Há dias noticiamos aqui em nosso site que, apesar da insistência de alguns setores da imprensa e de algumas alas do PT (leia o grupo do ex-prefeito Fernando Pimentel) que falam de Hélio Costa como vice para Dilma Roussef, o Ministro de Lula é candidatíssimo ao Governo de Minas e ponto final.
Apesar de cumprir os requisitos para o cargo de vice, o Ministro das Comunicações tem reinterado a sua disposição para concorrer à sucessão de Aécio Neves, corrida que lidera com ampla vantagem.
Hélio Costa tem afirmado que deseja com uma aliança com o PT para concorrer ao Palácio da Liberdade, mas não concorda em fazê-la só no segundo turno descartando a idéia de dois palanques no Estado:
" Acordo de segundo turno não é aliança, é adesão."
Esta é a senha para o PT. Ou o partido abraça o PMDB mineiro e sai junto na largada ou, adeus acordo e palanque para Dilma Roussef em nosso estado. Será o que o presidente Lula e a cúpula petista vão pagar pra ver?
Leia com detalhes os bastidores desta história na coluna de Carlos Lindemberg de hoje.
Hélio Costa recusa segundo palanque
Não perguntem ao ministro Hélio Costa a que cargo ele pretende concorrer em outubro. Senador pelo PMDB, ministro das Comunicações de Lula, duas vezes candidato ao Palácio da Liberdade, Costa não pensará um minuto para dar a resposta: sou candidato a governador de Minas. Óbvio? Nem tanto. Pelo menos pela quantidade de notas e notícias que têm sido publicadas ultimamente, dando conta ou insinuando que o ministro estaria desistindo de candidatar-se ao Palácio da Liberdade para compor uma hipotética chapa com a ministra Dilma Rousseff, como vice da preferida de Lula.
Não se sabe bem de onde saem essas notícias, embora todos conheçam o bem que elas fazem a uma das alas do PT, a que mais açodadamente pretende disputar o Palácio da Liberdade, e que gostaria de ver Hélio Costa longe de Minas. Embora pudesse se sentir lisonjeado pela citação constante de seu nome como possível companheiro de Dilma na disputa pela Presidência da República, Hélio Costa não está apreciando muito esse cultivo de notícias a seu favor. A rigor, é um assunto que não o agrada muito, até porque ele sabe que essas notícias têm endereço certo e desconfia de quem as está espalhando.
Por isso, Hélio Costa foi enfático, ontem, ao falar com a coluna: "Sou candidato a governador de Minas. Vice não é cargo que se peça. Vice é convidado. Não fui. Aliás, não tenho conversado sobre esse assunto com ninguém. O que vou disputar é o Palácio da Liberdade. Para isso, estou disposto a conversar, mas isso não parece interessar aos que falam tanto em meu nome para vice, certamente porque sabem que esse lugar está destinado ao PMDB, na composição com o PT nacional".
De fato, é o que está acertado, embora em política o acertado há um ano pode se desfazer em uma hora. De qualquer forma, Hélio Costa não parece disposto a muitas concessões. Ele mantém a postura inicial de que o candidato, numa possível coligação entre o PT e o PMDB, deve ser aquele que estiver melhor posicionado nas pesquisas no momento dos acertos. Hélio está tão seguro no que diz que é capaz de garantir que "em Minas não haverá dois palanques para a Presidência da República e cada um assumirá a sua responsabilidade pelo que acontecer". Hélio não quis desdobrar esse assunto nem explicar melhor porque não haverá dois palanques para Dilma no Estado - um que seria o dele, vale dizer, do PMDB, e o outro, do PT. Com isso, fica claro. Se não houver o acordo entre os dois partidos nas condições sugeridas pelo ministro, o PT deverá concorrer sozinho ou o palanque do PMDB não terá espaço para a candidata de Lula.
As afirmações do ministro mostram, entre outras coisas, que ele está bem calçado em cima, na cúpula do seu partido, que tem deixado claro para os articuladores do Governo que o PMDB poderá participar da chapa com Dilma sem que os seus candidatos nos estados sejam sacrificados pelo PT, caso de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, para ficar apenas nestes. No caso mineiro, não pegou bem, junto ao PMDB, a investida do PT ligado à PBH de pedir ao vice-presidente José Alencar para intermediar um acordo com Hélio Costa em favor de uma coligação em que o PMDB deixaria de disputar o Palácio da Liberdade. Esse assunto, segundo o PMDB nacional, deve ser arbitrado pelo presidente Lula, levando em conta os interesses da candidatura da ministra Dilma Rousseff.
Outra coisa que Hélio Costa refuta é o chamado acordo no segundo turno. Para ele, isso é conversa mole, é coisa de quem não quer cumprir nada. Segundo o ministro, o acordo deve ser feito ainda no primeiro turno, com os dois lados assumindo as consequências e dividindo bônus e ônus. "Acordo no segundo turno não e acordo, é adesão", reclama Hélio Costa, desconfiado. Pelo jeito como as coisas andam e pelo grau de insatisfação do ministro com o andamento das coisas em Minas, dificilmente haverá qualquer tipo de entendimento entre ele e o PT, sobretudo o PT que segue a orientação do ex-prefeito Fernando Pimentel. O problema, no caso, é que é este PT que está dando as cartas. O ministro Patrus, do outro PT, digamos, mantém a postura cândida e está se deixando envolver pelos adversários internos.
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