Enquanto o vice-governador, Antônio Anastasia, dá gargalhadas e diz que a oposição faz rir, as candidaturas da base aliada do governo Lula crescem e se fortalecem aqui em Minas. É o que mostra a última rodada de pesquisas Sensus/CNT.
O levantamento realizado entre os dias 07 e 11 deste mês indica uma tendência do que vem por aí.
A novidade ficou por conta da inclusão de José Alencar como candidato da base aliada, aparecendo na liderança em um dos cenários. Porém, é dado como certo que o vice-presidente não sairá candidato à sucessão de Aécio Neves.
Nos demais cenários, o Ministro das Comunicações Hélio Costa continua liderando com folga, seja com os candidatos do PT, seja com o PSDB.
A pesquisa é divulgada em um momento importante para a definição da candidatura da base de Lula em nosso estado e mostra que o presidente não está para brincadeira.
Prova disto é que nos últimos dias, o PT mineiro vem dando sinais que poderá caminhar junto com o PMDB.
Quem será que vai rir por último?
Confira matéria no Hoje em Dia desta sexta-feira.
Ministro Hélio Costa e vice-presidente José Alencar lideram a disputa em MG
Pesquisa Sensus também revela que na corrida pelas duas vagas de Minas ao Senado, governador Aécio Neves é o preferido.
ARQUIVO HOJE EM DIA
Ricardo Guedes: "A pesquisa mostra uma indefinição muito grande"
Caso o vice-presidente da República, José Alencar (PRB), aceite representar os partidos da base aliada do presidente Lula (PT) na corrida pela sucessão do Palácio da Liberdade, ele aparece como favorito já na primeira pesquisa em que seu nome figura na lista.
Pelo menos é o que aponta a pesquisa Sensus, realizada entre os dias 7 e 11 deste mês, divulgada com exclusividade pelo HOJE EM DIA. Sem a sua candidatura, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), mantém a liderança folgada sobre os demais concorrentes. A pesquisa Sensus foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral/MG sob o número 5989/2010 no dia 8 de fevereiro de 2010, nos termos da Resolução 23.190, do TSE.
Foi a primeira vez que o nome do vice-presidente foi colocado, de forma estimulada, numa pesquisa sobre a sucessão do governador Aécio Neves (PSDB).
No confronto com o pré-candidato tucano ao Governo, o vice-governador Antonio Anastasia, o nome de José Alencar aparece com 39,9% das intenções de voto. Anastasia tem 19% e o pré-candidato do PV, o deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira, que também aparece pela primeira vez, conta com 6,1%. Brancos e nulos somam 35,1%.
Na ausência do nome do pré-candidato tucano ao Governo mineiro, Alencar aparece com 39,4% no confronto com o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e com José Fernando Aparecido de Oliveira. Itamar Franco, que chegou a ser colocado como candidato ao Governo do Estado, tem 22,2%. Já o pré-candidato do PV aparece com 4,7%. Neste cenário, brancos e nulos somam 33,7%.
“A pesquisa mostra uma indefinição muito grande. As rejeições são baixas, e isso mostra que o jogo político está aberto”, disse o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
Em nenhum momento, as pré-candidaturas de Alencar e de Hélio Costa foram confrontadas, considerando que um ou outro seria o candidato da base governista. A pesquisa Sensus também considerou outros dois cenários sem a presença do nome do vice-presidente. Em ambos os casos, o nome do ministro Hélio Costa lidera.
Na disputa com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia, Costa aparece com 38,3%. Pimentel vem em segundo, com 24,1%, e Anastasia, com 12,6%, em terceiro. Brancos e nulos somam 25,0%. O vice-governador não aparece na liderança em nenhum cenário. “A questão da transferência de votos do governador para o vice é muito delicada”, analisou Guedes.
No cenário com os nomes do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT) e Anastasia, o nome de Hélio Costa lidera com 40,7%. Patrus vem em seguida, com 18,8%, e Anastasia com 14,4%. Brancos e nulos somam 26,1%.
Num cenário sem Alencar e sem Hélio Costa, o nome de Patrus Ananias lidera a disputa com Anastasia e com o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade (PR). Patrus aparece com 30,3% das intenções de voto contra 20,7% de Anastasia e 8,9% de Andrade. Brancos e nulos são 40,2%.
Na corrida pelas duas vagas de Minas ao Senado, o nome do governador Aécio Neves lidera, na espontânea, com 7,2%; contra 2,6% de Alencar; 1,7% de Costa; 1,4% de Patrus; 1,1% de Itamar; 0,7% de Anastasia; e 0,7 de Pimentel. Brancos e nulos somam 83,6%.
Na estimulada, Aécio teria 37,7% na média das intenções recebidas (68,7% no primeiro voto; e 6,7% no segundo); Hélio Costa, média de 29%; Itamar, de 24%, Patrus, de 21,6%; Clésio Andrade, de 11,1%. Os números variam de acordo com os cenários. O eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, que terá duas vagas. O nome de Alencar não foi avaliado, na estimulada, para o Senado.
Base de Lula comemora vantagem sobre os rivais
A oito meses da eleição, e em um momento de fortalecimento das candidaturas ao Governo de Minas, mas de indefinição do quadro eleitoral, lideranças do PMDB, PT e PSDB avaliam como positivo e afinado aos seus projetos políticos o desempenho de candidatos de seus partidos apontado pelo instituto Sensus Pesquisa e Consultoria.
O presidente do PMDB de Minas, deputado federal Antônio Andrade, afirmou na quinta-feira que o resultado da pesquisa confirma as previsões do PMDB ao colocar o ministro das Comunicações, Hélio Costa, liderando as intenções de voto em dois dos cinco cenários apresentados.
“O vice (governador) Anastasia (Antonio Augusto) está em plena campanha com estes percentuais. Já o PMDB, sem campanha, lidera”, avalia Andrade. Para o vice-presidente do PT de Minas,deputado estadual André Quintão, a pesquisa mostra que a posição dos candidatos da base do Governo Lula é “muito favorável” ao referir-se ao desempenho não só dos candidatos do PT – Patrus e Pimentel -, mas também de Hélio Costa, do PMDB, partido que o PT deseja como aliado na disputa pelo Governo de Minas para a formação de um palanque forte de apoio à pré-candidata a presidente, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. E também ao vice-presidente José Alencar, do PRB, que surgiu como o nome para construir o consenso.
De acordo com os números, ele lidera as pesquisas nos dois cenários em que é incluido com 39,9% e 39,4%, respectivamente, em eventual disputa com Anastasia e o ex-presidente Itamar Franco, do PPS, que aparecem com 19% e 22,2%, respectivamente. “Em todos os cenários, os candidatos da base estão em condição favorável e com respaldo da população e, portanto, mostrando muito potencial para um palanque forte para a Dilma”, analisou. O fato de a pesquisa mostrar que todos os candidatos da base são competitivos vai exigir, segundo André, um esforço de diálogo maior.
Na avaliação do secretário-geral do PSDB,deputado estadual Lafayette Andrada, todas as pesquisas são “prematuras”. “A existência de cinco cenários mostra grande indefinição. É possível fazer outros”, disse. Do ponto de vista do PSDB, ele considera o “resultado promissor” e “positivo” por destacar que Anastasia apresenta uma média de 15% das intenções de voto. E argumenta: “Ele vai se transformar em governador a partir de 1º de março.
A pontuação mostra que é uma figura desconhecida e, nesta perspectiva, com altos índices. Quando começar a governar, começa a ficar conhecido. Em quatro meses, sem muito esforço, chega a 25%. Em julho, vai largar candidato a governador com 22%, 25%. Sair com esta bandeirada é imbatível”.
As pesquisas serão um dos critérios para a escolha dos candidatos a governador, e não só internamente no PT, que apresenta Pimentel e Patrus em “situação próxima” com percentuais acima da média de eleições anteriores, afirma André. Mas, na visão do PMDB este critério, a principio, está descartado.
Antônio Andrade afirmou que a decisão do PMDB com relação à disputa ao Governo de Minas já foi tomada. “O PMDB já decidiu pela candidatura de Hélio Costa ao Governo de Minas, independentemente de outros candidatos. Trabalhamos pelo acordo, senão tiver, Hélio Costa é candidato. Negociamos as duas vagas do Senado e a vaga de vice. Não negociamos a vaga de governador”.
De acordo com o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, a pesquisa mostra uma indefinição muito grande. “As rejeições são baixas, e isso mostra que o jogo político está aberto”, disse ele, ao comentar os diversos cenários desta fase de pré-campanha, especialmente pela falta de consenso no PT e com sua base federal.
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