DATAFOLHA. DILMA CRESCE E FICA MAIS PERTO DE SERRA

domingo, fevereiro 28, 2010 / / comentários (0)

Divulgada hoje, no jornal Folha de São Paulo, pesquisa Datafolha mostra o crescimento de cinco pontos percentuais  da Ministra Dilma Rousseff em relação ao último levantamento feito em dezembro.
Na amostragem, realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro com 2.623 entrevistas, a candidata de Lula reduz a diferença entre José Serra em 4 pontos percentuais, atingindo 28% da intenções de voto contra 32% do candidato tucano. 
Na pesquisa espontânea, Dilma bate Serra e aparece com 10% das intenções contra 7% do governador de São Paulo.  Ciro Gomes e Marina Silva continuam estagnados. Acompanhe abaixo os principais resultados.

FOLHA DE SÃO PAULO
Vantagem de Serra sobre Dilma baixa para 4 pontos
Em cenário com Ciro, tucano cai 5 pontos e vai a 32%, e petista sobe 5, para 28%

Candidato do PSB tem 12% e está estagnado, assim como Marina Silva, do PV, que mantém o patamar de 8% do levantamento anterior

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, registrou crescimento de cinco pontos percentuais na sua taxa de intenções de voto de dezembro para cá. Atingiu 28% e encurtou de 14 para 4 pontos percentuais a distância que a separa de seu principal adversário, José Serra, do PSDB, hoje com 32%.
Esse é o principal resultado da pesquisa Datafolha realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, com 2.623 pessoas de 16 anos ou mais. Confirmou-se a curva ascendente de Dilma, não importando o cenário nem quais são os candidatos em disputa.
Apesar do crescimento da petista, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate estatístico entre Dilma e Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os dois só estariam empatados tecnicamente em 30% na raríssima hipótese de o tucano estar no seu limite mínimo e sua adversária no limite máximo, segundo a estatística Renata Nunes, do Datafolha.
"A proximidade entre os candidatos é algo visível, mas mais importante nessa pesquisa é mostrar as curvas de alta da candidata do PT e de queda do candidato do PSDB -considerando os levantamentos anteriores", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
No cenário no qual Dilma está com 28% e Serra com 32%, Ciro Gomes (PSB) tem 12%. Marina Silva (PV), 8%. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 9%. Indecisos, 10%.

Ciro e Marina estagnados
A pesquisa também revela uma estagnação de Ciro e de Marina. Ambos tiveram exposição em fevereiro, quando seus partidos usaram os dez minutos a que têm direito em rede nacional de rádio e TV.
O efeito foi nulo. Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%. Marina parou nos 8% -no cenário mais provável, no qual estão Serra e Dilma.
Os números do Datafolha dão pistas sobre os efeitos da eventual desistência de Ciro -algo desejado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro, sem o nome do PSB, havia a possibilidade de Serra vencer no primeiro turno: ele tinha 40% contra 37% de Dilma e Marina somadas. A eleição é liquidada na primeira votação quando alguém recebe acima de 50% da soma de todos os votos dados aos adversários.
Agora, deu-se uma inversão. Quando Ciro está fora, Serra tem 38%, contra 41% somados de Dilma e Marina. Fica mais remota a hipótese de o tucano vencer no primeiro turno. Registre-se que a petista cresce cinco pontos nos cenários principais, com ou sem Ciro.
Num teste com Aécio Neves sendo o candidato do PSDB as coisas ficam mais fáceis para Dilma. Ela lidera com 34% contra 18% do tucano em um cenário sem Ciro Gomes. Quando o nome do PSB está presente, a petista tem 30% contra 21% de Ciro -Aécio fica com 13%.

2º turno
Em dezembro, numa simulação de segundo turno, Serra estava com 49% contra 34% de Dilma. A vantagem de 15 pontos caiu para 4. Hoje, segundo o Datafolha, o tucano registra 45% contra 41% da petista. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48% contra 26% do tucano Aécio Neves.
Todos os candidatos tiveram variação para cima nas suas taxas de rejeição, o que é comum quando o período eleitoral se aproxima. O destaque nesse trecho da pesquisa Datafolha é Serra, cujo percentual subiu de 19% em dezembro para 25% no atual levantamento.
Dilma oscilou de 21% para 23%. Ciro foi de 18% a 21%. Marina, de 17% para 19%.
Quando o Datafolha faz a pesquisa sem mostrar nomes, surge um dado revelador sobre a percepção do eleitor a respeito do processo sucessório: uma queda vertiginosa das menções ao presidente Lula.
O petista era citado espontaneamente por 27% dos eleitores em agosto. Caiu para 20% em dezembro. Agora, bateu em 10%. Apesar da sua popularidade recorde, Lula é cada vez menos citado "porque o eleitor está percebendo que ele não será candidato", diz Mauro Paulino.
Na pesquisa espontânea, Dilma chegou a 10% (a mesma taxa de Lula), contra 7% de Serra.

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HÉLIO COSTA ANTECIPA: PT E PMDB ESTARÃO JUNTOS NA DISPUTA ESTADUAL

sábado, fevereiro 27, 2010 / / comentários (0)

Com a legitimidade de quem acompanha de perto os bastidores e as articulações nas cúpulas petistas e peemedebistas, o Ministro das Comunicações Hélio Costa, anunciou ontem após reunião  com PCdoB em Belo Horizonte,  que o acordão da base de apoio ao governo está próximo de um rápido desfecho.  Pelas previsões do Ministro e pré-candidato ao governo de Minas o anúncio sairá até o fim do mês de março. É mais um passo dos partidos da base de Lula rumo ao fortalecimento da campanha da Ministra Dilma Rousseff em Minas Gerais.

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PT E PMDB PRÓXIMOS DE UM ACORDO

sexta-feira, fevereiro 26, 2010 / / comentários (0)

Apesar dos discursos  e tentativas de dissimulações do Presidente do PT mineiro, deputado Reginaldo Lopes, que teima em afirmar que em nosso estado a base aliada terá dois palanques, as movimentações e as declarações da alta cúpula petista nos últimos dias nos levam a crer que  PT e PMDB estão  bem próximos de selar o casamento nas Alterosas. 
O altar, ou melhor o palanque, seria encabeçado pelo  Ministro das Comunicações Hélio Costa, com o Ministro Patrus Ananias de vice e José Alencar para o Senado, caso sua saúde permita. Uma outra formatação conta com Luis Dulci ou Virgílio Guimarães na vice e Patrus para o Senado. Do jeitinho que Lula quer e com as bençãos  da cúpula nacional de ambos partidos. E Fernando Pimentel? Este tomou gosto por Brasília e está mais envolvido do que nunca na coordenação da campanha da Ministra Dilma e  por lá deve permanecer.  
O desfecho está próximo, vamos aguardar os acontecimentos.

JORNAL ESTADO DE MINAS

PT E PMDB TENTAM CONSOLIDAR CHAPA AO GOVERNO MINEIRO
Alessandra Mello 
Patrícia Rennó 
Uma comissão do PT e do PMDB se reunirá nos próximos dias para acertar as arestas em torno da candidatura da base aliada ao governo de Minas Gerais. A intenção é anunciar no início de março os nomes que vão compor a chapa e, principalmente, quem vai encabeçá-la. O PMDB já dá como favas contadas que o nome do candidato ao Palácio da Liberdade será mesmo o do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e já começa a discutir a escolha do vice.
O ex-prefeito de BH Fernando Pimentel (PT) disputa com o também petista Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a indicação para candidato ao governo. O PT ainda resiste a essa formação de chapa, mas os peemedebistas estão otimistas e acreditam que a legenda em Minas será convencida pela direção nacional do PT. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a aliados que prefere palanque único nos estados para sua candidata à Presidência, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O único fator que poderia reverter esse quando, avalia um petista, seria uma candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB). No entanto, quarta-feira, Alencar disse que se tiver condições de saúde para disputar prefere uma vaga ao Senado, pois a rotina do Executivo é muito pesada e exige maior dedicação. No entanto, o futuro político de Alencar só será definido depois do dia 17, quando ele receberá os resultados de uma série de exames que vão dar um quadro geral do seu estado de saúde.

Quinta-feira, no Sul de Minas, Hélio Costa defendeu a aliança PMDB/PT e a formação de um palanque único no estado. Ele não confirmou se realmente será o escolhido como candidato da base governista, mas assegurou mais uma vez que o critério para a escolha do indicado será a melhor colocação nas pesquisas de intenção de voto. Em todas ele aparece em primeiro lugar.

“Uma comissão do PT e do PMDB vai se reunir ainda esta semana. No fim deste mês, nós já devemos ter condições de fazer um anúncio do candidato ao governo de Minas. O presidente Lula deixou claro que em Minas Gerais teremos um palanque único e que as forças aliadas do presidente em Brasília estarão juntas”, afirmou o ministro, durante solenidade oficial em Varginha. Ele disse que a direção dos dois partidos têm se reunido constantemente para acertar os detalhes para a corrida eleitoral. Uma das prioridades do PMDB nacional é assegurar o palanque para Hélio Costa em Minas, dentro do acerto para que o candidato a vice da ministra Dilma seja peemedebista.

Apesar de alguns representantes dos partidos da base aliada assegurarem que Hélio Costa será mesmo o candidato do PMDB em Minas, o ministro evitou bater o martelo em torno de seu nome e também do deputado Virgílio Guimarães. “Ainda não definimos quem será o candidato a governador ou vice”, afirmou. Um dos cotados seria o deputado federal Virgílio Guimarães (PT), que não foi localizado quinta-feira para falar sobre essas especulações.

Antes de embarcar quarta-feira para a América Central, na comitiva do presidente Lula, o ministro Patrus reafirmou sua pré-candidatura e disse que está em busca de uma aliança com o PMDB. “É nosso interlocutor mais importante”, destacou. Pimentel também garantiu que ainda não há definição, mas dentro do PT ele já vem sendo cotado como um dos coordenadores da campanha da ministra em Minas.

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EM MINAS, O PALANQUE É UNICO. PALAVRA DE LULA

quarta-feira, fevereiro 24, 2010 / / comentários (0)

Diante das contradições sobre como será o palanque da Ministra Dilma Rousseff em Minas Gerais, nada melhor que ouvir  quem vai realmente por fim ao imbróglio.
Com a palavra: O Presidente Lula.

"Não é compreensível para a sociedade essa história de dois palanques. 
Isso não existe". 
"O que vai acabar acontecendo é que Dilma não poderá ir a alguns Estados. Nem eu. Como eu posso ir na zona leste com um candidato e na zona sul com outro? Qual o discurso que eu faço? O que eu digo para o eleitor sobre qual o melhor?
Não pode, fica muito desagradável."  
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

"Acho que os companheiros de Minas, tanto o Patrus Ananias quanto o Fernando Pimentel se meteram em uma enrascada. Estava tudo indo muito bem até que eles transformaram a disputa entre eles em uma fissura muito ruim para o PT. Como a política é a arte do impossível, quem sabe até março eles conseguem resolver o problema deles."
idem
Para bom entendedor pingo é letra. E não se fala mais no assunto. Acompanhe matéria do Jornal O Estado de São Paulo.

Lula assumirá negociação para destravar palanques 

SÃO PAULO - Preocupado com as divergências que têm impedido a montagem de palanques unitários entre o PT e o PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tomar as rédeas da negociação para enquadrar a seara petista e reduzir os impasses regionais até março. O comando dos dois partidos marcou nova reunião para amanhã, na tentativa de definir um acordo de cavalheiros que acerte as regras do jogo em Minas Gerais - o segundo maior colégio eleitoral do País, depois de São Paulo - e faça a revisão dos principais imbróglios estaduais.
Lula está convencido de que é preciso reproduzir a dobradinha PT-PMDB no maior número de Estados para impulsionar a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em conversas reservadas, ele tem dito que o PT manterá na disputa os governadores que podem concorrer à reeleição, mas deve ceder a cabeça da chapa, em nome da parceria, nos locais cobiçados pelo aliado federal.
"Não é compreensível para a sociedade essa história de dois palanques. Isso não existe", afirmou Lula em entrevista ao Estado, na semana passada. "O que vai acabar acontecendo é que Dilma não poderá ir a alguns Estados. Nem eu. Como eu posso ir na zona leste com um candidato e na zona sul com outro? Qual o discurso que eu faço? O que eu digo para o eleitor sobre qual o melhor? Não pode, fica muito desagradável."

Pouco antes da meia-noite de sexta-feira, Lula se reuniu com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), no Palácio da Alvorada, e prometeu se empenhar por palanques únicos. Foi obrigado a apagar o incêndio provocado na véspera, quando o PMDB ameaçou não comparecer no sábado ao ato de lançamento da pré-candidatura de Dilma, no 4º Congresso do PT.
"Não estamos impondo nada, mas, para o casamento se consolidar, os noivados estaduais precisam ser respeitados", insistiu o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). "O governo não vai querer contratempo com o maior partido da coligação, que tem o maior tempo para oferecer na propaganda eleitoral." 

Leia mais sobre a situação dos estados e outros temas na entrevista de Lula ao Estadão da última sexta-feira. Acompanhe abaixo:

'Eu não iria escolher alguém para ser vaca de presépio''

Vera Rosa, Tânia Monteiro, Rui Nogueira, João Bosco Rabello e Ricardo Gandour
''REI MORTO, REI POSTO'' - ''Não faz o seu sucessor quem está pensando em voltar quatro anos depois. Aí prefere que ganhe o adversário, que não é o meu caso. Eu já tive a graça de Deus de governar este país oito anos''

Na véspera de participar do 4.° Congresso Nacional do PT, que amanhã sacramentará a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que a herdeira do espólio petista, se eleita, deverá ficar dois mandatos no cargo. Em entrevista ao Estado, Lula negou que tenha escolhido Dilma com planos de voltar ao poder lá na frente, disputando as eleições de 2014.

Ouça:
som A íntegra da entrevista

"Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio", afirmou o presidente. "Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara." A dez meses da despedida no Palácio do Planalto, Lula disse que o ideal é deixar as "corredeiras da política" seguirem o seu caminho. "Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição", insistiu. "Eu tive a graça de Deus de governar este país oito anos."

Uma eventual gestão Dilma, no seu diagnóstico, não será mais à esquerda do que seu governo. Ele admite, no entanto, que, no governo, ela vai imprimir "o ritmo dela, o estilo dela". Na sua avaliação, porém, diretrizes do programa de governo de Dilma, que o PT aprovará hoje, podem conter um tom mais teórico do que prático.

"Não há nenhum crime ou equívoco no fato de um partido ter um programa mais progressista do que o governo", argumentou. "O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender." Questionado se concorda com a ampliação do papel do Estado na economia, proposta na plataforma de Dilma, Lula abriu um sorriso. "Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão", disse, numa referência ao jornal. Mais tarde, no entanto, destacou a importância de investimentos estratégicos por parte do Estado. "Quero criar uma megaempresa de energia no País."

O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde o PT e o PMDB até agora não conseguiram selar uma aliança. "Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível", comentou. "O que vai acontecer é que em alguns Estados ela não vai poder ir."

Bem-humorado, Lula tomou uma xícara pequena de café e afirmou que Dilma não vai sentir sua falta como cabo eleitoral quando deixar o governo, em março. "Eu estarei espiritualmente com ela", brincou. Ele defendeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu estocadas no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falou da chuva em São Paulo, mas poupou o governador José Serra (PSDB), provável adversário de Dilma.

Nem mesmo a língua afiada do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), porém, fez Lula desistir de convencer o antigo aliado a não concorrer à Presidência. "É preciso provar que o santo Lula está errado", provocou.
Na entrevista ao Estado, em agosto de 2007, perguntamos se o sr. já pensava em lançar uma mulher como candidata à sua sucessão. Sua resposta foi: "No momento em que eu disser isso, uma flecha estará apontada para esse nome, seja ele qual for." Naquela época, o sr. já tinha decidido que seria a ministra Dilma? Quando o sr. decidiu?

Quando aconteceram todos os problemas que levaram o companheiro José Dirceu a sair do governo, eu não tinha dúvida de que a Dilma tinha o perfil para assumir a Casa Civil e ajudar a governar o País. Na Casa Civil ela se transformou na grande coordenadora das políticas do governo. Foi quase uma coisa natural a indicação da Dilma. A dedicação, a capacidade de trabalho e de aprender com facilidade as coisas foram me convencendo que estava nascendo ali mais do que uma simples tecnocrata. Estava nascendo ali uma pessoa com potencial político extraordinário, até porque a vida dela foi uma vida política importante.

Mas a escolha da ministra só ocorreu porque houve um "vazio" no PT, como disse o ex-ministro Tarso Genro, com os principais candidatos à sua cadeira dizimados pela crise do mensalão, não?

Não concordo. Não tinha essa coisa de "principais candidatos". Isso é coisa que alguém inventou.

José Dirceu, Palocci...

Na minha cabeça não tinha "principais candidatos". Estou absolutamente convencido de que ela é hoje a pessoa mais preparada, tanto do ponto de vista de conhecimento do governo quanto da capacidade de gerenciamento do Brasil.

Naquele momento em que sr. chamou a ministra de "mãe do PAC", na Favela da Rocinha (Rio), ali não foi apresentada a vontade prévia para fazer de Dilma a candidata?

Se foi, foi sem querer. Eu iria lançar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), na verdade, antes da eleição (de 2006). Mas fui orientado a não utilizar o PAC em campanha porque a gente não precisaria dele para ganhar as eleições. Olha o otimismo que reinava no governo! E o PAC surgiu também pelo fato de que eu tinha muito medo do segundo mandato.

Por quê?

Quem me conhece há mais tempo sabe que eu nunca gostei de um segundo mandato. Eu sempre achei que o segundo mandato poderia ser um desastre. Então, eu ficava pensando: se no segundo mandato o presidente não tiver vontade, não tiver disposição, garra e ficar naquela mesmice que foi no primeiro mandato, vai ser uma coisa tão desagradável que é melhor que não tenha.

O sr. está enfrentando isso?

Não porque temos coisas para fazer ainda, de forma excepcional, e acho que o PAC foi a grande obra motivadora do segundo mandato.

O sr. não está desrespeitando a Lei Eleitoral, antecipando a campanha?

Não há nenhum desrespeito à Lei Eleitoral. Agora, o que as pessoas não podem é proibir que um presidente da República inaugure as obras que fez. Ora, qual é o papel da oposição? É criticar as coisas que nós não fizemos. Qual é o nosso papel? Mostrar coisas que nós fizemos e inaugurar.

Mas quem partilha dessa tese diz que o sr. praticamente pede votos para Dilma nas inaugurações...

Eu dizer que vou fazer meu sucessor é o mínimo que espero de mim. A grande obra de um governo é ele fazer seu sucessor. Não faz seu sucessor quem está pensando em voltar quatro anos depois. Aí prefere que ganhe o adversário, o que não é o meu caso.

Há quem diga que o sr. só escolheu a ministra Dilma, cristã nova no PT, com apenas nove anos de filiação ao partido, porque, se eleita, ela será fiel a seu criador. Isso deixaria a porta aberta para o sr. voltar em 2014. O sr. planeja concorrer novamente?

Olha, somente quem não conhece o comportamento das mulheres e somente quem não conhece a Dilma pode falar uma heresia dessas. Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio. Não faz parte da minha vida nem no PT nem na CUT. Eu já tive a graça de Deus de governar este país oito anos. Minha tese é a seguinte: rei morto, rei posto. A Dilma tem de criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela. E a mim cabe, como torcedor da arquibancada, ficar batendo palmas para os acertos dela. E torcendo para que dê certo e faça o melhor. Não existe essa hipótese .

O sr. não pensa mesmo em voltar à Presidência?

Não penso. Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição. Ponto pacífico. Essa é a prioridade número 1.

O sr. não vai defender a mudança dessa regra, de fim da reeleição com mandato de cinco anos?

Não vou porque quando quis defender ninguém quis. Eu fui defensor da ideia de cinco anos sem reeleição. Hoje, com a minha experiência de presidente, eu queria dizer uma coisa para vocês: ninguém, nenhum presidente da República, num mandato de quatro anos, concluirá uma única obra estruturante no País.

Então o sr. mudou de ideia...

Mudei de ideia. Veja quanto tempo os tucanos estão governando São Paulo e o Rio Tietê continua do mesmo jeito. É draga dali, tira terra, põe terra. Eu lembro do entusiasmo do Jornal da Tarde quando, em 1982, o banco japonês ofereceu US$ 500 milhões para resolver aquilo. A verdade é que, para desgraça do povo de São Paulo, as enchentes continuam. Eu não culpo o Serra, não culpo o Kassab e nenhum governante. Eu acho que a chuva é demais. No meu apartamento, em São Bernardo, está caindo mais água dentro do que fora. Choveu tanto que vazou. Há dias o meu filho me ligou, às duas horas da manhã, e disse: "Pai, estou com dois baldes de água cheios." Eu fui a São Paulo no dia do aniversário da cidade e disse que o governo federal está disposto a sentar com o governo do Estado, com o prefeito, e discutir uma saída para ver se consegue resolver o problema, que é gravíssimo. Não queremos ficar dizendo: "Ah, é meu adversário, deu enchente, que ótimo". Quem está falando isso para vocês viveu muitas enchentes dentro de casa.


"Quero criar no País uma megaempresa de energia"

Pelas diretrizes do programa do PT, um eventual governo Dilma Rousseff parece que será mais à esquerda que o seu...

Eu ainda não vi o programa, eu sei que tem discussão. Mas conheço bem a Dilma e, como acho que ela deve imprimir o ritmo dela, se ela tomar uma decisão mais à esquerda do que eu, eu tenho que encarar com normalidade. E, se tomar uma posição mais à direita do que eu, tenho que encarar com normalidade. Tenho total confiança na Dilma, de que ela saberá fazer as coisas corretas para este país. Uma mulher que passou a vida que a Dilma passou - e é sem ranço, sem mágoa, sem preconceito - venceu o pior obstáculo.

A experiência de poder distanciou o sr. do pensamento mais utópico do PT, não?

Veja, o PT que chegou ao poder comigo, em 2002, não era mais o PT de 1980, de 1982.

Não era porque houve a Carta ao Povo Brasileiro...

Não é verdade. Num Congresso do PT aparecem 20 teses. Tem gosto para todo mundo. É que nem uma feira de produtos ideológicos. As pessoas compram o que querem e vendem o que querem. O PT, quando chegou à Presidência, tinha aprendido com dezenas de prefeituras, já tínhamos as experiências do governo do Acre, do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso do Sul... O PT que chegou ao governo foi o PT maduro. De vez em quando, acho que foi obra de Deus não permitir que eu ganhasse em 1989. Se eu chego em 1989 com a cabeça do jeito que eu pensava, ou eu tinha feito uma revolução no País ou tinha caído no dia seguinte. Acho que Deus disse assim: "Olha, baixinho, você vai perder várias eleições, mas, quando chegar, vai chegar sabendo o que é tango, samba, bolero." O PCI italiano passou três décadas sendo o maior partido comunista do mundo ocidental, mas não passava de 30%. Eu não tinha vocação para isso. E onde eu fui encontrar (a solução)? Na Carta ao Povo Brasileiro e no Zé Alencar. Essa mistura de um sindicalista com um grande empresário e um documento que fosse factível e compreensível pela esquerda e pela direita, pelos ricos e pelos pobres, é que garantiu a minha chegada à Presidência.

Mesmo assim, o sr. teve de funcionar como fator moderador do seu governo em relação ao partido...

E vou continuar sendo. Eu não morri.

Mas a Dilma poderá fazer isso?

Ah, muito. Hipoteticamente, vocês acham que o PSTU ganhará eleição com o discurso dele? Vamos supor que ganhe, acham que governa? Não governa.

As diretrizes do PT, que pregam o fortalecimento do Estado na economia, não atrapalham?

Quero crer que a sabedoria do PT é tão grande que o partido não vai jogar fora a experiência acumulada de ter um governo aprovado por 72% na opinião pública depois de sete anos no poder. Isso é riqueza que nem o mais nervoso trotskista seria capaz de perder.

Os críticos do programa do PT dizem que o Estado precisa ter limites como empreendedor. Por que mais Estado na economia?

Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão (risos). Não existe hipótese, na minha cabeça, de você ter um governo que vire um governo gerenciador. O governo tem dois papéis e a crise reforçou a descoberta deste papel. O governo tem, de um lado, de ser o regulador e o fiscalizador; do outro lado, tem de ser o indutor, o provocador do investimento, que discute com o empresário e pergunta por que ele não investe em tal setor.

Por que é preciso ressuscitar empresas estatais para fazer programas como a universalização da banda larga? O governo toca o Luz Para Todos com uma política pública que contrata serviços junto às distribuidoras e não ressuscita a Eletrobrás.

Mas nós estamos ressuscitando a Eletrobrás. O Luz Para Todos só deu certo porque o Estado assumiu. As empresas privadas executam sob a supervisão do governo, que é quem paga.

Não pode fazer a mesma coisa com a banda larga?

Pode. Não temos nenhum problema com a empresa privada que cumpre as metas. Mas tem empresa privada que faz menos do que deveria. Então, eu quero, sim, criar uma megaempresa de energia no País. Quero empresa que seja multinacional, que tenha capacidade de assumir empréstimos lá fora, de fazer obras lá fora e fazer aqui dentro. Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer "se vocês não forem, eu vou", a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado. Então, nós queremos uma Eletrobrás forte, para construir parceria com outras empresas. Não queremos ser donos de nada.

A banda larga precisa de uma Telebrás?

Se as empresas privadas que estão no mercado puderem oferecer banda larga de qualidade nos lugares mais longínquos, a preço acessível, por que não?

Mas precisa de uma Telebrás?

Depende. O governo só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento. Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga. Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.

O sr. teme que o PSDB venha na campanha com o discurso de gastança, de inchaço da máquina, que o seu governo contratou 100 mil novos servidores?

Vou dar um número, pode anotar aí: cargos comissionados no governo federal, para uma população de 191 milhões de habitantes. Por cada 100 mil habitantes, o governo tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31 e a Prefeitura de São Paulo tem 45.

Deixar o governo de Minas para o PMDB de Hélio Costa facilita a vida de Dilma junto à base aliada?

A aliança com o PMDB de Minas independe da candidatura ao governo de Estado. O Hélio Costa tem me dito publicamente que a candidatura dele não é problema. Ele propõe o óbvio, que se faça no momento certo um estudo e veja quem tem mais condições e se apoie esse candidato. Acho que os companheiros de Minas, tanto o Patrus Ananias quanto o Fernando Pimentel se meteram em uma enrascada. Estava tudo indo muito bem até que eles transformaram a disputa entre eles em uma fissura muito ruim para o PT. Como a política é a arte do impossível, quem sabe até março eles conseguem resolver o problema deles.

A desistência da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) facilitaria a vida de Dilma?

O Ciro é um companheiro por quem tenho o mais profundo respeito. Eu já gostava do Ciro e aprendi a respeitá-lo. Um político com caráter. E, portanto, eu não farei nada que possa prejudicar o companheiro Ciro Gomes. Eu pretendo conversar com ele, ver se chegamos à conclusão sobre o melhor caminho.

Ele diz que o "santo Lula" está errado.

É preciso provar que o santo está errado. É por isso que eu quero discutir.

O sr. ainda quer que ele seja candidato ao governo de São Paulo?

Se eu disser agora, a minha conversa ficará prejudicada.

O senador Mercadante pode ser o plano B?

Não sei. Alguém terá de ser candidato.

O Ciro tem dito que a aliança da ministra Dilma com o PMDB é marcada pela frouxidão moral.

Todo mundo conhece o Ciro por essas coisas. Mas acho que ele não disse nada que impeça uma conversa com o presidente.

O que se teme no Temer? Ele é o nome para vice?

O Michel Temer, neste período todo que temos convivido com ele, que ele resolveu ficar na base e foi eleito presidente da Câmara, tem sido um companheiro inestimável. A questão da vice é uma questão a ser tratada entre o PT, a Dilma e o PMDB.

O sr. não teme que Dilma caia nas pesquisas após sair do governo?

Ela vai crescer.

Mas sozinha?

Ela nunca estará sozinha. Eu estarei espiritualmente ao lado dela (risos).

Há quem tenha ficado assustado com a foto do sr. abraçando o Collor, depois de tudo o que passou na campanha de 1989.

O exercício da democracia exige que você faça política em função da realidade que vive. O Collor foi eleito senador pelo voto livre e direto do povo de Alagoas, tanto quanto foi eleito qualquer outro parlamentar. Ele está exercendo uma função institucional e merece da minha parte o mesmo respeito que eu dou ao Pedro Simon, que de vez em quando faz oposição, ao Jarbas Vasconcelos, que faz oposição. Se o Lula for convidado para determinadas coisas, não irá. Mas o presidente tem função institucional. Portanto, cumpre essa função para o bem do País e, até agora, tem dado certo. Fui em uma reunião com a bancada do PT em que eles queriam cassar o Sarney. Eu disse: muito bem, vocês cassam o Sarney e quem vem para o lugar?

O sr. acha que o eleitor entende?

O eleitor entende, pode entender mais. Agora, quem governa é que sabe o tamanho do calo que está no seu pé quando quer aprovar uma coisa no Senado.

O governo depende do Sarney no Senado? O único punido até agora foi o Estado, que está sob censura.

O Sarney foi um homem de uma postura muito digna em todo esse episódio. Das acusações que vocês (o jornal) fizeram contra o Sarney, nenhuma se sustenta juridicamente e o tempo vai provar. O exercício da democracia não permite que a verdade seja absoluta para um lado e toda negativa para o outro lado. Perguntam: você é contra a censura? Eu nasci na política brigando contra a censura. Exerço um governo em que eu duvido que alguém tenha algum resquício de censura. Mas eu não posso censurar que os Poderes exerçam suas funções. Eu não posso censurar a imprensa por exercer a sua função de publicar as coisas, nem posso censurar um tribunal ou uma Justiça por dar uma decisão contrária. Deve ter instância superior, deve ter um órgão para recorrer.

O sr. e o PT lideraram o processo de impeachment de Collor e nada, então, se sustentou juridicamente porque o STF absolveu o ex-presidente. O sr. está dizendo que o jornal não deveria publicar as notícias porque não se sustentariam juridicamente? Os jornais publicam fatos...

Não quero que vocês deixem de publicar nada. Minha crítica é esta: uma coisa é publicar a informação, outra coisa é prejulgar. Muitas vezes as pessoas são prejulgadas. Todos os casos que eu vi do Sarney, de emprego para a neta, daquela coisa, eu ficava lendo e a gente percebia que eram coisas muito frágeis. Você vai tirar um presidente do Senado porque a neta dele ligou para ele pedindo um emprego?

O caso da neta é o corporativismo, o fisiologismo, os atos secretos...

O que eu acho é o seguinte: o DEM governou aquela Casa durante 14 anos e a maioria dos atos secretos era deles. E eles esconderam isso para pedir investigação do outro lado. É uma coisa inusitada na política.

O sr. acha que os fatos do "mensalão do DEM", no Distrito Federal, são fatos inverídicos também?

No DEM tem um agravante: tem gravação, chegaram a gravar gente cheirando dinheiro.

No mensalão do PT tinha uma lista na porta do banco com o registro dos políticos indo pegar a mesada...

Vamos pegar aquela denúncia contra o companheiro Silas Rondeau, que foi ministro das Minas e Energia. De onde se sustenta aquela reportagem dizendo que tinha dinheiro dentro daquele envelope? Como se pode condenar um cara por uma coisa que não era possível provar?

O sr. tem dito, em conversas reservadas, que quando terminar o governo, vai passar a limpo a história do mensalão. O que o sr. quer dizer?

Não é que vou passar a limpo, é que eu acho que tem coisa que tem de investigar. E eu quero investigar. Eu só não vou fazer isso enquanto eu for presidente da República. Mas, quando eu deixar a Presidência, eu quero saber de algumas coisas que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo do todo o processo.

Quem o traiu?

Quando eu deixar a Presidência, eu posso falar.

Por que é que o seu governo intercede em favor do governo do Irã?

Porque eu acho que essa coisa está mal resolvida. E o Irã não é o Iraque e todos nós sabemos que a guerra do Iraque foi uma mentira montada em cima de um país que não tinha as armas químicas que diziam que ele tinha. A gente se esqueceu que o cara que fiscalizava as armas químicas era um brasileiro, o embaixador Maurício Bustani, que foi decapitado a pedido do governo americano, para que não dissesse que não havia armas químicas no Iraque.

O sr. continua achando que a Venezuela é uma democracia?

Eu acho que a Venezuela é uma democracia.

E o seu governo aqui é o quê?

É uma hiper-democracia. O meu governo é a essência da democracia.

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DATATEMPO/CP2 - HÉLIO COSTA É FAVORITO PARA O GOVERNO DE MINAS

segunda-feira, fevereiro 22, 2010 / / comentários (0)

Segundo pesquisa  Data Tempo/CP2 publicada hoje, o Ministro das Comunicações Hélio Costa lidera a corrida para a sucessão de Aécio Neves com ampla vantagem. 
Em todos os cenários pesquisados Costa aparece na dianteira com até o triplo de intenção de votos do segundo colocado, vencendo em primeiro turno. 
Costa lidera intenções de voto
José Alencar, como único candidato da base de Lula, bate Antonio Anastasia
Humberto Santos
 
 
Se a eleição para o governo de Minas fosse hoje, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), venceria no primeiro turno o adversário tucano, Antonio Anastasia. No confronto com os aliados petistas, Fernando Pimentel e Patrus Ananias, Costa também sairia vencedor no primeiro turno, se for levada em consideração a margem de erro da pesquisa DataTempo/CP2. Quando o único candidato da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) é o vice-presidente José Alencar (PRB), Anastasia também seria derrotado.
O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 18 de fevereiro, com 2.078 pessoas em Minas Gerais. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais.
No primeiro cenário, Hélio Costa obtém 47,83% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, com 14,92%. O vice-governador Antonio Anastasia alcança 11,65% da preferência do eleitorado. Quando o nome de Patrus é trocado pelo do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, Costa continua na liderança, com 48,36%. O ex-prefeito alcança 15,98% e Anastasia obtém 11,89% das intenções de votos.
Na pesquisa DataTempo/CP2, publicada em 13 de dezembro, Costa alcançou 42,35%, Pimentel, 20,59%, e Anastasia, 12,27%. No mesmo levantamento, quando o candidato era Patrus, Costa obteve 44,55%, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome alcançou 14,87% e o vice-governador, 13,74% das intenções.
No cenário em que o ministro das Comunicações enfrenta apenas o vice-governador, Costa obtém 57,94% da preferência do eleitorado enquanto Anastasia alcança 15,69%.
Nos dois quadros em que Costa não aparece na pesquisa, os pré-candidatos do PT, Patrus e Pimentel, venceriam Anastasia. No cenário em que concorrem o ex-prefeito e o vice-governador, Pimentel obtém 35,47% da preferência dos eleitores e Anastasia, 24,40%. Quando o adversário do tucano é o ministro de Desenvolvimento Social, Patrus lidera com 33,78% das intenções de voto e Anastasia alcança 20,02%.
O levantamento do Instituto DataTempo/CP2 também aferiu as intenções de votos quando o andidato da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o vice-presidente José Alencar. Nesse caso, Alencar concorreria apenas com o atual vice-governador Antonio Anastasia, já que os outros postulantes da base abririam mão da candidatura. Nesse cenário, Alencar alcança 53,61% da preferência do eleitorado e Anastasia, 14,53%.
Na pesquisa em que os nomes dos candidatos não são apresentados, o ministro Hélio Costa alcança 6,83% das intenções de voto. Anastasia vem na segunda posição com 4,19%, seguido por Pimentel e Patrus, ambos com 2,55% da preferência dos eleitores.

Ministro e vice-presidente são bem votados nas mesmas áreasO ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), tem uma votação homogênea em todas as regiões do Estado, mas no Triângulo Mineiro e na região Central os percentuais estão acima da média.
O vice-presidente José Alencar (PRB) também é melhor votado no Triângulo e na região Central. Alencar é quem tem menor preferência do eleitorado mineiro nas regiões Oeste, Sul e Sudoeste do Estado.
O vice-governador Antonio Anastasia (PSDB) apresenta melhores índices de votação nos vales do Jequitinhonha e Mucuri, região metropolitana de Be Horizonte e Campo das Vertentes. A preferência por seu nome é menor na Zona da Mata. (HS)
Petistas
Próximos. Fernando Pimentel e Patrus Ananias são bem votados nas mesmas áreas: região metropolitana, Campo das Vertentes e vales do Jequitinhonha e Mucuri, com leve vantagem para o ex-prefeito da capital.

Renda e escolaridade influem nas intenções
O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), e o vice-governador Antonio Anastasia (PSDB) conquistam fatias diferentes do eleitorado. Enquanto a votação do peemedebista cresce no eleitorado com menor renda e escolaridade, o tucano é bem votado pelos eleitores com maior salário e formação escolar.
No cenário em que apenas o ministro das Comunicações e o vice-governador disputam o Palácio da Liberdade, Hélio Costa alcança 62% das intenções de votos do eleitorado que recebe até dois salários mínimos e 46,40% da preferência dos eleitores que ganham acima de dez salários.
Anastasia obtém 9% dos votos dos eleitores que recebem até dois salários. Já na fatia do eleitorado que recebe mais de dez salários mínimos, a preferência pelo vice-governador tucano sobe para 30,20%. (HS)

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PESQUISA SENSUS PARA O GOVERNO DE MINAS

sexta-feira, fevereiro 19, 2010 / / comentários (0)

Enquanto o vice-governador, Antônio Anastasia, dá gargalhadas e diz que a oposição faz rir,  as candidaturas da base aliada do governo Lula crescem e se fortalecem aqui em Minas.  É o que mostra a última rodada de pesquisas Sensus/CNT. 
O levantamento  realizado entre os dias 07 e 11 deste mês  indica uma tendência do que vem  por aí.
A novidade ficou por conta da inclusão de José Alencar como candidato da base aliada,  aparecendo  na liderança em um dos cenários. Porém, é dado como certo que  o vice-presidente não sairá candidato à sucessão de Aécio Neves.
Nos demais cenários,  o Ministro das Comunicações Hélio Costa continua liderando com folga, seja com  os candidatos do PT, seja com o PSDB.
A pesquisa é divulgada  em um momento importante para a definição da candidatura da base de Lula em nosso estado e mostra que o presidente não está para brincadeira.
Prova disto é que nos últimos dias, o PT mineiro vem dando sinais que poderá caminhar junto com o PMDB.
Quem será que vai rir por  último?
Confira matéria no Hoje em Dia desta sexta-feira.

Ministro Hélio Costa e vice-presidente José Alencar lideram a disputa em MG


Pesquisa Sensus também revela que na corrida pelas duas vagas de Minas ao Senado, governador Aécio Neves é o preferido.

ARQUIVO HOJE EM DIA
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Ricardo Guedes: "A pesquisa mostra uma indefinição muito grande"

Caso o vice-presidente da República, José Alencar (PRB), aceite representar os partidos da base aliada do presidente Lula (PT) na corrida pela sucessão do Palácio da Liberdade, ele aparece como favorito já na primeira pesquisa em que seu nome figura na lista.

Pelo menos é o que aponta a pesquisa Sensus, realizada entre os dias 7 e 11 deste mês, divulgada com exclusividade pelo HOJE EM DIA. Sem a sua candidatura, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), mantém a liderança folgada sobre os demais concorrentes. A pesquisa Sensus foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral/MG sob o número 5989/2010 no dia 8 de fevereiro de 2010, nos termos da Resolução 23.190, do TSE.

Foi a primeira vez que o nome do vice-presidente foi colocado, de forma estimulada, numa pesquisa sobre a sucessão do governador Aécio Neves (PSDB).

No confronto com o pré-candidato tucano ao Governo, o vice-governador Antonio Anastasia, o nome de José Alencar aparece com 39,9% das intenções de voto. Anastasia tem 19% e o pré-candidato do PV, o deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira, que também aparece pela primeira vez, conta com 6,1%. Brancos e nulos somam 35,1%.

Na ausência do nome do pré-candidato tucano ao Governo mineiro, Alencar aparece com 39,4% no confronto com o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e com José Fernando Aparecido de Oliveira. Itamar Franco, que chegou a ser colocado como candidato ao Governo do Estado, tem 22,2%. Já o pré-candidato do PV aparece com 4,7%. Neste cenário, brancos e nulos somam 33,7%.

“A pesquisa mostra uma indefinição muito grande. As rejeições são baixas, e isso mostra que o jogo político está aberto”, disse o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.

Em nenhum momento, as pré-candidaturas de Alencar e de Hélio Costa foram confrontadas, considerando que um ou outro seria o candidato da base governista. A pesquisa Sensus também considerou outros dois cenários sem a presença do nome do vice-presidente. Em ambos os casos, o nome do ministro Hélio Costa lidera.

Na disputa com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia, Costa aparece com 38,3%. Pimentel vem em segundo, com 24,1%, e Anastasia, com 12,6%, em terceiro. Brancos e nulos somam 25,0%. O vice-governador não aparece na liderança em nenhum cenário. “A questão da transferência de votos do governador para o vice é muito delicada”, analisou Guedes.


No cenário com os nomes do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT) e Anastasia, o nome de Hélio Costa lidera com 40,7%. Patrus vem em seguida, com 18,8%, e Anastasia com 14,4%. Brancos e nulos somam 26,1%.

Num cenário sem Alencar e sem Hélio Costa, o nome de Patrus Ananias lidera a disputa com Anastasia e com o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade (PR). Patrus aparece com 30,3% das intenções de voto contra 20,7% de Anastasia e 8,9% de Andrade. Brancos e nulos são 40,2%.

Na corrida pelas duas vagas de Minas ao Senado, o nome do governador Aécio Neves lidera, na espontânea, com 7,2%; contra 2,6% de Alencar; 1,7% de Costa; 1,4% de Patrus; 1,1% de Itamar; 0,7% de Anastasia; e 0,7 de Pimentel. Brancos e nulos somam 83,6%.

Na estimulada, Aécio teria 37,7% na média das intenções recebidas (68,7% no primeiro voto; e 6,7% no segundo); Hélio Costa, média de 29%; Itamar, de 24%, Patrus, de 21,6%; Clésio Andrade, de 11,1%. Os números variam de acordo com os cenários. O eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, que terá duas vagas. O nome de Alencar não foi avaliado, na estimulada, para o Senado.

Base de Lula comemora vantagem sobre os rivais

A oito meses da eleição, e em um momento de fortalecimento das candidaturas ao Governo de Minas, mas de indefinição do quadro eleitoral, lideranças do PMDB, PT e PSDB avaliam como positivo e afinado aos seus projetos políticos o desempenho de candidatos de seus partidos apontado pelo instituto Sensus Pesquisa e Consultoria.

O presidente do PMDB de Minas, deputado federal Antônio Andrade, afirmou na quinta-feira que o resultado da pesquisa confirma as previsões do PMDB ao colocar o ministro das Comunicações, Hélio Costa, liderando as intenções de voto em dois dos cinco cenários apresentados.

“O vice (governador) Anastasia (Antonio Augusto) está em plena campanha com estes percentuais. Já o PMDB, sem campanha, lidera”, avalia Andrade. Para o vice-presidente do PT de Minas,deputado estadual André Quintão, a pesquisa mostra que a posição dos candidatos da base do Governo Lula é “muito favorável” ao referir-se ao desempenho não só dos candidatos do PT – Patrus e Pimentel -, mas também de Hélio Costa, do PMDB, partido que o PT deseja como aliado na disputa pelo Governo de Minas para a formação de um palanque forte de apoio à pré-candidata a presidente, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. E também ao vice-presidente José Alencar, do PRB, que surgiu como o nome para construir o consenso.

De acordo com os números, ele lidera as pesquisas nos dois cenários em que é incluido com 39,9% e 39,4%, respectivamente, em eventual disputa com Anastasia e o ex-presidente Itamar Franco, do PPS, que aparecem com 19% e 22,2%, respectivamente. “Em todos os cenários, os candidatos da base estão em condição favorável e com respaldo da população e, portanto, mostrando muito potencial para um palanque forte para a Dilma”, analisou. O fato de a pesquisa mostrar que todos os candidatos da base são competitivos vai exigir, segundo André, um esforço de diálogo maior.

Na avaliação do secretário-geral do PSDB,deputado estadual Lafayette Andrada, todas as pesquisas são “prematuras”. “A existência de cinco cenários mostra grande indefinição. É possível fazer outros”, disse. Do ponto de vista do PSDB, ele considera o “resultado promissor” e “positivo” por destacar que Anastasia apresenta uma média de 15% das intenções de voto. E argumenta: “Ele vai se transformar em governador a partir de 1º de março.

A pontuação mostra que é uma figura desconhecida e, nesta perspectiva, com altos índices. Quando começar a governar, começa a ficar conhecido. Em quatro meses, sem muito esforço, chega a 25%. Em julho, vai largar candidato a governador com 22%, 25%. Sair com esta bandeirada é imbatível”.

As pesquisas serão um dos critérios para a escolha dos candidatos a governador, e não só internamente no PT, que apresenta Pimentel e Patrus em “situação próxima” com percentuais acima da média de eleições anteriores, afirma André. Mas, na visão do PMDB este critério, a principio, está descartado.

Antônio Andrade afirmou que a decisão do PMDB com relação à disputa ao Governo de Minas já foi tomada. “O PMDB já decidiu pela candidatura de Hélio Costa ao Governo de Minas, independentemente de outros candidatos. Trabalhamos pelo acordo, senão tiver, Hélio Costa é candidato. Negociamos as duas vagas do Senado e a vaga de vice. Não negociamos a vaga de governador”.

De acordo com o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, a pesquisa mostra uma indefinição muito grande. “As rejeições são baixas, e isso mostra que o jogo político está aberto”, disse ele, ao comentar os diversos cenários desta fase de pré-campanha, especialmente pela falta de consenso no PT e com sua base federal.


pesquisa

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A INTERVENÇÃO BRANCA VEM AÍ

sexta-feira, fevereiro 12, 2010 / / comentários (0)

"Todos os projetos regionais e disputas proporcionais serão subordinados ao projeto nacional. "  
Deputado Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT. 

Como vínhamos antecipando por aqui, a executiva nacional do PT  quer garantir que a Ministra Dilma tenha palanques fortes Brasil afora. Principalmente agora que o PSDB, na pessoa de FHC, mordeu a isca da teoria plebiscitária de Lula. 
Documento, já pré-aprovado pela executiva petista e  que será apresentado no Congresso Nacional do partido na próxima semana, não deixa dúvidas quanto a disposição do PT em intervir em estados onde o palanque da candidata de Lula corra riscos.
Segundo o presidente eleito da legenda, ex-senador José Eduardo Dutra,  a resolução dará  em última instância,  poderes para o Diretório Nacional deliberar sobre questões impeditivas para a realização de alianças nos estados. Se houver decisões nos estados que coloque em risco a eleição nacional, a última palavra será do Diretório Nacional. 
Na pauta a sucessão em Minas Gerais, estado considerado estratégico pela cúpula petista e que anda dando dores de cabeça ao presidente Lula. 

Confira abaixo matéria de Gerson Camarotti no O Globo de hoje.  
Bom Carnaval a todos e até a volta!

PT amplia poderes do Diretório Nacional para impor alianças nas eleições

Gerson Camarotti
BRASÍLIA - A Executiva Nacional do PT preparou um documento de tática eleitoral que dará poderes ao Diretório Nacional do partido para fazer uma espécie de "intervenção branca" em diretórios estaduais que decidam por alianças que possam prejudicar a coligação em torno da candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. O documento intitulado "Os desafios de 2010: a vitória de Dilma e o crescimento do PT" será aprovado na próxima semana, durante o Congresso Nacional do partido.
O texto final já foi aprovado por unanimidade pela Executiva do partido e sofreu apenas ajustes de redação. O documento ressalta que a questão central do PT neste ano será a eleição da ministra Dilma, e que os demais projetos da legenda precisam estar subordinados a essa estratégia. Para isso, o comando nacional recomenda a construção de palanques únicos nos estados para a eleição de governadores petistas ou de aliados.
" Se houver decisões nos estados que coloque em risco a eleição nacional, a última palavra será do Diretório Nacional "

Com a aprovação, qualquer decisão estadual poderá ser revista pelo Diretório Nacional do partido. O PT não quer correr qualquer tipo de risco que prejudique a candidatura de Dilma. O presidente eleito do partido, o ex-senador José Eduardo Dutra, confirmou a existência do documento sobre tática eleitoral:
- Em última instância, essa resolução dará poderes para o Diretório Nacional deliberar sobre questões impeditivas para a realização de alianças nos estados. Se houver decisões nos estados que coloque em risco a eleição nacional, a última palavra será do Diretório Nacional.
O dirigente nega a intenção de intervir, mas admite que a resolução foi pensada para evitar o trauma da eleição de 1998, quando o comando nacional do PT teve que intervir no diretório estadual do Rio de Janeiro para vetar a candidatura própria e forçar o partido a fazer aliança com o PDT, em favor da eleição de Anthony Garotinho ao Palácio da Guanabara. À época, foi a condição do ex-governador Leonel Brizola para ser candidato a vice na chapa presidencial do PT encabeçada por Lula.
" Todos os projetos regionais e disputas proporcionais serão subordinados ao projeto nacional "

Hoje, o principal problema do partido é a sucessão em Minas. PMDB e PT querem lançar candidatos ao governo estadual. O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), cobra o apoio do PT, mas o partido tem dois pré-candidatos: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social).
Também há problemas no Pará, onde a governadora Ana Júlia (PT) está rompida com o deputado Jader Barbalho (PMDB) e na Bahia, onde o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), deve enfrentar o governador Jaques Wagner (PT).
A cúpula petista quer ter em mãos essa resolução, aprovada no Congresso Nacional do partido, para ter autonomia para tomar a decisão final. Mas, na prática, admitem os petistas, o Diretório Nacional fica com poderes de intervir nos estados. O documento diz que além da prioridade de buscar alianças em todos os partidos, o PT tem que ter como objetivo ampliar as bancadas no Senado e na Câmara.
- Todos os projetos regionais e disputas proporcionais serão subordinados ao projeto nacional - reforça o presidente do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP).




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A FORÇA DE MINAS

quarta-feira, fevereiro 10, 2010 / / comentários (0)

Depois do desconforto gerado em alguns setores do PMDB, o Palácio do Planalto entrou em campo e mandou o PT de Minas  recuar  com o balão de ensaio da candidatura de José Alencar.
Lula acredita que a equação mineira, está próxima de ser resolvida e prefere poupar o seu vice de uma desgastante e cansativa corrida ao Palácio da Liberdade.  Além disto, o próprio José Alencar tem afirmado que, se for disputar algum cargo este ano, prefere o legislativo.

Companheiros da base aliada, fizeram chegar aos ouvidos do Presidente que,  a solução  do PT mineiro poderia se transformar em um nó mais difícil de desatar que o atual e que não garantiria a vitória de Dilma  em Minas, estado de grande importância estratégica nas eleições deste ano. 

Enquanto o PT briga internamente e lança soluções mirabolantes, o PSDB de Aécio Neves avança consolidando a candidatura de Anastasia e fortalecendo o palanque tucano nas Alterosas.
Porém, Lula está de olho em Minas e  não quer saber de aventuras. O Presidente  tem hoje um grande  objetivo na vida: eleger sua sucessora e  para atingi-lo, sabe que precisa contar com o importante apoio do PMDB e dos votos de Minas Gerais. Ou seja, não quer saber de nada que possa colocar em risco o palanque de sua ungida, Ministra Dilma Roussef.

Com isto, é pouco provável que mude muita coisa no quadro que já estava sendo desenhado anteriormente. O cenário dos sonhos de Lula, seria o acordo entre PT e PMDB já no primeiro turno. O candidato a Governador? O Presidente não esconde de ninguém sua preferência pelo seu Ministro das Comunicações Helio Costa. 
A conferir.

JORNAL O GLOBO

Após reação do PMDB, Lula agora defende cautela sobre candidatura de Alencar em Minas

Gerson Camarotti
BRASÍLIA - Depois de incentivar nos bastidores a candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB) ao governo de Minas Gerais como forma de unir a base governista no estado, o presidente Lula e estrategistas políticos do governo e do PT decidiram mudar de tática e assumir uma posição mais cautelosa. Por isso, a determinação do Planalto foi de, por enquanto, mergulhar com o balão de ensaio da candidatura Alencar, já que foi forte a reação do PMDB do ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato à sucessão do tucano Aécio Neves.
Foi depois do desconforto do PMDB e do clima de desconfiança que tomou conta de setores petistas que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aconselhada, cancelou a ida a Belo Horizonte na noite de segunda-feira. Ela participaria da cerimônia de posse da nova direção do PT em Minas, onde Alencar foi agraciado com o título de militante de honra do PT.
" Pelo jeito, isso são as nuvens negras que aparecem no percurso para a consolidação da aliança (entre PT e PMDB) "

Nesta terça, os peemedebistas demonstraram resistência à solução Alencar proposta pelo PT:
- Zé Alencar nunca pediu para ser candidato ao governo. Pelo jeito, isso são as nuvens negras que aparecem no percurso para a consolidação da aliança (entre PT e PMDB). Alencar é candidato, se for, ao Senado. Se for para disputar o governo, será mais um nome para ser analisado pela base, além do Hélio Costa, do Patrus Ananias (ministro do Desenvolvimento Social) e do Fernando Pimentel (ex-prefeito de Belo Horizonte). Agora, Zé é um homem de coalizão e não de destruição - afirmou o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), aliado de Costa.
Alencar diz que vai esperar resultado de exames
O Planalto foi alertado que o evento de segunda-feira poderia consolidar a candidatura de Alencar ao governo mineiro, o que foi classificado como uma aposta de risco pelas incertezas que representaria seu nome na disputa. A avaliação agora é que, sem pesquisas sobre o desempenho de Alencar na disputa pelo governo, seria arriscado apostar apenas na questão emocional para torná-lo competitivo.
" Se resolver me candidatar, estando bem de saúde, confesso que prefiro um cargo do Legislativo "

Em Belo Horizonte, Alencar disse que vai esperar até meados de março, quando receberá os resultados dos seus exames médicos, para definir se será candidato. Ele luta contra um câncer há 12 anos . Afirmou que, se depender dele próprio, prefere disputar um cargo legislativo.
- Se resolver me candidatar, estando bem de saúde, confesso que prefiro um cargo do Legislativo - disse o vice-presidente após encontro com o governador Aécio Neves, na segunda.
Alencar afirmou ainda que sua candidatura não seria necessariamente ao Senado:
- Há também eleição para deputado estadual e deputado federal, que são também casas do Legislativo.

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PALANQUE MINEIRO

terça-feira, fevereiro 09, 2010 / / comentários (0)

Enquanto o PT de Minas se engalfinha internamente, lançando mão  de estratégias mirabolantes para a montagem do palanque de sua candidata em nosso Estado,  o governador Aécio Neves segue tranquilamente fazendo campanha para o  PSDB e para  seu vice Antonio Anastasia. Enquanto Lula vai ao Vale do Aço,  Aécio Neves e Anastasia inauguram obras  no norte de Minas. 

 Dizem, lá em Brasília que Lula já acendeu o sinal amarelo e  está convencido que,  se não colocar a mão na massa para definir questão dos palanques estaduais vai acabar perdendo votos  importantes.

A manobra do PT mineiro para lançar o vice José Alencar  parece não surtir efeitos.
No evento de ontem na Câmara Municipal, o vice- presidente  deu seu recado e disse ter a preferência por algum cargo legislativo, incluindo-se aí a Assembléia Legislativa, Câmara Federal e Senado.
Nos bastidores, dizem que membros da  família Alencar não querem nem ouvir falar em campanha para o legislativo e menos ainda para  o Palácio da Liberdade. Afirmam que, por mais que o quadro de José Alencar esteja regredindo positivamente, uma eleição seria muito desgastante para sua saúde.

Se o  PT e o PMDB mineiro não se entederem  rapidamente, a candidatura de Anastasia, que já conta com a aliança de seis Partidos da base governista vai tomar corpo  podendo abalar a preferência da Ministra de Lula em nosso estado. 
Ou seja, se o Presidente não entrar em campo logo, o palanque dos sonhos  para Dilma Roussef, em um colégio da importância de nossa Minas Gerais, pode ficar bambo. 

O presidente Lula deve aproveitar sua vinda hoje ao nosso estado para tratar do assunto  sucessão ao Palácio da Liberdade e dar um puxão de orelha nos companheiros de partido em Minas. 
Participam da comitiva os Ministros mineiros Patrus Ananais, Hélio Costa e Luiz Dulci.

Vamos aguardar e acompanhar os acontecimentos.

A coluna de Carlos Lindenberg do Hoje em Dia, traz um artigo inteligente sobre a idéia "cruel", segundo o jornalista, de lançar José Alencar ao governo mineiro. 
Confira:

Uma manobra para montar o palanque
Com todo o respeito que o vice-presidente José Alencar merece, é uma crueldade pensar em fazer dele candidato ao Governo do Estado apenas porque Alencar pode apaziguar a disputa interna que devora o PT e, de quebra, arrastar o PMDB para o aprisco da paz necessária, sobre a qual deveria ser armado o palanque da ministra Dilma Rousseff em Minas. Não só porque Alencar padece de uma moléstia que o debilita, ainda que ela esteja sob controle - pelo menos momentaneamente, e espera-se que para sempre. Mas porque a sua condição de candidato ao Governo mineiro dispararia outra disputa, não menos cruel: a de tantos querendo ser o vice dele.
Dono de uma biografia invejável, tanto do ponto de vista empresarial como político, José Alencar é uma figura humana notável. Com um jeitão tipicamente mineiro, Alencar, a quem os amigos mais próximos chamam de Zé, entre os quais o presidente Lula, tem exercido a função de vice-presidente com admirável retidão. Nesse aspecto, ele se soma a outros nomes que ilustram a história política de Minas e que exerceram o mesmo cargo, cada um a seu jeito e a seu tempo: José Maria Alkmim, Pedro Aleixo, Aureliano Chaves e Itamar Franco.
Os três primeiros, no regime dos generais. Itamar, na transição dos militares para a democracia, no Governo Collor, a quem sucedeu, por ocasião do impeachment. Alencar, de todos, foi o que mais tempo ficou como vice, exercendo até hoje a função. Nela se notabilizou pela lealdade ao presidente e pela briga constante pela queda dos juros. Por algum tempo, acumulou a função de ministro da Defesa, apenas enquanto Lula equacionava a troca definitiva do titular da pasta. Mas, desde então, o vice vem travando uma batalha duríssima contra o câncer que lhe consome parte do abdome.
Otimista, determinado, Alencar vem sobrevivendo à doença e ganhando dela, mas ainda está longe de uma cura definitiva, desejada não apenas pela sua família, mas por todos que acompanham a sua batalha pela vida. Com tudo isso, Alencar passou a ter a admiração do povo e não mais apenas do empresariado que, por seu apelo, votou em Lula nas duas eleições. Ocorre que, de uns tempos para cá, passou-se a articular, não se sabe bem onde, uma manobra política que tem por objetivo arrumar o palanque de Dilma em Minas, onde o PT não se entende e o PMDB ameaça fechar com o governador Aécio Neves. E quem seria o ponto de equilíbrio desse palanque por enquanto bambo? O vice José Alencar, ele mesmo, transformado numa espécie de unanimidade, como se na política, assim como na vida, isso fosse possível.
E aí está a crueldade. Com seu inesgotável sentimento de solidariedade, José Alencar já passa a acreditar que somente ele pode dar à ministra Dilma um palanque arrumado, em Minas. Pode-se até imaginar de onde tem partido a ideia, ainda que José Alencar tenha dito sempre que sua inclinação primeira seja pelo Senado. De tanto dizerem que ele é o equilíbrio de que Dilma precisa em Minas, o segundo colégio eleitoral do país, e onde é forte a presença do tucano Aécio Neves, o vice-presidente começa a balançar. Ora, uma coisa é uma campanha para o Senado, assim como o exercício do cargo. Outra, é a campanha para o Governo do Estado, bem como pesado é o exercício do cargo. Mas os estrategistas da campanha da ministra não pensam assim. Não importam se Alencar estará indo para o sacrifício ou não, desde que o palanque seja montado.
O que Alencar vai começar a ver, daqui pra frente, será uma briga feia logo abaixo de sua possível candidatura, muitos querendo ser o seu vice. Esquecem-se de que uma campanha para o Senado já seria uma empreitada dura, tendo Alencar que duelar com Aécio e com Itamar a um só tempo, para não falar em Clésio Andrade e Tilden Santiago. Para o Governo, no entanto, seria pior. Mas não menos feroz, repete-se, do que a briga que se instalaria para achar um vice que caberia na chapa de José Alencar, e ainda acomodasse os outros dois postulantes. Por aí se vê a crueldade da manobra que, como costuma acontecer na política, não leva em conta nenhum outro bem, mas somente o resultado. Ainda assim, eleitoralmente duvidoso.

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ENTREVISTA COM HÉLIO COSTA NO ESTADO DE SÃO PAULO

segunda-feira, fevereiro 08, 2010 / / comentários (0)

O jornal  Estado de São Paulo de hoje traz entrevista com o Ministro das Comunicações e pré-candidato ao Governo de Minas Hélio Costa.
Na matéria, Costa confirma a disposição em disputar a sucessão de Aécio Neves, fala do apoio ao  vice-presidente José Alencar e afirma que o PMDB está unido em torno de Michel Temer para ocupar a vaga e vice na chapa da Ministra Dilma.

Acompanhe na íntegra.

'Sem aliança em Minas, meu eleitor se sentirá traído'

Entrevista com Hélio Costa: ministro das Comunicações. Para ele, PT e PMDB serão derrotados na disputa pelo governo de Minas Gerais se concorrerem separadamente no Estado
Gerusa Marques, Marcelo de Moraes

OBJETIVO - "Estou projetado para uma campanha de governador e a segunda opção é o Senado", diz Costa

BRASÍLIA
Na avaliação do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), PT e PMDB serão derrotados na disputa pelo governo de Minas se concorrerem separadamente no Estado. Ele acredita que isso poderá até comprometer o desempenho eleitoral da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na disputa presidencial.

Costa quer disputar o governo e propôs ao PT que seja escolhido aquele que estiver melhor nas pesquisas até março. O ministro tem liderado os levantamentos feitos até agora e os petistas resistem a abrir mão da cabeça de chapa, optando pelo ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

Para o ministro, seus eleitores "não entenderão" se o PT mineiro for intransigente na negociação local com o PMDB e podem acabar rejeitando a candidatura de Dilma no Estado. "Mesmo que eu, cumprindo com a minha questão de honra de apoiá-la, o faça, ela perde. Porque o meu eleitor vai se sentir traído."

A sucessão mineira é hoje o nó político que mais preocupa as cúpulas do PMDB e PT por conta das dificuldades para fechar um palanque comum aos dois partidos e pelo tamanho do colégio eleitoral, o segundo maior do País. Tanto que o governo chega a pensar na possibilidade de lançar o vice-presidente José Alencar (PRB) como uma opção de consenso. Embora Costa afirme que apoiaria o vice, PT e PMDB, extraoficialmente, discordam.

Diante do engajamento do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), na campanha de seu vice, Antônio Anastasia, Costa acha que a negociação com PT, considerada impossível até o mês passado, poderá finalmente evoluir. Segundo o ministro, acabou o clima de "beligerância", dando início a um processo de negociação com os pré-candidatos petistas. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O que o senhor achou da declaração do vice-presidente dizendo que poderia concorrer ao governo de Minas?
José Alencar é hoje uma das pessoas mais queridas, admiradas e certamente competentes que temos no quadro político de Minas Gerais. Se ele disser que é candidato a governador, acho que é até inteligente.

O senhor o apoiaria? E o PT?
Sem dúvida nenhuma. Espero que o PT também. A origem dele é no PMDB. Acho que o PT deve muito a ele, principalmente na primeira campanha do presidente Lula.

E se ele concorrer ao Senado?
Também tem todo o apoio do PMDB. Possivelmente não teremos candidato ao Senado para apoiar a candidatura dele.

Minas tem um dos cenários mais complicados para a montagem de aliança entre PMDB e PT. O senhor tem conversado com o PT?
A pedido do presidente Lula, fazemos todas as quartas-feiras um encontro entre a direção do PMDB e do PT. O que a gente tem discutido são os caminhos que vão nos levar a uma aliança. A nacional já temos consagrada. Estamos trabalhando duramente para encontrar soluções regionais, principalmente em Minas Gerais, Bahia e Ceará.

O senhor acha que a decisão regional tem de sair depois da decisão do candidato a vice?
Não necessariamente. Acho que a questão da coligação nacional está definida. As questões estaduais são muito importantes e espero que sejam parte desse compromisso nacional. A minha visão dá a Minas uma importância considerável nesse próximo pleito. Será muito difícil a vitória de um candidato da base do governo em São Paulo.

É possível haver dois palanques governistas em Minas?
Ainda vivemos um pouco da história do PSD e da UDN em Minas. Se você é do PSD não sobe no palanque da UDN e vice-versa. O eleitor não aceita isso. Não adianta me pedir para ir a um palanque adversário porque não vou. O PMDB nunca fez imposições em Minas. A única exigência é que ninguém faça exigências absurdas.

O PT mineiro está fazendo?
Eles têm de responder a eles mesmos, para o presidente da República e para a candidata Dilma. Porque nós do PMDB estamos unidos, absolutamente conscientes da importância do nosso partido em Minas.

Existe um impasse?
O importante é que temos conversado. O candidato que tiver a melhor performance nas pesquisas será o escolhido.

Os pré-candidatos petistas têm resistido a essa proposta...
Acho que principalmente com relação ao PT, está começando a cair a ficha que o adversário não é o PMDB, mas o governo (local). A dependência dos poderes públicos com o Estado é muito grande. Não interessa o candidato, nem o nome. É o governo de Minas que é forte.

O senhor será candidato independentemente de o PT aceitar a aliança?
Posso até, lá na frente, dependendo de uma série de circunstâncias, rever. Mas, neste momento, essa é a linha do partido.

E se o PT não fizer a aliança?
Paciência. Até porque não estamos impondo candidatura. Estamos quase fazendo um apelo por aliança e vamos encontrar o candidato. Não tem nada mais correto, cristalino e inteligente do que estamos falando.

Tem quem aposte que o senhor pode romper com o governo federal se o PT não apoiá-lo e que poderia se juntar ao governador Aécio Neves...
Tem cinco anos que estou aqui dentro. Oito anos apoiando e atravessei os dois mandatos. É impossível dizer que vou apoiar o Serra. Não posso fazer isso. Seria quase um absurdo.

Mas seus apoiadores podem não se empenhar pela campanha da ministra Dilma?
O fato de você estar no contexto de uma aliança, com todas as chances de vitória, faz com que seus eleitores vejam sua campanha de uma forma. Se eu afirmar que minha candidata é a ministra, mas, de certo modo, estou injuriado com o PT, a resposta será outra.

O senhor pode ser candidato a vice na chapa da ministra?
Vice não é uma candidatura, é um convite. Quem foi convidado para ser vice foi o Michel Temer. É o nosso candidato e tem todo o meu apoio. Só posso dizer que fico honradíssimo quando pensam no meu nome. Não é o melhor dos possíveis mundos em que eu gostaria de me ver. Eu acho que estou projetado para uma campanha de governador. E se tiver qualquer variação, a segunda opção é o Senado.

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