Nos últimos dias tem se falado muito do Ministro Hélio Costa assumir a vaga de vice na chapa de Dilma Roussef. Mas apesar da insistência da imprensa e de alguns setores do PMDB e do PT, tudo nos leva a acreditar que o Ministro das Comunicações será mesmo candidato à sucessão de Aécio Neves.
Uma prova disto é José Alencar, o enviado especial do presidente Lula e que nutre excelentes relações com o Ministro peemedebista, escalado para ajudar a aplacar a sede petista em terras mineiras.
Bastou uma prosa com o Zé, para algumas lideranças petistas baixarem o tom e começarem a discutir o futuro de nosso estado com mais equilíbrio e calma.
A prova está nas declarações do líder do governo na Câmara e um dos principais articuladores da candidatura de Dilma, Deputado Candido Vaccarezza. Segundo o deputado petista, as conversas com o PMDB vão evoluir até maio, quando será escolhido com base nas pesquisas o melhor entre os três pré-candidatos (Costa, Patrus e Pimentel).
Ou seja, Vaccarezza, defende hoje, o que já era uma proposta do PMDB há muito. Leva quem estiver liderando. No momento, o candidato peemedebista Hélio Costa é o líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de voto e o que tem menor índice de rejeição.
Outra declaração que indica um caminho para ambos partidos selarem a aliança em terras mineiras vem do principal aliado de Pimentel, Roberto Carvalho, que ao contrário do que ocorreu nas eleições de 2008, quer contar com a experiência e a liderança política do vice-presidente José Alencar para dar fim ao imbróglio. Em encontro recente Carvalho declarou:
“Ele (Alencar) pediu que, se possível, tenhamos um palanque só”.
Até Pimentel que vivia impondo sua posição, afroxou o discurso e declarou que os partidos estão conversando e ninguém deve impor nada.
Pelo andar da carruagem, parece que o PT de Minas não vai cometer o erro de 2008 e alijar o vice-presidente do processo. Afinal que não quer uma liderança como José Alencar como aliado?
Para dar mais uma forcinha ao projeto peemedebista em nosso estado, um dos articuladores das alianças regionais, deputado Eduardo Cunha, colocou água na fritura petista ao afirmar: "Minas Gerais é o impasse. Se não resolver fica difícil. Se Minas degringolar porá em risco (a aliança nacional), uma vez que o Estado terá, na convenção nacional, 69 votos".
Apesar de tudo a briga continua, mas o PMDB mineiro e o Ministro Hélio Costa aguardam o desfecho em posição privilegiada.
Leia matéria do O Tempo de hoje.
Ala do PMDB ameaça aliança se PT não der apoio em Minas
Pesquisas até o mês de março poderão definir candidato único da base
Rafael Gomes
Pela primeira vez desde o início das tentativas de acordo entre PT e PMDB para a construção de uma candidatura única da base aliada do presidente Lula ao governo de Minas Gerais, peemedebistas manifestaram de forma explícita a intenção de condicionar o acordo no Estado à aliança dos dois partidos em nível nacional para eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).
Parte do PMDB, entre eles caciques da cúpula nacional, exige o apoio dos petistas à candidatura do ministro Hélio Costa (PMDB) ao Palácio da Liberdade como requisito para o acordo formal em torno de Dilma.
"Minas Gerais é o impasse. Se não resolver fica difícil. Se Minas degringolar porá em risco (a aliança nacional), uma vez que o Estado terá, na convenção nacional, 69 votos", disse ontem à "Agência Brasil", o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos principais interlocutores do acerto entre as siglas em nível federal.
Cunha reconheceu as dificuldades para chegar a um consenso, principalmente, segundo ele, porque o PT está dividido no Estado entre as pré-candidaturas do ex-prefeito Fernando Pimentel e do ministro Patrus Ananias.
"Com o Patrus é mais fácil de compor, mas o Fernando Pimentel é mais problemático", afirmou o peemedebista.
Em Minas, o presidente estadual do PMDB, o deputado federal Antônio Andrade, reforçou a posição de uma ala do partido. Segundo ele, a aliança no Estado já foi acertada com a cúpula petista, mas ainda encontra resistência no PT mineiro.
"Se o acordo não for cumprido em Minas, o PMDB não vai cumpri-lo no âmbito nacional", ameaçou.
Datas. Andrade defendeu o final do mês de fevereiro como data limite para os dois partidos chegarem a um acordo. Para o peemedebista, as pesquisas eleitorais nesta época vão fornecer um termômetro ideal para a definição do nome do candidato.
"As regras já foram estabelecidas. O PMDB está bem tranquilo", disse Andrade, respaldado nas pesquisas de intenção de voto realizadas até o momento, onde Costa lidera em todos os cenários com mais de dez pontos percentuais de frente sobre os adversários.
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), acredita em um acordo . Para ele, as conversas com o PMDB vão evoluir até maio, quando será escolhido com base nas pesquisas o melhor entre os três pré-candidatos (Costa, Patrus e Pimentel).
"Não acredito que os Estados serão impeditivos para a aliança nacional", opinou Vaccarezza.
PSDB intensifica pré-campanha pelo interior
Enquanto o PT e PMDB mantêm uma acirrada disputa pela cabeça de chapa da candidatura da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSDB já tem sua estratégia pronta. A ação prioritária é intensificar as viagens do governador Aécio Neves e do vice-governador Antonio Anastasia pelo interior do Estado.
Aécio tem a intenção de ampliar sua base de apoio em Minas e reforçar sua imagem como pré-candidato ao Senado Federal. Enquanto isso, Anastasia tenta ganhar visibilidade ao lado do tucano mineiro para impulsionar seu nome na corrida pelo Palácio da Liberdade.
Na última pesquisa DataTempo/CP2, Anastasia apareceu como terceira opção do eleitorado mineiro, apresentando índices de aceitação na faixa dos 13%. O ministro Hélio Costa lidera a corrida, segundo os dados do instituto.
Enquanto o PT e PMDB mantêm uma acirrada disputa pela cabeça de chapa da candidatura da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSDB já tem sua estratégia pronta. A ação prioritária é intensificar as viagens do governador Aécio Neves e do vice-governador Antonio Anastasia pelo interior do Estado.
Aécio tem a intenção de ampliar sua base de apoio em Minas e reforçar sua imagem como pré-candidato ao Senado Federal. Enquanto isso, Anastasia tenta ganhar visibilidade ao lado do tucano mineiro para impulsionar seu nome na corrida pelo Palácio da Liberdade.
Na última pesquisa DataTempo/CP2, Anastasia apareceu como terceira opção do eleitorado mineiro, apresentando índices de aceitação na faixa dos 13%. O ministro Hélio Costa lidera a corrida, segundo os dados do instituto.
Imposição não ajuda, retruca Pimentel
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel reagiu às declarações do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo ele, neste momento, a posição do peemedebista não contribui em nada para o entendimento entre as duas legendas.
Pré-candidato, Pimentel prefere não vincular a eleição em Minas com a nacional, na qual, segundo ele, o PT tem o apoio certo dos peemedebistas.
“O PMDB está no governo Lula, tem seis ministérios e isso já justifica o compromisso do partido com o projeto de continuidade”. Segundo Pimentel, os acertos regionais dependem da lógica de cada Estado e ainda é cedo para falar de impasse em Minas.
“O que existe é um desejo legítimo do PT de ter candidato próprio, que tem que ser respeitado, assim como é legítima a vontade do PMDB”, disse. Mais cedo, em tom mais ameno, o ex-prefeito havia dito que os partidos estão conversando e que ninguém deve impor nada.
Marcadores:
2010,
Dilma,
Hélio Costa,
José Alencar,
Minas Gerais,
Patrus Ananias,
PMDB,
PT
Pré-candidato, Pimentel prefere não vincular a eleição em Minas com a nacional, na qual, segundo ele, o PT tem o apoio certo dos peemedebistas.
“O PMDB está no governo Lula, tem seis ministérios e isso já justifica o compromisso do partido com o projeto de continuidade”. Segundo Pimentel, os acertos regionais dependem da lógica de cada Estado e ainda é cedo para falar de impasse em Minas.
“O que existe é um desejo legítimo do PT de ter candidato próprio, que tem que ser respeitado, assim como é legítima a vontade do PMDB”, disse. Mais cedo, em tom mais ameno, o ex-prefeito havia dito que os partidos estão conversando e que ninguém deve impor nada.
0 comentários:
Postar um comentário