Em matéria no Estado de Minas de hoje,Juliana Cipriani, faz uma análise dos bastidores do imbróglio PT/PMDB e antecipa estratégia do PT de Minas, que pode colocar em risco a candidatura de Dilma no estado.
Bom feriado!!!
PT mineiro já admite Hélio Costa como cabeça de chapa
Juliana Cipriani - Estado de Minas
03/06/2010 08:29
Juliana Cipriani - Estado de Minas
03/06/2010 08:29
| Ex-ministro das Comunicações lidera em consulta peemedebista para governo do estado, enquanto ex-prefeito Fernando Pimentel tem vantagem no levantamento espontâneo feito pelo PT |
Fim de jogo. Aos 47 minutos do segundo tempo do processo de definição de candidaturas em Minas, o candidato que representará a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado e vai oferecer o palanque único à presidenciável Dilma Rousseff (PT) deve ser mesmo o ex-ministro Hélio Costa (PMDB). Apesar de oficialmente continuarem lutando para firmar o nome do PT na corrida ao Palácio da Liberdade, os petistas admitem internamente jogar a toalha, mas com moderação. Vão deixar para o Diretório Nacional a tarefa de sacramentar a aliança e abrir caminho para uma campanha que tem tudo para ter pouco empenho da militância petista.
Até o último momento, PT e PMDB mineiros continuam batendo cabeça sobre quem deve ser o escolhido para representar a base aliada. Nem mesmo as pesquisas encomendadas a dois institutos pelas legendas foram suficientes para resolver o imbróglio regional. Nelas, caiu a diferença entre Hélio Costa e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O levantamento encomendado pelo PMDB aponta Costa e Antonio Anastasia (PSDB) com 10% e Fernando Pimentel com 8% no cenário espontâneo. Em simulação de segundo turno com o candidato tucano, Pimentel venceria de 33% a 28% e Hélio Costa de 37% a 26%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Já na pesquisa do PT, Pimentel tem 10,2% contra 9,2% para Anastasia e 7,5% para Hélio Costa.
Ambos os lados comemoraram os resultados. Para o presidente do PT, deputado Reginaldo Lopes, os números apontam vantagem para Pimentel e será ele o candidato dos petistas mineiros. “O Fernando é o menos conhecido, tem menor rejeição e está na frente na pesquisa espontânea. Vamos tentar convencer que o melhor para ajudar a Dilma é lançar Pimentel”, afirmou. Lopes indicou a disposição de resistir a uma intervenção, caso a escolha não seja pelo pré-candidato do PT. “Se não respeitarem o procedimento estabelecido em Minas, em que serão consideradas as pesquisas qualitativa e quantitativa e a opinião dos aliados, não vamos admitir outro encaminhamento”, disse.
O presidente do PMDB, deputado Antônio Andrade, reclamou da divulgação antecipada das pesquisas dos partidos e disse que a dos peemedebistas vazou sem sua autorização. Ele discorda da análise feita pelos petistas e afirma que Hélio Costa continua levando vantagem sobre Pimentel. “Estamos satisfeitos, apesar dos critérios adotados. Estamos abertos a conversa, mas hoje não poderíamos mais abrir mão da candidatura porque já temos as pesquisas. Como fazer isso se temos o melhor candidato?”, avalia. Permanecendo a falta de entendimento entre os partidos, a decisão ficará para as executivas nacionais. “Se depender de mim, o acordo será feito em BH, mas, se não tivermos capacidade de resolver isso, teremos que chegar à direção nacional e admitir que fomos incapazes de costurar esse grande acordo em Minas e trazê-los para resolver a situação”, disse.
Motivo para cruzar os braços
Para boa parte dos petistas mineiros, uma intervenção do Diretório Nacional do PT não é considerada ruim, pois ela lhes seria o pretexto perfeito para cruzar os braços e não fazer campanha para Hélio Costa. “Se a decisão for feita por uma intervenção, que assumam o preço, porque fizemos tudo absolutamente como foi combinado”, diz uma liderança petista. Nos bastidores, o próprio Fernando Pimentel tem dado mais importância às articulações como coordenador da campanha da ex-ministra Dilma.
Nos bastidores, os próprios petistas admitem que o PT perdeu forças para lutar pela candidatura própria, pois saiu enfraquecido depois das prévias partidárias, disputadas entre Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias, e já são poucos os que acreditam na possibilidade de o PT levar a cabeça de chapa. Até porque o apoio à candidatura de Hélio Costa foi uma exigência do PMDB nacional para confirmar o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, como vice na chapa de Dilma Rousseff.
O cenário acirrado de disputa para o Senado pode levar Pimentel – que seria o candidato ao Senado no caso de Hélio Costa concorrer ao governo – ainda para um plano C, o de tentar uma cadeira de deputado federal. Nos bastidores, essa hipótese estaria sendo preparada, caso o ex-governador e pré-candidato a senador Aécio Neves (PSDB) confirme uma dobradinha com o ex-presidente Itamar Franco (PPS), na disputa ao Senado. Neste caso, o deputado federal Miguel Correia Jr. entraria na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A pesquisa Ibope está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE) sob o número 30.277/2010. Já a pesquisa do Instituto Sensus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 13.361/2010.
Até o último momento, PT e PMDB mineiros continuam batendo cabeça sobre quem deve ser o escolhido para representar a base aliada. Nem mesmo as pesquisas encomendadas a dois institutos pelas legendas foram suficientes para resolver o imbróglio regional. Nelas, caiu a diferença entre Hélio Costa e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O levantamento encomendado pelo PMDB aponta Costa e Antonio Anastasia (PSDB) com 10% e Fernando Pimentel com 8% no cenário espontâneo. Em simulação de segundo turno com o candidato tucano, Pimentel venceria de 33% a 28% e Hélio Costa de 37% a 26%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Já na pesquisa do PT, Pimentel tem 10,2% contra 9,2% para Anastasia e 7,5% para Hélio Costa.
Ambos os lados comemoraram os resultados. Para o presidente do PT, deputado Reginaldo Lopes, os números apontam vantagem para Pimentel e será ele o candidato dos petistas mineiros. “O Fernando é o menos conhecido, tem menor rejeição e está na frente na pesquisa espontânea. Vamos tentar convencer que o melhor para ajudar a Dilma é lançar Pimentel”, afirmou. Lopes indicou a disposição de resistir a uma intervenção, caso a escolha não seja pelo pré-candidato do PT. “Se não respeitarem o procedimento estabelecido em Minas, em que serão consideradas as pesquisas qualitativa e quantitativa e a opinião dos aliados, não vamos admitir outro encaminhamento”, disse.
O presidente do PMDB, deputado Antônio Andrade, reclamou da divulgação antecipada das pesquisas dos partidos e disse que a dos peemedebistas vazou sem sua autorização. Ele discorda da análise feita pelos petistas e afirma que Hélio Costa continua levando vantagem sobre Pimentel. “Estamos satisfeitos, apesar dos critérios adotados. Estamos abertos a conversa, mas hoje não poderíamos mais abrir mão da candidatura porque já temos as pesquisas. Como fazer isso se temos o melhor candidato?”, avalia. Permanecendo a falta de entendimento entre os partidos, a decisão ficará para as executivas nacionais. “Se depender de mim, o acordo será feito em BH, mas, se não tivermos capacidade de resolver isso, teremos que chegar à direção nacional e admitir que fomos incapazes de costurar esse grande acordo em Minas e trazê-los para resolver a situação”, disse.
Motivo para cruzar os braços
Para boa parte dos petistas mineiros, uma intervenção do Diretório Nacional do PT não é considerada ruim, pois ela lhes seria o pretexto perfeito para cruzar os braços e não fazer campanha para Hélio Costa. “Se a decisão for feita por uma intervenção, que assumam o preço, porque fizemos tudo absolutamente como foi combinado”, diz uma liderança petista. Nos bastidores, o próprio Fernando Pimentel tem dado mais importância às articulações como coordenador da campanha da ex-ministra Dilma.
Nos bastidores, os próprios petistas admitem que o PT perdeu forças para lutar pela candidatura própria, pois saiu enfraquecido depois das prévias partidárias, disputadas entre Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias, e já são poucos os que acreditam na possibilidade de o PT levar a cabeça de chapa. Até porque o apoio à candidatura de Hélio Costa foi uma exigência do PMDB nacional para confirmar o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, como vice na chapa de Dilma Rousseff.
O cenário acirrado de disputa para o Senado pode levar Pimentel – que seria o candidato ao Senado no caso de Hélio Costa concorrer ao governo – ainda para um plano C, o de tentar uma cadeira de deputado federal. Nos bastidores, essa hipótese estaria sendo preparada, caso o ex-governador e pré-candidato a senador Aécio Neves (PSDB) confirme uma dobradinha com o ex-presidente Itamar Franco (PPS), na disputa ao Senado. Neste caso, o deputado federal Miguel Correia Jr. entraria na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A pesquisa Ibope está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE) sob o número 30.277/2010. Já a pesquisa do Instituto Sensus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 13.361/2010.

