HÉLIO COSTA MAIS FORTE

segunda-feira, janeiro 04, 2010 / /

Em meio as especulações que Aécio Neves seja vice na chapa de Serra, fortalece a tese entre PT e PMDB que caso se concretize a estratégia tucana, o vice deverá vir das Alterosas. O Ministro das Comunicações Helio Costa, é visto com bons olhos pelas cúpulas  petista e peemedebista  para  ocupar o posto. Porém, o Ministro não confirma ter  sido  sondado pelo seu partido para a vaga e segue firme em  sua pré-campanha pela sucessão de Aécio Neves.

O Ministro de Lula, líder nas intenções de voto no estado, não ficou nada satisfeito com a proposta de palanque duplo feito pelo presidente do PT em Minas Reginaldo Lopes ao presidente do PMDB mineiro Antonio Andrade. Em encontro recente,  Reginaldo propos que os dois partidos saissem separados no primeiro turno e na possibilidade de segundo, se coligassem. Hélio Costa refutou a proposta e afirmou que: “Não há discussão com o PMDB para o segundo turno. Fazemos aliança para ganhar ou para perder, mas para a disputa do primeiro turno”.
Leia abaixo matéria de Leonardo Augusto no Estado de Minas. 


Hélio Costa pode ser vice na chapa de Dilma Rousseff
O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), afirmou que vai considerar a possibilidade de concorrer a vice-presidente da República em chapa encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, se houver um convite para que participe da composição. O ministro não confirma, mas foi sondado pela cúpula do PMDB para ocupar a vaga, que pode ser preenchida ainda pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), também presidente nacional do partido.

Hélio Costa faz questão de dizer, em meio às fortes especulações de que a vaga de vice será de Temer, que as negociações ainda não estão encerradas. “Não existe nada acertado. O próprio Temer fala que a vaga pode ir para um ou para outro. A cúpula do partido cita o nome do presidente da Câmara para a vaga, mas, de concreto, ainda não há nada”, diz.

Ter um mineiro como vice é uma estratégia amplamente adotada por candidatos à Presidência para conseguir mais votos no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país. A ministra Dilma é mineira, mas estudou e ingressou na vida pública no Rio Grande do Sul.

Caso se candidate a vice na chapa de Dilma Rousseff, Hélio Costa estaria, concomitantemente, colocando ponto final na briga entre os partidos da base de Lula no estado e deixando a disputa para o PT resolver internamente: se lança o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, ou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ao Palácio da Liberdade.

Aliança

Se não vingar a possibilidade de ser vice na chapa de Dilma, a disputa pela candidatura ao governo do estado deve se acirrar. Neste fim de semana, Hélio Costa descartou a possibilidade de acordo com o PT para que cada partido tenha um nome na disputa pelo Palácio da Liberdade no primeiro turno e fechem aliança somente para disputa na segunda etapa de votação. A estratégia foi sugerida pelo presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, durante almoço com o presidente estadual do PMDB, o também deputado federal Antonio Andrade, no fim do ano.

“Não há discussão com o PMDB para o segundo turno. Fazemos aliança para ganhar ou para perder, mas para a disputa do primeiro turno”, diz o ministro. Na avaliação do presidente estadual do PT, o lançamento de dois nomes seria a saída para levar a disputa para o segundo turno contra o candidato do governador Aécio Neves, o vice-governador Antonio Augusto Anastasia.

O ministro deixou claro não ter ficado satisfeito com o resultado do almoço, que serviria como tentativa para esfriar os ânimos entre peemedebistas e petistas da ala ligada a Fernando Pimentel, também pré-candidato ao governo de Minas. O grupo do ex-prefeito comanda o partido no estado. “O convite foi feito pelo PT. Não dá para fazer um encontro e, ao sair, o presidente do partido fazer uma proposta dessas”, reclamou o ministro.

Hélio Costa e Pimentel se estranham desde o início das discussões entre os partidos da base do governo Lula para sucessão em Minas Gerais. O ministro diz que o ex-prefeito atrapalha as negociações ao dizer que não abre mão da cabeça de chapa. “O candidato tem que ser o que estiver mais bem colocado nas pesquisas no momento da escolha”, diz Hélio Costa.

Enquanto se engalfinha com Pimentel, o ministro mantém boa relação com o também pré-candidato ao Palácio da Liberdade nas eleições de outubro Patrus Ananias, que, conforme palavras de Hélio Costa, não fecha portas para negociação.

Segundo o ministro Hélio Costa, a sucessão em Minas será discutida em reunião com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meados de janeiro. Conforme o peemedebista, estarão no encontro o vice-presidente José Alencar e representantes do PMDB e do PT.

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