PIMENTEL ADMITE APOIO A PMDB

domingo, abril 25, 2010 / / comentários (0)

Depois de muita informação desencontrada entre as cúpulas nacional e estadual, o PT de Minas começa dar sinais que a composição da chapa com o PMDB pode caminhar para um feliz desfecho.
É que Fernando Pimentel, até pouco tempo atrás defensor da candidatura própria petista, admitiu que o partido poderá abrir mão do posto a favor do Senador  Hélio Costa, líder nas pesquisas de intenção de voto. 
Nos últimos dias, lideranças petistas e membros da executiva nacional engrossaram  a conversa com o diretório estadual. O temor do grupo que coordena a campanha de Dilma é que as disputas internas estão enfraquecendo a posição da escolhida de Lula em território mineiro e que esta luta fraticida que o PT se envolveu está servido de escada para Serra no estado, já que seu partido fechou questão em torno de Antonio Anastasia. 
Antes que a receita desande, a tropa de choque do presidente Lula resolveu entrar em campo e dar um fim a briga interna, avisando que as prévias mineiras servirão para escolher o candidato petista ao senado. 

A princípio o puxão de orelha do presidente deu certo, mas em se tratando do PT de Minas é melhor aguardarmos os próximos capítulos. 

Pimentel admite que PT pode não ter candidato ao governo de MG

Ex-prefeito participa das prévias do partido no dia 2 de maio com Patrus Ananias


Amália Goulart  - HOJE EM DIA

Fernando Pimentel: "Fundamental é eleger nossa companheira Dilma Rousseff"
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) admitiu nesta sexta-feira (23) que seu partido pode não ter candidato ao governo de Minas Gerais. Pimentel, que apresenta-se como pré-candidato ao Palácio Tiradentes, disse, em entrevista a uma emissora de rádio, que será feita uma aliança com o PMDB do também postulante ao cargo, senador Hélio Costa. “Não estamos partindo do princípio de que o PT obrigatoriamente terá que ter candidato próprio”, afirmou.
 
O ex-prefeito era um dos petistas mineiros mais reticentes quanto à candidatura da legenda em Minas. Porém, começou a flexibilizar o discurso depois que a cúpula do PT nacional questionou a estratégia da sigla. Lideranças do partido teriam fechado acordo com o PMDB para viabilizar o nome de Hélio Costa no Estado como contrapartida para referendar o apoio peemedebista à pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT).

Pimentel garantiu que a disputa nacional terá relevância maior. O ex-prefeito é coordenador da campanha sucessória do PT. “É importante para Minas um candidato do PT ser eleito governador? com toda certeza”, disse. “Mas o fundamental para o Brasil é eleger nossa companheira Dilma Rousseff”, completou.

Para Pimentel, o raciocínio dos petistas tem sempre que partir do pressuposto da campanha nacional. Nos bastidores, o ex-prefeito não estaria disposto a dar vazão à guerra travada com o PMDB para que os dois partidos tenham candidatos. Além dele, o ex-prefeito de BH e ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias deseja se viabilizar pelo PT.
 
Ao contrário do que havia declarado antes, Pimentel disse acreditar na formatação de um único palanque para Dilma no Estado. “Em Minas, vamos fazer uma frente com o PMDB, um (nome vai sair) para governador, outro para vice e o senador veremos quem será. Acho que temos que trabalhar para ter esta frente já no primeiro turno”, afirmou.
 
No meio petista circula a informação de que Pimentel poderia reivindicar a vaga de pré-candidato ao Senado. Ele e Patrus disputam prévias internas no próximo dia 2 de maio. O nome que será escolhido terá a incumbência de negociar a montagem da chapa com Hélio Costa.

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HELIO COSTA ARTICULA COM PR

terça-feira, abril 20, 2010 / / comentários (0)

Aos poucos, o quadro eleitoral de Minas vai sendo desenhado com linhas mais firmes.
Ontem o pré-candidato ao governo do estado, ex-ministro e senador Hélio Costa, esteve reunido com o presidente do PR Clésio Andrade para discutir o formato da aliança entre PMDB e PR. Para o almoço Costa convidou o presidente do PMDB deputado Antonio Andrade, o tesoureiro do partido Célio Mazoni e o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, anunciado como coordenador da campanha de Hélio Costa ao governo de Minas.

A conversa de um ontem é um indicativo que não haverá recuo por parte do peemedebista. Na ocasião Costa, aproveitou para esfriar os animos entre PMDB e PT que andavam fervilhando nos últimos dias.

"O prazo na verdade não existe. Ele é muito mais imposto pelas forças adversárias do que por nós. Porque nós vamos estar juntos. É uma questão de saber lá na frente como é que vamos compor esta aliança"

Hélio Costa tenta amenizar clima bélico entre PMDB e PT
Ex-ministro oferece uma das duas vagas de candidato ao Senado ao presidente do PR, Clésio Andrade

LUCAS PRATES
helio_costa
Hélio Costa com Clésio Andrade: "O prazo (9 de maio) na verdade não existe"
O pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, senador Hélio Costa, tentou nesta segunda-feira (19) amenizar o clima bélico entre seu partido e o PT estadual ao afirmar que não existe prazo para o entendimento com os petistas para compor a chapa rumo ao Palácio Tiradentes.

Mas apesar de diminuir o tom do discurso, ele deixou claro que estão a todo vapor as articulações para sua campanha. Anunciou o nome do coordenador: o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB). E até prometeu uma das duas vagas de candidato ao Senado ao presidente estadual do PR, Clésio Andrade.

Quatro dias após ter declarado que iria esperar pela legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somente até o dia 9 de maio, Costa agora promete que fará todo o esforço para consolidar uma aliança, independentemente do estabelecimento de datas.
"O prazo na verdade não existe. Ele é muito mais imposto pelas forças adversárias do que por nós. Porque nós vamos estar juntos. É uma questão de saber lá na frente como é que vamos compor esta aliança", declarou. Na última quinta-feira, o peemdebista havia ameaçado travar uma batalha com o PT. Isto porque os petistas rechaçaram o acordo feito entre as cúpulas dos dois partidos que colocaria Costa na cabeça de chapa.
Hoje, o senador afirmou que foram os petistas que apresentaram cronograma para o entendimento. "Existe um cronograma, não é prazo. Prazo nós damos como imposição e não estamos fazendo imposição nenhuma. Existe na realidade um cronograma em que o próprio PT entende que seria viável cumprir dentro de uma proposta de entendimento com o PMDB", afirmou. O PT mineiro quer emplacar o ex-prefeito Fernando Pimentel ou o ex-ministro Patrus Ananias na cabeça de chapa para o governo de Minas. O PMDB tem o senador como pré-candidato.

Costa se reuniu com Clésio Andrade. "Foi confirmado aqui: ele é candidato a governador. Está definido pelo PMDB", afirmou Andrade após o almoço com o senador. "Sou pré-candidato ao Senado e isso é um ponto importante que nosso senador coloca: uma das vagas desta coligação seria do PR", completou. Costa confirmou a intenção e disse ainda que a outra vaga poderia ser oferecida ao PT.  Na reunião, compareceram Anderson Adauto e o tesoureiro do PMDB, Célio Mazoni.
Costa fez questão de deixar claro que, caso naufrague o acordo com o PT, os responsáveis serão os petistas. "Estamos fazendo o maior esforço possível, sem intransigência, sem imposições, para termos um candidato único das forças que apoiam o presidente Lula. Também fique muito claro que, se lamentavelmente falharmos em nossa tentativa, nós mantemos a nossa candidatura", reiterou.
O ex-ministro das Comunicações também afirmou que apoia a candidatura presidencial da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Na semana passada, Costa chegou a ameaçar a aliança nacional com o PT, caso não se viabilize candidato ao Governo de Minas.

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DILMA ENCOSTA EM SERRA

terça-feira, abril 13, 2010 / / comentários (0)

Nova rodada de pesquisas CNT/Sensus mostra empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra.
 Acompanhe os principais resultados em matéria de Fernando Taquari do Valor Economico.

Pesquisa aponta empate entre Serra e Dilma

SÃO PAULO - Pré-candidatos à Presidência nas eleições de outubro, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatados, de acordo com pesquisa Sensus encomendada pelo Sindicatos do Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo (Sintrapav-SP).

O tucano e a petista aparecem na frente na disputa, com 32,7% e 32,4% das intenções de voto, respectivamente. Em terceiro lugar, está Ciro Gomes (PSB) com 10,1% das preferências, seguido por Marina Silva (PV), com 8,1%.

Num cenário sem a candidatura de Ciro, Serra sobe para 36,8% das intenções de voto, enquanto Dilma avança para 34%. Já Marina salta para 10,6%. A corrida ao Palácio do Planalto também segue acirrada no segundo turno.

Serra soma 41,7% das preferências. Dilma teria 39,7%. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e foi feita entre os dias 5 e 9 de abril com 2.000 entrevistados.



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DILMA E SUA ESTRATÉGIA DE RISCO

sexta-feira, abril 09, 2010 / / comentários (0)

Como era esperado, a repercussão em torno da declaração de  Dilma Rousseff, tomou conta dos principais veículos no dia de hoje. A grande maioria, criticou a postura e a ausência de traquejo político da candidata de Lula. Reações das mais diversas tomaram conta dos jornais. 
Todo mundo sabe, ou já ouviu falar, do temperamento da candidata petista, desde os tempos de secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul. Então não seria novidade que, mais hora menos hora, ela iria escorregar de alguma forma.
O problema é que ela escolheu a hora e o estado errado para o tropeço.
É publico e notório, até mesmo para um marciano que aterrise na nossa querida Minas Gerais, que para o projeto de Lula dar certo, a participação do PMDB é fundamental, e que o PMDB mineiro será o fiel da balança, pelo grande número de delegados que o partido abriga no estado. 
Por isso, um pouco de  bom senso político e cuidado no trato com os aliados, seria muito bem vindo no momento. (Só para lembrar,  a ex-ministra já havia colocado o PMDB em saia justa similar no Rio de Janeiro, afagando o ex-governador Antony Garotinho.)
Se Lula quer a  formação de um palanque forte em nosso estado, declarações ou mesmo chistes como este precisam ser melhores avaliados para não se deixar morrer pela boca.
O  desconforto gerado foi tão grande, não só no PMDB, como no próprio berço petista, que  só hoje os aliados  ligados ao pré-candidatos Patrus e Pimentel, se posicionaram sobre o assunto.
Do lado tucano, o único beneficiado na história,  Antonio Anastasia, declinou da sugestão indigesta. 
É o treino para o grande jogo que está começando...

Entre as diversas matérias que tratam o assunto hoje, escolhi o artigo de Carla Kreeft do Jornal O Tempo, pois retrata de uma maneira muito racional a estratégia equivocada da pré-candidata petista.

Estratégia de risco
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, começa a fazer um jogo arriscado que pode dar muito certo ou também muito errado. O primeiro risco a ex-ministra assume quando decide vir a Minas Gerais para fazer campanha eleitoral aberta fora do período permitido pela legislação. Não é possível pensar que uma cidadã que não tenha nenhuma pretensão eleitoral e não esteja exercendo nenhum cargo no Executivo tenha algum motivo para se reunir com dezenas de prefeitos, empresários e estudantes. A negação do fato de a viagem a Minas ser um ato de campanha chega a ser ofensiva - é um total desrespeito à capacidade de entendimento do eleitor mineiro e brasileiro. Nesse caso, há sempre o risco de uma medida mais rigorosa da Justiça, mas também existe a possibilidade de nada acontecer, e Dilma Rousseff conseguir adiantar a sua campanha em relação ao adversário tucano, o ex-governador de São Paulo José Serra.
Uma outra movimentação perigosa é adotar posturas dúbias - acender uma vela para cada lado do campo de jogo. É difícil para o eleitor entender - e mais difícil ainda é para os aliados aceitarem. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, um peemedebista e aliado de primeiro hora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, certamente não gostou de ver a troca de afagos entre a ex-ministra petista e o ex-governador Anthony Garotinho. Assim com o também peemedebista, o ex-ministro Hélio Costa, também não deve ter gostado de ouvir a sua pré-candidata à Presidência dizer que o Dilmasia - movimento em favor da eleição de Dilma para presidente e da reeleição do governador de Minas, Antonio Anastasia - pode ocorrer e que o eleitor tem direito de fazer sua própria aliança. Realmente, a ministra cede espaços para reclamações peemedebistas e aí corre o risco de ver uma aliança nacional ameaçada. É bom lembrar que a força do PMDB está na sua capilaridade - sem o apoio das instâncias estaduais e, principalmente, municipais, o partido vira uma tribo de caciques sem índio e não será capaz de reforçar campanha nenhuma.
Mas quem não deve ter gostado nada da admissão do Dilmasia pela ex-ministra são pré-candidatos do PT ao governo de Minas, o ex-ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel. Patrus não aderiu ao chamado Lulécio (voto casado em Lula e Aécio Neves em 2006) e se posicionou contra a aliança entre o PT e o PSDB para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte, em 2008. Já Pimentel, que foi o pai da polêmica aliança, consegue se relacionar muito bem com Aécio, mas certamente espera que o herdeiro do Lulécio seja ele e não, Anastasia. O ex-prefeito esperava um Dilmentel e não um Dilmasia ou um Anastadilma, como a própria ex-ministra sugeriu.

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EM MINAS, DILMA GERA DESCONFORTO COM DECLARAÇÃO

quinta-feira, abril 08, 2010 / / comentários (0)

No término de sua visita à Minas, Dilma Rousseff, reforça a importância do estado para consolidação da vitória, mas dá uma escorregada fazendo referência a uma dobradinha entre ela e o candidato ao governo Antonio Anastasia.
Perguntada sobre a possível chapa, Dilmasia, a candidata de Lula quis fazer graça respondendo que achava meio esquisito e sugerindo que,  melhor seria Anastadilma.
O comentário gerou reações na base do presidente Lula, principalmente no PMDB. O problema é que, em tempos de costura entre PT e PMDB para compor um palanque forte no estado, declarações assim não ajudam em nada e, pior, geram  stress e desconfiança.
A reação do PMDB foi imediata, o pré-candidato e líder nas pesquisas, Senador Hélio Costa, questionado sobre o assunto foi enfático. "Isso [o "Anastadilma'] é tão estranho como um "Serrélio'",disse.
 
O dia de hoje promete, vamos acompanhar os desdobramentos.

Leia abaixo a íntegra da  matéria da Folha de São Paulo.


Dilma elogia Aécio e prega "dobradinha" PT-PSDB em MG
Petista admite voto "Anastadilma", com tucano Anastasia para o Estado e ela para o Planalto

Pré-candidato de Lula em Minas, Hélio Costa (PMDB) reage e afirma que seria "tão estranho como "Serrélio", em referência a ele e Serra


Marlene Bergamo/Folha Imagem

Alunos cercam Dilma em sua visita a colégio onde estudou quando era adolescente, em MG

PAULO PEIXOTO

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
ANA FLOR

ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE No segundo dia de sua viagem a Minas Gerais, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, abandonou o tom beligerante que vinha dirigindo ao PSDB, elogiou o ex-governador Aécio Neves e defendeu que o eleitor mineiro vote nela e no tucano Antonio Anastasia para o governo -compondo a chapa "Dilmasia", ou "Anastadilma", que ela disse preferir.
O elogio a Aécio, que deixou o governo para concorrer ao Senado, foi feito em entrevista à rádio Itatiaia: "Respeito muito o governador Aécio Neves".
Ela o chamou de "governador exemplar", disse esperar que em Minas o PT e Aécio tenham "a melhor relação possível" e admitiu a possibilidade de o eleitor mineiro votar em uma dobradinha PT-PSDB para presidente e para governador.
Dilma falava sobre a eventualidade de ocorrer algo semelhante a 2002 e 2006, quando Aécio foi eleito governador, mas Lula foi o mais votado para presidente em Minas -o voto "Lulécio". Agora, a dobradinha seria entre ela para o Planalto e Anastasia para o governo, o que vem sendo chamado pela mídia mineira de "Dilmasia".
"A gente não escolhe a forma pela qual o povo monta as alianças. É possível que ocorra: como houve o "Lulécio", [é possível] a "Dilmasia". Eu acho até melhor a inversão, né? "Dilmasia" é meio esquisito. "Anastadilma", qualquer coisa assim", afirmou Dilma.
Ao defender a chapa híbrida, Dilma aposta no desgaste da relação entre Aécio e José Serra, seu adversário na disputa pela Presidência. O ex-governador de São Paulo ainda sonha atrair o mineiro para sua chapa.
O flerte com os tucanos, por outro lado, cria um embaraço para a própria Dilma, uma vez que o PT tem dois pré-candidatos em Minas: o ex-ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Além disso, o partido discute a possibilidade de apoiar o peemedebista Hélio Costa para o governo.
A declaração da petista repercutiu mal. Hélio Costa afirmou que uma eventual chapa "Anastadilma" faria tanto sentido quanto uma hipotética parceria entre ele e Serra. "Isso [o "Anastadilma'] é tão estranho como um "Serrélio'",disse.
Ontem, Dilma voltou a atacar Serra, afirmando que não há como ele ficar desvinculado do governo FHC, pois foi ministro do Planejamento e da Saúde na era tucana: "Acho que o ex-ministro José Serra vai ter que ser analisado no quadro do governo FHC. Eu não escondo o Lula. Espero que ele não esconda o governo do qual participou".
Dilma tem procurado reforçar a sua origem mineira -nasceu em Belo Horizonte e depois foi para o Rio Grande do Sul- e diz que agora costuma usar interjeições gaúchas e mineiras, como "barbaridade, uai".
Após 42 anos, ela voltou ontem à escola onde cursou em BH o atual ensino médio. Ouviu apelos de professores -que reivindicaram aumento- e de alunos -que querem a sua ajuda para evitar uma greve.
Depois, numa livraria na zona sul, onde foi rever três amigos, ganhou um livro e uma foto de quando tinha 12 anos.
Na rádio, ela foi questionada sobre sua participação no combate ao regime militar e, ao falar do assunto, citou uma ficha apócrifa que circulou na internet com acusações a ela.
Essa ficha foi motivo de uma reportagem da Folha, a qual Dilma citou, acrescentando que o jornal "retificou o que tinha escrito" e que ela agradecia isso ao ex-ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva.
Também foi questionada se estava namorando: "Infelizmente, não. As pessoas devem se apaixonar. É muito bom".

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PESQUISA VOX POPULI LEVANTA SUSPEITAS

domingo, abril 04, 2010 / / comentários (0)

Divulgada ontem no Jornal da Band, pesquisa Vox Populi que dá 34% para Serra e 31% para Dilma, lança dúvidas com relação à metodologia aplicada. Uma  mudança na ordem das perguntas, fugindo ao que é a ortodoxia nesse tipo de sondagem, chamou a atenção do colunista José Roberto de Toledo.

De qualquer forma, o resultado se comparado ao dos demais institutos, salvo pequenas alterações, mostram o crescimento gradual da candidata de Lula.
Acompanhe os dados na matéria do O Estado de SP de hoje.

Dilma sobe 4 pontos e encosta em Serra, diz Vox Populi

Levantamento sobre a corrida presidencial mostra ex-governador tucano com 34% das intenções de voto e ex-ministra petista com 31%

Uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República da Vox Populi, encomendada pela TV Bandeirantes e divulgada na noite deste sábado, 3, mostrou que José Serra, pré-candidato do PSDB, lidera a corrida com 34% das intenções de voto. Dilma Rousseff, do PT, aparece com 31%, seguida de Ciro Gomes (10%) e Marina Silva (5%).
A pesquisa, divulgada na noite deste sábado, 3, pelo Jornal da Band, avaliou ainda um cenário sem Ciro na disputa. Nesse caso, Serra fica com 38% e Dilma, com 33%. Na pesquisa anterior do Vox Populi, feita em janeiro, Serra aparecia com os mesmos 34% no cenário que também incluía Ciro Gomes. Já a pré-candidata do PT tinha 27% das preferências. Entretanto, os questionários dos dois levantamentos não são idênticos. Na pesquisa mais recente, antes de apresentar aos entrevistados os cartões com os nomes dos candidatos e perguntar em quem pretendem votar, o instituto fez perguntas relativas ao grau de conhecimento sobre os concorrentes. Também foram feitas perguntas sobre os cargos que os candidatos já exerceram.
A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos. Votos nulos e brancos somam 7%, enquanto 13% não souberam ou não quiseram responder.

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