A ESTRATÉGIA DO PT EM MINAS

quinta-feira, junho 03, 2010 / / comentários (0)

Em matéria no Estado de Minas de hoje,Juliana Cipriani, faz uma análise dos bastidores do imbróglio PT/PMDB e antecipa estratégia  do PT de Minas,  que pode colocar em risco a candidatura de Dilma no estado. 

Bom feriado!!!

PT mineiro já admite Hélio Costa como cabeça de chapa
Juliana Cipriani - Estado de Minas
03/06/2010 08:29
Ex-ministro das Comunicações lidera em consulta peemedebista para 
governo do estado, enquanto ex-prefeito Fernando Pimentel tem vantagem 
no levantamento espontâneo feito pelo PT  - (Cristina Horta/EM/D.A Press
 - 18/8/07)
Ex-ministro das Comunicações lidera em consulta peemedebista para governo do estado, enquanto ex-prefeito Fernando Pimentel tem vantagem no levantamento espontâneo feito pelo PT
 
Fim de jogo. Aos 47 minutos do segundo tempo do processo de definição de candidaturas em Minas, o candidato que representará a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado e vai oferecer o palanque único à presidenciável Dilma Rousseff (PT) deve ser mesmo o ex-ministro Hélio Costa (PMDB). Apesar de oficialmente continuarem lutando para firmar o nome do PT na corrida ao Palácio da Liberdade, os petistas admitem internamente jogar a toalha, mas com moderação. Vão deixar para o Diretório Nacional a tarefa de sacramentar a aliança e abrir caminho para uma campanha que tem tudo para ter pouco empenho da militância petista.

Até o último momento, PT e PMDB mineiros continuam batendo cabeça sobre quem deve ser o escolhido para representar a base aliada. Nem mesmo as pesquisas encomendadas a dois institutos pelas legendas foram suficientes para resolver o imbróglio regional. Nelas, caiu a diferença entre Hélio Costa e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O levantamento encomendado pelo PMDB aponta Costa e Antonio Anastasia (PSDB) com 10% e Fernando Pimentel com 8% no cenário espontâneo. Em simulação de segundo turno com o candidato tucano, Pimentel venceria de 33% a 28% e Hélio Costa de 37% a 26%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Já na pesquisa do PT, Pimentel tem 10,2% contra 9,2% para Anastasia e 7,5% para Hélio Costa.

Ambos os lados comemoraram os resultados. Para o presidente do PT, deputado Reginaldo Lopes, os números apontam vantagem para Pimentel e será ele o candidato dos petistas mineiros. “O Fernando é o menos conhecido, tem menor rejeição e está na frente na pesquisa espontânea. Vamos tentar convencer que o melhor para ajudar a Dilma é lançar Pimentel”, afirmou. Lopes indicou a disposição de resistir a uma intervenção, caso a escolha não seja pelo pré-candidato do PT. “Se não respeitarem o procedimento estabelecido em Minas, em que serão consideradas as pesquisas qualitativa e quantitativa e a opinião dos aliados, não vamos admitir outro encaminhamento”, disse.

O presidente do PMDB, deputado Antônio Andrade, reclamou da divulgação antecipada das pesquisas dos partidos e disse que a dos peemedebistas vazou sem sua autorização. Ele discorda da análise feita pelos petistas e afirma que Hélio Costa continua levando vantagem sobre Pimentel. “Estamos satisfeitos, apesar dos critérios adotados. Estamos abertos a conversa, mas hoje não poderíamos mais abrir mão da candidatura porque já temos as pesquisas. Como fazer isso se temos o melhor candidato?”, avalia. Permanecendo a falta de entendimento entre os partidos, a decisão ficará para as executivas nacionais. “Se depender de mim, o acordo será feito em BH, mas, se não tivermos capacidade de resolver isso, teremos que chegar à direção nacional e admitir que fomos incapazes de costurar esse grande acordo em Minas e trazê-los para resolver a situação”, disse.

Motivo para cruzar os braços

Para boa parte dos petistas mineiros, uma intervenção do Diretório Nacional do PT não é considerada ruim, pois ela lhes seria o pretexto perfeito para cruzar os braços e não fazer campanha para Hélio Costa. “Se a decisão for feita por uma intervenção, que assumam o preço, porque fizemos tudo absolutamente como foi combinado”, diz uma liderança petista. Nos bastidores, o próprio Fernando Pimentel tem dado mais importância às articulações como coordenador da campanha da ex-ministra Dilma.

Nos bastidores, os próprios petistas admitem que o PT perdeu forças para lutar pela candidatura própria, pois saiu enfraquecido depois das prévias partidárias, disputadas entre Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias, e já são poucos os que acreditam na possibilidade de o PT levar a cabeça de chapa. Até porque o apoio à candidatura de Hélio Costa foi uma exigência do PMDB nacional para confirmar o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, como vice na chapa de Dilma Rousseff.

O cenário acirrado de disputa para o Senado pode levar Pimentel – que seria o candidato ao Senado no caso de Hélio Costa concorrer ao governo – ainda para um plano C, o de tentar uma cadeira de deputado federal. Nos bastidores, essa hipótese estaria sendo preparada, caso o ex-governador e pré-candidato a senador Aécio Neves (PSDB) confirme uma dobradinha com o ex-presidente Itamar Franco (PPS), na disputa ao Senado. Neste caso, o deputado federal Miguel Correia Jr. entraria na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

A pesquisa Ibope está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE) sob o número 30.277/2010. Já a pesquisa do Instituto Sensus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 13.361/2010.

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POR ONDE ANDA FERNANDO PIMENTEL?

quarta-feira, junho 02, 2010 / / comentários (0)

Acompanhando as notícias dos principais jornais de hoje, uma coisa me chamou a atenção. Onde anda o nosso ex-prefeito Fernando Pimentel? É de se estranhar que, em vésperas de decisão, não encontramos nenhuma declaração do pré-candidato petista para comentar os acontecimentos dos últimos dias. E vejam vocês que o clima anda quente por estas bandas. 
Prova disto são os microblogs - Twitter.  De Hélio Costa e de outros membros do PMDB, passando por  André Vargas e Reginaldo Lopes, o assunto é um só: Decisão em Minas Gerais. 
Já Fernando Pimentel, reconhecido twitteiro e personagem importante nesta cena política, postou sua ultima mensagem dia 25 de maio.

Dizem por aí, que a estratégia adotada por Pimentel, é soltar seus escudeiros para o ataque e esperar que eles tragam sua(s) vítima(s). É esticar a corda até o limite e  irritar o adversário (aliado) até o último minuto, da última hora.

Desta forma, dizem, o ex-prefeito não sujaria as mãos e ainda manteria imagem de bom moço, que foi obrigado a desistir de alguma coisa que queria muito, o governo de Minas.

Porém,  andam dizendo por aí, que o  Fernando Pimentel, já desisitiu de ser candidato ao governo há muito, e,  prefere manter a perspectiva do poder ao lado de Dilma que, encarar o candidato de seu amigo Aécio Neves. 
O problema é que sua presença,  na coordenação nacional, anda enfraquecida. 
Alguns  corredores de Brasília, dão como certo que a turma de Lula, não o têm como um bom moço e  que estão de cabelo em pé, com as táticas adotadas, por ele e equipe, para a campanha de Dilma.

Pelo que estamos acompanhando de lá e de cá, os próximos dias serão agitados.
E pelo sim e pelo não, vamos continuar a nossa busca por Fernando Pimentel.

Leiam a coluna do Lindenberg no Hoje no Dia.


O momento lembra a fábula de Hélio Garcia

O sempre lembrado ex-governador Hélio Garcia recorria sempre a uma imagem rural, de seus tempos de menino em Santo Antônio do Amparo, para explicar momentos de tensão e atritos como o vivido atualmente pelo PT e PMDB mineiros em torno da cabeça de chapa para o Palácio da Liberdade. Velho conhecedor do comportamento dos políticos, Hélio Garcia dizia que, em horas assim, "isso é igual a caminhão de porcos: todos brigam quando embarcam, mas logo se acomodam quando o carro começa a andar". E a viagem acaba com todo mundo agasalhado, encerrava Garcia.
É mais ou menos, com o devido respeito, o que está acontecendo com o PT e o PMDB mineiros. Os dois partidos travam dura disputa pelos jornais, pela internet, nos bastidores, em todos os espaços possíveis, para que um deles seja cabeça de chapa numa coligação que terá com ponto de convergência a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff. No fundo, no entanto, a briga é uma espécie de factoide e a situação já estaria definida há muito tempo.
Os dois lados, contudo, têm que mostrar para o distinto público que a briga é pra valer. É até possível que alguém de um lado ou outro acredite e chegue a por pilha na disputa, mas a verdade é que, em Minas, a situação caminha para a composição que Lula deseja: o senador Hélio Costa na cabeça de chapa, um nome do PT para a vice, um outro, possivelmente o ex-prefeito Fernando Pimentel, para o Senado, e ainda provavelmente o empresário Clésio Andrade para a segunda vaga de senador - a combinar. Um dos nomes falados para a vice continua sendo o do deputado Virgílio Guimarães, que se retiraria este ano da Câmara para apoiar um filho como seu herdeiro político. Hélio e Virgílio, por sinal, conversavam ontem no voo entre Belo Horizonte e Brasília, discretamente, tão logo desembarcaram na capital federal.
De sua parte, Hélio Costa também tem tomado a iniciativa de conversar com o ex-ministro Patrus Ananias, tentando puxá-lo para o seu aprisco. Patrus está indeciso entre disputar uma cadeira no Congresso, entrar na chapa de Hélio Costa ou até não disputar nada nas próximas eleições. Mas já admite conversar, o que é um avanço. O problema estaria, então, com o ex-prefeito Fernando Pimentel. Não que Pimentel esteja tão apegado assim à ideia de disputar o Governo do Estado, logo ele que é um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff e que tem sofrido intenso bombardeio dos petistas paulistas. A questão é que Pimentel venceu as prévias, disputando com Patrus, e saiu delas como o nome do PT para o Governo do Estado e agora estaria encontrando dificuldades para deixar de sê-lo. Daí a briga toda com o PMDB, com seus partidários dando demonstrações públicas de que o PT já tem um nome para o Governo, o de Fernando Pimentel. Fogo de palha, nada mais do que isso.
Alguém há de perguntar, então, se as tais pesquisas seriam um jogo de faz de contas entre PT e PMDB. Em parte, sim, mas ninguém que acompanha política, sobretudo em Minas, há de concluir que um jogo desse tipo, com tantos interesses em disputa, seria resolvido por meio de uma simples combinação de pesquisas quantitativa e qualitativa. É claro que não. O problema é que os dois partidos precisam encontrar uma justificativa para que um tenha o seu nome ungido e o outro se contente em disputar um outro cargo que não o de governador do Estado. As pesquisas, nesse sentido, seriam uma ótima saída tanto para o PT como para o PMDB. No primeiro caso, dando a Pimentel o escape para o Senado, e no segundo, oferecendo a Costa a senha para que o PT o absorva na hora de colocar o voto na urna. Além disso, não seria de tudo impossível que, com a confusão, as coisas possam se inverter, e aí o que era combinado deixa de ser.
Mas, no fundo, nenhuma liderança de peso no PT ou no PMDB, para não dizer no Governo, acredita que a disputa seja para valer ou que o resultado dela se imponha sobre qualquer um dos partidos. Então, a briga não existe? Em termos, sim, até porque ela é necessária para qualquer um dos propósitos alinhados acima. Mas não chega a ser de vida ou morte como deixam transparecer as declarações à Imprensa de ambos os lados. É aí que entra a fábula, mesmo que um pouco tosca, do ex-governador Hélio Garcia. A confusão se assemelha ao barulho do caminhão de porcos - sem ofensas, por favor. O momento é o do embarque. Daqui a pouco, o motorista Lula entra no caminhão e o põe para andar. Na carroceria, passará a reinar o silêncio absoluto, com os viajantes acomodados.

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A TEMPERATURA AUMENTA NAS ALTEROSAS

terça-feira, junho 01, 2010 / / comentários (0)

A disputa, pela indicação do nome da base aliada de Lula, segue quente. Bastidores dão conta que, petistas inconformados com a possibilidade de Hélio Costa ser o escolhido, tentam a qualquer custo esticar a corda. Este comportamente teria desagrado tanto o presidente Lula como sua candidata Dilma Rousseff, pois colocaria em risco a posição de sua ungida em nosso estado, abrindo caminho para a campanha de Serra.
O acordo com o PMDB, reza  que, realizadas pesquisas quantitativas e qualitativas, ambos pre-candidatos se encontrariam e analisariam os dados, para a partir daí definirem  a chapa.
O problema é que aliados do ex-prefeito Fernando Pimentel, tentam mudar o rumo da prosa e da proposta, rompendo o acordo de Lula e  incluindo outros critérios para a escolha do candidato da base.
Os próximos dias prometem. Acompanhe artigo de hoje na Coluna de Carlos Lindenberg

Carlos Lindenberg
Cresce a tensão na disputa PT-PMDB
 


Estão cada vez mais tensas as relações entre PT e PMDB nessa quase antevéspera da revelação das pesquisas eleitorais sobre os pretendentes ao governo do Estado, Fernando Pimentel e Hélio Costa. Nenhum dos dois lados esconde a disposição para a briga que interessa menos ao senador Hélio Costa do que ao ex-prefeito Pimentel. De longe, ele que esteve há poucos dias no olho do furacão, o ex-ministro Patrus Ananias assiste à briga.
Nessa contenda, cada um usa as armas que tem. A Internet, no entanto, quando não as colunas de notas dos jornais, é a arma comum aos dois lados. O twitter é um torpedo sempre pronto para o disparo que, na verdade, produz mais espuma do que vítimas. Mas está lá, sempre pronto para o tiro.
A grande arma do senador Hélio Costa é o peso político do seu partido. O PMDB fecha o cerco contra o PT nacional para que os dois partidos façam a aliança em Minas - assim como no Maranhão - argumentando que poderá votar contra a formação da chapa Dilma-Temer. Os mineiros têm 69 dos 804 votos da convenção nacional do PMDB. Pode não ser muito, mas, se somados com os insatisfeitos da Bahia, de Pernambuco, de São Paulo e do Paraná, para não falar do emblemático Maranhão, os votos de Minas poderão selar o rompimento dos dois partidos, com prejuízos óbvios para a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff.
Hélio Costa tem ainda, em sua defesa, a boa dianteira que ostenta nas pesquisas quantitativas. Desde que se vem falando em disputa eleitoral em Minas Hélio Costa está na frente. Isso é indiscutível, ainda que se argumente que o senador foi candidato duas vezes ao Governo de Minas, que sua condição de ministro o expôs à mídia, enfim, há vários argumentos que podem ser usados para explicar essa posição, mas ninguém pode negá-la. E isso é um ponto forte na defesa da candidatura de Hélio Costa.
O PT, por seu lado, não tem menos argumentos para defender a candidatura do ex-prefeito Pimentel. A primeira delas, sempre que um petista levanta o assunto, é a questão da pesquisa. Para o PT, a pesquisa quantitativa não vale, o que vale é a qualitativa, e ela, segundo os petistas, seria favorável a Pimentel. Na mesma linha, o PT tenta jogar a responsabilidade da aliança em Minas numa possível pressão do diretório nacional do partido, por conta, claro, do interesse na coligação entre as duas legendas em torno de Dilma. Por último, o PT mineiro resolveu jogar pesado: ameaça não fazer a coligação para a eleição de deputados se o PMDB ficar com a cabeça de chapa, isto é, se o diretório nacional forçar a aliança com Hélio Costa na cabeça. Com isso, o PT pretende implodir o PMDB jogando as bancadas contra o acordo, no que parece ser o temor de que, realmente, o presidente Lula quer Hélio Costa como cabeça de chapa. Só isso explicaria o uso de artefato com tanto poder de destruição. Mas, ainda assim, salvo algumas baixas, a defesa de Hélio Costa resiste.
O senador, por vezes, parece querer contra-atacar com igual virulência, mas é contido pelos aliados, numa tarefa difícil, porque ele é de briga. Para instigá-lo, de vez em quando alguém atribui a Hélio Costa uma frase ou outra não dita, ainda que pensada. É como balançar um pano vermelho à frente de um miúra - o senador quer investir e é um pandemônio para segurá-lo. Nem sempre conseguem e, aí, a temperatura aumenta, porque os adversários querem é isso mesmo...e haja pano vermelho.
De forma que é este o clima entre petistas e peemedebistas mineiros há menos de uma semana do prazo para que as pesquisas, encomendas pelos dois lados, sejam reveladas. O prazo é o dia 6 de junho, o próximo domingo. O que não significa dizer que, nesse dia, poderá reinar a paz entre os dois partidos. Pelo clima e pela disposição dos dois lados, tudo indica que a data será apenas mais uma no calendário da disputa que travam PT e PMDB pelo direito de lançar candidatos ao Governo do Estado. Não houvesse a coligação nacional em favor de Dilma Rousseff se poderia dizer, desde já, que tanto o PT como o PMDB teriam candidatos. De olho no tempo de televisão do PMDB, Lula quer a coligação em Minas. Mas encontra, como se vê, forte resistência do partido. A tensão e o clima de disputa, com a ameaça do PT de não fazer a coligação para deputados, dão um final incerto para o embate, embora ninguém acredite que Lula não intervenha aqui. O que, também, não é bom para Hélio Costa. Na política, quanto mais natural, melhor.

Postado em 1 de Junho, 2010


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