Decidido a terminar com as especulações em torno de seu destino político, vice-presidência ou Governo de Minas, o Ministro das Comunicações Hélio Costa concedeu entrevista ao Jornal Valor Econômico desta semana.
Apesar dos burburinhos e conversas de bastidores das últimas semanas, Hélio Costa afirma que sua preferência de aliança é com o PT em Minas, descarta a idéia de palanque duplo no estado e demonstra disposição para encarar a disputa para a sucessão de Aécio Neves.
Leia na integra
HÉLIO COSTA DIZ QUE PODE DISPUTAR SEM O PT
Eleições: Para o ministro da Comunicações, candidato deve ser o que tem melhores chances de vitória Hélio Costa diz que pode disputar governo sem o PT
César Felício, de Brasília
O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), afirmou que existe a possibilidade de que ele saia do ministério para concorrer ao governo mineiro, mesmo sem o apoio do PT. Os petistas em Minas Gerais estão divididos entre as candidaturas do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O pemedebista lidera as pesquisas de opinião, ainda que tenha mostrado declínio nas últimas sondagens. Costa está nos Estados Unidos e concedeu entrevista por escrito.
"O candidato ao governo deve ser o que melhor representar o grupo de apoio ao governo Lula e tiver as melhores chances de vitória. A única exigência que fazemos é que não haja exigências. Mas, que ninguém se iluda: se a decisão não for democrática e republicana, o PMDB de Minas terá candidato. Nosso vice poderá vir do PR, do PP, do PCdoB ou do PDT", afirmou. Até agora, o ministro insistia na aliança com o PT.
Dos partidos citados por Costa, o PR em Minas é controlado pelo ex-vice-governador Clésio Andrade, que fez chapa com o governador Aécio Neves (PSDB) em 2002. O PP tem como liderança mais influente o prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, um aecista de primeira hora. Outro pepista, o presidente da Assembleia Legislativa, Alberto Pinto Coelho, disputa o lugar de vice na chapa encabeçada pelo vice-governador Antonio Junho Anastasia (PSDB), apoiado por Aécio. O PDT também participa do governo mineiro. Já o PCdoB, liderado em Minas pela deputada federal Jô Moraes, negocia aliança com o PT.
O próprio Costa, contudo, coloca a candidatura sem aliança com o PT como a última escolha, dado o complicador que representaria a falta de identificação clara com um candidato presidencial. A candidatura de Costa com uma coligação deste formato o tiraria da posição de candidatura alternativa a do PT dentro da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que irá apoiar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).
"Em Minas Gerais, o PMDB não trabalha com a hipótese de dois palanques. Eu já vivi a experiência antes e sei que não funciona. Nas eleições majoritárias em Minas ainda vivemos um pouco a tradição do PSD e da UDN. Não há espaço para um candidato subir em dois palanques diferentes. A aliança em 2010 tem de ser feita no primeiro turno. O segundo turno é para adesão", disse.
Em 1994, Costa foi candidato a governador pelo PP - partido homônimo ao atual, mas extinto no ano seguinte - contra o tucano Eduardo Azeredo. Ambos apoiavam o governo de Itamar Franco e a candidatura de Fernando Henrique Cardoso à Presidência. Depois de ficar em primeiro lugar no primeiro turno, Costa perdeu a eleição de forma surpreendente.
A aposta do ministro é que o presidente Lula terminará por interferir no quadro mineiro para forçar o PT a apoiá-lo ou patrocinar um acordo em que ele tenha espaço na eleição majoritária. "O presidente Lula tem um compromisso com o PMDB de ajudar a encontrar soluções nos Estados. Minas terá um papel fundamental na eleição do próximo presidente. Considero São Paulo sem esperança de vitória do candidato governista. O Rio de Janeiro é imprevisível historicamente. A base da vitória tem de vir de Minas, segundo colégio eleitoral do país, e dos Estados do Norte e Nordeste", disse Costa.
A melhora de saúde do vice-presidente José Alencar (PRB), que trata de um câncer no abdômen, colocou-o como candidato ao Senado, eleição que também deverá ser disputada pelo governador Aécio Neves. Ainda assim, Hélio Costa afirma que a existência de dois candidatos fortes para as duas vagas não necessariamente o desanimaria para disputar uma eventual reeleição. O ministro é senador licenciado.
"Há espaço para uma terceira candidatura forte ao Senado. As pesquisas dizem isto. Em Minas, ninguém pode dizer que uma eleição majoritária está ganha um anos antes do pleito. Estão esquecendo que Itamar Franco é um candidato forte e que o PMDB também pode ter um nome de peso para o Senado. Muito coisa ainda pode acontecer. Não podemos esquecer que, em Minas, a política é como uma nuvem. A cada observação está diferente", afirmou Costa, referindo-se ao ex-presidente Itamar Franco, filiado ao PPS e apoiador de Aécio.
Nas últimas semanas, o nome de Hélio Costa foi lembrado como possível vice na chapa presidencial de Dilma, como forma da base governista capitalizar uma possível frustração do eleitorado mineiro com o insucesso de Aécio em viabilizar sua candidatura presidencial pelo PSDB e como solução para o impasse entre o PT e o PMDB. A hipótese foi vista com simpatia por aliados de Costa, mas de público o ministro nega a possibilidade.
"O PMDB já tem acertada a posição de vice na chapa da ministra Dilma Rousseff. Este candidato deverá ser escolhido pelo PMDB com a concordância do PT, do presidente Lula, da ministra Dilma e dos demais partidos que comporão a grande aliança. Com ou sem a presença de um mineiro na chapa tucana a posição do PMDB sobre a candidatura a vice é a mesma. O deputado Michel Temer é o nome que o PMDB vai apresentar com o apoio de todos nós. E o Henrique Meirelles também é um nome que precisa ser considerado", afirmou, referindo-se ao presidente da Câmara e deputado federal por São Paulo e ao presidente do Banco Central.
Depois de fazer jogo duro, o ex-prefeito Fernando Pimentel amacia o discurso e afirma que o PT em Minas pode abrir mão da cabeça de chapa à favor do PMDB na corrida pelo Palácio da Liberdade.
Confira a entrevista no O Tempo de hoje.
Aceno para pacto com PMDB
Fernando Pimentel ex-prefeito de BH e pré-candidato do PT ao governo de Minas
Ezequiel Fagundes
Menos radical, mas ainda disposto a costurar acordo para ser o candidato do PT ao Palácio da Liberdade sem a realização de prévias, Pimentel nega mal-estar com Patrus e se reaproxima de Hélio Costa. Para ele, pesquisas e articulações vão indicar o melhor nome.
O senhor concorda em disputar prévias com o ministro Patrus Ananias?
FP - Não temo a disputa. Mas, politicamente para o PT, para o projeto da candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff e a continuidade do governo Lula, a prévia deve ser evitada. Todas as lideranças nacionais do PT concordam com isso.
Até o presidente Lula é contra a prévia?
FP - Inclusive o presidente. Ele disse para mim e para outras lideranças do partido. Ninguém quer prévia em Minas e algum motivo eles devem ter. Ganhar ou perder a prévia não importa, o que vale é a construção de uma chapa forte para vencer as eleições em Minas.
Aliados do ministro Patrus estariam tentando convencê-lo a desistir para apoiar a sua candidatura. O senhor acredita que ele pode ceder?
FP - Acredito que seja possível. Mas desistir ou não de uma candidatura é uma decisão de foro íntimo. Deveríamos trabalhar com a ideia do convencimento político de qual é o melhor desenho para a chapa do PT em Minas em 2010. Defendo que haja coligação com o PMDB. Acho que o ministro pode fazer parte desse acordo. Ele é uma pessoa partidária, nós temos relações pessoais fraternas, então podemos chegar a esse entendimento.
Recentemente, o ministro Patrus disse que o senhor está numa situação delicada e que sua candidatura é de tapetão. O clima esquentou entre vocês dois?
FP - Acho que essa declaração refletia um clima anterior. Ele fez uma análise um pouco equivocada e exagerada. Isso não altera a disposição de tentar achar um caminho que evite a prévia.
É verdade que o senhor e o ministro Hélio Costa (PMDB) voltaram a se reunir para discutir a coligação? É uma aproximação?
FP - Há um mal entendido. Nunca fui contra uma coligação com o PMDB. Acho que é fundamental essa coligação porque teremos a oportunidade de ganhar as eleições. O que talvez tenha sido mal entendido é que nós defendemos a candidatura própria dentro do PT, sem descartar a aliança com o PMDB.
Mas isso é uma contradição.
FP - Não tem contradição nenhuma. O ministro Hélio Costa disse recentemente que aceitaria a ideia de um conjunto de pesquisas para escolher o nome do candidato. Não há nenhuma contradição em o PT querer ter candidato próprio e querer sentar com o PMDB para construir um palanque único, ainda que esse palanque único, mais na frente, possa ter um peemedebista na cabeça de chapa.
Então essa aproximação do senhor com o ministro Hélio Costa está ocorrendo de fato?
FP - É claro. Da minha parte, nunca houve afastamento. Considero o ministro Hélio Costa um homem público qualificado, um amigo estimado. Estivemos juntos em várias ocasiões, mas tivemos um breve intervalo em 2008, quando ele ficou ao lado do seu candidato e nós fechamos uma aliança com o PSB, mas isso já passou.
Encontrar um nome viável para ser vice da ministra Dilma está mais difícil do que o senhor imaginava?
FP - Não vejo essa dificuldade. O que tem que ser definido é a coligação nacional com PMDB. O natural é que o vice seja indicado pelo PMDB.
O nome do ministro Hélio Costa está mesmo sendo cotado para ocupar essa vaga?
FP - Neste momento, sim. Pelo menos uma parte do PMDB está discutindo isso. Mas nós não podemos indicar nomes do outro partido.
Se ele for mesmo indicado, o impasse em Minas fica resolvido?
FP - A equação de Minas Gerais fica mais definida porque o PMDB, até onde eu entendo, não tem outro candidato a governador do Estado. Nesse caso, seria natural que a coligação mineira fosse comandada pelo PT. Essa decisão, no entanto, não será tomada levando em conta somente o quadro de Minas Gerais, mas de todo o país.
Então o deputado federal Michel Temer (PMDB) está descartado como possível vice da Dilma?
FP- Não. Eu volto a dizer que é o PMDB que vai indicar o nome. O deputado Temer continua sendo cotado.
A ministra Dilma pode mesmo ter dois palanques em Minas por causa do impasse entre PT e PMDB?
FP -Vamos trabalhar ao máximo para evitar isso, não que seja totalmente ruim. Tudo indica, por exemplo, que, no Rio, nós teremos o apoio do ex-governador Anthony Garotinho (PR) e do governador Sérgio Cabral (PMDB). A questão de ter ou não dois palanques enfraquece regionalmente. A união do PT e do PMDB em Minas forma uma força poderosa numa eleição de governador. Equilibra a disputa com um adversário respeitabilíssimo, o vice-governador Anastasia, que terá o apoio do governador Aécio Neves. Nós não temos a ilusão de que iremos vencer um adversário tão qualificado separados.
CÚPULA NACIONAL DO PMDB DEFENDE HÉLIO COSTA PARA MG
O líder do PMDB na Câmara Federal, Deputado José Henrique Alves foi enfático ao defender o colega de partido, Ministro Hélio Costa, para a sucessão mineira. "O PMDB não abre mão da cabeça de chapa em Minas." Com a declaração, Henrique Alves dá um ponto final às especulações que o Ministro seria candidato à vice na chapa de Dilma e cobra do PT a reciprocidade aqui nas Alterosas.
Leia matéria de Alex Capella no Hoje em Dia.
PMDB não abre mão de encabeçar chapa em MG, diz líder
Ministro Patrus Ananias defende palanque único para a candidata do PT no Estado
O PMDB entende que o projeto nacional passa pelo nome do ministro Hélio Costa como cabeça de chapa em Minas. Existiria até um acordo entre os partidos nesse sentido. “O PMDB não abre mão da cabeça de chapa em Minas. Essa é a única condição trabalhada para o ministro Hélio Costa. Agora, queremos o apoio do PT. Afinal de contas, sabemos a importância do PT na eleição contra o candidato do governador Aécio Neves”, assegurou o líder do PMDB na Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).
Diante da perspectiva de transferência dos votos de Aécio para o vice-governador Antônio Anastasia, pré-candidato tucano ao Governo, os partidos das base aliada do presidente Lula devem cumprir o que foi negociado para cada Estado. E, para Minas, de acordo com Alves, caberá como opção preferencial no PT o projeto nacional, mantendo a legenda no comando do Palácio do Planalto.
“Isso foi acertado e a base deve estar unida em torno desse acordo. E a questão de Minas é a prioridade das prioridades dentro das negociações do PMDB. Afinal, o Estado possui a maior participação dentro da convenção. E não é só a questão do tamanho. O partido em Minas conta com uma representatividade de muita qualidade.”
Com relação ao suposto interesse do ministro Hélio Costa em ocupar a vaga de vice na chapa da ministra Dilma, o líder peemedebista garantiu que o partido nunca trabalhou com essa possibilidade. Segundo Eduardo Alves, o próprio ministro nunca manifestou qualquer movimento na direção da vaga de vice da ministra. “O ministro nunca se manifestou por essa opção. O ministro é o líder em todas as pesquisas de opinião em Minas e não há motivo para que os compromissos deixem de ser assumidos. O PMDB está firme na direção de disputar e ganhar as eleições em Minas Gerais”, garantiu o peemedebista.
Pré-candidato do PT ao Palácio da Liberdade, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, defendeu ontem palanque único em Minas Gerais para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista à Presidência da República. O posicionamento também é defendido pela cúpula do PMDB. O ministro, no entanto, entende que o cabeça da possível chapa de consenso entre os dois partidos deva ser um petista. Os peemedebistas, até agora, também não abrem mão do posto.
Em Minas, o PT tem dois postulantes à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB). Além de Patrus, o partido trabalha com o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. A ala ligada a Pimentel, diante da falta de consenso, acredita na formação de dois palanques: um com o candidato petista e outro com o candidato peemedebista. Já Patrus, assim como o ministro das Comunicações, Hélio Costa, nome defendido pelo PMDB, acredita num único palanque. “Trabalho com a possibilidade do palanque único, tendo o PMDB e outros partidos da base como aliados”, disse.
O entendimento em Minas entre PMDB e PT é apontado por líderes dos dois partidos como fundamental para o projeto da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tanto que, nas duas legendas, há quem defenda entre os interlocutores o projeto nacional acima das questões regionais. Uma parcela da cúpula petista prefere ficar de fora da disputa em Minas.
Acha melhor apoiar o ministro Hélio Costa, pois assim haveria um palanque mineiro mais sólido para Dilma. Da mesma forma, há no PMDB quem defenda o apoio ao candidato do PT. “Temos de ver Minas a partir do olhar nacional. Mas o olhar nacional também precisa enxergar os valores de Minas”, afirmou Patrus ao HOJE EM DIA.
Por isso, várias concessões deverão ser feitas em nome desse projeto comandado por Lula. No próximo dia 19, conforme antecipou o HOJE EM DIA, o presidente Lula estará na cidade de Jenipapo de Minas (Vale do Jequitinhonha) e Juiz de Fora (Zona da Mata), ao lado da ministra Dilma. O ministro Patrus e o ex-prefeito Pimentel também participarão da visita.
Mais uma vez, os petistas estarão mobilizados para algum tipo de sinalização do presidente. Há uma expectativa de que Lula recomende o caminho do PT em Minas. “Vou ouvir o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar (PRB). Agora, como os velhos políticos de Minas diziam, a solução é natural e ela se impõe”, lembrou o ministro Patrus.
Assim como Pimentel, Patrus também intensificará sua presença em Minas nos próximos meses. No comando de um ministério que administra um orçamento para 2010 de R$ 40 bilhões, que será investido em projetos envolvendo 60 milhões de pessoas no país, o ministro aproveitará as “beiradas do tempo” para viabilizar seu nome dentro do PT mineiro e convencer o PMDB a abrir mão da cabeça de chapa. “Quero ser governador de Minas. Mas não tenho controle desse processo. Agora, trabalho para que a escolha do nome considere a posição do projeto nacional”, ressaltou.
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Há dias noticiamos aqui em nosso site que, apesar da insistência de alguns setores da imprensa e de algumas alas do PT (leia o grupo do ex-prefeito Fernando Pimentel) que falam de Hélio Costa como vice para Dilma Roussef, o Ministro de Lula é candidatíssimo ao Governo de Minas e ponto final.
Apesar de cumprir os requisitos para o cargo de vice, o Ministro das Comunicações tem reinterado a sua disposição para concorrer à sucessão de Aécio Neves, corrida que lidera com ampla vantagem.
Hélio Costa tem afirmado que deseja com uma aliança com o PT para concorrer ao Palácio da Liberdade, mas não concorda em fazê-la só no segundo turno descartando a idéia de dois palanques no Estado:
" Acordo de segundo turno não é aliança, é adesão."
Esta é a senha para o PT. Ou o partido abraça o PMDB mineiro e sai junto na largada ou, adeus acordo e palanque para Dilma Roussef em nosso estado. Será o que o presidente Lula e a cúpula petista vão pagar pra ver?
Leia com detalhes os bastidores desta história na coluna de Carlos Lindemberg de hoje.
Hélio Costa recusa segundo palanque
Não perguntem ao ministro Hélio Costa a que cargo ele pretende concorrer em outubro. Senador pelo PMDB, ministro das Comunicações de Lula, duas vezes candidato ao Palácio da Liberdade, Costa não pensará um minuto para dar a resposta: sou candidato a governador de Minas. Óbvio? Nem tanto. Pelo menos pela quantidade de notas e notícias que têm sido publicadas ultimamente, dando conta ou insinuando que o ministro estaria desistindo de candidatar-se ao Palácio da Liberdade para compor uma hipotética chapa com a ministra Dilma Rousseff, como vice da preferida de Lula.
Não se sabe bem de onde saem essas notícias, embora todos conheçam o bem que elas fazem a uma das alas do PT, a que mais açodadamente pretende disputar o Palácio da Liberdade, e que gostaria de ver Hélio Costa longe de Minas. Embora pudesse se sentir lisonjeado pela citação constante de seu nome como possível companheiro de Dilma na disputa pela Presidência da República, Hélio Costa não está apreciando muito esse cultivo de notícias a seu favor. A rigor, é um assunto que não o agrada muito, até porque ele sabe que essas notícias têm endereço certo e desconfia de quem as está espalhando.
Por isso, Hélio Costa foi enfático, ontem, ao falar com a coluna: "Sou candidato a governador de Minas. Vice não é cargo que se peça. Vice é convidado. Não fui. Aliás, não tenho conversado sobre esse assunto com ninguém. O que vou disputar é o Palácio da Liberdade. Para isso, estou disposto a conversar, mas isso não parece interessar aos que falam tanto em meu nome para vice, certamente porque sabem que esse lugar está destinado ao PMDB, na composição com o PT nacional".
De fato, é o que está acertado, embora em política o acertado há um ano pode se desfazer em uma hora. De qualquer forma, Hélio Costa não parece disposto a muitas concessões. Ele mantém a postura inicial de que o candidato, numa possível coligação entre o PT e o PMDB, deve ser aquele que estiver melhor posicionado nas pesquisas no momento dos acertos. Hélio está tão seguro no que diz que é capaz de garantir que "em Minas não haverá dois palanques para a Presidência da República e cada um assumirá a sua responsabilidade pelo que acontecer". Hélio não quis desdobrar esse assunto nem explicar melhor porque não haverá dois palanques para Dilma no Estado - um que seria o dele, vale dizer, do PMDB, e o outro, do PT. Com isso, fica claro. Se não houver o acordo entre os dois partidos nas condições sugeridas pelo ministro, o PT deverá concorrer sozinho ou o palanque do PMDB não terá espaço para a candidata de Lula.
As afirmações do ministro mostram, entre outras coisas, que ele está bem calçado em cima, na cúpula do seu partido, que tem deixado claro para os articuladores do Governo que o PMDB poderá participar da chapa com Dilma sem que os seus candidatos nos estados sejam sacrificados pelo PT, caso de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, para ficar apenas nestes. No caso mineiro, não pegou bem, junto ao PMDB, a investida do PT ligado à PBH de pedir ao vice-presidente José Alencar para intermediar um acordo com Hélio Costa em favor de uma coligação em que o PMDB deixaria de disputar o Palácio da Liberdade. Esse assunto, segundo o PMDB nacional, deve ser arbitrado pelo presidente Lula, levando em conta os interesses da candidatura da ministra Dilma Rousseff.
Outra coisa que Hélio Costa refuta é o chamado acordo no segundo turno. Para ele, isso é conversa mole, é coisa de quem não quer cumprir nada. Segundo o ministro, o acordo deve ser feito ainda no primeiro turno, com os dois lados assumindo as consequências e dividindo bônus e ônus. "Acordo no segundo turno não e acordo, é adesão", reclama Hélio Costa, desconfiado. Pelo jeito como as coisas andam e pelo grau de insatisfação do ministro com o andamento das coisas em Minas, dificilmente haverá qualquer tipo de entendimento entre ele e o PT, sobretudo o PT que segue a orientação do ex-prefeito Fernando Pimentel. O problema, no caso, é que é este PT que está dando as cartas. O ministro Patrus, do outro PT, digamos, mantém a postura cândida e está se deixando envolver pelos adversários internos.
Caros amigos e leitores,
gostaríamos de pedir desculpas pelos dias fora do ar. Tivemos um problema técnico que já foi solucionado. A partir de hoje vocês podem voltar a acompanhar as notícias da política mineira em nosso espaço.
Obrigado e um abraço do Mineirão.
Enquanto o PT e PMDB mantêm uma acirrada disputa pela cabeça de chapa da candidatura da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSDB já tem sua estratégia pronta. A ação prioritária é intensificar as viagens do governador Aécio Neves e do vice-governador Antonio Anastasia pelo interior do Estado.
Aécio tem a intenção de ampliar sua base de apoio em Minas e reforçar sua imagem como pré-candidato ao Senado Federal. Enquanto isso, Anastasia tenta ganhar visibilidade ao lado do tucano mineiro para impulsionar seu nome na corrida pelo Palácio da Liberdade.
Na última pesquisa DataTempo/CP2, Anastasia apareceu como terceira opção do eleitorado mineiro, apresentando índices de aceitação na faixa dos 13%. O ministro Hélio Costa lidera a corrida, segundo os dados do instituto.
Pré-candidato, Pimentel prefere não vincular a eleição em Minas com a nacional, na qual, segundo ele, o PT tem o apoio certo dos peemedebistas.
“O PMDB está no governo Lula, tem seis ministérios e isso já justifica o compromisso do partido com o projeto de continuidade”. Segundo Pimentel, os acertos regionais dependem da lógica de cada Estado e ainda é cedo para falar de impasse em Minas.
“O que existe é um desejo legítimo do PT de ter candidato próprio, que tem que ser respeitado, assim como é legítima a vontade do PMDB”, disse. Mais cedo, em tom mais ameno, o ex-prefeito havia dito que os partidos estão conversando e que ninguém deve impor nada.
O presidente Lula espera, com a ajuda de José Alencar, afastar de vez a idéia de duas candidaturas aqui pelas Alterosas.
Leia na íntegra.
A presidente do PCdoB em Minas, deputada federal Jô Moraes, postou em seu perfil no Twitter, na internet, que há uma "tensão nos bastidores da política mineira" com a costura de um acordo entre o PMDB e o PT e a intervenção do vice-presidente. Segundo a parlamentar, o grupo mais ligado a Dilma e ao presidente Lula insiste na tese de que o melhor caminho em Minas é uma candidatura única ao governo.
"Se o PT já estivesse no governo, seria impossível qualquer movimento que não fosse a cabeça de chapa. Como o PT não está no governo, a construção de uma aliança para vencer as eleições é o caminho mais provável", contou Jô, que, em 2008, teve o apoio na disputa pela prefeitura da capital de Alencar, que indicou o vice da chapa.
De acordo com a deputada, as pesquisas apontam hoje para uma maior viabilidade da candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), e será difícil o PT de Minas convencer Dilma e Lula de que as candidaturas do ex-prefeito Fernando Pimentel ou do ministro Patrus Ananias tenham mais chances.
"Se na hora da definição as pesquisas apontarem para a situação como está agora, as próprias lideranças do PT vão saber qual é o melhor caminho", completou Jô, cotada para assumir a vaga de vice na candidatura ao governo tanto do PT quanto do PMDB.
Resposta. O presidente reeleito do PT em Minas, deputado federal Reginaldo Lopes, confirmou que conversou com Alencar sobre a disputa ao governo estadual.
Segundo ele, o vice manifestou o desejo de ver uma aliança entre os partidos apoiadores do presidente Lula em Minas. "Todos nós defendemos uma aliança entre PT e PMDB. O problema é que os dois partidos querem a cabeça de chapa. Vamos continuar conversando" prometeu Lopes.
Marcadores: Hélio Costa, Jo Moraes, José Alencar, PMDB, PT
Ter um mineiro como vice é uma estratégia amplamente adotada por candidatos à Presidência para conseguir mais votos no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país. A ministra Dilma é mineira, mas estudou e ingressou na vida pública no Rio Grande do Sul.
Caso se candidate a vice na chapa de Dilma Rousseff, Hélio Costa estaria, concomitantemente, colocando ponto final na briga entre os partidos da base de Lula no estado e deixando a disputa para o PT resolver internamente: se lança o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, ou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ao Palácio da Liberdade.
Aliança
Se não vingar a possibilidade de ser vice na chapa de Dilma, a disputa pela candidatura ao governo do estado deve se acirrar. Neste fim de semana, Hélio Costa descartou a possibilidade de acordo com o PT para que cada partido tenha um nome na disputa pelo Palácio da Liberdade no primeiro turno e fechem aliança somente para disputa na segunda etapa de votação. A estratégia foi sugerida pelo presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, durante almoço com o presidente estadual do PMDB, o também deputado federal Antonio Andrade, no fim do ano.
“Não há discussão com o PMDB para o segundo turno. Fazemos aliança para ganhar ou para perder, mas para a disputa do primeiro turno”, diz o ministro. Na avaliação do presidente estadual do PT, o lançamento de dois nomes seria a saída para levar a disputa para o segundo turno contra o candidato do governador Aécio Neves, o vice-governador Antonio Augusto Anastasia.
O ministro deixou claro não ter ficado satisfeito com o resultado do almoço, que serviria como tentativa para esfriar os ânimos entre peemedebistas e petistas da ala ligada a Fernando Pimentel, também pré-candidato ao governo de Minas. O grupo do ex-prefeito comanda o partido no estado. “O convite foi feito pelo PT. Não dá para fazer um encontro e, ao sair, o presidente do partido fazer uma proposta dessas”, reclamou o ministro.
Hélio Costa e Pimentel se estranham desde o início das discussões entre os partidos da base do governo Lula para sucessão em Minas Gerais. O ministro diz que o ex-prefeito atrapalha as negociações ao dizer que não abre mão da cabeça de chapa. “O candidato tem que ser o que estiver mais bem colocado nas pesquisas no momento da escolha”, diz Hélio Costa.
Enquanto se engalfinha com Pimentel, o ministro mantém boa relação com o também pré-candidato ao Palácio da Liberdade nas eleições de outubro Patrus Ananias, que, conforme palavras de Hélio Costa, não fecha portas para negociação.
Segundo o ministro Hélio Costa, a sucessão em Minas será discutida em reunião com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meados de janeiro. Conforme o peemedebista, estarão no encontro o vice-presidente José Alencar e representantes do PMDB e do PT.
Começando com cenas que retratam o passado e a vida pessoal do líder brasileiro, a repórter da Al-Jazira afirma que, "com apenas um ano de mandato pela frente, sua história de sucesso político e econômico será difícil de se repetir".
Segundo a reportagem, problemas como a corrupção, a miséria e a criminalidade urbana continuam graves, mas, "pela primeira vez em 500 anos, o crescimento econômico ocorre ao mesmo tempo em que se reduz a desigualdade social".
A jornalista diz ainda que o Brasil tende a crescer nos próximos anos e a Petrobras pode se tornar "a maior do mundo" no setor energético. Para a Al-Jazira, "o presidente Lula se tornou um porta-voz do Terceiro Mundo, na promoção da democracia, na discussão de mudanças climáticas e das reformas na ONU e no FMI".
Principal emissora do Oriente Médio, a Al-Jazira lançou um canal com transmissão internacional. O canal - que transmitiu a reportagem especial sobre Lula - é exibido em diversos países e sua audiência é composta especialmente por expatriados residentes no mundo árabe. Marcadores: Lula
HÉLIO COSTA É COTADO PARA SER VICE DE DILMA
BRASÍLIA - A possibilidade de uma aliança entre José Serra e Aécio Neves pode levar o ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, a ser vice da pré-candidata do PT Dilma Rousseff, segundo o jornal Estado de S.Paulo. Costa poderia atrair votos de Minas Gerais, principal polo eleitoral de Aécio, governador desse estado. A primeira possibilidade seria de Costa ser candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, em caso de Aécio recusar ser vice de Serra.

