Enquanto o PMDB e o PT nacional trabalham para fechar um acordo, até no máximo depois do carnaval em torno das questões estaduais, o PT de Minas rema contra a maré e insiste em lançar o vice-presidente José Alencar ao Palácio da Liberdade.
Vale lembrar que, a mesma turma do PT que hoje insiste com a candidatura de Alencar, o alijou do processo das eleições municipais de 2008, descartando suas opiniões e seus votos.
O vice-presidente, político sábio que é, ainda não decidiu sobre seu futuro eleitoral.
José Alencar tem todos os atributos para ser um bom candidato e consequentemente um bom governante, é um político sério, tem o carinho da população e o respeito de aliados bem como de adversários políticos. Mas será que ele vai aceitar a missão de uma desgastante e cansativa campanha eleitoral? Vamos aguardar...
Leiam abaixo artigo de Carlos Lindemberg em sua coluna no Hoje em Dia.
PT tenta seduzir José Alencar para barrar o senador Hélio Costa
O ponto de convergência seria o lançamento de José Alencar como candidato ao Governo de Minas, hipótese contra a qual ninguém supostamente iria. De f ato, José Alencar tem sido merecedor de homenagens por onde anda. A sua determinação para enfrentar o câncer que lhe corrói o abdome tem sido exemplo de firmeza, coragem e disposição para a luta. Qualidades que se somam à sua integridade, quer como político quer como empresário. O povo gosta de líderes destemidos, fortes e sempre dispostos ao combate. Tem sido assim ao longo da história da humanidade.
No caso de Alencar, acrescente-se o bom humor com que ele enfrenta a adversidade. Ainda outro dia, ao responder a uma provocação de um jornalista sobre a dureza da campanha eleitoral, ele disse que, "em tempo de guerra, boato come terra". Alencar tem sempre uma boa tirada e isso agrada.
Mas, no mesmo dia em que foi ovacionado pelo Congresso Nacional, Alencar fez distinção entre homenagens e carinho com o voto que elege ou derrota. Ele sabe que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
O que o PT busca ao ir atrás de José Alencar, acenando com a possibilidade do Palácio da Liberdade, não é outra coisa senão tentar afastar a candidatura do ministro Hélio Costa, tão legítima como a de Patrus ou a de Pimentel. De forma que o vice-presidente sabe disso, como se lembra como foi tratado pelo PT local quando escolheram o atual prefeito Marcio Lacerda, sem sequer lhe comunicarem a opção. Alencar tomou conhecimento do acerto pelos jornais e se queixou com o presidente Lula. De forma que ele conhece o jeito petista de escolher candidatos.
Ademais, a escolha do candidato da base aliada ao Governo de Minas não se dará por esse caminho. A menos que Lula queira subestimar a força do governador Aécio Neves, a escolha do candidato não será feita por meio de homenagens ou de preferências pessoais. Lula só tem um objetivo na cabeça: eleger a ministra Dilma Rousseff. Para isso, ele precisa do apoio do PMDB nacional e, para ter esse apoio, ele terá que acertar a composição de sua base aliada em Minas. É nessa lógica que joga o ministro Hélio Costa. E é contra essa mesma lógica que aposta o PT de Minas. Marcadores: 2010, Hélio Costa, José Alencar, Patrus Ananias, PMDB, PSDB, PT
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