PT E PSDB CORREM PARA FECHAR ACORDOS NOS ESTADOS

sexta-feira, janeiro 01, 2010 / /

O ano eleitoral começou e PT e PSDB correm para fechar suas alianças estaduais.
Ao que parece, a situação ainda está mais confortável para os tucanos. Nos dois principais colégios eleitorais, São Paulo e Minas Gerais  a definição dos candidatos que irão disputar as sucessões estaduais indica  um processo  menos traumático  que no PT. 

Em São Paulo, Lula insinou que Ciro Gomes poderia ser o nome escolhido pelo PT para disputar o estado governado pelo PSDB desde 1995. Porém, até o momento Ciro Gomes não tomou a decisão se encara o desafio do  governo de SP ou a aventura de ser candidato à sucessão de Lula. O partido tem ainda as opções de Marta Suplicy, Antonio Palocci e o prefeito de Osasco Emídio de Souza. Mas até agora nenhuma indicação  do nome do PT para concorrer com PSDB em SP.

Em Minas Gerais, parte do PT estadual ainda bate cabeça entre ter candidatura própria  e apoiar  Hélio Costa. A insistência do diretório regional já está esgotando a paciência  de Lula e da cúpula petista que  acreditam que o Ministro das Comunicações tem mais chances vencer a disputa em Minas Gerais e construir um palanque forte para Dilma,  que os pré-candidatos Patrus e Pimentel.

Lula e companhia acham arriscada a idéia de prévias no PT, pois tendem a dividir mais o partido em Minas.  A  possibilidade de palanque duplo, é descartada pelos peemedebistas e, dizem  nos bastidores que  o presidente também  não aprova a idéia.

Tudo indica que, em uma coisa o presidente Lula concorda com o secretário geral do PSDB em Minas, deputado Rodrigo de Castro:  As vezes palanques demais têm campanha de menos. E este risco, definitivamente,  o presidente já mostrou que não quer e não vai correr com a candidatura de Dilma Roussef. Espernei quem quiser, mas o principal objetivo de Lula é eleger sua sucessora.

Leia matéria do Estado de São Paulo de hoje.

PT e PSDB correm para desatar nó que ameaça ruir palanques estaduais

Tucanos não têm candidato no RJ, CE e AM e, na seara petista, imbróglio está em SP e MG, maiores colégios eleitorais
Julia Duailibi e Pedro Venceslau




Com palanques desarticulados nos principais colégios eleitorais do País, PSDB e PT dedicam o começo do ano para desembaraçar os nós nos Estados onde ainda não têm estrutura eleitoral definida para dar suporte a seus candidatos à Presidência da República em 2010. O objetivo é criar vitrines regionais robustas para os prováveis postulantes ao Palácio do Planalto - a petista Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, e o tucano José Serra, governador de São Paulo. Para isso, os dois partidos pretendem fechar a costura política até março.

Os tucanos se preocupam com três Estados nos quais não há candidato definido até agora - Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas. Do lado petista, o imbróglio maior está em São Paulo e em Minas Gerais, primeiro e segundo maiores colégios eleitorais do País, respectivamente. Há ainda indefinição no Rio, Paraná, Pará e Maranhão.

Na segunda quinzena de janeiro, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o secretário-geral do partido, Rodrigo de Castro (MG), começam a viajar pelo País. O medo é repetir 2006, quando o então candidato a presidente, Geraldo Alckmin, ficou praticamente sem campanha nos Estados.

À época, o receio de perder votos fez com que candidatos a governador evitassem fazer oposição à reeleição de Lula. "É melhor um palanque menor, mas que seja fiel ao nosso candidato a presidente. Dessa vez, não vamos admitir os erros de 2006", declarou Rodrigo de Castro. "Na campanha passada, tivemos palanque demais e campanha de menos", disse Guerra.

O Rio é o principal motivo de dor de cabeça no PSDB. Havia dois anos que se apostava no palanque com Fernando Gabeira (PV). O deputado, no entanto, prefere o Senado. Tucanos agora se dividem entre fabricar a candidatura de um parlamentar - Marcelo Itagiba, Otávio Leite ou Índio da Costa, este do DEM - ou convencer o ex-prefeito César Maia (DEM), que também quer o Senado e resiste a "ir para o sacrifício". O PT enfrenta o problema contrário. Além do governador Sérgio Cabral (PMDB), apoiado por Lula, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), colocou o nome no páreo para o governo.

O PSDB não tem candidato no Ceará, reduto do presidenciável Ciro Gomes (PSB). O senador Tasso Jereissati, amigo de Ciro, resiste a disputar contra o governador Cid Gomes (PSB). O PT fechou apoio a Cid, em uma frente com PMDB e PSB.

Maior vexame da eleição de 2006, o Amazonas continua sendo uma interrogação. Lá, Alckmin teve apenas 176.338 votos contra 1.159.709 de Lula. E nada diz que a situação será diferente. O partido ensaia um flerte com Amazonino Mendes (PTB), mas foca na reeleição do senador Arthur Virgílio.

No Distrito Federal, os tucanos perderam o palanque do governador José Roberto Arruda, envolvido no mensalão do DEM. Não está descartado o apoio ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ou, num cenário menos provável, palanque próprio com Maria de Lourdes Abadia .

Paraíba e Rio Grande do Sul também estão indefinidos. No primeiro caso, ala do ex-governador Cássio Cunha Lima no PSDB apoia Ricardo Coutinho (PSB), prefeito de João Pessoa. Outra quer lançar o senador Cícero Lucena. No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius quer se reeleger, mas a cúpula prefere o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).

FRONTE PETISTA

O maior problema para o PT está em São Paulo, onde o PSDB governa de 1995. A alternativa Ciro Gomes, construída por Lula, desperta cada vez mais desconfiança. "O tempo da candidatura Ciro se esgota e o PT toma a frente para lançar candidatura própria", disse o líder petista na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP). O cenário está indefinido entre o deputado Antonio Palocci, a ex-prefeita Marta Suplicy e o prefeito de Osasco, Emidio de Souza. Ventilou-se o nome do senador Aloizio Mercadante, que quer a reeleição.

Em Minas, o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias colocaram seus nomes. A cúpula do PT quer evitar uma prévia e não vê com maus olhos o apoio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB). Há ainda enrosco no Pará, onde a governadora Ana Júlia Carepa vive às turras com o PMDB, de Jader Barbalho. E no Maranhão, onde parte do PT resiste a apoiar Roseana Sarney. No Paraná, há indefinição para petistas e tucanos. Ambos cortejam o palanque do senador Osmar Dias (PDT) - mas o PSDB tem dois nomes, Álvaro Dias e Beto Richa.

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