutivo de deputado federal. Diferentemente do presidente estadual do partido, Reginaldo Lopes, Virgílio é contra o palanque duplo para Dilma, em Minas. “O objetivo número um é o palanque único. Certamente, gostaria que o candidato fosse do PT e, sendo do PT, que fosse o Pimentel. Mas esse é apenas o meu desejo”, desconversa, apontando que há quatro candidatos na base. Além de Pimentel, Patrus e Hélio Costa, inclui o vice-presidente José Alencar, que adiou a decisão sobre uma eventual candidatura ao governo para depois dos exames que fará no dia 17.

Um membro da executiva estadual do partido, contudo, confirma que Virgílio tem trabalhado pela candidatura a vice-governador. “Bem antes dos outros mineiros, Virgílio fez a leitura de que a situação era mais favorável ao Hélio Costa no Planalto e debandou do barco de Pimentel”, ironiza.

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A ÚLTIMA PALAVRA É DE LULA. PRESIDENTE IMPÕE ALIANÇA EM MG

domingo, março 07, 2010 / / comentários (0)

O Presidente Lula resolveu dar um basta na confusão petista no estado. Preocupado com o rumo das conversas no PTmineiro, Lula chamou Pimentel a  Brasília e avisou que vai apoiar o Ministro das Comunicações Hélio Costa para o Governo de Minas. Na costura, o ex-prefeito fica na coordenação da campanha de Dilma, Patrus Ananias vai para o Senado (ou para a vice de Costa). Outra possibilidade traz o aliado de Pimentel, Virgílio Guimarães, como vice na chapa.
Um dos  temores de Lula, é a possibilidade de crescimento dos tucanos em nosso estado com, Aécio Neves, livre, leve e solto fazendo  campanha para seus correligionários a partir  de 31 de março.
Nada de muito diferente do que estamos falando por aqui há tempos.

Confira matéria da Folha de São Paulo deste domingo.

Lula impõe aliança com o PMDB em MG para eleger Dilma
Presidente comunica Fernando Pimentel e Patrus Ananias que eles devem buscar composição na chapa de Hélio Costa

Apesar de roteiro para o apoiar a candidatura do ministro já estar traçado, petistas manterão discurso de que são pré-candidatos
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Lula avisou os petistas mineiros que, em nome do projeto de fazer Dilma Rousseff sua sucessora, irá apoiar a candidatura do ministro peemedebista Hélio Costa (Comunicações) ao governo.
Segundo a Folha apurou, Lula pediu aos dois pré-candidatos do PT em Minas, o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), que montem estratégia para fazer aliança com o PMDB mineiro, indicando o nome do vice na chapa de Hélio Costa.
Pimentel, favorito para ser um futuro candidato do PT no Estado, foi convocado recentemente para uma conversa com Lula. Na ocasião, o presidente disse que precisava dele na campanha da ministra Dilma e que ele deveria desistir da disputa pelo governo mineiro.
Em uma das conversas com o ex-prefeito, Lula chegou a dizer em tom de convocação: "Se você quiser jogar o Campeonato Mineiro, tudo bem, mas a Copa do Mundo é aqui".
Pimentel e Patrus sabem, porém, que não podem simplesmente desistir da candidatura petista em Minas. Publicamente, vão continuar reafirmando que ainda são candidatos, mas o roteiro para a aliança com o PMDB já está traçado.
Os grupos dos dois já acertaram que farão uma escolha entre Pimentel e Patrus até o final de abril. O ministro prefere que a definição seja em março, com base em pesquisas. No caso, o ex-prefeito deve ser o escolhido, pois leva vantagem nas pesquisas de intenção de voto.
O segundo passo, então, seria o congresso petista em Minas, que definiria a posição do partido na eleição estadual. Ele já foi, estrategicamente, adiado de abril para maio.
Antes dele, PT e PMDB, seguindo determinação de Lula, vão sentar para definir uma aliança e quem seria o cabeça de chapa. Os dois partidos elaboraram um modelo, com base em dados de pesquisas, para definir o melhor candidato.
Segundo relato de petistas e peemedebistas ouvidos pela Folha, a tendência é que Pimentel e Hélio Costa fiquem empatados. Aí, caberia ao presidente Lula dar a palavra final. Decisão que já estaria tomada em favor do peemedebista.
Dentro do PT, ainda há uma última esperança de o presidente mudar de ideia e defender uma candidatura petista em Minas. Bastaria Dilma abrir uma diferença em relação a José Serra nas pesquisas para Lula ser convencido de que poderia forçar o PMDB a inverter o jogo: apoiar um petista em MG.
No comando da campanha de Dilma, porém, a desistência de Pimentel é dada como certa. Se dependesse somente dele, o ex-prefeito manteria sua candidatura. Mas reconheceu nos últimos dias a aliados que deve realmente optar por integrar a equipe de campanha.
Esse cenário já é dado como certo também no PSDB. O governador Aécio Neves disse nos últimos dias a interlocutores que foi informado de que Pimentel, seu aliado na última disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, não será candidato.
Para Aécio, essa é a melhor composição. Segundo ele, Pimentel seria um candidato mais forte, pois poderia se lançar com o apoio de Lula e Dilma, além de ter trânsito com os tucanos do Estado.
Dentro do PMDB, há quem defenda o nome de Patrus como vice, mas ele dificilmente aceitaria. Seu caminho deve ser a disputa pelo Senado, caso José Alencar não dispute a eleição, ou a permanência no ministério até o fim do governo. O deputado federal petista Virgílio Guimarães é citado como possível vice de Costa.

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SERRA CANDIDATO. AÉCIO DESCARTA VICE

quinta-feira, março 04, 2010 / / comentários (0)

Para o alívio de uns e desespero de outros, Serra finalmente avisa à cúpula tucana que é candidato à sucessão de Lula e Aécio descarta oficialmente a possibilidade de ocupar a vice  se mantendo como candidato ao Senado Federal.
Apesar das especulações, que contavam com um anúncio de uma chapa puro-sangue, dentro da semana de comemoração do centenário de Tancredo Neves, o destino dos dois governadores está se definindo dentro do previsto, com Serra tentando realizar seu sonho na Presidência e, Aécio, como Senador  se preservando para uma disputa futura. 
O governador mineiro acredita que,  em Brasília, mais precisamente na Corte Alta, poderá construir com mais calma seu acesso  ao Palácio do Planalto. Há quem diga que esta construção passe por uma  desfiliação  do PSDB, após as eleições. 

Enquanto isso, em Minas Gerais, a base de Lula se comporta como o PSDB há dias atrás sem a definição de candidatura, com idas e vindas de quem será o escolhido. Acontece que, de um lado  a cúpula nacional e o presidente Lula definiram que a melhor estratégia para Dilma Rousseff nas Alterosas seria o palanque único, tendo como candidato o Ministro das Comunicações Hélio Costa. Porém, o grupo do ex-prefeito Fernando Pimentel, ainda tenta construir uma candidatura própria. 

O perigo neste caso é que aconteça o mesmo que aconteceu ao candidato tucano dias atrás. Com a indefinição de sua candidatura, Serra saiu da zona de conforto e viu sua distância entre Dilma cair e a tendência de crescimento da Ministra de Lula subir.
Portanto, é o momento do PT mineiro ter juízo e bom senso para não se ver na mesma situação. Só pra  lembrar: a eleição nacional passa por Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. A definição da aliança nacional com o PMDB passa por Minas. Aécio Neves se descompatibiliza no fim do mês, será candidato ao Senado e  de braços dados com Anastasia, vai "passear" mais por Minas. 

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO
Serra diz que é candidato e convida Aécio para ser vice
Governador avisa ao partido que disputará Presidência e tenta convencer mineiro

Em jantar, Aécio repete que tentará Senado; em discurso em Brasília, paulista sai em defesa de legado de FHC e afirma ser preciso fazer mais


Lula Marques/Folha Imagem

Serra e Aécio durante sessão solene no Senado em homenagem ao centenário de Tancredo

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Em conversas desde a noite de terça-feira, o governador de São Paulo, José Serra, admitiu à cúpula do PSDB que é candidato à Presidência da República. Serra -que até já discute a data para o anúncio oficial da candidatura- deixou clara sua disposição de concorrer num jantar na noite de anteontem com o governador de Minas e vice de seus sonhos, Aécio Neves.
No encontro, Serra agiu como candidato ao convidar pela primeira vez de forma direta Aécio para ser companheiro de chapa. Mais uma vez, o mineiro disse não, mas o paulista não desistiu de convencê-lo.
Aécio afirmou ontem a interlocutores que não tem mais dúvida da candidatura Serra. "Pode esquecer. O Serra é o candidato", comentou, depois da sessão solene do Senado em homenagem ao centenário de seu avô, Tancredo Neves.
Na conversa, que invadiu a madrugada de ontem e contou com a presença do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Aécio desencorajou Serra a insistir em seu nome para a vice. Alegando que poderia contribuir mais para o partido concorrendo ao Senado, argumentou que seria prejudicial à campanha criar falsa expectativa.
Aécio se comprometeu ainda a obter a vitória do PSDB em Minas e defendeu o nome de Tasso Jereissatti (CE) para vice. Horas depois, numa conversa com os senadores do partido, repetiu seus argumentos. E apelou: "Por favor, não insistam no meu nome para a vice".
Serra também demonstrou a intenção de concorrer em diferentes conversas ontem, durante sua passagem por Brasília. Sentado a seu lado, um senador lhe disse que a bancada do PSDB está à espera de sua definição. "Sou candidato. Só espero a data ideal para o anúncio", respondeu Serra, segundo esse senador.
Em outra conversa, o tucano reconheceu a hipótese de lançar sua candidatura antes do prazo fatal para o anúncio, 2 de abril. Como a data-limite de desincompatibilização coincide com a Semana Santa, a decisão não teria impacto se formalizada em pleno feriado. Até lá, ele se valerá da exposição como governador de São Paulo.

Sinais e discurso
O roteiro cumprido em Brasília atende a pedido de PSDB, DEM e PPS para que Serra dê sinais claros de que será candidato, ainda que não anuncie.
Aliados do governador admitem que o espaço para um eventual recuo é pequeno, mas ressalvam que ele pode reavaliar a candidatura caso não consiga ter Aécio na vice ou se Dilma Rousseff (PT) ultrapassá-lo em pesquisas antes do prazo de desincompatibilização.
Além das conversas internas, o discurso público do governador de São Paulo já toca explicitamente num dos temas centrais da campanha: a comparação entre os governos do PT e do PSDB. Em seu pronunciamento na sessão de homenagem a Tancredo, ele criticou o rótulo de "herança maldita" usado pelo PT para rechaçar um possível retorno tucano ao Palácio do Planalto.
"O PT acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários da eleição do primeiro presidente civil e das conquistas sociais e culturais da Constituição e soube, posteriormente, colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas, como o Plano Real, o Proer [programa de ajuda a bancos de FHC] e a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse, repetindo trechos de artigo seu na revista "Veja".
Ele enalteceu conquistas do governo FHC sem, no entanto, fazer críticas à gestão de Lula. Disse que não se deve negar o passado, e sim "superá-lo, a fim de fazer mais e melhor".
Na volta a São Paulo, ainda que demonstrando certa impaciência e desconforto diante da avalanche de perguntas sobre quando definirá se será candidato, Serra deu uma rara declaração: "Eu nunca afastei a possibilidade de vir a ser candidato, coisa que declarei há mais tempo. Existe a possibilidade de eu ser candidato? Existe sim. Ela não foi afastada", disse, após participar de inauguração na unidade neonatal do hospital de Sapopemba (zona leste).

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CONTAGEM REGRESSIVA. PMDB E PT ANUNCIAM CANDIDATO NO PRÓXIMOS DIAS

terça-feira, março 02, 2010 / / comentários (0)

PMDB E PT vão anunciar o nome que encabeçará a chapa da base do governo Lula nos próximos dias. Apesar do que foi dito e debatido nos últimos meses, a composição deverá ficar dentro do esperado com Hélio Costa na cabeça e Patrus na vice. 
Ontem, em solenidade no Palácio da Liberdade para o lançamento do selo comemorativo de Tancredo Neves, o Ministro das Comunicações afirmou que, o PMDB está fechado em torno da aliança com Dilma Rousseff e que o entendimento entre os dois partidos em Minas está em fase avançada. 
Hélio Costa comunicou ainda, que o pronunciamento sairá dentro de duas semanas.

Acompanhe matéria do Jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira.

ACORDO PREPARA PALANQUE ÚNICO PARA DILMA NO ESTADO
Eduardo Kattah
SÃO PAULO - No momento em que a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ganha musculatura, o PT e o PMDB em Minas Gerais formataram um acordo para que a pré-candidata petista conte com um palanque único no segundo maior colégio eleitoral do País. O principal sinal é o entendimento entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB).
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Costa conseguiu fazer valer sua proposta de que levantamentos internos definam o nome da base aliada que concorrerá à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB). Ontem, após participar de um evento com o governador tucano, o ministro disse que está "fechado" com a candidatura de Dilma e previu um "pronunciamento conjunto" dentro de duas semanas. "Estamos muito bem posicionados para fazer um entendimento." Porém, petistas e peemedebistas acreditam que a definição se dará somente depois de estabelecidas as chapas para a disputa pela Presidência.
O PT já demonstra resignação e abrandou o discurso em torno da candidatura própria. Ontem, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias - que também disputa a indicação do partido -, admitiu que estuda permanecer no ministério até o fim do governo caso sua pré-candidatura não se viabilize. Pimentel, por sua vez, encampou a tese do palanque único, como quer Lula. Ele defendia a possibilidade de dois palanques, mas para não ameaçar o acordo nacional com o PMDB já indicou que não fará da defesa da candidatura própria um cavalo de batalha.
Alencar
Os dois lados também minimizam a possibilidade de o impasse ser resolvido com a candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB). A estratégia irritou o PMDB, que viu nela uma rasteira nas pretensões do ministro. "Esse é um assunto que já está velho", disse Costa, salientando que o vice já manifestou o desejo de concorrer ao Legislativo. "Se ele estiver em condições de saúde, ele será candidato e vai ter apoio de todo mundo. Agora, eu acho que é pouco provável que o nosso querido vice se disponha a esse sacrifício", reforçou Pimentel.

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