O PLEBISCITO E OS PALANQUES NOS ESTADOS

quinta-feira, dezembro 31, 2009 / / comentários (1)

ANÁLISE DO MINEIRÃO

Do ponto de vista pré-eleitoral, a  Ministra Dilma vai  fechar o bem ano.
A preferida de Lula que saiu de um patamar de 3% em março de 2008,  chega em dezembro  com 23% das intenções de voto e ao que tudo indica vai enfrentar, como o desejo do presidente, um plebiscito em  2010. Mas alguns pontos ainda precisam ser definidos e melhor trabalhados para que Dilma feche o próximo ano eleitoral  no azul.

 A aliança PMDB/PT em 2010.
É ainda uma incógnita.  Porque mesmo com a orientação de  Lula para formação de palanques fortes para Dilma em detrimento de candidaturas próprias, a intransigência do PT em determinados diretórios pode colocar em risco a aliança nacional, deixando espaço para o PMDB se coligar com o PSDB em estados estratégicos.

Dia desses o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza, reforçou o recado de Lula para as bases petistas e afirmou que o partido não pode errar e que Dilma precisa costurar uma ampla aliança partidária  e  montar  palanques locais fortes e de visibilidade. Segundo ele, o PT deve buscar o apoio de partidos de centro, como o PR e o PMDB, em vez de se concentrar apenas nas forças de esquerda. “O PT precisa entender que, se 30% elegessem, não precisava de aliados. Se precisa de 50% mais um, precisa procurar os outros 20%”, disse.

Mesmo assim, a pressão continua entre os dois partidos  principalmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
No Rio de Janeiro, o presidente apoia a reeleição de Sérgio Cabral, mas  o PT local quer lançar nome próprio, a tendência é prevalecer a vontade de Lula. Na Bahia, ainda pode haver acordo com o Geddel saindo para o Senado.

Mas em Minas a  equação não fecha. Mesmo com a orientação  de Lula e o PMDB liderando as pesquisas, o   PT mineiro insiste em candidatura própria e tem dois pré-candidatos, o   Ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel. 
O ex-prefeito não aceita   as prévias  e só aceita se coligar com o PMDB se o PT  for o cabeça de chapa. Entretanto, qualquer que seja o resultado da disputa interna petista o partido que já está dividido, sairá  ainda mais rachado  e enfraquecido.

Por sua vez o PMDB  tem um candidato, o Ministro das Comunicações Hélio Costa, que já disputou duas eleições para o governo e hoje lidera todas as pesquisas de intenção de voto com percentuais que variam  de 37% à 44%. Costa, conta ainda com a simpatia do Presidente  para disputar o governo de Minas. Com um resultado destes e com a preferência de Lula,  dificilmente o PMDB e o Ministro Hélio Costa irão  abrir mão de sua posição.

Apesar das especulações, a possibilidade de dois palanques para Dilma em Minas  é praticamente impossível. A chance da candidata de Lula conseguir um palanque forte em nosso estado  é  ter  PMDB e  PT unidos  logo de saída ou então correrá o risco de ter justamente o contrário.

Dilma e Lula sabem do grande desafio que têm pela frente. Sabem por exemplo que, o PSDB de Serra lidera em SP, o maior colégio eleitoral do País, com uma vantagem de aproximadamente 12 milhões de votos o que  representa algo em torno de 10% do eleitorado nacional. Para compensar esta diferença Dilma precisa estar atenta e evitar manobras perigosas nos estados ou pode acabar  perdendo apoios e consequentemente a eleição. Neste caso, é sempre bom lembrar  que Minas é o segundo colégio eleitoral do país e que os votos dos mineiros  fazem uma grande diferença em qualquer eleição.

FELIZ ANO NOVO! SAÚDE E PAZ E  ATÉ  2010!





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DOIS PALANQUES PARA DILMA EM MINAS?

quarta-feira, dezembro 30, 2009 / / comentários (0)

Matéria do Jornal O Tempo de hoje, indica possibilidade de dois palanques para a candidata de Lula em nosso estado.
Porém, o que pode parecer a solução ideal para o impasse em  ambos partidos pode acabar sendo um tiro no pé na candidatura da Ministra Dilma.


Leia na íntegra.


Minas. Principais partidos da base de Lula já admitem, nos bastidores, montar dois palanques no Estado

PT e PMDB em rotas distintas rumo ao Palácio da Liberdade
Sem querer desistir de candidaturas, siglas vão disputar as mesmas alianças
Rafael Gomes
Enquanto a aliança nacional entre PT e PMDB caminha para um acerto definitivo para as eleições presidenciais de 2010, os dois partidos estão cada vez mais distantes de um acordo para a candidatura única ao governo de Minas Gerais. Nos bastidores, já há quem não tenha dúvidas de que as siglas estarão em palanques diferentes no ano que vem, pelo menos no primeiro turno.
Para o presidente reeleito do PT mineiro, deputado federal Reginaldo Lopes, a mobilização dos militantes durante as eleições para o diretório estadual provou que há o desejo interno de ter candidato próprio. E o dirigente afirma que não há mais como reverter esse processo. "Na minha gestão, a candidatura do PT ao governo é caminho sem volta", disse.
O PMDB também entra em 2010 com pouca disposição de recuar da pré-candidatura do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que lidera as pesquisas de intenção de voto. E, após a eleição para o diretório estadual, a nova direção será pressionada para confirmar o nome do ministro. Quem afirma é o candidato derrotado à presidência do PMDB de Minas, deputado estadual Adalclever Lopes. Segundo ele, seu oponente, o deputado federal Antônio Andrade, foi eleito embalado pela tese da candidatura própria de Costa e que, agora, não terá como recuar.
"Acredito que o PMDB tenha candidatura própria. E o melhor nome é o do ministro Hélio Costa. Se ele não for candidato, será um golpe para o partido", disse.
Alianças. Com a possibilidade cada vez mais forte de estarem em lados opostos, mesmo integrando um só campo ideológico nacional, a tendência é que PT e PMDB disputem o apoio dos mesmos partidos para a sucessão estadual. O primeiro da lista é o PCdoB. Os comunistas estiveram ao lado do PMDB no segundo turno das eleições municipais de Belo Horizonte, quando a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) apoiou o seu colega de Câmara, Leonardo Quintão (PMDB).
Mas o PT quer recuperar o seu tradicional aliado em Minas. E tentará isso em breve. Reginaldo Lopes já tem um almoço marcado para 12 de janeiro com a direção do PCdoB. O prato principal será a aliança em 2010.
Peemedebistas mantêm foco na reeleição de Michel Temer|
Brasília. Para fortalecer seu próprio cacife com vistas à sucessão ao Palácio do Planalto, o foco da agenda do PMDB estará no calendário de definições eleitorais. O próximo passo será reeleger o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), à presidência do partido, em março, como lance fundamental para garantir a aliança com o PT em torno da pré-candidata Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil.
A manutenção de Temer e de seu grupo no comando da legenda será um trunfo do deputado para se lançar como vice na chapa da petista.
"O que será definitivo em junho será sinalizado em março, com a eleição para a presidência do PMDB", afirma o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), integrante da cúpula partidária e um dos principais articuladores da aliança com o PT.

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LULA NA LISTA DOS 50 DO FINANCIAL TIMES

terça-feira, dezembro 29, 2009 / / comentários (0)

O Presidente Lula, segundo o britânico Financial Times, é uma 50 das maiores personalidades mundias da década. A lista publicada hoje destaca "o cara" como o presidente mais popular da história do Brasil.

Financial Times inclui Lula entre 50 maiores da década
Priscila Arone
 
O jornal britânico Financial Times publicou hoje uma lista das 50 personalidades mundiais que moldaram a década na política, negócios, economia e cultura. Dentre os escolhidos está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O presidente brasileiro é lembrado como o mais popular da história do País graças a seu "charme e imensa capacidade política", mas afirma que o que faz com que os brasileiros amem seu presidente é a inflação baixa.
O jornal lembra que ele foi habilidoso o suficiente para manter as políticas macroeconômicas herdadas de seu antecessor, além de implementar programas de transferência de renda.
Segundo o Financial Times, sob o governo Lula o Brasil finalmente começou a demonstrar seu enorme potencial a ponto de o Fundo Monetário Internacional (FMI) esperar que a economia brasileira seja uma das cinco maiores do mundo antes de 2020.

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A SUCESSÃO EM MINAS E SEUS PRINCIPAIS ATORES

segunda-feira, dezembro 28, 2009 / / comentários (0)

Os últimos lances no tabuleiro da sucessão mineira  nos indica que deveremos ter nervos de aço para acompanhar as jogadas seguintes.
Com o governador Aécio Neves fora da disputa pela presidência, o vice-presidente José Alencar animado com a possibilidade de voltar ao senado e o ex-presidente Itamar com chances de ocupar a vice na chapa de Serra,  o cenário  embaralhou de vez.

Fazer uma análise certeira do que poderá acontecer a partir do primeiro trimestre de 2010, é tarefa para poucos. Em todos - ou quase todos - principais partidos o clima ainda é de expectativa e indefinição. Vejamos:

- PSDB -  Aécio pode  se dedicar à eleição de seu vice Anastasia ou de outro aliado (que pode ser PMDB) e  disputar o Senado com chances reais de vitória. O que nos resta saber é, se o seu vice vai decolar e se viabilizar eleitoralmente. Importante lembrar que mesmo com todo prestígio do governador, o seu  candidato  Márcio Lacerda  quase perde a prefeitura de BH para o candidato do PMDB, Leonardo Quintão nas eleições de 2008.
Tanto Márcio Lacerda como o professor Antônio Anastasia têm características similares, são bons técnicos mas pouco políticos.

- PMDB - O partido tem preferência em uma aliança de centro-esquerda, tendo o  PT de Lula como o  aliado natural. Porém, a disputa interna entre os dois pré-candidatos, Patrus e Pimentel e a indefinição em torno dos nomes pode jogar o PMDB de Hélio Costa nos braços dos tucanos.
O  Ministro Hélio Costa está em situação confortável, é líder em todas as pesquisas de intenção de voto até o momento,  seu nome é sempre lembrado por Lula seja para o governo de Minas, seja para compor a chapa de Dilma como vice-presidente. No pior cenário pode sair ao Senado.

- PT - O partido tem se mostrado rachado deste as eleições municipais de 2008. A situação piorou com  o processo de eleição direta, o PED, onde as duas alas do partido se acusaram mutuamente. Em um processo conturbado e com pequena diferença, o candidato apoiado pelo ex-prefeito Pimentel saiu vencedor. O grupo apoiado pelo Ministro Patrus Ananias defende as prévias para escolha do candidato ao governo, o grupo de Pimentel descarta a necessidade de prévias.

- PRB- Animado com os resultados de seu tratamento contra o cancer, José Alencar pode ser o elo de uma  composição entre os partidos da base de Lula e  como fiador  de uma aliança PMDB/PT/PRB Alencar pode ser candidato ao senado ou até mesmo à  vice, tornando a chapa ao governo quase imbatível.

- PPS - Traz de volta a cena política o ex-presidente Itamar Franco como possível vice na chapa do PSDB.  Itamar, é a tentativa de Serra para se viabilizar em Minas Gerais e não deixar este importante colégio eleitoral nas mãos de Dilma e do PT.  Porém, o ex-presidente conta ainda com uma grande rejeição por parte de aliados de Serra que ainda defendem uma chapa puro sangue. Há quem diga  que Itamar é o presente de grego de Aécio para Serra.
Com um quadro destes o mais sensato é ter mesmo nervos de aço, muita paciência e atenção. Boa semana!

JORNAL O TEMPO 

Sucessão embaralhada em MG
A nove meses da eleição, nomes para governo e Senado seguem indefinidos
Rafael Gomes
O cenário político em Minas termina 2009 cercado de incertezas. A decisão do governador Aécio Neves de não disputar mais a Presidência da República em 2010 não mexeu apenas com o quadro nacional. Com a provável candidatura do tucano ao Senado por Minas, o jogo sucessório no Estado ficou ainda mais imprevisível. Quem aposta suas fichas para ser governador em 2010 pode ter que se contentar uma vaga na Câmara Federal no mês de outubro.
O curioso é que o candidato mais provável é o único que ainda não assumiu a sua candidatura. O vice-governador Antonio Anastasia ainda nega que vá concorrer ao governo em outubro, apesar de o PSDB não esconder que já até planeja as estratégias para fortalecer o nome dele a partir da segunda quinzena de janeiro. Os tucanos vão contar ainda com o governador Aécio Neves como principal cabo eleitoral. Ao que tudo indica, ele deve disputar o Senado com eleição quase certa, segundo até adversários.
A candidatura de Aécio Neves ao Senado tira de vez as chances de o senador Eduardo Azeredo tentar a reeleição em 2010. Está fora dos planos dos tucanos ocupar as duas vagas de candidatos ao Senado.
Sobrariam, assim, uma vaga para disputa ao Senado e outra de vice para compor com aliados. O próprio governador já adiantou que um dos lugares será do DEM, que deve indicar o nome do deputado federal Carlos Melles. A outra pode ser destinada ao presidente da Assembleia de Minas, Alberto Pinto Coelho (PP).
PMDB. O quadro seria ideal para os tucanos se não houvesse ainda a chance de aliança com o PMDB, do ministro Hélio Costa. Embora o partido seja da base aliada de Lula, os peemedebistas estão com relações estremecidas com o PT em Minas, devido a disputa por quem teria o direito de encabeçar a chapa única idealizada no acordo nacional firmado pelas legendas em outubro passado. Além disso, os presidentes estaduais eleitos recentemente, Reginaldo Lopes (PT) e Antônio Andrade (PMDB), defendem a candidatura própria de cada legenda, o que torna ainda mais improvável a aliança das siglas em Minas.
Sem acordo com o PT, o PMDB teria duas opções: ou sai sozinho na disputa ao governo ou se alia com o PSDB. Os tucanos até gostam da ideia e não afastam a possibilidade de um entendimento. Mas eles não podem ir com muita sede ao pote. Uma aliança com o PMDB significaria arranjar algum espaço para Hélio Costa na chapa majoritária, "desalojando" um de seus aliados no Estado.
Outro lado. A situação do lado do PT é também complexa. A vitória apertada de Reginaldo Lopes sobre Gleber Naime para a presidência estadual mostrou que o partido está dividido entre as pré-candidaturas do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, apoiado por Lopes, e do ministro Patrus Ananias, que apoiou Gleber na eleição interna.
Patrus quer a realização de prévias para definir qual será o candidato. Já Pimentel defende que o resultado da eleição para a presidência estadual da legenda seja a referência para a escolha. Nesse caso, o ex-prefeito seria o candidato petista.
A definição das candidaturas ao Senado também depende dessa disputa. Fernando Pimentel já declarou que, caso não seja o candidato ao governo pelo PT, não se interessa em disputar o Senado. Ele vai preferir coordenar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência. Já o ministro Patrus Ananias não afasta essa possibilidade, embora também afirme que quer disputar o governo.
Cartas na mesa
Nomes dos prováveis candidatos ao governo de Minas e ao Senado em 2010
Governo
Antonio Anastasia (PSDB)
Patrus Ananias ou Fernando Pimentel (PT)
Hélio Costa (PMDB
Vanessa Portugal (PSTU)

Senado
Aécio Neves (PSDB)
José Alencar (PRB)
Patrus Ananias (PT)
Hélio Costa (PMDB)
Carlos Melles (DEM)
Alberto Pinto Coelho (PP)



De novo
Itamar pode ser vice de Serra
O ex-presidente Itamar Franco (PPS), outro nome de destaque na política nacional, pode participar da eleição nacional. Ele é a opção do PSDB de Minas Gerais para ocupar a vaga de vice na provável candidatura do governador de São Paulo, José Serra, à Presidência da República no ano que vem.
O projeto é defendido pelos apoiadores do governador Aécio Neves, que desistiu de disputar a Presidência. Itamar Franco seria uma forma de compensar a não-candidatura de Aécio ao Palácio do Planalto.
Muitos tucanos estão preocupados com o impacto da saída do governador de Minas. Eles temem que boa parte dos votos que Aécio teria caso fosse o candidato migre para a candidata do presidente Lula, que assim como o governador de Minas tem grande popularidade no Estado. Itamar seria uma forma de combater essa transferência de votos.
Mas o nome do ex-presidente encontra resistência dentro da ala do PSDB que apoia José Serra. Os tucanos serristas ainda acreditam que vão convencer Aécio a ser vice do governador paulista, em uma chapa puro-sangue do PSDB. (RG)

Candidatura de Alencar pode mudar cenário na base de Lula
Outro nome que pode embaralhar ainda mais o jogo político em Minas é o vice-presidente José Alencar (PRB). Ele está em processo de recuperação de um câncer e, caso esteja em boas condições de saúde, deve se candidatar ao Senado. “Se estiver em boas condições, tenho o dever de me candidatar”, disse Alencar.
Para líderes partidários, se Alencar concorrer, e com Aécio Neves na disputa, as negociações serão mais difíceis, mesmo com cada coligação tendo direito a lançar dois candidatos ao Senado.
Alencar e Aécio são favoritos e concorrer com eles não será nada vantajoso, a não ser para partidos pequenos que buscam projeção. Nesse, quadro os principais partidos aliados de PT, PMDB e PSDB, como PP, PPS, DEM, PPS, PCdoB e PSB, podem ficar mais interessados na vaga de vice ao governo do que a segunda vaga para o Senado. (RG)

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ENTREVISTA COM O VICE-PRESIDENTE JOSÉ ALENCAR

quarta-feira, dezembro 23, 2009 / / comentários (0)

Em entrevista ao jornal O Tempo de hoje, o vice-presidente José Alencar fala de juros, de política, da luta para cura de seu cancer e da possibilidade de se candidatar em 2010 ao Senado Federal. 

"Se Deus me curar, tenho até o dever de me candidatar"
José Alencar Vice-presidente da República

João Pombo Barile
Animado com a melhora no tratamento do câncer, Alencar quer continuar na política, como senador, e convoca os mineiros à vanguarda. "Minas precisa voltar a assumir responsabilidades maiores na República", afirma em entrevista exclusiva para O TEMPO.
O senhor sempre criticou as taxas de juros no Brasil. Hoje elas são menores do que quando o presidente Lula assumiu. O senhor se considera um vitorioso? Elas hoje são menores, mas ainda são muito altas. Eu sempre bati contra isso por várias razões: uma delas é que a rubrica mais pesada do orçamento é a rubrica relativa aos juros com que nós rolamos nossa dívida. Ela é um despropósito. Eu me refiro à taxa básica - a Selic, que hoje está em 8,75%. Ela chegou já a 25%, a 19% e por aí. Nós vamos gastar, nestes oito anos, quase R$ 1,2 trilhão. É uma fábula. Se nós tivéssemos adotado uma taxa nominal, metade da que adotamos, nós teríamos economizado R$ 600 bilhões.
É um instrumento de política monetária errado, não? Claro. O Brasil ainda é um país de subconsumo. Há muitas pessoas, mais de 50% da população, que consomem apenas o essencial. Então você não pode achatar esse consumo. Não tem como achatar. Você não pode achatar o consumo de quem não consome. Então, a taxa é inócua para grande parte da população.
E por que o senhor acha que essas taxas não caem? Elas não caem porque a equipe técnica do Banco Central (BC) não acredita nisto que eu falo. Qualquer coisinha de corrida para compra, ela usa a taxa para inibir.
O senhor não acha que o que existe é uma pressão política para que as taxas não caiam? Veja bem: a equipe do BC é competente, do ponto de vista técnico, mas a decisão, na minha opinião, é política. E o presidente também não está errado. O presidente deve pensar - ele nunca falou isto comigo -, mas ele deve pensar: "O Zé Alencar não é economista, então, eu tenho que ouvir os profissionais. Se eu tenho uma dor de barriga, eu tenho que procurar é um médico e não um leigo. E o Zé Alencar é leigo".
Gostaria de conversar um pouco sobre a sua doença. Todo o país tem acompanhado sua luta. Como o senhor encara esse carinho? Sinceramente, foi construída uma corrente em meu favor que é uma coisa admirável. As orações têm valido muito. Eu estou passando por um momento que é um verdadeiro milagre. Os tumores estão definhando. Eles estão secando, estão morrendo. Os médicos ficam admirados, é uma surpresa. É uma coisa fantástica o que está acontecendo. Eu atribuo também ao trabalho médico, mas atribuo principalmente a uma vontade de Deus que quer me curar. E eu sempre falei: se Deus quiser me levar, ele não precisa de câncer para me levar. Agora, se ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve. Pois bem, é isto que está acontecendo. Nós estamos vencendo o câncer.
E o seu futuro político? O senhor pretende sair para o Senado? Eu posso me candidatar se estiver curado. Se Deus me curar, eu tenho até o dever de me candidatar. Eu preciso retribuir com um trabalho dedicado totalmente à vida pública, eu preciso retribuir este milagre. Porque é um milagre. Agora, se eu não estiver curado, eu não levarei meu nome como candidato porque não seria honesto. Eu só posso levar meu nome se eu estiver seguro de poder exercer o mandato.
Como está o seu tratamento? Eu comecei este tratamento, que eu ainda me submeto e vou continuar em São Paulo, em 1º de setembro. Quando foi dia 21 de outubro, portanto 50 dias depois, foi feito o primeiro exame e os tumores tinham reduzido 30%. Foi uma revolução no hospital. Mais outro período igual, e no dia 7 de dezembro, portanto 46 dias depois daquele primeiro exame, fizemos então novos exames de imagens. E demonstrou nova redução de mais 30% e nenhum nódulo novo. Agora, já tem duas semanas, já que o último exame foi no dia 7 de dezembro, e não vamos fazer exame agora. É muita irradiação. Vamos fazer exame lá pelo fim de janeiro. E pelos exames clínicos os médicos estão admirados. Já não encontram mais o tumor por exame clínico. Então a impressão que eu tenho é que os tumores já estão desaparecidos, se já não desapareceram. O quadro é um quadro de cura. E eu estou muito animado.
O que pensa da retirada da candidatura à Presidência da República do governador Aécio? Por enquanto, não é uma decisão final, peremptória. A política é muito dinâmica. Tudo está muito cedo. Tudo pode acontecer. O que eu posso dizer para você é que Minas é um Estado que precisa voltar a assumir responsabilidades maiores na República. O Brasil está com saudades de Minas e isso você não tenha a menor dúvida. E eu também não tenho dúvida de que haverá Minas disputando as eleições para a Presidência da República em 2010. Agora, é claro que poderá acontecer, e isso é uma decisão do PSDB que eu respeito, mas que não é o meu partido, um acordo que Lula chama dos "dois Tostões". O presidente não acredita na chapa Serra e Aécio.

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HÉLIO COSTA DEFENDE GRANDE ALIANÇA PARA VENCER ELEIÇÕES

terça-feira, dezembro 22, 2009 / / comentários (0)

Mesmo com o resultado da última rodada do DataFolha, em que lidera todos os cenários, o Ministro das Comunicações Hélio Costa apoia uma grande aliança entre os partidos da base de Lula.
O Ministro acredita que, só com a união de forças será possível derrotar a poderosa máquina do governo e sair vencedor das eleições.  Experiente quando se trata de concorrer com a máquina pública -  disputou e quase ganhou duas vezes o governo de Minas - Hélio Costa aconselha com sabedoria:
"Eu continuo insistindo que nós devemos fazer uma grande aliança. Minas Gerais é um Estado muito grande".
"Eu já passei por isso antes. Concorrer contra o governo, contra estruturas poderosas é muito difícil, então a gente precisa ter consciência de que a união de forças é que vence eleição. Vamos continuar trabalhando, independente de quem está na frente nas pesquisas, por uma grande união".

Apesar da liderança do Ministro das Comunicações de Lula, uma ala do PT de Minas ligada ao ex-prefeito Fernando Pimentel insiste em sair com candidatura própria.

Porém, há quem diga no PT que  o ex-prefeito precisa combinar antes  com os russos, neste caso, o presidente Lula. O que  se comenta em  Brasília e no PT  é que a  atitude do grupo de Fernando Pimentel em não ceder a cabeça de chapa ao PMDB, não tem agradado o presidente. Lula acredita que a postura de Pimentel, se não for revista,  poderá trazer grandes riscos à aliança nacional e à candidatura da Ministra Dilma aqui nas alterosas. 


Leia abaixo matéria do Jornal Hoje em Dia

Costa quer 'grande aliança' na disputa ao governo de MG


Hélio Costa defendeu uma "grande aliança" entre os aliados do governo federal, especialmente seu partido, o PMDB, e o PT do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias

TONINHO ALMADA
hélio costa
Costa defende aliança entre aliados, especialmente entre o PMDB e o PT
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu nesta segunda-feira (21) uma "grande aliança" para a disputa eleitoral em Minas Gerais entre os aliados do governo federal, especialmente seu partido, o PMDB, e o PT do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias.

Comemorando o resultado da pesquisa DataFolha que dá a ele a liderança nas intenções de voto para governador, Costa evitou considerar seu desempenho com uma indicação de que ele, e não um candidato do PT, terá o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.

"O PMDB não faz imposições, parte do princípio de que vamos ter uma série de pesquisas daqui até março. Vamos chegar às convenções dos partidos, especialmente do PMDB e do PT, em condições de nós podermos pegar o candidato que melhor desempenho tem em várias pesquisas e pedir a ele que seja o candidato de conciliação, o candidato da aliança", afirmou.

A pesquisa mostra Hélio Costa com 31% das intenções de voto, contra 19% de Fernando Pimentel e 10% do vice-governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB). No cenário em que o candidato petista é Patrus Ananias, Costa tem 32%, Patrus 12% e Anastasia 10%.

"Eu continuo insistindo que nós devemos fazer uma grande aliança. Minas Gerais é um Estado muito grande", disse. "Eu já passei por isso antes. Concorrer contra o governo, contra estruturas poderosas é muito difícil, então a gente precisa ter consciência de que a união de forças é que vence eleição. Vamos continuar trabalhando, independente de quem está na frente nas pesquisas, por uma grande união", acrescentou.

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PESQUISA DATAFOLHA: HÉLIO COSTA SEGUE NA LIDERANÇA

segunda-feira, dezembro 21, 2009 / / comentários (0)

Em mais uma rodada do DataFolha, publicada hoje no jornal Folha de SP, o Ministro das Comunicações Hélio Costa continua liderando e aparece na dianteira em todos os cenários pesquisados.
O Ministro das Comunicações de Lula mantém a frente, tanto quando a disputa é entre os petistas Patrus ou Pimentel, como entre o vice-governador Antonio Anastasia.

No primeiro quadro Hélio Costa venceria a eleição com 31% dos votos contra 19% de Pimentel e 10% de Anastasia, quando o candidato petista é Patrus, Hélio Costa mantém a liderança com  32% dos votos contra 12% de Patrus Ananias.
Em outro cenário, sem a presença dos petistas na corrida e contra o candidato de Aécio Neves, Costa ganha com 37%.
A pesquisa foi realizada no mês de dezembro e ouviu 1075 moradores de MG.

Leia matéria da Folha na íntegra.

HÉLIO COSTA É O PRIMEIRO EM MG

Ministro das Comunicações vai de 31% a 37%; petistas disputam candidatura

FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), lidera todos os cenários em que seu nome aparece na pesquisa Datafolha para a sucessão do governo de Minas Gerais.
As intenções de voto de Costa variam de 31% a 37%, este último resultado atingido no cenário em que não há nenhum petista disputando o governo. Nesse caso, o atual vice-governador e candidato do tucano Aécio Neves, Antonio Anastasia (PSDB), fica com 13%. A taxa dos que não souberam dizer o seu candidato ficou em 26%.
Costa já liderava todos os cenários na pesquisa anterior, que foi realizada em março. Naquele momento, seu desempenho ia de 37% a 43%.
A pesquisa Datafolha publicada hoje foi feita entre 14 e 18 de deste mês e ouviu 1.075 moradores de Minas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais e para menos
Nos casos em que há petistas na disputa, Hélio Costa também lidera. No primeiro caso, ele fica com 31% contra 19% do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e 10% de Anastasia. Nesse cenário, a taxa dos que ainda não sabem em quem vão votar ficou em 23% e a de votos nulos e brancos, em 12%. Em março, Costa tinha 37%, contra 24% de Pimentel e 4% de Anastasia.
No cenário em que o candidato petista é o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Costa tem 32%, Patrus, 12%, Anastasia, 10%, e 24% não sabem em quem irão votar.
Nos cenários pesquisados sem o ministro das Comunicações, Pimentel fica com 28% contra 12% de Anastasia.
Quando o candidato petista o é Patrus, ele tem 19% contra 14% do atual vice-governador, ou seja, eles estão em empate técnico. Aécio Neves diz que sua prioridade hoje é eleger Anastasia. O governador já começou a viajar com seu vice.
Já o PT ainda não decidiu seu candidato em Minas. Recentemente, a disputa pelo comando do partido no Estado rachou os grupos de Patrus e Pimentel, que acabou vencedor.
Nos cenários em que Hélio Costa é descartado como candidato ao governo, as taxas de votos brancos, nulos e dos que não sabem dizer em quem pretendem votar atinge 53%.

Eleitorado
A maior parte do eleitorado mineiro ainda está distante da sucessão estadual: 73% não souberam dizer espontaneamente em quem vão votar. Nesse tipo de medição não é apresentada uma lista de candidatos e o eleitor declara seu voto a quem quiser.
O nome mais lembrado espontaneamente pelos eleitores de Minas Gerais é o de Aécio Neves (9%), governador há dois mandatos e que não pode concorrer à reeleição.
O segundo colocado na declaração espontânea dos eleitores é Fernando Pimentel, com 3%. Hélio Costa e Anastasia têm 2% e Patrus, 1%.

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AÉCIO ABRE CAMINHO PARA SERRA

domingo, dezembro 20, 2009 / / comentários (0)

Matéria da revista Veja deste domingo nos mostra que muita água precisa rolar debaixo da ponte até termos uma melhor clareza do quadro  que encontraremos em 2010.
Do lado do PSDB parece que o candidato será mesmo José Serra, mas com a vice indefinida. O sonho do governador paulista é ter Aécio Neves na chapa, mas este já deixou claro que não topa a indicação e o risco.
Do lado do PT, Dilma consolida sua posição e certamente enfrentará Serra em um segundo turno, só resta saber quem será seu  vice. Uma coisa é certa o cargo será do  PMDB e basta agora definir o nome. Temer, Geddel Vieira Lima, Hélio Costa, Henrique Meirelles? São personalidades de expressão dentro e fora do partido que poderão vitaminar a chapa da escolhida de Lula.

Porém,  a tendência é que os ministros Geddel Vieira e Hélio Costa disputem as eleições em seus estados, ficando a indicação entre Temer e Henrique Meirelles.

Na Bahia Geddel enfrentará, contra a vontade de Lula, Jacques Wagner atual governador e candidato  a reeleição.
Em Minas, a situação é um pouco complicada. O presidente Lula já deixou claro sua preferência pelo Ministro do PMDB Hélio Costa, mas uma ala do PT ligada ao ex-prefeito Fernando Pimentel insiste em candidatura própria, o que poderá fazer PT e PMDB em Minas marcharem separados no primeiro turno.

No fechamento de 2009 muita coisa ainda pode acontecer vamos acompanhando.
Bom domingo a todos.
Leia matéria da Veja na íntegra.


A hora de Serra

O governador de Minas, Aécio Neves, abre caminho para que
seu colega paulista seja o candidato do PSDB à Presidência
em 2010. Mas o mineiro ainda pode aparecer nessa chapa


Fábio Portela
Pedro Vilela

HARMONIA TUCANA
O PSDB, de Aécio e Serra, se dividiu na última eleição, mas deverá marchar unido em 2010


Faltam dez meses e meio para que os eleitores brasileiros escolham o próximo presidente da República. A base aliada do governo Lula já sabe há algum tempo que irá para a disputa tendo à frente a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A oposição, no entanto, resistia a definir o seu representante no pleito. Essa dúvida acabou na quinta-feira passada. O candidato que enfrentará Dilma nas urnas será o tucano José Serra, atual governador de São Paulo. O caminho dele ficou livre por uma decisão tomada em Belo Horizonte pelo governador mineiro, Aécio Neves. Muitíssimo bem avaliado em seu estado e festejado por políticos de todo o país, Aécio era o único que ameaçava disputar com Serra a cabeça da chapa presidencial do PSDB, mas decidiu retirar sua pré-candidatura. A partir de agora, todo o campo oposicionista, que além do PSDB abarca o DEM e o PPS, voltará integralmente sua atenção para o Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista. Serra personifica a esperança de alternância de poder no Brasil. É a melhor aposta para romper com a hegemonia alcançada pelo PT na política brasileira durante os últimos sete anos.
Serra não anunciará oficialmente sua candidatura agora. Ele avalia que, se fizesse isso, teria a perder. Afinal, já está muito bem posicionado para 2010, pois aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto. Na visão de Serra, se assumir a candidatura neste momento, ele só estará se expondo à intensificação dos ataques adversários. O governador pretende provar que não estava brincando quando disse, recentemente, que tem "nervos de aço na política". Vai deixar o anúncio oficial para a última hora, em março, quando expira o prazo legal para que os candidatos renunciem aos cargos públicos e se dediquem exclusivamente à campanha. Enquanto isso, deixará nas mãos do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, a missão de negociar por ele as formações de palanques estaduais com aliados fora de São Paulo.
Fotos Eugenio Moraes/Hoje em Dia/AE, Roberto Stuckert Filho/Ag. Globo e Andre Dusek/AE

LISTA TRÍPLICE
Lula quer que o PMDB, de Hélio Costa, Geddel Vieira Lima e Michel Temer, deixe 
para o PT a escolha do vice


Aécio, por seu lado, cresceu em admiração dentro do PSDB. A decisão de abrir espaço para Serra foi muito bem recebida pelos tucanos, que atribuem a divisões internas - entre outras questões - a derrota do partido para o PT em 2006. A movida de peças de Aécio pode significar que o PSDB, enfim, marchará unido. Como Serra se tornou o candidato natural, todos os grupos do partido - além do DEM e do PPS, que também integram a oposição ao governo Lula - deverão trabalhar com afinco por sua candidatura. Dessa vez, afirmam tucanos graúdos, não haverá fissuras.
Conhecido pelo bom relacionamento que mantém com os mais diversos grupos políticos, Aécio vem cumprindo à risca o roteiro que planejou para si próprio. Embora cortejado por outras siglas, permaneceu no PSDB. Propôs a realização de prévias para escolher o candidato do partido, mas não fez disso um cavalo de batalha. Por fim, tomou sua decisão em dezembro, dentro do prazo que estabeleceu caso o partido deixasse a decisão por um nome em suspenso. Isso porque essa indefinição no âmbito nacional estava atrapalhando a amarração política em Minas Gerais. Se passasse mais tempo indeciso, Aécio poderia perder o controle de sua própria sucessão. Agora, sem a expectativa de ser candidato a presidente - e sem a consequente obrigação de formar uma aliança ampla também em seu estado -, está livre para fazer campanha para que seu vice, Antonio Anastasia, seja o próximo governador mineiro, mesmo que isso desagrade a outros políticos locais.
Ed Ferreira/AE

APAGANDO O FOGO
Dilma agora tenta manter o PMDB coeso em torno de seu nome


Aécio ainda não revelou o que será de seu próprio futuro político. Até agora, a opção mais certa é disputar uma eleição assegurada para uma vaga de senador por Minas Gerais. Talvez seja muito pouco para ele. Dez entre dez tucanos querem que Aécio seja candidato a vice-presidente na chapa de Serra. É o que eles chamam de chapa puro-sangue. Os aliados DEM e PPS também vibram com a ideia, e a razão é simples. Serra governa o estado mais populoso do país, e Aécio, o segundo. Só em São Paulo e em Minas Gerais vivem 33% dos eleitores brasileiros. São quase 44 milhões de votos. Como ambos os governadores têm índices de aprovação muito elevados, imagina-se que uma coligação Serra-Aécio seria arrasadora nesses dois estados, abrindo uma vantagem numérica virtualmente impossível de ser superada pela chapa governista no restante do país. Embora não admitam em público, os tucanos acreditam que, sozinho, Serra tem boas chances de vencer Dilma, mas com Aécio a seu lado a fatura estaria praticamente liquidada.
Antes de tornar pública sua decisão, o governador mineiro reuniu-se várias vezes com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Definido o tom do anúncio, Aécio telefonou para Serra, que estava embarcando de volta de Copenhague, na Dinamarca, onde havia participado da conferência mundial sobre o clima. Avisou-o de que sairia da disputa e ambos chegaram a cogitar fazer um anúncio conjunto em Belo Horizonte. Desistiram logo da ideia. Na quinta-feira, o governador paulista divulgou uma nota oficial com elogios ao colega. Nela, já se percebem o namoro com vistas a fazer de Aécio seu vice e o antídoto ao caráter plebiscitário que o PT tentará imprimir à campanha do ano que vem: "Não me surpreendem a grandeza e desprendimento que ele demonstra neste momento (...) Não somos semeadores da discórdia e do ressentimento. Nem estimuladores de disputas de brasileiros contra brasileiros, de classes contra classes, de moradores de uma região contra moradores de outra região. Trabalhamos, ambos, sempre, pela soma, não pela divisão. Somos brasileiros que apostam na construção e não no conflito. Temos o sonho de um país melhor, unido e progressista, com oportunidades iguais para todos. E é nesse sentido que vamos continuar trabalhando. Juntos".
O PT insiste em discordar da avaliação de que a desistência de Aécio foi positiva para o PSDB. Os cardeais do partido passaram a dizer, inclusive, que estavam "animadíssimos" com a decisão de Aécio, pois o consideravam um adversário potencialmente mais perigoso do que Serra. Eles sustentam que, com a definição tucana, a tal estratégia do plebiscito bolada pelos marqueteiros de Dilma - de transformar a eleição do ano que vem num duelo entre as gestões de Lula e a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - poderá ganhar mais sentido. Os petistas apostam que a enorme identificação de Serra com FHC, de quem foi ministro do Planejamento e da Sáude, garante o tom plebiscitário do pleito. Eles também viram positivamente o fato de o figurino de candidato ter sido empurrado para cima de Serra antes da virada do ano. Acham que o tucano, até março, passará a dividir com Dilma Rousseff um peso que ela carregava sozinha: a suspeita de que todos os seus atos no governo sempre ocultam uma motivação eleitoral.
Dilma, que assim como Serra resiste a admitir oficialmente sua candidatura, não disse uma palavra sobre a movimentação tucana. Passou a semana preocupada em apagar um incêndio criado pelo presidente Lula. Ele ofereceu ao PMDB a vaga de vice na chapa da ministra. O partido topou, e decidiu indicar o presidente da Câmara, Michel Temer. Lula não gostou. Ele não nutre simpatia pelo deputado e acha que uma chapa Dilma-Temer teria pouco apelo. Sugeriu então que o PMDB apresentasse três nomes para que a própria Dilma escolhesse o vice. Soprou que via com bons olhos os nomes dos ministros Hélio Costa (Comunicações) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e até o do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Os peemedebistas estrilaram. Em política, esse tipo de interferência é um tremendo desaforo. Peemedebistas mais escaldados passaram a desconfiar que Lula semeia a discórdia no partido para tentar dominar integralmente a aliança governista.
Dilma correu para avisar à cúpula do PMDB que a definição do vice é questão interna do partido, e que a decisão tomada será respeitada. O PMDB é vital para as pretensões presidenciais da ministra por ser o mais capilarizado dos partidos brasileiros. Seus caciques regionais podem carregar Dilma de votos em regiões onde ela é pouco conhecida. Além disso, a enorme participação da legenda no horário eleitoral gratuito é estratégica. Juntos, PT e PMDB ficarão com 50% do tempo da propaganda política no rádio e na TV, contra menos de 30% da chapa do PSDB, com DEM e PPS. O ano político, então, termina assim: enquanto Serra tentará fazer de Aécio o vice dos sonhos, Dilma precisa cuidar para que a definição do seu companheiro de chapa não se transforme em pesadelo.

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DILMA EMPLACA

domingo, dezembro 20, 2009 / / comentários (0)

Aos poucos a  candidatura da Ministra Dilma vai se consolidando. 
Enquanto o PT comemora o resultado da última pesquisa DataFolha e o PSDB dá sinais de preocupação. 
Com Aécio Neves fora da disputa e tendo José Serra como a única alternativa tucana,  a estratégia de Lula pode entrar em campo ainda neste fim de ano e  a tão temida comparação das gestões PT/PSDB  será posta em prática antes do previsto.

Dilma se consolida em 2º e reduz diferença para Serra
Tucano é líder isolado, com 37%, enquanto petista chega a 23% e se descola de Ciro

Sem Ciro, governador de SP tende a vencer no 1º turno; com saída de Heloísa Helena da disputa, a candidata de Lula e Marina crescem mais


FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A pré-candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, consolidou-se como segunda colocada, rompeu a barreira dos 20 pontos percentuais em todos os cenários e reduziu para 14 pontos sua diferença em relação ao primeiro colocado isolado na disputa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Em agosto, a diferença a favor do tucano variava de 19 a 25 pontos.
Esses são os principais resultados da pesquisa Datafolha realizada de 14 a 18 deste mês, com 11.429 entrevistas em todo o país. No cenário no qual quatro candidatos são apresentados como possíveis concorrentes, Serra fica com 37%, Dilma está com 23%, seguida de Ciro Gomes (PSB), com 13%, e de Marina Silva (PV), com 8%. Há 9% dos entrevistados que vão votar em branco ou nulo; 10% dizem estar indecisos.
Com esses quatro candidatos na disputa, haveria segundo turno se a eleição fosse hoje. A soma de Dilma, Ciro e Marina resulta em 44%. Ou seja, mais do que os 37% de Serra. Para ser eleito no primeiro turno, um candidato tem de ter pelo menos 50% mais um dos votos válidos (os dados aos candidatos, excluídos brancos e nulos).
Quando Ciro é retirado do processo, as coisas ficam mais fáceis para Serra. O tucano vai a 40%. Como Dilma pontua 26% e Marina atinge 11% (as duas somam 37%), haveria uma tendência de vitória do tucano na primeira rodada, marcada para 3 de outubro de 2010.
A última pesquisa Datafolha havia sido em agosto. Heloísa Helena (PSOL) aparecia em todos os cenários, mas ela anunciou que ficará fora da disputa para apoiar Marina. Em um dos cenários de então, Heloísa tinha 12%. Serra pontuava 36%, Dilma tinha 17%, Ciro estava com 14% e Marina com 3%.
É errado comparar o levantamento deste mês com o de agosto. Os cenários apresentados ao eleitor são diferentes. Feita a ressalva, é necessário registrar que Dilma melhorou seu desempenho acima da margem de erro em qualquer combinação de candidatos.
Em agosto, a petista pontuava de 16% a 24%, conforme o cenário pesquisado. Agora, seus percentuais vão de 23% a 31%. Serra variava de 36% a 44%. Agora, de 37% a 40%.
Com a saída de Heloísa, quem mais cresceu foram Dilma e Marina (5 pontos), que deve ter seu apoio. Mas não é possível aferir exatamente para quem se deu a transferência dos votos da ex-senadora. Ciro Gomes oscilou um ponto para baixo e Serra, um ponto para cima. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Também deve ser considerado o fato de a pesquisa Datafolha ter sido realizada em seguida a uma bateria de comerciais no rádio e na TV do PSDB e do PT. Os tucanos apresentaram seu programa partidário no dia 3. Os petistas apareceram no dia 10. Os dois partidos também tiveram inserções curtas neste mês.
"A diferença é que o PT apresentou sua candidata, Dilma Rousseff, explicitando o apoio a ela por parte do presidente Lula. Já o PSDB dividiu seu programa entre dois pré-candidatos, José Serra e Aécio Neves", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Na semana passada, depois de ter usado metade das propagandas do PSDB, Aécio Neves anunciou que estava deixando a disputa. Como o Datafolha foi a campo antes do anúncio, o nome do mineiro aparece em dois dos quatro cenários.
Num cenário com Ciro, Aécio fica em terceiro, com 16%. Sem ele, Dilma lidera com 31% e Aécio vem em segundo, com 19%, mas empatado na margem de erro com Marina (16%).
Em agosto, quando o Datafolha indagava aos pesquisados para que respondessem de maneira espontânea _sem ver uma lista de nomes_ em quem desejavam votar em 2010, o presidente Lula liderava com folga: 27%. Serra era citado por 6%. Dilma por apenas 3%.
Agora, houve uma mudança. Mesmo impedido pela Constituição de ser candidato (já disputou uma reeleição e está no segundo mandato), Lula ainda lidera, mas sua taxa é de 20%. Serra tem 8%, exatamente o mesmo percentual de Dilma.
"Esse dado é relevante porque mostra que o eleitor talvez esteja percebendo que Lula não é candidato. E como Dilma mais do que dobrou o seu percentual, saindo de 3% para 8%, talvez muitos já a identifiquem como sendo o nome apoiado por Lula", diz Mauro Paulino.
Quando se observa um corte da pesquisa nos Estados, nota-se que Serra tem seu melhor desempenho no Estado que governa: em São Paulo, tem 47%, contra 18% de Dilma. Já a petista é mais forte na Bahia, onde aparece à frente do tucano, com 34% contra 30%.
Numa análise combinada sobre voto e renda do eleitor, Dilma ainda não consegue replicar a força histórica de Lula entre os mais pobres. No grupo de eleitores que ganham até dois salários mínimos, a petista tem 23% das preferências. Já entre os com renda acima de dez mínimos, é a preferida por 30%. Para Serra, os percentuais são 35% e 38%, respectivamente.

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PRINCIPAIS MANCHETES DO DOMINGO

domingo, dezembro 20, 2009 / / comentários (0)

 As principais manchetes da imprensa deste domingo ainda repercutem a decisão do governador de Minas  de se retirar da disputa pela indicação do PSDB à corrida presidencial. 

Apesar do comunicado feito à imprensa na última quinta-feira, há quem ainda duvide -  dentro e fora do PSDB -  do recuo do governador de Minas, como também há quem diga que, apesar de seus nervos de aço , o governador de São Paulo não deixaria a certeza da reeleição paulista em troca da incerta eleição para o Palácio do Planalto.

Um lance  que certamente  poderia trazer Aécio Neves de volta ao ringue, mas uma opção deveras arriscada.  Todos sabem que o neto de Tancredo  é querido e bem aceito em Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas os eleitores do  resto do Brasil ainda não sabem muito do jovem governador e começar uma pré- campanha em março pode ser pouco tempo para se tornar conhecido, se viabilizar e vencer uma eleição.



A possibilidade de ocupar a vice na chapa tucana também não agrada ao governador mineiro, a sua leitura é simples. Se a dupla não emplacar o maior prejudicado seria ele próprio, perdendo a boa chance de disputar o Planalto em 2014.


Estado de Minas: Aécio diz que não será vice.

O Tempo: Nem sequer cogito ser vice
Hoje em Dia: Aécio poe em jogo seu futuro político


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AÉCIO CANSOU. E AGORA JOSÉ ?

quinta-feira, dezembro 17, 2009 / / comentários (0)

Análise do Mineirão.

Após exaustivos meses aguardando uma definição do sempre indeciso José Serra e  da cúpula do PSDB, o governador de Minas Gerais cansou de esperar e jogou a toalha.
Aécio Neves desistiu de disputar a indicação de seu partido para a sucessão de Lula.

Aécio Neves, conhecendo bem o poder de indecisão  de seu companheiro de partido José Serra, resolveu sair da briga antes que o governador de SP lhe desse um presente de grego às vésperas do prazo de descompatilização. Serra poderia(rá) desistir da briga  e jogar  nas costas de Aécio toda a responsabilidade de concorrer com a escolhida de Lula.

Aécio Neves desistiu. E agora José Serra? 

Com a desistência de Aécio, o governador de São Paulo se encontra em situação duplamente complicada. Prevalece a tese de Lula de eleição plebiscitária, e, na condição de único pré-candidato do PSDB as atenções se voltam exclusivamente para ele e para sua (s) gestão (ões), ou seja, antes dividia a vidraça... agora não.

Os por ques e as consequências do gesto  do governador  Aécio Neves já estão dando o que falar nas Minas Gerais e, fora dela, e continuam embrulhando o jogo sucessório em 2010.

As incongnitas são muitas, inumeremos algumas.
- Ok Aécio desistiu. Mas Serra vai continuar?
- Serra será candidato mesmo que Dilma ultrapasse a barreira dos 20% de intenção de voto até a descompatilização em  03 de abril?
- Se não for? Quem será o candidato do PSDB? Geraldo Alckmim?
- Aécio Neves, mesmo depois de ter negado categoricamente a intenção de ser vice na chapa de Serra, cumprirá a palavra e será candidato ao Senado? E se não for?
- Será que Aécio vai implacar  o seu, até então,  pré candidato ao governo de Minas, Antônio Anastasia?
- Com qual  base de apoio?
- E se até março Anastasia não der sinais de crescimento? Qual será o plano B de Aécio?
- Será que depois da desistência de Aécio Neves, o PT de Lula vai aproveitar a oportunidade e resolver o impasse entre PT e PMDB em Minas Gerais definindo já o nome que vai encabeçar a chapa?
- Ou será que Lula vai correr o risco e deixar o palanque de Dilma dividido?
- Como ficam em Minas Gerais, o PMDB e o PT?

São estas as questões que por hora nos enquietam. Mas  estamos atentos e vamos acompanhar de perto.
O Mineirão.

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PESQUISA CP2/O TEMPO DÁ LARGA VANTAGEM A HELIO COSTA

terça-feira, dezembro 15, 2009 / / comentários (0)

Pesquisa do Instituto CP2, publicada no último domingo no Jornal O Tempo dá ampla vantagem ao pré-candidato do PMDB,  Ministro das Comunicações Hélio Costa.
No levantamento, o candidato peemedebista  lidera com folga em todos os cenários mantendo a tendência das últimas amostragens. 

Se as eleições fossem hoje e o candidato fosse o Ministro Patrus Ananias, Costa venceria com 44,55% dos votos e Patrus ficaria com 14,87.
Se o candidato petista fosse o ex-prefeito Fernando Pimentel Hélio Costa venceria com 42,35% e o ex-prefeito ficaria com 20,59%.


O resultado credencia ainda mais o Ministro das Comunicações de Lula a buscar o apoio do PT para liderar a chapa  que disputará o Governo de Minas Gerais no próximo ano.

Leia matéria na íntegra.

Hélio Costa lidera com folga
Candidatos petistas têm metade das intenções de votos do peemedebista

Carla Kreefft

Pesquisa realizada pelo Instituto DataTempo/CP2 mostra que, se a eleição para o governo de Minas Gerais fosse hoje, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), venceria a disputa. O levantamento foi feito entre os dias 4 e 11 de dezembro, ouvindo 2.046 pessoas de todas as faixas de renda, níveis de escolaridade e nas diversas regiões do Estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No primeiro cenário, Hélio Costa obtém 42,35% das intenções de votos. Em segundo lugar, aparece o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), com 20,59%. O vice-governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) conta com 12,27% da preferência do eleitorado. Outros 10,42% disseram não saber em quem vão votar ou não responderam. Dos entrevistados, 9,73% afirmaram que não votarão em ninguém, e 3,77% pretendem votar nulo. Somente 0,87% declarou que votarão em branco.

No segundo cenário, no qual o nome de Fernando Pimentel é substituído pelo do ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, como candidato petista, Hélio Costa continua na frente, com 44,55% das intenções de voto. Patrus Ananias fica em segundo lugar, com 14,87% da preferência do eleitorado. Antonio Anastasia acompanha-o de perto, com 13,74%, constituindo um empate técnico. Afirmaram que não sabem em quem votarão ou não responderam 11,83% dos pesquisados. Declararam que não votarão em nenhum candidato 10,56%. Outros 3,72% disseram que pretendem anular o voto.

Na pesquisa DataTempo/CP2, publicada em 2 de junho deste ano, Costa também estava na liderança em três de quatro cenários.

Espontânea. Na pesquisa em que os nomes dos candidatos não são apresentados, os entrevistados revelaram uma maior preferência pelo governador Aécio Neves (PSDB), que não é candidato. Ele obtém 12,42% das intenções de voto. Em segundo lugar, está o vice-governador Antonio Anastasia, com 4,40%. Mas. como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, Anastasia estaria tecnicamente empatado com Fernando Pimentel, que registrou 3,33%. Muito próximo de Pimentel está Hélio Costa, com 2,25% das intenções de voto. Entre os dois, também há um empate técnico, considerando a margem de erro. O ministro Patrus Ananias aparece em seguida, com 1,52% das intenções de voto - situação de empate técnico com Costa.

Embora não sejam candidatos ao governo, foram citados pelos entrevistados o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também são mencionados o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) - que não é candidato - e o senador Eduardo Azeredo (PSDB).

Mas quem lidera a espontânea é o número de indecisos, que somado ao total dos que não sabem em que votar ou não responderam, alcança 37,90%. Outros 32,81% disseram não conhecer os candidatos.


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O PMDB DE HÉLIO COSTA E O FIM DA ERA NEWTISTA

terça-feira, dezembro 15, 2009 / / comentários (1)

Demorou décadas mas o PMDB de Minas Gerais em sua convenção neste fim de semana em BH, finalmente se livrou da influência newtista derrotando o candidato do ex-governador Newton Cardoso, Adalclever Lopes dando a vitória ao deputado federal Antônio Andrade apoiado pelo Ministro Hélio Costa.

O resultado fortaleceu ainda mais a posição de Hélio Costa dentro do partido. Apesar de ambos declararem   publicamente apoio a candidatura do Ministro ao Palácio da Liberdade, Costa preferiu declarar seu voto à Antônio Andrade participando ativamente de sua campanha.

Nos bastidores a candidatura de Adalclever era vista com desconfiança pelos aliados do Ministro.  Dizia-se que a real intenção do grupo do ex-governador, caso vencesse as eleições internas, era negociar com o PT de Pimentel a eleição dos candidatos proporcionais do PMDB em detrimento da candidatura própria, deixando o caminho livre para o ex-prefeito compor a cabeça de chapa.

Leia abaixo matéria do Valor Econômico.

HÉLIO COSTA MANTÉM CONTROLE DO PARTIDO NO ESTADO

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), ganhou a disputa interna contra o ex-governador Newton Cardoso neste fim de semana ao conseguir eleger o deputado federal Antonio Andrade para a presidência estadual da sigla. A vitória, em eleição indireta, ficou abaixo do que o próprio Costa havia estabelecido como meta para caracterizar sua hegemonia na sigla. Andrade recebeu o voto de 523 delegados, ou 57,2% do total, ante 390 votos do deputado estadual Adalclever Lopes, ou 42,8%. Antes da eleição, os aliados de Costa afirmavam que só se considerariam vitoriosos se recebessem ao menos 60% dos votos.
Costa havia condicionado a sua permanência como pré-candidato ao governo estadual em Minas Gerais à eleição de Andrade e empenhou-se pessoalmente na disputa, surpreendendo seus adversários internos, que imaginavam que o ministro adotaria uma posição de neutralidade após a morte do deputado federal Fernando Diniz, presidente estadual do PMDB até junho. Diniz era um aliado de Costa e seu sucessor para um mandato-tampão no comando do diretório estadual, o ex-deputado Zaire Resende, defendia uma chapa consensual.
Do lado de Hélio Costa ficaram o deputado federal Leonardo Quintão, que foi o candidato derrotado do PMDB à Prefeitura de Belo Horizonte no ano passado, o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, e o de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite. Com Adalclever estavam Newton Cardoso e o ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado, entre outros. Os dois lados têm objetivos diferentes em 2010. Hélio Costa pretende agir para que um acordo entre as cúpulas nacionais do PMDB e do PT faça com que o pemedebista receba o apoio dos petistas, em nome da aliança nacional entre os dois partidos.
A hipótese é remota, mas tornou-se possível depois da grande divisão dentro do PT evidenciada pela eleição interna daquele partido, em que os aliados do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel derrotaram os aliados do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, por estreita margem. Ambos são pré-candidatos ao governo.
Os adversários de Costa dentro do PMDB querem negociar a aliança com o PT imediatamente e sem envolver as cúpulas nacionais da sigla. De maneira protocolar, declaram apoio à candidatura governamental do ministro, mas preferem apoiar Patrus ou Pimentel para o governo estadual, negociando o apoio da sigla em troca de espaço na coligação proporcional e nos outros cargos da chapa majoritária.
O ministro das Comunicações joga com a possibilidade de aliar-se ao PSDB do governador Aécio Neves como forma de pressionar os petistas pela aliança. Mas ontem Aécio deixou claro em entrevista no Rio de Janeiro que não há hipótese de um apoio tucano a seu nome no Estado. "Obviamente, hoje a preferência do PSDB é apresentar um nome que dê continuidade ao nosso projeto, que é o nome do professor Anastasia, o vice-governador do Estado. Agora temos aí uma vaga de vice, duas vagas ao Senado que podem muito bem ser fruto do entendimento com o PMDB", afirmou o governador, referindo-se ao pré-candidato tucano, Antonio Junho Anastasia.

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O CANSAÇO DE AÉCIO E OS NERVOS DE AÇO DE SERRA

terça-feira, dezembro 15, 2009 / / comentários (0)

O governador Aécio Neves, que foi surpreendido por José Serra com um cancelamento de última hora na semana passada  depois de ter afirmado que o nome que disputaria a presidência pelo PSDB sairia de um encontro entre ambos no  Piauí, dá sinais que não está mesmo disposto a esperar pelo Governador de SP.
Em encontro com empresários no Rio de Janeiro, o Governador Aécio já admite favoritismo de Serra, mas  apesar disto garante que não está jogando a toalha e ainda continua no paréo. Será???

Leia na íntegra  a matéria do Jornal O Tempo desta terça-feira.
Aécio admite o favoritismo de Serra na corrida presidencial
Apesar do discurso, mineiro garante que não desistiu de se lançar ao Planalto
Rafael Gomes
 
O governador de Minas, Aécio Neves, admitiu ontem que o governador de São Paulo, José Serra, é a alternativa "provável" para liderar a candidatura tucana à Presidência da República em 2010. Após um almoço com empresários da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o mineiro reconheceu fatores que favorecem seu adversário interno, como "indicadores expressivos nas pesquisas", e destacou que Serra pode desempenhar um papel semelhante ao dele na articulação para a busca de alianças com outros partidos.
"Apresentei ao partido o apoio de vários companheiros, uma alternativa que poderia ser, eventualmente, mais agregadora do ponto de vista partidário. Mas isso não impede que o governador José Serra, se for ele o candidato, também busque agregar essas outras forças políticas", destacou. "A partir de janeiro, a contribuição que eu poderia dar se torna muito mais difícil. Talvez, dessa forma, eu possa estimular o partido a tomar uma decisão ou caminhar para a opção do governador Serra. Se for ele o candidato, terá todo o meu apoio", completou Aécio.
Antes do encontro com empresários fluminenses, o governador mineiro também já reconhecera, em entrevista à rádio CBN, que a "tendência" é que o candidato tucano ao Palácio do Planalto seja José Serra - se não houver uma decisão da cúpula do partido que indique o contrário. "Eu acho que a tendência, se eu realmente não tiver do partido uma decisão, é que o candidato do PSDB seja o governador José Serra e com todas condições de fazer um grande debate", disse.
Os governadores de Minas e São Paulo divergem sobre a data do anúncio da pré-candidatura tucana. Enquanto Serra quer esperar até março, no limite do prazo para desincompatibilização, Aécio quer que a definição saia logo no início do ano, sob o risco de restar pouco tempo para acertar alianças com outras siglas.
Persistência. Apesar de dar indícios de favoritismo de Serra nas declarações, Aécio demonstrou também que não jogou a toalha e continua trabalhando por uma possível pré-candidatura à Presidência. Ele negou que já tenha tomado a decisão de concorrer ao Senado por Minas em 2010, como foi noticiado durante o fim de semana. "Não há nenhuma decisão tomada. Até porque, se, no mês de janeiro, em uma conversa da direção partidária, o partido optar por me dar condições de construir a candidatura, obviamente, eu serei candidato à Presidência da República", salientou o tucano.
Aliados do governador em Minas também descartaram a possibilidade de a decisão já estar tomada. Segundo eles, Aécio continua a sua agenda de contatos políticos para a construção de uma candidatura à Presidência da República no ano que vem. Nos próximos dias, o tucano deve ter encontro com dirigentes do PDT.
Mineiro recomenda ao PSDB aliança com siglas governistas
O governador Aécio Neves disse ontem que seu partido, o PSDB, deve buscar alianças até com partidos governistas para a eleição presidencial. Segundo ele, o PSDB não deveria coligar-se apenas com partidos da oposição, mas sim deixar "as portas abertas para alianças com outras forças".
"Devíamos estar buscando, em parceiros do governo federal e em aliados do presidente Lula - ou seja, partidos que não apoiarão necessariamente uma candidatura do PT -, um projeto pós-Lula", afirmou o governador de Minas.
De acordo com Aécio, o PSDB deve buscar apoio em partidos como o PSB, o PDT, o PP e até o PMDB. "São forças que não tomaram ainda uma decisão formal", concluiu. (RG)

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PERDAS E DANOS. O PT APÓS O PED

terça-feira, dezembro 15, 2009 / / comentários (0)

Análise do Mineirão

Apesar do segundo turno das eleições internas do PT ter terminado há uma semana, o resultado da disputa entre os dois grupos ainda está longe de ter um final feliz.

O candidato apoiado pelo  Ministro Patrus, Gleber Naime, ainda contesta o resultado e  acusa o grupo adversário de várias fraudes.  Naime obteve 47,6% dos votos válidos, sendo derrotado pelo candidato do ex-prefeito Fernando Pimentel, Reginaldo Lopes com 52,4% dos votos.

Uma margem apertada, tendo em vista as diversas declarações feitas por Fernando Pimentel durante todo processo. O ex-prefeito afirmou em várias ocasiões que seu candidato levaria a presidência ainda no primeiro turno e com larga vantagem.

O que se viu foi bem diferente.  O resultado intensificou o racha entre os dois grupos, que já vinha se estranhando desde as eleições municipais de 2008 e serviu para  expor ainda mais as fraquezas do  partido.

Esta semana será decisiva para Naime e Lopes, pois os mais de 300 processos impetrados, por ambos os lados,  deverão ser julgados pelas executivas estadual e nacional do PT.


Até o momento Reginaldo Lopes ganhou, mas não levou. Vamos acompanhar e aguardar o desfecho deste episódio.

Depois das confusões em torno do PED, a cúpula petista já acendeu o sinal amarelo em Brasília. Acreditam que,  se  a turma mineira  não tiver juízo, o palanque da Ministra Dilma vai ficar comprometido, correndo um sério risco de desabar em nosso Estado.   

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ATÉ TU VIRGILIUS?

sexta-feira, novembro 27, 2009 / / comentários (0)

Depois que o PED (processo de eleiçao direta) no PT foi para segundo turno, até mesmo os aliados do ex-prefeito Fernando Pimentel moderaram o discurso.
Pimentel - que não quer saber do PMDB e só admite ser candidato à sucessão de Aécio Neves - sofreu um baque com o resultado das eleições internas do PT. Seu  candidato , o deputado Reginaldo Lopes não conseguiu atingir os 51% dos votos para liquidar a fatura no primeiro turno e disputará o segundo contra o candidato de Patrus Ananias, Gleber Naime.
Convidado por Reginaldo Lopes para coordenar sua campanha, o deputado Virgilio Guimaraes e até então aliado de Pimentel, discorda do ex-prefeito quanto as prévias, foi taxativo: "Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
A temperatura está aumentando entre os dois grupos. Adversários e até alguns aliados do ex-prefeito, afirmam que mesmo que ele vença o PED vai sair muito enfraquecido do processo.  Há também quem diga que,  Pimentel vencendo o racha entre seu grupo e do Ministro Patrus é certo. Este grupo admite a possibilidade de deixar Pimentel no sereno e marchar com o PMDB de Hélio Costa.  Veja matéria do Jornal Valor Economico no link  PREVIAS EM MINAS DEVEM SER MANTIDAS

O segundo turno é neste fim de semana. Vamos acompanhar.
Pimentel aposta em um acordo com Patrus para evitar prévias
Grupo de Reginaldo estaria dividido entre associar o PED à candidatura
Carla Kreefft

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel afirmou ontem que continua acreditando em um entendimento com o ministro Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, no sentido de evitar a realização das prévias do partido para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Segundo Pimentel, após o segundo turno do Processo de Eleição Interna (PED), ele e Patrus poderão manter uma conversa de forma que aquele que apoiou o vitorioso para a presidência do partido em Minas seja o indicado para disputar o governo.
"Se antes já defendia que o PED é um importante indicativo para a escolha do candidato, agora muito mais. Agora, são dois candidatos do PED e cada um plenamente identificado com uma das pré-candidaturas", afirmou.
Pimentel disse ainda que a tese vale para qualquer situação: se o deputado Reginaldo Lopes, que é o seu candidato, vencer o segundo turno ou se Gleber Naime, candidato do ministro Patrus Ananias, conseguir a vitória.
Pimentel disse que sabia que a disputa no PED seria acirrada e que não ficou surpreso com a necessidade de realização do segundo turno. "Nunca acreditei nessa hipótese de vitória no primeiro turno. Pode ser que os meus apoiadores tenham sido muito otimistas", disse, referindo-se às declarações de Reginaldo Lopes e do deputado federal petista Miguel Corrêa Jr., antes da realização do primeiro turno, de que teriam a vitória sem necessidade da segunda etapa da votação.
Sobre as negociações com o PMDB para formação de um palanque único em Minas, Pimentel voltou a defender que o PT tenha candidatura própria e chegou a fazer uma ironia. "Por que o PT de São Paulo não faz aliança com o PMDB ou o PT do Rio Grande do Sul não faz aliança com o PMDB?", questionou. Em São Paulo e Rio Grande do Sul, os dois partidos estão em lados opostos para a disputa do governo do Estado.
Virgílio. Logo depois da entrevista de Pimentel, que aconteceu na sede da TV Comunitária, o deputado federal petista Virgílio Guimarães também falou com a imprensa. Apresentando-se como coordenador da campanha de Reginaldo no segundo turno do PED, ele explicou que só aceitou a função com as condições de que a eleição interna não se transforme em uma prévia e que também não seja uma antecipação da tática eleitoral para a disputa eleitoral ao governo, referindo-se à discussão sobre uma aliança ou não com o PMDB.
Questionado sobre a contradição entre o seu discurso e o de Pimentel, já que os dois são apoiadores de Reginaldo Lopes, Virgílio afirmou apenas que ainda iria conversar com Pimentel.
"Vou coordenar a disputa de um candidato à presidência do PT - o Reginaldo Lopes. Não serei coordenador de pré-candidato ao governo do Estado e não serei coordenador de uma tática eleitoral para 2010. Cada coisa no seu tempo. Nesse sentido, eu concordo com o ministro Patrus Ananias, que sempre disse que os dois processos devem caminhar separadamente", disse.
Nos bastidores, a informação é de que o grupo de Reginaldo estaria dividido entre a possibilidade de associar o PED às previas. Alguns integrantes do grupo estariam avaliando que essa associação foi responsável pela divisão do primeiro turno, impedindo a vitória do atual presidente estadual.
Outra parte continuaria avaliando que seria importante que o PED já defina o candidato ao governo do Estado para que o partido tenha mais tempo de campanha. Ontem, Pimentel admitiu que, se o nome do candidato petista só for decidido em março, em uma eventual prévia, o partido perderia muito em relação à disputa com o PSDB, que deverá lançar o vice-governador, Antonio Anastasia, ao governo de Minas, com o apoio de Aécio Neves.
Gleber Naime era o pit bull do Delúbio, diz Virgílio Guimarães
Virgílio Guimarães deixou claro que a tática que pretende desenvolver para o segundo turno do PED é o confronto direto entre o seu candidato, o deputado federal Reginaldo Lopes, e o secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime, apoiado por Patrus Ananias.
Segundo Virgílio, ele assume a coordenação da campanha para agregar. "E eu tenho a certeza de que Reginaldo é o candidato capaz de agregar, e Gleber é quem desagrega. E não estou falando isso porque ele (Gleber) quis e quer me expulsar do partido não. Falo isso porque é esse o comportamento dele", disse.
Em outro momento da entrevista, Virgílio voltou a atacar Gleber. "Olha, eu nem vou falar que ele era o pit bull de Delúbio (Soares, ex-tesoureito do PT, envolvido nas denúncias do mensalão). Não vou falar isso. Mas ele desagrega", concluiu. (CK)
Candidato rebate crítica de deputado
O secretário de Comunicação do PT, Gleber Naime, rebateu ontem as críticas que o deputado federal Virgílio Guimarães fez a ele. Gleber afirmou que Virgílio está chateado porque foi alvo de um processo administrativo para expulsão do partido, do qual o secretário foi relator.
Gleber espera que campanha para o segundo turno do PED aconteça em alto nível. "Nós não somos Leonardo Quintão", referindo-se à troca de acusações e baixarias ocorridas durante a campanha à Prefeitura de Belo Horizonte em 2008. (CK)




PED
Ministro comemora 2º turno
O ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, voltou a afirmar ontem que o Processo de Eleição Direta (PED) não pode ser confundido com as prévias que vão determinar o nome do PT para a disputa pelo governo em 2010.
Ele avalia que o segundo turno da eleição interna do PT em Minas "é muito bom para a democracia do partido e o equilíbrio das forças internas". Mas Patrus lembrou que a escolha do candidato ao governo do Estado deve ter outra dinâmica, que deverá envolver um projeto de desenvolvimento para Minas Gerais.
Ele aproveitou ainda para dar uma alfinetada no ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
"Eu não vou cobrar aqui do Pimentel o que foi dito antes por ele porque, se formos somar os votos obtidos pelos candidatos a presidente do partido que apoiam a minha pré-candidatura - Gleber Naime, Padre João e Gilmar Machado -, nós vencemos o PED. Então, Pimentel teria que renunciar à sua pré-candidatura", afirmou, referindo-se à proposta feita por Pimentel de que o PED seja um indicativo para a escolha do candidato do PT ao Palácio da Liberdade.
Questionado sobre a possibilidade de uma conversa com Patrus, após a realização do segundo turno do PED, na tentativa de entendimento para evitar as prévias, Patrus disse que, agora, a conversa dele é com as bases, e reafirmou que não vai abrir mão de sua pré-candidatura sem a realização das prévias. Entretanto, ele admitiu que o partido poderá antecipar as prévias para evitar prejuízo à campanha, independentemente de quem for o candidato. (CK)

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