11/10/2009
Figura das mais controversas no meio político, o ex-governador Newton Cardoso, anda ensaiando a sua volta como deputado federal. Para atingir seu objetivo aposta no apoio ao jovem deputado estadual Adalclever Lopes para o comando do diretório do PMDB em Minas.
O ex-governador, que vira e mexe tenta tirar a legenda do Ministro Hélio Costa, articula nos bastidores com o grupo de Fernando Pimentel, um acordo que visa tirar o ministro do caminho do ex-prefeito.
Newtão, como é conhecido, publicamente até jura ter problemas com o PT, mas de olho em uma vaga na Câmara dos Deputados, topa abrir mão da cabeça de chapa à favor de Fernando Pimentel, jogando por terra a oportunidade do PMDB eleger o próximo governador.
DEU NO O TEMPO
Na briga do PMDB, Hélio Costa pode se transformar em um rei sem reino
Ministro do governo Lula, bem relacionado com o governador Aécio Neves e líder nas primeiras pesquisas de intenção de voto para a disputa pelo Palácio da Liberdade, Hélio Costa tinha tudo para estar voando em um céu de brigadeiro. Mas não está. Assim como ocorre em todo o resto do país, o PMDB em Minas não é um, mas, sim, vários partidos. E Hélio Costa, pelo desenrolar dos fatos até agora, parece ter escolhido (ou ter sido empurrado) para o lado mais fraco da sigla no Estado.
O grupo do ministro defende uma candidatura própria e uma aliança com o PT só em caso de segundo turno ou, então, se os petistas abrissem mão da cabeça de chapa. Até aí, tudo bem. Se todo o partido tivesse esse mesmo pensamento, provavelmente o ministro sairia candidato e, se não trouxesse o PT junto com ele, pelo menos neutralizaria a atuação de Lula e Dilma Rousseff em Minas em nome de uma ampla aliança nacional.
O problema é a falta de sintonia entre os peemedebistas mineiros, apesar do discurso de unidade. Outra ala do partido, chefiada pelo cacique Newton Cardoso e representada pela candidatura do deputado estadual Adalclever Lopes à direção da legenda em Minas Gerais – Costa apoia Antônio Andrade –, não faz a mínima questão de lançar um candidato próprio.
Parte dos deputados federais e estaduais do PMDB está mais interessada em uma aliança com o PT para assegurar a reeleição. Pois, juntos em uma coligação, com ou sem a candidatura do ministro ao governo de Minas, com certeza garantiriam maior número de cadeiras no Legislativo.
Se lançarem candidato próprio e brigarem com o PT no Estado, poderiam azedar a aliança proporcional para eleger parlamentares de ambos os partidos. Aí reside o perigo para Hélio Costa: ficar com o status de um rei, mas sem um reino para governar.
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